Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Fobia de Insetos e de outros Bichos

A fobia de insetos faz parte do subtipo  fobias de Animais das fobias específicas e se caracteriza por pavor de insetos e de pequenos animais.

A fobia de insetos e de pequenos animais são  comuns.

Na verdade, elas constituem a grande maioria das fobias.

fobia de insetos e de outros bichos

Mas podem também se manifestar em relação a animais de porte maior.

Ao entrar em contato com um inseto ou outro animal, a reação é de intensa ansiedade, que pode chegar a um ataque de pânico.

E aí você poderia me perguntar: Mas isto não é transtorno do pânico?

E eu vou afirmar que não, uma vez que no transtorno do pânico, os ataques de pânico são espontâneos.

Isto é,  não estão relacionados com objetos ou situações, como animais.

O comportamento de quem sofre de fobia de insetos e de outros bichos é de fuga ao se defrontar com eles.

E também de evitar, custe o que custar, entrar em contato com os bichos, caracterizando o comportamento de esquiva, que pode ser extensa, limitando e causando grandes prejuízos na vida dos seus portadores.

Cerca de 10% a 12% da população sofre de fobias específicas, mas dificilmente procuram tratamento especializado. O mais comum é buscarem ajuda especializada na presença de um outro transtorno comórbido.

Isto é, quando um outro transtorno está presente, como por exemplo, a depressão, complicando ainda mais o quadro clínico.

fobia de insetos e de outros bichos

Abaixo se encontra uma lista de animais que  podem deixar algumas pessoas absolutamente apavoradas ao entrarem em contato com eles.

Ou a simples antecipação deste contato.

  • Baratas
  • Borboletas
  • Joaninhas
  • Abelhas
  • Vespas
  • Lagartixas
  • Taturanas
  • Aranhas
  • Pássaros
  • Morcegos
  • Cães
  • Gatos
  • Ratos
  • Cobras
  • lagartos
  • Sapos

fobia de insetos e de outros bichos

Ao entrar em contato com estes insetos ou outros bichos, a reação de ansiedade é imediata, com taquicardia, falta de ar, tremor, suor , ficar paralisado sem esboçar reação e medo que pode chegar ao pavor. Os ataques de pânico são frequentes.

A fobia de insetos e as fobias de pequenos animais são os tipos mais comuns de fobias específicas

fobia de insetos e de outros bichos

Alguém que sofra desse tipo de fobia, geralmente tem sintomas relacionados a um único bicho. No entanto ela pode ter também pavor de outros bichos. Por exemplo, ela pode temer baratas e também sapos.

Quanto mais inócuo for o animal que desencadeia a fobia, mais irracional e mais incompreensível se torna o comportamento daquele que que é fóbico. Basta imaginar alguém fugindo de uma borboleta. Ou tendo um ataque de pânico diante de uma joaninha.

Agora, se alguém evita o contato com um cachorro com cara de poucos amigos, fica mais fácil de entender o seu comportamento como sendo um medo real.

Tratamento da fobia de insetos e de outros bichos

Não existem medicamentos para tratar este tipo de fobias. Muitos tentam driblar a ansiedade com calmantes, do tipo Valium, Frontal, e acabam se tornando dependentes dessas substâncias e de outras, na tentativa de se tratar.

Estes  remédios podem inclusive atrapalhar a terapia comportamental.

Dentro da terapia comportamental, o tratamento de escolha é a Exposição. 

Esta consiste em entrar em contato com o objeto temido e evitado de forma frequente e, na medida do possível, gradualmente.

Por exemplo, se você tiver fobia de pássaros, procure começar  com um pássaro amigável; ou bonito. Por exemplo, um beija-flor. Não comece com um falcão ou um carcará, que parecem mais ameaçadores. Faça estes exercícios pelo menos três vezes por semana por 40 a 60 minutos.

Veja lojas de animais. Se estiver difícil, pesquise imagens do YouTube sobre o animal temido e faça a exposição com estes videos. Procure fazê-lo também de forma gradual e repetida.

