Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Ataques de pânico: o terror sem motivo

Ataques de pânico, crises de ansiedade, crises de pânico e ansiedade ictal são sinônimos de sintomas característicos do transtorno de pânico.

ataques de pânico

Um ataque de pânico é um período de intenso medo, que pode chegar ao pavor e que atinge um pico máximo de intensidade em cerca de dez minutos.

Além do medo devem estar presentes ao menos quatro dos sintomas descritos abaixo:

  • Taquicardia ou palpitação: respectivamente aceleração dos batimentos cardíacos e desconforto percebido como falhas nos batimentos do coração
  • Dor ou desconforto no peito
  • Falta de ar ou sensação de sufocação
  • Tontura
  • Enjoo ou desconforto abdominal
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Sentimentos de estranheza em relação a si ou ao ambiente externo
  • Sensação de anestesia ou de formigamento nas mãos ou em outras partes do corpo
  • Ondas de calor ou de frio
  • Medo de morrer
  • Medo de enlouquecer ou de cometer um ato descontrolado

ataques de pânico

Para que seja considerado transtorno de pânico não basta que a pessoa tenha um ataque de pânico isolado.

É preciso que haja ataques de pânico de repetição e medo de que estes ataques se repitam.

Ataques de pânico podem ocorrer com uma frequência seis vezes maior que o transtorno de pânico.

ataques de pânico

Por exemplo por ingestão excessiva de café ou de energéticos.

O que é notável no transtorno de pânico é a grande quantidade de sintomas físicos que podem estar presentes em quem sofre desse transtorno, sem que a pessoa tenha qualquer doença física.

Impressiona o fato de as pessoas buscarem o clínico, o cardiologista  ou o neurologista por acreditarem que estejam sofrendo de algum problema no coração ou em outro órgão, como estômago, intestino ou pulmão, ou por acharem que sofreram um derrame cerebral.

Mesmo quando algum médico afirma que ela não tem nenhum problema cardíaco ou que não vai morrer porque tem pânico, ela tem muita dificuldade para acreditar nisso.

Por essa razão muitas das pessoas que têm ataques de pânico tornam-se frequentadoras dos pronto-socorros. Acreditando piamente que seu problema seja físico.

Ao invés de se se tornarem assíduos nessa rotina insólita, deveriam procurar um psiquiatra e tratar o seus ataques de pânico de forma mais adequada.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Medo de perder

Medo de perder pode ser vivenciado sob a forma de pavor.  Na maioria das vezes, no entanto, é uma preocupação exagerada que está presente.

Preocupação persistente que quando se tenta afastá-la, ela retorna e parece que vai ficar à mente por uma eternidade.

Esta é a base do sofrimento de grande parte das pessoas que sofrem do medo de perder – a preocupação exagerada, desmedida e difícil de afastar da mente.

medo de perder

A este tipo de problema é de nominado transtorno de ansiedade generalizada.

As preocupações se relacionam a vários tema, conforme relacionados abaixo.

  • De perder a saúde: a própria saúde ou a saúde dos filhos.

A pessoa vive atormentada, com medo de ter uma doença ou que o cônjuge ou outro familiar tenha.

É importante diferenciar este medo da hipocondria, em que apessoa tem a convicção de estar com uma doença.

A imaginação vai longe e aos extremos, como doenças incuráveis que levem à morte de pessoas queridas.

  • De perder dinheiro: a perda  ou a possibilidade de perder dinheiro são as principais questões

medo de perder

No entanto, as pessoas que ganham ou ganharam dinheiro podem ficar excessivamente preocupadas em perdê-lo.

Ao invés de se sentirem mais seguras e relaxadas, ficam cada vez mais preocupadas e inseguras com a possibilidade de perdas.

E muitas vezes, na cabeça dessas pessoas, aquela possibilidade mais remota se transforma na certeza absoluta de que uma catástrofe está por vir.

A antecipação negativa de fatos tem um peso grande nessas situações.

É como avistar uma nuvem em um dia de sol e prever uma tempestade.

Medo de perder muitas vezes é uma preocupação exagerada

  • Perder o seu amor: há pessoas que ficam verificando sistematicamente o termômetro do amor

medo de perder

Isso se dá através de perguntas repetitivas do tipo “Você me ama?”

