Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Terapia para Ansiedade: o Alcance da TCC

Terapia para ansiedade é um tema importante no nosso meio.

A ansiedade é um assunto muito discutido entre as pessoas.

E isto ocorre devido à alta frequência com que os transtornos de ansiedade ocorrem na população geral.

Entretanto, a terapia ou terapias são indicadas também para outros tipos de problemas e transtornos psíquicos.

terapia para ansiedade

São muitas as abordagens psicoterápicas, algumas delas com um bom poder terapêutico, como as que são utilizadas na terapia para ansiedade.

Nos meus 36 anos de formado, posso dizer que tenho um bom conhecimento sobre algumas terapias, inclusive a terapia para ansiedade.

É o caso da psicanálise, com a qual me envolvi durante anos, por ter feito uma formação nesta área e atendido muitos pacientes nesta abordagem.

A psicanálise é fascinante, sobretudo as teorias que  nos são apresentadas pelos escritos de Freud, Melanie Klein, Bion e Winnicott,  a respeito do inconsciente.

Estes nomes podem ser considerados verdadeiros pensadores a respeito do funcionamento mental dos seres humano, sobretudo do inconsciente.

A leitura do seu legado é fascinante e enriquecedora.

Entretanto a aplicabilidade das teorias psicanalíticas na prática clínica é um grande desafio e os resultados não parecem tão bons.

Quando afirmo que “não parecem”… é porque na psicanálise faltam publicações com rigor científico, como nas outras áreas da ciência, que possam demonstrar sua eficácia.

Por esta razão só podemos fazer uma estimativa achista, do tipo “acho que isso funcionou.”

Com os trabalhos de B.F.Skinner, que estudou condicionamento e reforçamento, entre outros, uma nova linha de pesquisa surgiu: a terapia comportamental.

terapia para ansiedade

Alguns anos mais tarde, um psicanalista – Aaron Beck – fundou a terapia cognitiva.

Uma abordagem que dava ênfase aos pensamentos que habitavam a mente de pacientes deprimidos.

Estes pensamentos encontrava-se relacionados a crenças mais profundas de desvalia, incompetência e desamor.

Beck era um psicanalista que não conseguiu êxito ao tratar pacientes deprimidos com a psicanálise.

E por esta razão, fundou a escola do cognitivismo.

Um pouco mais tarde esta e a terapia comportamental uniram-se.

Hoje compõem a terapia comportamental cognitiva, conhecida como TCC.

Ferramenta de grande utilidade no tratamento de transtornos mentais, a TCC acumula um grande número de publicações.

Sobretudo em relação à sua aplicabilidade na depressão, nos transtornos de ansiedade, dependência química e transtornos de personalidade.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Desvio do Olhar e Ansiedade Social

Desvio do olhar não é doença.

desvio do olhar

É um sintoma que pode estar presente entre os tímidos, entre os que ficam sem graça e entre os que sofrem de fobia social.

Trata-se de uma dificuldade ou impossibilidade de sustentar o olhar ao interagir com as pessoas.

Os tímidos, apesar de não terem um transtorno de ansiedade propriamente dito, também sofrem devido à timidez.

Mas a intensidade  do sofrimento é menor, quando comparado ao da fobia social.

É na fobia social que o desvio do olhar aparece de forma mais saliente.

São pessoas que têm que falar em público por razões profissionais.

E também pessoas que têm grande dificuldade de conversar os outros, tanto para iniciar quanto para manter uma conversa.

E que, por isso, baixam a cabeça e/ou evitam encontrar o olhar do outro.

Isso ocorre quando os olhares se encontram, causando grande desconforto e sofrimento. Mas pode ocorrer simplesmente ao ser observado pelos outros.

Em alguns casos isso é tão forte que a pessoa não trava o mínimo contato visual com seu interlocutor, ficando com o olhar desviado para o lado ou para o chão.

Isso é um reflexo da gravidade do quadro da fobia social destas pessoas.

O prejuízo que ocorre com o desvio do olhar é grande, acarretando muitas vezes a perda de oportunidades profissionais

As consequências destas perdas e de outras que ocorrem entre os fóbicos sociais podem ser a depressão e o abuso e dependência de álcool e de outras drogas.

Em relação a isso, drogas diversas podem ser usadas como, por exemplo, as anfetaminas.

Segundo quem usa, elas aumentam a coragem para sustentar o olhar e poder interagir com as outras pessoas.

Mas, na verdade, com o uso contínuo, desencadeiam ou agravam os sintomas de depressão.

A maconha e a cocaína também fazem parte das drogas usadas pelos fóbicos sociais.

Tudo isso ocorre pelo pavor que que os fóbicos sociais têm de serem avaliados negativamente.

O tratamento tem um papel fundamental.

desvio do olhar

Particularmente, no desvio do olhar, um treinamento específico em que o paciente aumenta gradativamente o

tempo de permanência com o olhar nos olhos do outro pode ser  de grande valia

Esse procedimento deve ser feito preferencialmente por terapeuta especialista em terapia comportamental cognitiva.