No entanto, um terapeuta de abordagem comportamental seria o ideal no tratamento destas fobias.

Como você deve ter notado, há diversas imagens bem variadas de diversos animais neste artigo.

Elas servirão para que você,  que tem fobia de animais, se exponha a elas fazendo exposição na imaginação.

Isto pode ser útil no seu tratamento.

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tito paes de barros neto

 

Quais os Sintomas da Ansiedade?


Quais os sintomas da ansiedade? Há diversos sintomas, comportamentos, emoções e sentimentos. Vamos a eles neste painel  desenhado para você, mas antes de mais nada, devo lembrar que alguns sintomas podem estar presentes em alguns transtornos de ansiedade, e em outros, não.

quais os sintomas da ansiedade

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas físicos:

  • Palpitação/taquicardia: desconforto ou batedeira no peito
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Boca seca
  • Aperto na garganta
  • Opressão no peito
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Desconforto abdominal
  • Polaciúria: urinar em pequenas quantidades a todo momento
  • Parestesias: sensações de formigamento nas mãos, nos pés, nos lábios e nas orelhas. É frequente no transtorno do pânico
  • Tensão e abalos musculares. Enrijecimento muscular, sobretudo na região do pescoço e dos ombros. Muito frequente no transtorno de ansiedade generalizada
  • Ruborização: ficar vermelho. É bem característica da fobia social
  • Dor de cabeça
  • Sintomas gastrintestinais: sensaçao de estufamento na barriga, queimação, diarreia e gases

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas psíquicos

  • Medo, sobretudo o de morrer, muito frequente no transtorno do pânico, mas também o medo de enlouquecer ou perder o controle. Na fobia social temos o medo cometer erros e passar vergonha, que leva ao medo da avaliação negativa
  • Apreensão: de tudo dar errado
  • Ansiedade antecipatória e situacional
  • Nervosismo
  • Inquietação: andar de um lado para o outro, esfregar as mãos, tamborilar os dedos  balançar a perna
  • Irritabilidade
  • Insegurança, principalmente no contato com as pessoas, ao iniciar ou manter uma conversa
  • Dificuldade de concentração: de um modo geral este é um sintoma comum aos transtornos de ansiedade
  • Despersonalização e desrealização: são sentimentos de estranheza, de irrealidade que se dão em relação a si mesmo (despersonalização) ou em relação ao ambiente externo (desrealização). São comuns no transtorno de pânico
  • Autodepreciação: uma constante desvalorização de si mesmo em relação a tudo que se relacione com ele, inclusive elogios. Presente em transtornos de ansiedade com depressão e também na fobia social
  • Medo da avaliação negativa: este é o sentimento nuclear da fobia social, a preocupação com o julgamento que estão fazendo dele
  • Timidez excessiva: não corre em todos os casos. Por exemplo, quem tem medo de falar em público, muitas vezs é extrovertido em situações de contato interpessoal
  • Sentimentos de confusão, vergonha e humilhação: são medos muito frequentes entre os que têm fobia social
  • Medo de ser incapaz de falar ou de continuar falando
  • Desvio do olhar: ocorre em conversas em que predomina o contato visual. O fóbico social, por exemplo, não consegue sustentar o olhar

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas comportamentais

Fuga: sintoma fóbico que se caracteriza por fugir com urgência da situação fóbica. Por exemplo, na agorafobia, fugir de uma multidão

  • Esquiva: aqui a pessoa não foge, mas não se atreve a entrar em uma situação fóbica, por exemplo, um elevador
  • Grito
  • Choro
  • Congelar: ficar paralisado, sem conseguir falar ou se mover. Ocorre em situações fóbico-sociais, como falar em público

É importante que você aprenda a identificar seus sintomas de ansiedade para conhecer melhor seu inimigo.