Perguntar de vez em quando é algo saudável e traduz um certo cuidado sobre a quantas anda o termômetro do amor de cada casal.

Entretanto, perguntar  a todo momento  se ele ou ela o ama, ou a ama , torna-se algo irritante e que desgasta a relação.

E aí sim, a pessoa talvez possa ter razões verdadeiras para se preocupar, pois o amor dá lugar a uma verificação constante e obsessiva.

  • De perder tempo: todos nós perdemos tempo, seja por desperdício, seja por engajamento em alguma atividade significativa para nós.

Perder tempo faz parte da vida. No entanto, desperdiçar seu tempo com ócio excessivo não é bom. Da mesma forma que procrastinar – adiar o que deve ser feito interminavelmente.

Além disso uma certa quantidade de medo, não em excesso, é bem vindo para que as perdas possam ser evitadas.

Muitas vezes, porém estamos ganhando tempo e não damos valor a isso.

Ganhamos tempo em coisas simples como, por exemplo, usando o waze no trânsito.

Medos como os descritos nesse artigo constituem-se, muitas vezes, em medos patológicos.

Estes medos estão presentes nos transtornos de ansiedade devendo por isso serem tratados.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

 

Causas da ansiedade

Causas da ansiedade constituem-se em um tema cada vez mais complexo, na medida que a ciência avança, tendo havido considerável progresso desde o início do século até os dias atuais.

Neste post veremos as principais causas da ansiedade e seus transtornos e suas implicações no tratamento.

causas da ansiedade

Causas da ansiedade e seus principais transtornos

A. Fobia social: diversas possíveis  causas podem estar presentes na gênese da fobia social presentes na causa ou causas da fobia social.

  • Genética: crianças com fobia social têm pais que também sofrem de fobia social em proporção maior que os pais de crianças sem fobia social. O medo da avaliação negativa, o principal temor presente  na fobia social parece ser geneticamente determinado
  • Personalidade: crianças com inibição do comportamento, apresentam maior risco para o desenvolvimento da fobia social
  • Neurobiologia: crianças inibidas teriam algumas estruturas cerebrais do sistema límbico, como amígdala e hipotálamo, mais facilmente ativadas que outras crianças não fóbicas
  • Cognitivas: viéses e distorções de pensamentos relacionados a situações sociais. Experiências sociais adversas têm também um papel importante na eclosão da fobia social
  • Falta de habilidades sociais é uma hipótese que tem respaldo em literatura especializada. A inabilidade para relacionar-se socialmente poderia levar à fobia social
  • Fatores ambientais: a interação entre crianças e pais parece exercer um papel na causa da fobia social.

Crianças com fobia social têm pais excessivamente controladores, super-protetores e pouco carinhosos

Pais que educam os filhos dando excessiva ênfase à opinião alheia e usando a vergonha como método de disciplina são fatores que podem levar ao medo da avaliação negativa, a cognição central dos fóbicos sociais.

A mimetização do comportamento pouco social dos pais é outro fenômeno relacionado à fobia social

Causas  da ansiedade

causas da ansiedade

B. Transtorno de pânico e agorafobia:

  • Genética: parentes em primeiro grau de pessoas que têm transtorno de pânico sofrem com maior frequência daquele transtorno
  • Neurobiologia: o sistema límbico, particularmente a amígdala cerebral encontra-se mais ativada no transtorno de pânico
  • Condicionamento: um ataque de pânico isolado pode ocorrer em qualquer pessoa e levar a um condicionamento aversivo, com a pessoa manifestando medo de ter outro ataque.

Se esta ataque ocorreu fora de casa, ela pode evitar sair de casa a pé ou de carro. Se ocorreu dentro de casa pode evitar ficar em casa sozinha

  • Interação entre pais e crianças: segue o padrão da fobia social
  • Fatores ambientais: estresse no trabalho e outros estresses como casamento e nascimento de filho, perdas, abuso de bebidas cafeinadas e outros

C. Fobias específicas:

  •   Tanto o condicionamento clássico, como por exemplo ser atacada por um cão e desenvolver uma fobia, como fatores genéticos (veja o post sobre fobia de sangue, agulha injeção e ferimentos) têm um papel importante entre as causas destas fobias.

