Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Medo de ser observado

Medo de ser observado é um dos sintomas mais importantes da fobia social e causa grande desconforto e ansiedade em quem sofre desse transtorno.

medo de ser observado

O medo em questão surge sempre na presença de outras pessoas, não importando muito o número de pessoas presente.

Algumas situações em que surge o medo e o desconforto de ser observado estão relacionadas abaixo:

  • Atravessar uma sala onde as outras pessoas estejam sentadas
  • Caminhar na rua ou em uma praça  ou em um parque
  • Entrar atrasado em uma peça de teatro ou cinema
  • Alguém fixando o olhar em você em um bar ou restaurante

Medo de ser observado é um sintoma comum da fobia social

Em todas essas situações  pode estar  presente o medo de ser avaliado negativamente, presente na fobia social.

Vale a pena dizer que no reino animal quando um predador fixa o olhar em uma presa, ele irá atacá-la.

Nos momentos que antecedem esse ataque, a presa fica ofegante, com os olhos arregalados, em um estado que pode ser descrito como medo.

Por essa razão, seres humanos sentem-se desconfortáveis quando são encarados. Portanto, encarar as pessoas não é um comportamento recomendável em situações sociais.

Algumas pessoas, ao darem uma aula,  um seminário ou proferirem uma palestra, preferem fixar um ponto do auditório ou da sala de aula para não se incomodar com o olhar dos outros sobre elas.

medo de ser observado

O que pode levar essas pessoas a experimentarem sintomas como batedeira no peito, tontura/vertigem, tremor e suor abundante.

Quem sofre de fobia social desvia o olhar com frequência por duas razões: por se incomodar ao ser observado pelas outras pessoas.

E também por acreditar que o seu olhar irá perturbar os outros.

Há fóbicos sociais que não conseguem sustentar o olhar por um segundo sequer, mantendo os olhos voltados para o chão ou para os lados.

São pessoas mais comprometidas, que apresentam um prejuízo funcional maior no trabalho, vida social e lazer.

Muitas vezes com depressão comórbida, outros transtornos de ansiedade e abuso de álcool e drogas.

E  por isso necessitam de tratamento especializado.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

 

Medo de ter medo

Medo de ter medo é um dos sintomas de ansiedade mais frequentes dos transtornos de ansiedade.

O medo de ter medo está presente no transtorno de pânico, na agorafobia, na fobia social, nas fobias específicas e no transtorno de ansiedade generalizada.

medo de ter medo

Este medo também é descrito como ansiedade antecipatória ou ansiedade de antecipação.  O termo, entretanto pouco ajuda no entendimento do que seja este sintoma.

Medo de ter medo ou ansiedade antecipatória está estreitamente relacionada a pensamentos negativos voltados para o futuro

Vou relatar um situação que descreve bem o que é a ansiedade antecipatória:

Certa vez um homem dirigia seu carro e teve o seu pneu furado. Ele parou no acostamento para trocar o pneu e constatou que estava sem o macaco.

Ele ficou extremamento preocupado pois estava anoitecendo e ele não conseguia encontrar uma saída para o problema.

Ele ficou observando o entorno pouco habitado e vislumbrou, ao longe, uma luz que vinha de uma casa à beira da estrada.

“Já sei”, ele pensou. “Vou até a casa e peço o macaco emprestado para o dono da casa”

Dito e feito. Resoluto, ele foi caminhando em direção à casa, mas alguns pensamentos surgiram em sua mente:

  • Vou chegar  interromper  o jantar desse homem
  • Ou até interromper um momento íntimo dele com a mulher.
  • Ele vai ficar muito bravo. Vai bater boca comigo.
  • Eu vou xingá-lo. Ele vai me xingar.
  • Agente vai se atracar…

medo de ter medo

Em sua caminhada em direção àquela casa, continuou pensando as piores coisas., extremamente tenso. Quando  chegou tocou a campainha e o dono da casa abriu a porta, ele perguntou:

“Sabe e  o que você faz com esse seu macaco?”

Esse relato ilustra bem o que é a ansiedade antecipatória.

O que fazer com isso?