É muito comum as pessoas com ansiedade irem parar no pronto-socorro diversas vezes acreditando estar com uma doença física e, de fato estarem com sintomas de ansiedade.

Se este comportamento de idas ao pronto-socorro se tornar repetitivo, procure checar com você mesmo se não são sintomas de ansiedade.

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tito paes de barros neto

 

Medo de Falar em Público

O medo de falar em público é um subtipo da fobia social, conhecido como fobia social circunscrita.

Tal qual na fobia social, o medo de falar em público ocorre com elevada frequência na população geral.

Mas não é intenso o bastante para causar prejuízo na vida de seus portadores

Quando ele se torna intenso, levando as pessoas a evitar falar em público ou a terem brancos, ou congelar, aí sim ele pode ser classificado como fobia social circunscrita.

Quando o medo de falar em público se torna intenso, causando limitações na vida de seus portadores, ele se torna uma fobia de falar em público.

medo de falar em publico

Ao se ver em uma situação em que tenha que falar em público.

Ou mesmo a antecipação desta situação, o fóbico pode sentir pavor, pânico e manifestar sintomas como os que se encontram abaixo:

  • Palpitação/coração acelerado
  • boca seca
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Tensão muscular
  • Palidez

Recentemente atendi um empresário que era obrigado a fazer reuniões mensais com seus funcionários.

Ele tinha muito receio destas ocasiões, sentia dores musculares de véspera e suava consideravelmente.

Para ele conseguir falar para sua platéia, era necessário que apoiasse seu braço firmemente  na mesa, pois sentia tontura e fixasse o olhar em um determinado ponto do auditório, pois sentia-se mal quando olhavam para ele.

A ocorrência deste quadro na população é comum e cabe tratamento especializado.

Causas do medo de falar em público: podem ser genéticas e ambientais.

medo de falar em publico

Como é tratado o medo de falar em público?

  • Com medicamentos: há uma classe de medicamentos, os Beta-bloqueadores que diminuem a taquicardia, o tremor e o suor excessivo, levando a um alívio dos sintomas.

Ansiolíticos também são eficazes, mas causam dependência química e prejuízo importante da memória.

Os antidepressivos de última geração (ex: lexapro, zoloft, luvox) são os medicamentos mais adequados para o tratamento desta fobia.

  • Com terapia comportamental baseada na exposição, isto é no enfrentamento das situações temidas é bastante utilizada, trazendo bons resultados.
  • Com exposição à realidade virtual: permite uma exposição muito eficaz pela possibilidade de repetição das cenas temidas e evitadas.

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tito paes de barros neto

Medo de Dormir e Ansiedade

O medo de dormir é a principal causa de insônia.

E este medo é bem antigo.

O ser humano primitivo dormia sempre apavorado com medo de ataques de predadores.

Tem gente que não dorme no escuro.

medo de dormir

Uma fonte de luz é sempre necessária para aliviar o medo.

Talvez porque dormir no escuro signifique perder o controle sobre tudo.

Medo de dormir é de tirar sono de qualquer um

medo de dormir

No terraço da casa da fazenda do meu avô,  depois do jantar, à meia-luz, contavam-se estórias de assombração, de almas penadas e de espíritos do mal, entre outras, que tiravam o sono de várias das pessoas que lá se encontravam passando férias.

Mas acredite, era muito entretido.

Em meu livro Sem medo de ter medo, relatei uma entrevista com Lygia Fagundes Telles em que ela contava, quando era criança, que ficava apavorada com estórias que suas pájens contavam sobre caveiras e mortos pulando das sepulturas.

E que ela só perdeu este medo quando passou a contar as mesmas estórias para outras pessoas.

Além do medo de dormir, outros temores podem surgir

Ficarmos sozinhos no escuro, parece aumentar os nossos temores e trazer à tona imagens e pensamentos que parecem piorar o medo.

E quais seriam estes medos? De morrer, de ter um derrame e ficar com a síndrome do encarceramento, de enlouquecer de vez.