Da mesma forma, a aprendizagem por observação pode determinar a causa de uma fobia específica.

Por exemplo, uma criança que observa a mãe apavorada, gritando e se descabelando por causa de uma barata

E pode inferir que baratas são animais terrivelmente perigosos e desenvolver, também, esta fobia.

No entanto, um fator importante reside na educação e informações que os pais levam aos seus filhos.

Por exemplo, dizer que o avião é um meio de transporte rápido, mas que quando um deles cai, não sobra ninguém para contar a história pode ser um jeito curto de acarretar fobia de voo no filho., que é a pura verdade.

Seria melhor dizer que o avião é muito mais seguro que o carro.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

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tito paes de barros neto

Ansiedade e seus Sintomas

Ansiedade e seus sintomas constituem um universo vasto e complexo de manifestações clínicas  que serão descritas neste artigo.

Apreensão, pavor, pânico e preocupação são alguns termos que descrevem um dos sintomas nucleares dos transtornos de ansiedade: o medo.

ansiedade e seus sintomas

No entanto, é preciso salientar que o medo, isoladamente ou quando ocorre esporadicamente, não caracteriza um transtorno de ansiedade.

Além do medo, com suas diferentes formas de manifestação, desde uma leve apreensão até o pavor absoluto, só será diagnosticado quando atrapalhar a vida da pessoa.

E comprometer o seu desempenho na esfera de trabalho, vida amorosa, vida social ou lazer.

Ansiedade e seus sintomas não constituem necessariamente um transtorno de ansiedade, a não ser que prejudiquem demasiadamente a vida da pessoa ou causem sofrimento excessivo

Isto só se daria com prejuízo acentuado em uma das áreas de sua vida ou  se houvesse sofrimento acentuado por causa da ansiedade

Assim, há pessoas que apresentam um ataque de pânico isolado e que sentem a experiência como dilacerante.

Entretanto se este ataque de pânico não se repetir, não será considerado transtorno de pânico.

O mesmo ocorre com as fobias.

Por exemplo: muitas pessoas tem medo de voar, mas entram em aviões e seguem viagem.

Não são fóbicas.

Agora imagine se esta pessoa se recusar a entrar em um avião, ou se estiver dentro da aeronave e obrigar a parar o avião em função de sua ansiedade.

Aí sim fica caracterizado um transtorno de ansiedade.

São mitos os sinais, sintomas e comportamentos que estão presentes nos transtornos de ansiedade.

A relação dos mais frequentemente observados encontram-se listados e brevemente descritos abaixo:

Sinais:

  • Suor excessivo
  • Tremor
  • Rubor facial
  • Palidez
  • Inquietação/agitação
  • Choro (também na depressão)
  • Gemidos

ansiedade e seus sintomas

Sintomas:

  • Irritabilidade
  • Falta de ar – pode ser visível
  • Taquicardia
  • Insônia
  • Tontura
  • Boca seca
  • Sensação de estranheza
  • Aperto na garganta
  • Dor ou opressão no peito
  • Medo

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tito paes de barros neto

 

Ansiedade no Relacionamento

Até que ponto a ansiedade no relacionamento pode atrapalhar a vida de uma pessoa?

ansiedade no relacionamento

De diversas maneiras, eu diria.

Desde uma ansiedade que não seja patológica, isto é que não configure um transtorno de ansiedade, até a ansiedade presente nos transtornos fóbicos.

Há pessoas inseguras, que vivem com um repertório estreitado pela sua própria ansiedade.

Que caem em verdadeiras arapucas criadas por elas mesmas.

Por exemplo, um homem que sempre que estava na companhia de sua namorada perguntava repetidamente, dezenas de vezes se ela o amava.

Ele era uma pessoa insegura e por isso usava o expediente de buscar nela o reasseguramento de seu amor.

É claro que isto provocou um desgaste no relacionamento com o comportamento incessante da parte dele de perguntar.

Acarretando muita irritação por parte dela.