É importante saber, ou se você já sabe, lembrar o que pode ser feito. Vou passar alguns itens que podem ajudar:

  • Quando estiver ansioso, procure identificar claramente os pensamentos que estão passando em sua mente.
  • Identifique o pensamento que o deixa mais ansioso
  • Questione esse pensamento, com perguntas do tipo “É um pensamento realista ou é exagerado ou irracional? “É  um pensamento calcado na realidade ou pode-se tratar de uma fantasia?
  • Procure substituir esse pensamento que gera ansiedade por outro pensamento mais realista
  • Observe como ficou sua ansiedade antecipatória depois  de trabalhar com seus pensamentos negativos.

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tito paes de barros neto

 

Esquiva fóbica: comportamento de evitação

Esquiva é um comportamento que se manifesta em pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade, sobretudo nas que sofrem de fobias.

esquiva

No entanto, a esquiva pode se manifestar no transtorno de pânico, no transtorno de ansiedade generalizada e no transtorno obsessivo-compulsivo.

Trata-se de um comportamento de evitar situações ou objetos que causem ansiedade ou desconforto.

Assim, se uma pessoa tiver fobia de algum animal, ela vai evitar a todo custo entrar em contato com esse animal, que pode ser, por exemplo, o cachorro.

Ou outro animal qualquer, como baratas, lagartos, gatos etc.

Esquiva é um comportamento de evitação de objetos ou situações que causem ansiedade

As fobias específicas envolvem medo e esquiva de diferentes objetos e situações, como por exemplo, a fobia de locais fechados.

Quem sofre desse tipo de fobia ao se encontrar em um local fechado, passa a sentir um temor intenso.

O que pode fazê-las fugir do local se for possível.

Se não for, elas podem ficar paralisadas de medo, congeladas.

Ou podem ter um ataque de pânico situacional.

Que é diferente do ataque de pânico espontâneo que ocorre no transtorno de pânico, que não se relaciona com objetos e situações específicas.

Por outro lado, no transtorno de pânico, é comum a pessoa evitar situações que ela correlaciona como sendo passíveis de desencadear ataques de pânico.

A esse comportamento dá-se o nome de agorafobia.

esquiva

Como exemplos temos: sair de casa estando desacompanhado, estar longe de casa, locais cheios de gente.

Na ansiedade generalizada a pessoa pode evitar locais ou situações que possam desencadear preocupação e ansiedade.

Como ir ao banco, a médicos e outros profissionais de saúde.

No transtorno obsessivo-compulsivo, a esquiva se dá principalmente em relação a objetos, como animais.

E também situações que possam desencadear pensamentos obsessivos.

Como de  que ela tenha se contaminado com alguma coisa, como bactérias ou secreções corporais (suor, urina, esperma).

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Sou ansioso, e agora?

Sou ansioso.

sou ansioso

Descobri que sou ansioso há alguns anos, quando comecei a namorar uma moça um pouco mais velha que eu e que morava longe da minha casa.

Como ela já tinha a CNH e eu não, era ela quem passava em casa para que saíssemos para ir ao cinema, comer uma pizza ou mesmo  para ficar em casa e assistir a um filme ou a uma série na TV a cabo.

Até aí, tudo bem.

O problema começava quando ela saía da minha casa e dirigia o seu carro para voltar para a casa dela.

Eu era tomado por uma sensação de medo, desconforto intenso e uma preocupação sem precedentes com ela.

Imaginava que poderiam acontecer coisas horríveis a ela, como assalto, sequestro, estupro, e até mesmo assassinato.

Meu coração ficava apertado e batia forte.

Eu suava em bicas e meus músculos do pescoço e dos ombros ficavam contraídos.

Eu tinha muita dificuldade para dormir.

Eu só sossegava quando ela me ligava para dizer que havia chegado em casa e que estava tudo bem.

Eu achava muito ruim sentir aquilo.

Mas o problema estava apenas começando.

Em pouco tempo, a preocupação  se  disseminou e passou a durar o dia inteiro, além de  se fazer presente todos os dias.

Sou ansioso. Mas resolvi dar um jeito nisso

Procurei um médico, um clínico, que me examinou e pediu vários exames, mas nada foi encontrado.

Ele sugeriu que eu procurasse um psiquiatra pois percebeu que eu estava muito ansioso.

Foi um bom conselho.

sou ansioso

Fui avaliado pelo psiquiatra que constatou que eu estava com transtorno de ansiedade generalizada.