Medicação adequada também pode ajudar.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Ansiedade e Depressão: Quando os Universos Coexistem

Ansiedade e depressão são problemas comuns, que podem aparecer conjuntamente ou isoladamente.

Neste artigo vou descrever alguns exemplos de como isto acontece e o que fazer.

Embora classificadas como problemas distintos, ansiedade e depressão apresentam sintomas em comum.

ansiedade e depressão

Ansiedade e depressão apresentam sintomas que fazem parte de ambas as síndromes.

É o caso da insônia e da irritabilidade, presentes tanto na ansiedade quanto na depressão.

Isto já foi descrito neste blog em um post intitulado Tipos de Depressão e Ansiedade.

Além disso, os sintomas de depressão e de ansiedade podem estar presentes na mesma pessoa.

Isto se dá no Transtorno Misto Ansioso e Depressivo, em que sintomas de ansiedade e depressão estão presentes no quadro clínico.

Mas nem os sintomas de ansiedade preenchem os critérios para o diagnóstico de um transtorno de ansiedade, nem os sintomas de depressão, para o diagnóstico de depressão.

Além disso, transtornos de ansiedade frequentemente apresentam sintomatologia depressiva.

Assim, na fobia social é frequente observarmos uma síndrome depressiva comórbida.

Em contrapartida, pessoas que estão  deprimidas podem apresentar sintomas de ansiedade ou mesmo transtornos de ansiedade.

Como, por exemplo, o transtorno do pânico.

O tratamento dos transtornos em que tanto a ansiedade quanto a depressão estão presentes deve ser feito visando a redução dos dois tipos de  sintomas.

Os antidepressivos com ação noradrenérgica devem dar lugar a outros com ação serotoninérgica e dopaminérgica, de preferência com algum efeito sedativo.

A comorbidade entre ansiedade e depressão torna a resposta ao tratamento mais difícil.

Quando houver um quadro de dois transtornos em comorbidade.

Por exemplo, um quadro de depressão e  e transtorno de pânico,  um antidepressivo que tenha um bom efeito nas duas síndromes .

Pode ser o Zoloft, o  Donaren, a Venlafaxina.

Mas algumas vezes, a resposta ao tratamento não é boa, havendo a necessidade de se associar dois antidepressivos.

A terapia comportamental é uma ferramenta de grande utilidade, devendo ser usada em associação com antidepressivos.

Em casos mais leves, a terapia comportamental pode ser o único tratamento.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Isolamento Social, Ansiedade e Depressão

Frequentemente observamos o fenômeno do isolamento social nos transtornos psíquicos.

No entanto, este isolamento social se dá por diferentes razões nos diferentes transtornos.

isolamento social

Neste artigo, pretendo mostrar a relação entre o isolamento social e os transtornos de ansiedade e a depressão.

O isolamento social é um sintoma/comportamento comum e ocorre na ansiedade e na depressão.

E pode ser entendido como um comportamento de evitar o contato com outras pessoas.

Isto ocorre por razões diversas, conforme o transtorno em questão.

Nos transtornos de  ansiedade, por exemplo, pode ser o medo de alguma coisa dar errado.

Por exemplo, a pessoa teme ter um ataque de pânico e se isso acontecer, levar a um constrangimento sofrido para a pessoa.

Mas o medo pode ser também o de ter ataques de pânico e morrer.

Ou simplesmente, o medo se dá em razão de poder perder o controle ou de enlouquecer em público, por assim dizer.

Medo, loucura e perda do controle fazem parte das cognições presentes no transtorno de pânico.

Na fobia social, que é o transtorno de ansiedade que ocorre com maior frequência, o medo é o de ser avaliado negativamente pelos outros.

Por exemplo, ao suar, ao tremer ou ao falar com a voz embargada ou gaguejar.

A ideia de um comportamento inadequado causa grande ansiedade no fóbico social.

Nas fobias específicas, não existem estes medos.

No entanto, é muito frequente a depressão estar associada a estas fobias.

E aí, as razões do isolamento social são diferentes.

Por exemplo, o isolamento já não é determinado pelo medo e sim pela tristeza, falta de vontade e desânimo e, principalmente, pela falta de prazer em todas ou quase todas as coisas que levam ao prazer.

O isolamento social ocorre por medo na ansiedade e por desânimo na depressão

isolamento social

Encontrar pessoas para quem sofre de depressão não faz o menor sentido para o deprimido.

Ele observa as pessoas rindo, divertidas e isto não faz o menor sentido para ele, pois não entende porque elas estão se divertindo.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Causas de Ansiedade: Genética, Neurobiologia e Comportamento

As causas de ansiedade é um tema que tem sido muito discutido.

causas de ansiedade

Há algumas décadas, a ansiedade e seus transtornos eram explicados com base nas teorias psicanalíticas de Freud, Melanie Klein e Bion.

No entanto, mais recentemente,  com o avanço do conhecimento da neurobiologia, houve considerável progresso sobre as causas desses transtornos.