Mas este é um caso simples, em que uma pequena mudança de comportamento foi implantada, com o objetivo de reduzir a frequência que ele perguntava: “Você me ama?”

Em contrapartida, os transtornos de ansiedade podem trazer complicações.

Há pessoas que em função da ansiedade, sequer conseguem se relacionar com as pessoas.

É o caso das pessoas que sofrem de fobia social.

E que ficam retraídas diante das pessoas ou que são excessivamente tímidas.

Nas situações de flerte, muitas vezes não conseguem balbuciar uma única palavra.

Ou se tornam monossilábicas, passando a impressão de que não estão interessadas em conversar, o que não é verdade.

A verdade é que a ansiedade no relacionamento com as pessoas traz um prejuízo importante na vida dessas pessoas, com limitações em diferentes áreas de suas vidas

ansiedade no relacionamento

Voltando ao tema da ansiedade social, alguns fóbicos sociais tomam atitudes contra-fóbicas, isto é de enfrentamento extremo de seus temores.

E acabam metendo os pés pelas mãos:

Uma vez um fóbico social conseguiu conversar com uma moça que ele havia gostado.

E 40 minutos depois de iniciada a conversa, ele a pediu em casamento.

Nem é preciso dizer que ele nunca mais viu esta moça.

A ansiedade no relacionamento, no entanto, não se limita aos casos de fobia social.

Há pessoas que se preocupam demais com o outro, o que gera ansiedade.

ansiedade no relacionamento

Pessoas que têm pânico com agorafobia, costumam tornar-se dependentes de seus companheiros não conseguindo fazer mais nada sozinhas.

Cria-se um vínculo de dependência que desgasta demais a relação.

Apesar disso há pessoas que gostam que seus cônjuges agorafóbicos tornem-se dependente deles, ficando aflitas quando ele melhoram com o tratamento, tornando-se mais independentes.

Os que tem fobias específicas, podem impôr limitações não só à própria vida, como à toda família.

Alguém com fobia de voo pode se excluir de uma viagem de férias. Ou fazer toda família desistir da viagem.

Uma pessoa com fobia de baratas pode se recusar a ir a um sítio a convite de amigos por causa de seu pavor desses bichos.

Bem, se eu continuasse a escrever as inúmeras maneiras que a ansiedade pode atrapalhar os relacionamentos, isto não iria mais ser um artigo e sim um livro.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

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Angústia e Ansiedade Social

Angústia e ansiedade social  são problemas que caminham juntos, constituindo assim uma comorbidade.

Falamos em comorbidade quando dois ou mais transtornos estão presente na mesma pessoa.

A angústia se caracteriza por opressão e dor no peito, aperto na garganta, sensação de sufocamento e sintomas de depressão.

Angústia e Ansiedade Social

Um sentimento de agonia emocional também pode estar presente, além de um sentimento de vazio e de frio interno.

Na ansiedade social, o sintoma nuclear é o medo de ser avaliado negativamente pelos outros.

No dia a dia ocorre dificuldade de escolher ou de tomar decisões.

Ainda que sejam de caráter simples e que não tenham impacto na vida das pessoas com angústia.

O questionamento do sentido de sua existência é comum e, não raro, as pessoas ficam caladas e isoladas socialmente.

A perda da capacidade de lidar com o cotidiano faz parte do quadro clínico de quem se encontra angustiado. E também com ansiedade social

Sentindo desespero e incerteza, estas pessoas se vêem num beco sem saída. O isolamento pode ocorrer tanto pela angústia quanto pela ansiedade social.

Elas temem as consequências das decisões que tomam. E sentem-se muito inseguras ao ter que tomá-las.

Quando alguém estiver angustiado com dor e aperto no peito,  um clínico deve ser procurado para que seja avaliada uma possível cardiopatia.

Opressão no peito, aperto na garganta e medo de ser avaliado fazem parte do quadro clínico da comorbidade angústia e ansiedade social

Os sintomas de angústia estão sobrepostos aos de depressão.

Na verdade, muitos dos que se encontram angustiados também estão deprimidos.

Dá vontade de sair correndo e deixar tudo de ruim para trás. No entanto esta  estratégia não funciona.