Fui medicado com um antidepressivo que levou a uma grande melhora do quadro.

A preocupação diminuiu bastante e eu me senti mais relaxado e confiante.

Ando pensando ultimamente em iniciar uma psicoterapia para melhorar ainda mais e aprender a lidar melhor com a minha ansiedade e preocupações.

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Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Sinto medo: o que devo fazer ?

Sinto medo, e agora o que devo fazer?

sinto medo

Bem, em primeiro lugar é normal sentir medo. O medo normal geralmente ocorre em relação a perigos reais e sua intensidade é proporcional a uma ameaça reconhecível.

Por exemplo vamos supor que você esteja dirigindo, de noite, em uma cidade grande, não conheça bem essa cidade e entre em um bairro com cara de poucos amigos.

Você pode sentir medo de ser assaltado, de o carro enguiçar e ficar a mercê de bandidos, de se perder, etc.

Sinto medo ao caminhar em ruas escuras. Isso é normal?

Sim. isso é normal. Eu também sinto medo quando me encontro em uma situação como essa. De fato, já fui assaltado e senti muito medo.

Também é normal sentirmos medo em situações do cotidiano. Ao atravessar uma rua, olhamos para os lados pois sentimos medo de ser atropelados.

Por temor do fracasso, antes de fazer um discurso, dar uma aula ou um seminário, nós nos preparamos com o objetivo de evitar um fiasco.

E também dirigimos no trânsito, com cautela para evitar acidentes.

Medos como esses são protetores e praticamente garantem a sobrevivência da especie humana no nosso planeta.

Em suma uma certa quantidade de medo é normal e desejável.

Sinto medo. Devo procurar tratamento?

Quando o medo se torna exagerado ou irracional, ele passa a ser considerado um medo patológico.

Como exemplo de medo exagerado, temos o medo que uma pessoa tem de sair de casa e passar mal, sem que ela tenha uma doença física que justifique esse medo.

O medo irracional está presente, por exemplo, em alguém que tenha medo de pássaros. Afinal, que mal eles podem nos fazer? Ou das pessoas que tem medo de outras pessoas.

sinto medo

Quando o medo se apresenta na sua forma exagerada ou irracional …

E causa muito sofrimento ou prejudica a vida das pessoas, comprometendo o trabalho e a vida pessoal, o medo se torna um transtorno de ansiedade.

Quando isso acontece, o tratamento com um psiquiatra torna-se necessário para que se reduza o sofrimento e se minimize o prejuízo na vida.

Para maiores esclarecimentos, veja nesse blog os posts: transtorno de ansiedade, transtorno de pânico, fobia social e agorafobia.

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Medo e ansiedade ocorrem normalmente

Medo e ansiedade são termos que muitas vezes se confundem. Mas não têm o mesmo significado. Pode-se dizer que o medo faz parte da ansiedade.

medo e ansiedade

E que a ansiedade engloba o medo.  Se por um lado o medo é um sentimento, a ansiedade é uma emoção complexa, mais abrangente.

A ansiedade envolve o sentimento de medo e sintomas diversos – tanto físicos quanto emocionais (ou psíquicos) e, também, comportamentais.

Medo e ansiedade ocorrem normalmente entre os seres humanos.

Podemos dizer que,  até uma certa intensidade, o medo e a ansiedade protegem o ser humano.contra a sua própria morte.

O que faz com que ao ao caminharmos pela cidade, antes de atravessarmos ruas e avenidas, olhemos para os lados antes de fazê-lo? É o medo de sermos atropelados.

E este medo, que é normal, repito, ocorre em diversas situações. Por exemplo, quando vamos ao médico e fazemos exames com o objetivo de prevenir doenças.

Por exemplo, mulheres com vida sexual ativa, devem fazer citologia oncótica (papanicolao) com o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero.

É o receio que têm de contrair a doença que as leva a ir periodicamente ao ginecologista e fazer o exame.

Tudo isso é absolutamente normal.

No entanto, quando o medo e a ansiedade se tornam excessivamente intensos, exagerados ou irracionais, eles se tornam transtornos de ansiedade.

E causam prejuízo na vida de quem sofre desses transtornos, em uma ou mais áreas das suas vidas: trabalho, escola, vida social e vida amorosa.

medo e ansiedade

Muitas vezes a pessoa deixa o emprego por causa disso, isola-se socialmente, abandona os estudos e evita ter relacionamentos amorosos.