Mas podem ser preocupações relacionadas ao trabalho, por exemplo, aquela reunião com o cliente difícil que pode pôr tudo a perder.

As consequências mais comuns de não conseguir dormir são a irritabilidade, o nervosismo, a fadiga e a labilidade emocional – as emoções afloram facilmente

Uma sugestão boa para você, que sofre do medo de dormir, é a de não exigir de si mesmo um sono perfeito.

Aliás, a grande maioria das pessoas não tem um sono perfeito.

Mas isso é diferente de alguém que não dorme porque sente medo.

Técnicas de relaxamento podem ser extremamente úteis pata aliviar a ansiedade e propiciar a indução do sono.

Além disso, os calmantes naturais (vendidos sem receita médica) podem ajudar no sono.

Mindfulness, um tipo de meditação aliada a outras técnicas também pode ajudar, mas é preciso procurar um profissional para realizá-la.

A prática de exercícios físicos nunca é demais para os insones amedrontados.

Então, mãos à obra. E boa sorte.

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tito paes de barros neto

 

Ansiedade de Separação

A ansiedade de separação, também conhecida como transtorno de ansiedade de separação, é a ansiedade excessiva que envolve o  afastamento de casa.

Ou de figuras importantes de vinculação.

ansiedade de separação

Para que seja caracterizado como tal, ele deve causar sofrimento clinicamente significativo.

Para que seja caracterizada a ansiedade de separação, deve haver sofrimento significativo

Ou prejuízo no funcionamento social, acadêmico (ocupacional) ou outras áreas importantes na vida do indivíduo.

Os indivíduos com este transtorno podem experimentar sofrimento excessivo recorrente, quando da separação de casa ou de figuras importantes de vinculação.

Quando separados dessas figuras de vinculação, freqüentemente precisam saber de seus paradeiros e sentem necessidade de permanecer em contato.

Alguns indivíduos sentem saudade extrema e chegam a sentir-se enfermos devido ao desconforto.

Nas situações de separação, eles freqüentemente abrigam temores.

De que acidentes ou doenças acometam as figuras a quem têm apego ou a eles próprios.

Ansiedade de separação nas crianças

As crianças com este transtorno freqüentemente expressam o medo de se perderem e jamais reverem seus pais.

Pode haver relutância ou recusa a comparecer à escola ou acampamentos, visitar ou pernoitar em casa de amigos, ou sair para cumprir pequenas incumbências

Essas crianças podem ser incapazes de permanecer em um quarto sozinhas.

E podem exibir um comportamento “adesivo” e andar “como uma sombra” atrás dos pais, por toda a casa.

Frequentemente têm dificuldades para dormir e podem insistir para que alguém permaneça a seu lado até adormecerem.

Durante a noite, podem ir para a cama dos pais (ou de outra pessoa significativa).

Se o ingresso ao aposento dos pais é impedido, podem dormir junto à porta.

Sintomas cardiovasculares, tais como palpitações, tontura e sensação de desmaio iminente, são raras em crianças menores, mas podem ocorrer em indivíduos mais velhos.

Preocupações com a morte e o morrer são comuns.

A recusa à escola pode acarretar dificuldades acadêmicas e evitação social.

As crianças podem queixar-se de que ninguém gosta delas e afirmar que desejariam estar mortas.

Em indivíduos mais velhos, o transtorno pode limitar sua capacidade para lidar com alterações nas circunstâncias de vida (por ex., mudança de domicílio, casamento).

Os adultos com o transtorno tipicamente se preocupam em demasia com seus filhos e cônjuges e experimentam acentuado desconforto quando separados deles.

ansiedade de separação

Após descrever as clínicas da ansiedade de separação, algumas palavras sobre como lidar com isso.