Simplesmente pelo fato de que ao empreender esta fuga atabalhoada, a pessoa que sofre de angústia leva sua cabeça junto com ela.

Angústia e Ansiedade Social

Por exemplo, uma pessoa que esteja angustiada e deprimida pode resolver viajar para um lugar bonito.

E ao se encontrar lá, não sentir nenhum prazer.

Pelo contrário, ela pode experimentar uma dolorosa sensação de agonia por não estar conseguindo se divertir, que se soma aos outros sintomas, que a faz querer sumir de lá.

É importante lembrar que, enquanto na angústia as preocupações estão voltadas para o presente, na ansiedade elas estão direcionas para o futuro.

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tito paes de barros neto

Pânico com Sintomas de Depressão

No transtorno de pânico com sintomas de depressão, é importante ressaltar algumas questões que podem ser importantes no seu tratamento.

pânico com sintomas de depressão

Os sintomas de depressão podem agravar o pânico.

Particularmente, neste caso, a depressão é secundária ao transtorno de pânico.

Isto é, ela ocorre depois que o pânico já se encontrava presente.

No entanto, há pessoas que têm depressão, às vezes por anos a fio.

E que em um dado momento começam a manifestar ataques de pânico.

pânico com sintomas de depressão

Tanto no primeiro como no segundo caso,configura-se a comorbidade entre os dois transtornos.

Este ano, ao escrever alguns capítulos de  um livro sobre comorbidades em transtornos de ansiedade,  pude observar a elevada comorbidade entre transtornos de ansiedade e depressão.

Fiquei impressionado com alguns números, como a comorbidade entre a fobia social e a depressão que chega a ocorrer em 80% dos casos.

Embora o tema deste post seja  pânico e depressão comórbidos, isto também ocorra, ainda que em uma proporção menor.

Transtorno de pânico com sintomas de depressão é uma comorbidade comum afetando um grande número de pessoas

Por vezes, uma pessoa que sofra de transtorno de pânico e que evolua com um quadro de depressão, é importante lembrar que que esta depressão pode ser uma depressão bipolar.

Ou uma  depressão unipolar com sintomas psicóticos.

Nos dois casos citados acima, o tratamento mudo em função do tipo de depressão que se encontra presente no quadro de comorbidade.

Depressões bipolares necessitam de estabilizadores de humor, como o lítio, pois caso contrário, há uma piora do quadro da bipolaridade, com piora da  depressão.

Na depressão psicótica faz-se necessário o uso de antipsicóticos, pois os pacientes frequentemente apresentam alucinações e delírios.

Estes que devem ser tratados como parte do quadro clínico.

Uma das complicações conantess nestes transtornos é o surgimento de problemas relacionados  ao abuso de álcool e drogas.

Que pode ser visto como mais um agravante evolutivo nestes transtornos.

Ter pânico é um problema de saúde mental. Ter pânico e depressão é um problema mais complicado.

Se houver abuso de álcool e de drogas, a situação se complica ainda mais.

Assim são as comorbidades, que pioram o curso e o prognóstico dos transtornos mentais.

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tito paes de barros neto

 

Terapia para Ansiedade: o Alcance da TCC

Terapia para ansiedade é um tema importante no nosso meio.

A ansiedade é um assunto muito discutido entre as pessoas.

E isto ocorre devido à alta frequência com que os transtornos de ansiedade ocorrem na população geral.

Entretanto, a terapia ou terapias são indicadas também para outros tipos de problemas e transtornos psíquicos.

terapia para ansiedade

São muitas as abordagens psicoterápicas, algumas delas com um bom poder terapêutico, como as que são utilizadas na terapia para ansiedade.

Nos meus 36 anos de formado, posso dizer que tenho um bom conhecimento sobre algumas terapias, inclusive a terapia para ansiedade.

É o caso da psicanálise, com a qual me envolvi durante anos, por ter feito uma formação nesta área e atendido muitos pacientes nesta abordagem.

A psicanálise é fascinante, sobretudo as teorias que  nos são apresentadas pelos escritos de Freud, Melanie Klein, Bion e Winnicott,  a respeito do inconsciente.