Se você estiver com sintomas como medo intenso, evitando situações por causa do medo ou com sintomas físicos.

Sintomas como dor ou batedeira no peito, falta de ar, tremor, tontura e suor excessivo, procure ajuda especializada.

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Como tratar a ansiedade

Como tratar a ansiedade?

como tratar a ansiedade

A ansiedade é uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais.

Ela tem uma característica desagradável e é dirigida para o futuro. Não existe ansiedade agradável.

Se alguém disser que está ansioso para sair de férias, isso configura um anseio ou desejo e não ansiedade.

Sentir ansiedade é normal até certo ponto e protege  o ser humano contra ameaças reais.

No entanto, quando ela se torna exagerada ou irracional, passa a ser considerada ansiedade patológica e a fazer parte dos transtornos de ansiedade.

como tratar a ansiedade

Os transtornos de  ansiedade caracterizam-se pela presença de ansiedade exagerada ou irracional e comportamento de esquiva ou evitação de uma série de situações.

Entre os transtornos de ansiedade temos:

  • Transtorno de pânico, também conhecido como síndrome do pânico ou ansiedade paroxística episódica.

A característica principal desse transtorno é a ocorrência de ataques de pânico ou ataques de ansiedade repetidos e espontâneos e um medo acentuado de ter novos ataques.

Como tratar a ansiedade e os ataques de pânico?

Existem vários medicamentos usados no tratamento do pânico.

Eles diminuem muito a frequência e a intensidade dos ataques de pânico ou podem levar à cessação dos ataques.

O psiquiatra é o profissional que deve ser consultado para receber o tratamento adequado nesses e nos casos de outros transtornos de ansiedade.

Como tratar a ansiedade e seus transtornos?

O psiquiatra é o profissional de escolha para medicar os pacientes com transtornos de ansiedade.

Um terapeuta, que pode ser um psiquiatra ou um psicólogo, também tem um papel importante no tratamento desses transtornos.

  • Agorafobia: é o comportamento de esquiva de situações que a pessoa relaciona como sendo prováveis de desencadear ataques de pânico.

A pessoa evita sair de casa ou ficar em casa sozinha, aglomerações, dirigir, locais em que a saída esteja difícil e situações em que o socorro esteja indisponível.

Não existem medicamentos eficazes no tratamento da agorafobia. A terapia comportamental cognitiva é o tratamento de escolha.

  • Fobia social: o medo de ser avaliado negativamente pelos outros é o principal sintoma

Alguns antidepressivos reduzem a ansiedade social, melhorando a qualidade de vida dos fóbicos sociais.  Os betabloqueadores reduzem a taquicardia e o tremor de quem tem fobia de falar em público (o subtipo circunscrito da fobia social).

Os calmantes também diminuem a ansiedade social , mas podem causar dependência química e prejuízo da memória.

A terapia comportamental cognitiva é uma ferramenta importante no tratamento da fobia social, sobretudo a exposição e o treino de habilidades sociais. A exposição à realidade virtual já existe no Brasil

  • Fobias específicas: comportamento de esquiva (evitação) por medo de determinadas situações e objetos. Por exemplo, animais, locais fechados, chuva, sangue.

Não existem medicamentos para o tratamento das Fobias Específicas

 A terapia de exposição é a melhor alternativa de tratamento.

  • Transtorno de ansiedade generalizada: padrão de ansiedade caracterizada por preocupação exagerada com situações do cotidiano.

Antidepressivos e psicoterapia são usados no seu tratamento

Outros procedimentos que podem ser úteis no tratamento da ansiedade são as técnicas de relaxamento e a meditação.

como tratar a ansiedade

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Ataques de pânico: o terror sem motivo

Ataques de pânico, crises de ansiedade, crises de pânico e ansiedade ictal são sinônimos de sintomas característicos do transtorno de pânico.

ataques de pânico

Um ataque de pânico é um período de intenso medo, que pode chegar ao pavor e que atinge um pico máximo de intensidade em cerca de dez minutos.