Dicas para o seu manejo

  • A criança deve ser estimulada por pais e professores a desenvolver um senso de autonomia e independência/competência.
  • Seus êxitos devem ser reforçados ( elogiados, incentivados).
  • A família deve ser orientada para que a criança mantenha um comportamento o mais próximo do saudável.
  • As crianças devem ser estimuladas a, gradualmente, abandonar seus comportamentos adesivos em relação aos pais e outras pessoas a quem estejam vinculadas.

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tito paes de barros neto

O Que é Ansiedade?

O que é ansiedade? Muitas pessoas fazem comentários  do tipo “Estou ansioso pra viajar de férias na semana que vem.”

Ou “Estou muito ansioso para encontrar Cristina.”

Isso não é ansiedade.

Não faz parte do conceito de ansiedade. Trata-se, sim de um anseio, que pode ser entendido como um desejo.

Algo que é muito agradável de se sentir; e de sonhar.

Ansiedade é outra coisa.

Veja abaixo:

A ansiedade é uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais.

o que é ansiedade

A ansiedade tem um caráter desagradável e geralmente é voltada para o futuro.

O que é ansiedade? Algo que não deve ser confundido com desejo/anseio e muito menos com depressão

Sintomas físicos: palpitações ou batedeira no peito, falta de ar, tremor, suor excessivo, tontura, boca seca,visão embaçada, ondas de frio e de calor, sentimentos de estranheza.

Sintomas emocionais: chorar, gemer, se irritar

Sintomas comportamentais: agitação, inquietação,  fuga de uma situação estressante.

Tipos de ansiedade

  • Situacional: é aquela ansiedade que surge quando a pessoa se encontra em uma situação que lhe causa medo ou desconforto.

Por exemplo, ela tem medo de cachorro e  vai na casa de alguém que tem um cachorro.

Isto causa muito desconforto.

  • Antecipatória: a pessoa fica antevendo o pior cenário para ela, por exemplo, morrer
  • Fóbica: ocorre em  relação a determinados objetos e situações
  • Social:medo de ser avaliado pelas pessoas.:A pessoa não suporta ser o alvo das atenções
  • Pânico: ataques de pânico ou de ansiedade com medo de morrer: são aterradores
  • Tônica: a pessoa fica o tempo todo tensa e preocupada com assuntos diversos

Todos os tipos de ansiedade devem ser tratados?

o que é ansiedade

A resposta é NÃO.

Existem ansiedades que são úteis para as pessoas.

Ao se preparar para um concurso, sentir um pouco de ansiedade pode aumentar o foco e mantê-lo mais engajado na situação.

Neste caso, a ansiedade fica sob  o controle da pessoa.

Por outro lado, se a ansiedade é tão intensa que impede a pessoa de trabalhar, ou estudar para um concurso, causando grande sofrimento e mal estar, o tratamento torna-se necessário.

Neste caso, uma consulta com um psiquiatra deve ser feita.

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tito paes de barros neto

Ansiedade Patológica: Quando Deve Ser Tratada?

A ansiedade é um problema comum e que atinge grande parte da população geral. A questão é: quando a ansiedade patológica deve ser tratada?

ansiedade patológica

Vejamos algumas possibilidades:

  • Se ela for uma ansiedade fóbica?  Sim. Pode-se dizer que as fobias sempre manifestam um quadro de ansiedade patológica. São elas:

A agorafobia. Uma fobia relacionada ao transtorno de pânico. Na verdade pode-se dizer uma complicação do transtorno de pânico, que se caracteriza por comportamento de esquiva em relação à várias situações que ele (ela) relacionam como potencialmente desencadeadoras de ataques de pânico.

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É a ansiedade patológica que está presente nos transtornos de ansiedade.

Fobia social: aqueles que tem este problema sofrem muito suas consequências.

É uma constante preocupação a respeito do que os outros estariam pensando a respeito dele (dela): se estariam irritados com seu tom de voz.

Com seu hálito, com seus gestos, seus hábitos à mesa. O fóbico social teme ser avaliado negativamente pelos outros.

Por isso, não fala em público, evita comer, beber e escrever diante das pessoas, além da esquiva de relações sociais.