Estes nomes podem ser considerados verdadeiros pensadores a respeito do funcionamento mental dos seres humano, sobretudo do inconsciente.

A leitura do seu legado é fascinante e enriquecedora.

Entretanto a aplicabilidade das teorias psicanalíticas na prática clínica é um grande desafio e os resultados não parecem tão bons.

Quando afirmo que “não parecem”… é porque na psicanálise faltam publicações com rigor científico, como nas outras áreas da ciência, que possam demonstrar sua eficácia.

Por esta razão só podemos fazer uma estimativa achista, do tipo “acho que isso funcionou.”

Com os trabalhos de B.F.Skinner, que estudou condicionamento e reforçamento, entre outros, uma nova linha de pesquisa surgiu: a terapia comportamental.

terapia para ansiedade

Alguns anos mais tarde, um psicanalista – Aaron Beck – fundou a terapia cognitiva.

Uma abordagem que dava ênfase aos pensamentos que habitavam a mente de pacientes deprimidos.

Estes pensamentos encontrava-se relacionados a crenças mais profundas de desvalia, incompetência e desamor.

Beck era um psicanalista que não conseguiu êxito ao tratar pacientes deprimidos com a psicanálise.

E por esta razão, fundou a escola do cognitivismo.

Um pouco mais tarde esta e a terapia comportamental uniram-se.

Hoje compõem a terapia comportamental cognitiva, conhecida como TCC.

Ferramenta de grande utilidade no tratamento de transtornos mentais, a TCC acumula um grande número de publicações.

Sobretudo em relação à sua aplicabilidade na depressão, nos transtornos de ansiedade, dependência química e transtornos de personalidade.

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tito paes de barros neto

Desvio do Olhar e Ansiedade Social

Desvio do olhar não é doença.

desvio do olhar

É um sintoma que pode estar presente entre os tímidos, entre os que ficam sem graça e entre os que sofrem de fobia social.

Trata-se de uma dificuldade ou impossibilidade de sustentar o olhar ao interagir com as pessoas.

Os tímidos, apesar de não terem um transtorno de ansiedade propriamente dito, também sofrem devido à timidez.

Mas a intensidade  do sofrimento é menor, quando comparado ao da fobia social.

É na fobia social que o desvio do olhar aparece de forma mais saliente.

São pessoas que têm que falar em público por razões profissionais.

E também pessoas que têm grande dificuldade de conversar os outros, tanto para iniciar quanto para manter uma conversa.

E que, por isso, baixam a cabeça e/ou evitam encontrar o olhar do outro.

Isso ocorre quando os olhares se encontram, causando grande desconforto e sofrimento. Mas pode ocorrer simplesmente ao ser observado pelos outros.

Em alguns casos isso é tão forte que a pessoa não trava o mínimo contato visual com seu interlocutor, ficando com o olhar desviado para o lado ou para o chão.

Isso é um reflexo da gravidade do quadro da fobia social destas pessoas.

O prejuízo que ocorre com o desvio do olhar é grande, acarretando muitas vezes a perda de oportunidades profissionais

As consequências destas perdas e de outras que ocorrem entre os fóbicos sociais podem ser a depressão e o abuso e dependência de álcool e de outras drogas.

Em relação a isso, drogas diversas podem ser usadas como, por exemplo, as anfetaminas.

Segundo quem usa, elas aumentam a coragem para sustentar o olhar e poder interagir com as outras pessoas.

Mas, na verdade, com o uso contínuo, desencadeiam ou agravam os sintomas de depressão.

A maconha e a cocaína também fazem parte das drogas usadas pelos fóbicos sociais.

Tudo isso ocorre pelo pavor que que os fóbicos sociais têm de serem avaliados negativamente.

O tratamento tem um papel fundamental.

desvio do olhar

Particularmente, no desvio do olhar, um treinamento específico em que o paciente aumenta gradativamente o

tempo de permanência com o olhar nos olhos do outro pode ser  de grande valia

Esse procedimento deve ser feito preferencialmente por terapeuta especialista em terapia comportamental cognitiva.

Medicação adequada também pode ajudar.

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tito paes de barros neto

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

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