Além do medo devem estar presentes ao menos quatro dos sintomas descritos abaixo:

  • Taquicardia ou palpitação: respectivamente aceleração dos batimentos cardíacos e desconforto percebido como falhas nos batimentos do coração
  • Dor ou desconforto no peito
  • Falta de ar ou sensação de sufocação
  • Tontura
  • Enjoo ou desconforto abdominal
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Sentimentos de estranheza em relação a si ou ao ambiente externo
  • Sensação de anestesia ou de formigamento nas mãos ou em outras partes do corpo
  • Ondas de calor ou de frio
  • Medo de morrer
  • Medo de enlouquecer ou de cometer um ato descontrolado

ataques de pânico

Para que seja considerado transtorno de pânico não basta que a pessoa tenha um ataque de pânico isolado.

É preciso que haja ataques de pânico de repetição e medo de que estes ataques se repitam.

Ataques de pânico podem ocorrer com uma frequência seis vezes maior que o transtorno de pânico.

ataques de pânico

Por exemplo por ingestão excessiva de café ou de energéticos.

O que é notável no transtorno de pânico é a grande quantidade de sintomas físicos que podem estar presentes em quem sofre desse transtorno, sem que a pessoa tenha qualquer doença física.

Impressiona o fato de as pessoas buscarem o clínico, o cardiologista  ou o neurologista por acreditarem que estejam sofrendo de algum problema no coração ou em outro órgão, como estômago, intestino ou pulmão, ou por acharem que sofreram um derrame cerebral.

Mesmo quando algum médico afirma que ela não tem nenhum problema cardíaco ou que não vai morrer porque tem pânico, ela tem muita dificuldade para acreditar nisso.

Por essa razão muitas das pessoas que têm ataques de pânico tornam-se frequentadoras dos pronto-socorros. Acreditando piamente que seu problema seja físico.

Ao invés de se se tornarem assíduos nessa rotina insólita, deveriam procurar um psiquiatra e tratar o seus ataques de pânico de forma mais adequada.

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Medo de perder

Medo de perder pode ser vivenciado sob a forma de pavor.  Na maioria das vezes, no entanto, é uma preocupação exagerada que está presente.

Preocupação persistente que quando se tenta afastá-la, ela retorna e parece que vai ficar à mente por uma eternidade.

Esta é a base do sofrimento de grande parte das pessoas que sofrem do medo de perder – a preocupação exagerada, desmedida e difícil de afastar da mente.

medo de perder

A este tipo de problema é de nominado transtorno de ansiedade generalizada.

As preocupações se relacionam a vários tema, conforme relacionados abaixo.

  • De perder a saúde: a própria saúde ou a saúde dos filhos.

A pessoa vive atormentada, com medo de ter uma doença ou que o cônjuge ou outro familiar tenha.

É importante diferenciar este medo da hipocondria, em que apessoa tem a convicção de estar com uma doença.

A imaginação vai longe e aos extremos, como doenças incuráveis que levem à morte de pessoas queridas.

  • De perder dinheiro: a perda  ou a possibilidade de perder dinheiro são as principais questões

medo de perder

No entanto, as pessoas que ganham ou ganharam dinheiro podem ficar excessivamente preocupadas em perdê-lo.

Ao invés de se sentirem mais seguras e relaxadas, ficam cada vez mais preocupadas e inseguras com a possibilidade de perdas.

E muitas vezes, na cabeça dessas pessoas, aquela possibilidade mais remota se transforma na certeza absoluta de que uma catástrofe está por vir.

A antecipação negativa de fatos tem um peso grande nessas situações.

É como avistar uma nuvem em um dia de sol e prever uma tempestade.

Medo de perder muitas vezes é uma preocupação exagerada

  • Perder o seu amor: há pessoas que ficam verificando sistematicamente o termômetro do amor

medo de perder

Isso se dá através de perguntas repetitivas do tipo “Você me ama?”

Perguntar de vez em quando é algo saudável e traduz um certo cuidado sobre a quantas anda o termômetro do amor de cada casal.

Entretanto, perguntar  a todo momento  se ele ou ela o ama, ou a ama , torna-se algo irritante e que desgasta a relação.

E aí sim, a pessoa talvez possa ter razões verdadeiras para se preocupar, pois o amor dá lugar a uma verificação constante e obsessiva.

  • De perder tempo: todos nós perdemos tempo, seja por desperdício, seja por engajamento em alguma atividade significativa para nós.