As fobias específicas apresentam subtipos que dão a medida da gravidade de alguns destes transtornos:

fobia de sangue-agulha-injeção e ferimentos, claustrofobia,  dentista, voo, animais, chuva e tempestade.

  • Transtorno de ansiedade generalizada: o que acontece aqui é um estado de ansiedade constante, conhecida como ansiedade tônica, e traduzida por uma preocupação constante e difícil de afastar, sobre assuntos do dia a dia.

A principal característica deste transtorno é a preocupação exagerada, difícil de ser afastada, com assuntos do cotidiano, como saúde e trabalho, mas qualquer tipo de preocupação pode estar presente.o é altamente incapacitante.

ansiedade patológica

  • Transtorno de pânico: caracteriza-se por crises de ansiedade, conhecidas como ataques de pânico. O transtorno  é altamente incapacitante e frequentemente apresenta depressão comórbida.

Todos os transtornos de ansiedade tem como característica a presença da ansiedade patológica.

Por causar prejuízo importante na vida de seus portadores, devem ser tratados por um psiquiatra e também por terapeutas, de preferência de abordagem comportamental cognitiva.

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tito paes de barros neto

Ansiedade, Insonia e Depressão

Esta tríade, ansiedade, insônia e depressão, frequentemente caminha unida. São sintomas comuns e estão muito interrelacionados uns com os outros.

insônia

Por exemplo, tanto na ansiedade como na depressão, ela está presente.

A ansiedade pode desencadear sintomas depressivos e a depressão pode apresentar sintomas de ansiedade.

No entanto, quando juntos podem trazer um sofrimento acentuado para quem os experimenta.

Em alguns transtornos é possível se observar a ocorrência de ansiedade, insônia e depressão concomitantemente

insônia

  • Depressão ansiosa: neste transtorno os sintomas depressivos predominam.

Mas são acompanhados de sintomas de ansiedade, como ataques de pânico, fobias, sintomas de ansiedade generalizada e também de insônia.

  • Em algumas pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade – transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, estresse agudo e fobias específicas, é comum um quadro de depressão se instalar, juntamente com problemas para dormir.
  • Pessoas que não conseguem dormir,  frequentemente apresentam sintomas de ansiedade e depressão.

Sintomas de depressão: tristeza, perda do prazer, desânimo, falta de vontade, falta de concentração, prejuízo da memória, falta de energia.

Sintomas de ansiedade: medo, apreensão, irritabilidade, esquiva, preocupação excessiva, tensão.

Tanto na ansiedade como na depressão a insônia surge como um sintoma, embora em alguns tipos de depressão ocorra a hipersonia – dormir demais.

Quando está presente a insônia, na ansiedade ela costuma ser do tipo dificuldade para pegar no sono.

insônia

Ou mesmo os despertares frequentes durante a noite.

Na depressão, o que ocorre é o despertar precoce, no qual a pessoa acorda de madrugada e não consegue mais dormir.

Mas quando temos estados mistos de depressão e ansiedade, um tipo misto de insônia pode ocorrer, com despertares frequentes e dificuldade para pegar no sono.

Nestes casos de depressão e ansiedade com insônia,muitas vezes vale a pena o uso de antidepressivos, sempre prescritos por um médico, com propriedades sedativas para facilitar o sono e diminuir o sofrimento.

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tito paes de barros neto

Transtorno de ansiedade social: causas

O transtorno de ansiedade social, também conhecido como fobia social ou simplesmente ansiedade social é um problema comum.

E entre os transtornos psíquicos, atinge cerca de 3,5% da população.

Carateriza-se, sobretudo, pelo medo acentuado da avaliação negativa por parte das outras pessoas e apresenta ouros transtornos associados.

transtorno de ansiedade social

Entre eles, a depressão, o alcoolismo e uso de drogas.

Traços de temperamento como a timidez  e a reclusão são muito comuns.

Causas do transtorno de ansiedade social

As  causas ainda não são bem conhecidas.

Mas há muitos aspectos que podem estar relacionados com as causas do transtorno de ansiedade social. Vamos a eles.

  • Genética: crianças com transtorno de ansiedade social quando comparadas a outras crianças, apresentam pais com transtorno de ansiedade social em proporção maior que os pais do outras crianças.

Estudos com gêmeos evidenciou que quando um deles tinha transtorno de ansiedade social, o outro também tinha em 65% das vezes.

Características como timidez, medo da avaliação negativa e inibição do comportamento aparecem nos estudos como sendo geneticamente transmitidas.

  • Fatores ambientais: a interação entre os pais e a criança tem um papel fundamental. Controle e superproteção levam à ansiedade social.

A falta de carinho também.

  • Aspectos cognitivos: podem contribuir para o desencadeamento e a manutenção de viéses e distorções no processamento das informações sociais, pensamentos e atitudes, gerando círculos viciosos que perpetuam o transtorno de ansiedade social.
  • Experiências socialmente adversas, que incluem a crítica, a humilhação, a rejeição.

Outras possíveis causas do transtorno de ansiedade social

O bullying, contribui  muito para a eclosão e manutenção do transtorno de ansiedade social.

  • Falta de habilidades sociais: é comum entre os portadores desse transtorno e prejudica bastante a eficiência social.

transtorno de ansiedade social

Apesar dos estudos, o papel das experiências sociais aversivas e dos eventos negativos de vida ainda não é claro.

Eu, em minha experiência clínica observei duas coisas que devem contribuir para a causa do transtorno de ansiedade social:

O primeiro deles é a atitude dos pais enfatizando criticamente o comportamento da criança, com frases to tipo “fala baixo menino.”

“Para de gritar, o que a vizinhança vai pensar”

Outro aspecto é a atitude dos pais de desestimular a vida social de seus filhos, levando a filhos mais reclusos e propensos à ansiedade social.

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Crise de ansiedade e o medo de morrer

Uma crise de ansiedade é qualquer manifestação de sintomas de ansiedade que ocorra de modo agudo ou se instale abruptamente.

Também é referida nos livros e artigos científicos como ansiedade paroxística episódica.

E é popularmente bem conhecida como crise ou ataque de pânico.

crise de ansiedade

Ataque de pânico e crise de ansiedade são a mesma coisa

Uma crise de ansiedade ou ataque de pânico inicia-se rapidamente – em menos de 10 minutos os sintomas atingem o seu auge, e então o quadro está instalado.

O início é com medo que, em um crescendo, chega ao pavor, com sensações de desmaio, morte iminente e perda do controle sobre o eu.

A pessoa  julga ser capaz de cometer um desatino.

Falta de ar, com aumento da ventilação (hiperventilação) são frequentes e seguidas de secura na boca e na garganta.

A hiperventilação provoca outros sintomas: formigamentos nas mãos, lábios, e outras partes do corpo.

E também sensações de estranheza e irrealidade.

Que são conhecidas como despersonalização e desrealização, quando ocorrem em relação a si mesmo e ao ambiente externo, respectivamente.

crise de ansiedade

É importante lembrar que as crises de pânico ou de ansiedade, embora sejam muito associadas ao transtorno de pânico, não são exclusivas deste último.

Ao contrário, podem ocorrer em outros quadros, como nas fobias específicas, na fobia social e na agorafobia.

Além disso, muitas pessoas manifestam crise de ansiedade sem ter qualquer problema psíquico, isto é, sem ter nenhum transtorno.

É o caso daqueles que estão muito estressados no trabalho e subitamente têm um ataque de pânico.

Jovens que usam energéticos em baladas também apresentam este problema, pelo excesso de cafeína contida nestas substâncias.

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Outras drogas, como tabaco em excesso, cocaína e outras drogas psicoestimulantes podem ter este efeito.

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tito paes de barros neto