Perder tempo faz parte da vida. No entanto, desperdiçar seu tempo com ócio excessivo não é bom. Da mesma forma que procrastinar – adiar o que deve ser feito interminavelmente.

Além disso uma certa quantidade de medo, não em excesso, é bem vindo para que as perdas possam ser evitadas.

Muitas vezes, porém estamos ganhando tempo e não damos valor a isso.

Ganhamos tempo em coisas simples como, por exemplo, usando o waze no trânsito.

Medos como os descritos nesse artigo constituem-se, muitas vezes, em medos patológicos.

Estes medos estão presentes nos transtornos de ansiedade devendo por isso serem tratados.

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Causas da ansiedade

Causas da ansiedade constituem-se em um tema cada vez mais complexo, na medida que a ciência avança, tendo havido considerável progresso desde o início do século até os dias atuais.

Neste post veremos as principais causas da ansiedade e seus transtornos e suas implicações no tratamento.

causas da ansiedade

Causas da ansiedade e seus principais transtornos

A. Fobia social: diversas possíveis  causas podem estar presentes na gênese da fobia social presentes na causa ou causas da fobia social.

  • Genética: crianças com fobia social têm pais que também sofrem de fobia social em proporção maior que os pais de crianças sem fobia social. O medo da avaliação negativa, o principal temor presente  na fobia social parece ser geneticamente determinado
  • Personalidade: crianças com inibição do comportamento, apresentam maior risco para o desenvolvimento da fobia social
  • Neurobiologia: crianças inibidas teriam algumas estruturas cerebrais do sistema límbico, como amígdala e hipotálamo, mais facilmente ativadas que outras crianças não fóbicas
  • Cognitivas: viéses e distorções de pensamentos relacionados a situações sociais. Experiências sociais adversas têm também um papel importante na eclosão da fobia social
  • Falta de habilidades sociais é uma hipótese que tem respaldo em literatura especializada. A inabilidade para relacionar-se socialmente poderia levar à fobia social
  • Fatores ambientais: a interação entre crianças e pais parece exercer um papel na causa da fobia social.

Crianças com fobia social têm pais excessivamente controladores, super-protetores e pouco carinhosos

Pais que educam os filhos dando excessiva ênfase à opinião alheia e usando a vergonha como método de disciplina são fatores que podem levar ao medo da avaliação negativa, a cognição central dos fóbicos sociais.

A mimetização do comportamento pouco social dos pais é outro fenômeno relacionado à fobia social

Causas  da ansiedade

causas da ansiedade

B. Transtorno de pânico e agorafobia:

  • Genética: parentes em primeiro grau de pessoas que têm transtorno de pânico sofrem com maior frequência daquele transtorno
  • Neurobiologia: o sistema límbico, particularmente a amígdala cerebral encontra-se mais ativada no transtorno de pânico
  • Condicionamento: um ataque de pânico isolado pode ocorrer em qualquer pessoa e levar a um condicionamento aversivo, com a pessoa manifestando medo de ter outro ataque.

Se esta ataque ocorreu fora de casa, ela pode evitar sair de casa a pé ou de carro. Se ocorreu dentro de casa pode evitar ficar em casa sozinha

  • Interação entre pais e crianças: segue o padrão da fobia social
  • Fatores ambientais: estresse no trabalho e outros estresses como casamento e nascimento de filho, perdas, abuso de bebidas cafeinadas e outros

C. Fobias específicas:

  •   Tanto o condicionamento clássico, como por exemplo ser atacada por um cão e desenvolver uma fobia, como fatores genéticos (veja o post sobre fobia de sangue, agulha injeção e ferimentos) têm um papel importante entre as causas destas fobias.

Da mesma forma, a aprendizagem por observação pode determinar a causa de uma fobia específica.

Por exemplo, uma criança que observa a mãe apavorada, gritando e se descabelando por causa de uma barata

E pode inferir que baratas são animais terrivelmente perigosos e desenvolver, também, esta fobia.

No entanto, um fator importante reside na educação e informações que os pais levam aos seus filhos.

Por exemplo, dizer que o avião é um meio de transporte rápido, mas que quando um deles cai, não sobra ninguém para contar a história pode ser um jeito curto de acarretar fobia de voo no filho., que é a pura verdade.

Seria melhor dizer que o avião é muito mais seguro que o carro.

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