As causas de ansiedade ainda não estão totalmente elucidadas, mas isto é uma questão de tempo

Os estudos sobre a neurobiologia da ansiedade lançaram luz sobre uma estrutura cerebral que passou a adquirir um papel fundamental no entendimento das causas de ansiedade.

A estrutura a qual me refiro é o Sistema Límbico.

causas de ansiedade

O Sistema Límbico é a porção do cérebro responsável pelas emoções e também por comportamentos sociais.

Ele é constituído por algumas áreas cerebrais, que encontram-se citadas abaixo.

  • Hipocampo – responsável  pela integridade da memória
  • Tálamo – integra os sintemas sensorial  (sentidos como visão, audição, tato, olfato e gustação) com o sistema motor.
  • Hipotálamo – regula funções  como o sono, a libido, o apetite e a temperatura do corpo
  • Amígdala: não é a amígdala que se encontra na garganta.[O nome  atual da amígdala da garganta é Tonsila].

É a amígdala que está localizada no cérebro e que tem um papel importante nas emoções relacionadas ao medo.

Sua ativação leva a um estado de ansiedade, medo e hipervigilância, que pode chegar ao pânico.

Para quem não sabe a hipervigilância é um estado de constante atenção em relação a sintomas e também em relação ao encontro com o temido objeto fóbico.

As emoções estão relacionadas a diversas áreas do sistema límbico.

E o estudo dessas áreas tem contribuído para um maior conhecimento das causas de ansiedade.

Diferentes emoções, como a alegria, a raiva e o medo envolvem diferentes áreas desse sistema.

O sistema límbico e seus componentes não podem explicar tudo o que acontece com os sentimentos, as emoções e os afetos.

Principalmente, com a ansiedade, uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e diversos sintomas físicos, psíquicos e comportamentais.

Outras áreas de estudo, como a do comportamento humano e a genética podem explicar muitas coisas em termos de causas de ansiedade.

  • Genética: transtornos como a fobia de sangue ocorrem em 70% dos parentes acometidos.

No transtorno de pânico e agorafobia, assim como na fobia social, é comum se encontrar parentes em primeiro grau com o mesmo transtorno.

  • Condicionamento aversivo: experiências aversivas podem levar ao desenvolvimento de um alarme.

Na verdade, um falso alarme que é acionado cada vez que a a pessoa estiver em uma situação que lembre a situação original.

  • Aprender um padrão de comportamento – também conhecido como modelação
  • Aprender com os pais, tios e avós e o aprendizado via instruções

O estudo do condicionamento e da modelação, fez com que surgisse uma escola de terapia para estes transtornos.

Apesar de ainda não se conhecer plenamente a neurobiologia dos transtornos de ansiedade, já existem tratamentos eficazes para estes problemas.

Os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação da serotonina e os inibidores duais de recaptação da serotonina e da noradrenalina são as principais substâncias usadas no tratamento farmacológico das transtornos de ansiedade.

A terapia  comportamental vem ajudando muita gente a se sentir melhor dos sintomas de ansiedade.

causas de ansiedade

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Tremor Batedeira e Suor

E o chefe diz: “Fulano, você vai apresentar um relatório do nosso balancete na matriz, combinado?” E aí começa: tremor, batedeira, o suor.

tremor Na verdade não é um tremorzinho que vai passar logo.

Pode chegar a um chacoalhar do corpo inteiro, junto com um suador que vai tomando conta do seu seu ser. E muita taquicardia.

Vai dizer que não., Que está com febre, com dor de bariga  ou que seu time perdeu o jogo.

É demissão na certa.

Estou me referindo aqui à ansiedade que muitas pessoas têm de situações de desempenho.

E que muitas vezes não se restringe apenas a fazer um discurso em situações sociais formais, podendo ocorrer em situações absolutamente informais.

Como, por exemplo em um pequeno grupo de amigos ou conhecidos.

Isto foi mencionado em meu artigo Medo de falar em público.

Acontece, porém, que o tremor, a batedeira e o suor ocorrem em outras situações em que a ansiedade de desempenho está presente.

E que vão além de fazer um discurso.

Por exemplo, tocar um instrumento, fazer ginástica na frente das pessoas, dançar e qualquer outro tipo de performance.

Tremor, batedeira e suor ocorrem com frequência na ansiedade de desempenho

O tremor pode ocorrer em situações como comer, beber e escrever diante das pessoas. Estas situações aparecem com frequência na fobia social circunscrita.

Há pessoas que tem verdadeira paúra de tremer ao escrever em público. Algumas delas chegam a engessar um braço para não ter que assinar o nome em frente a um oficial de justiça.

Preencher e assinar cheques tornam-se uma verdadeira tortura. Com a redução do uso de talões de cheques, estas, com certeza, sentiram-se aliviadas.

O suor excessivo é um fator de inibição para aqueles que têm este sintoma. Eles podem evitar ir a festas e reuniões ou outras situações sociais por medo de suar.

Alguns usam roupas escuras para disfarçar o suor.

O tremor e outros sintomas de ansiedade social podem estar relacionados à ideia de estarem sendo observados em ambientes em que estejam outras pessoas. E para o fóbico social, é sempre um olhar de reprovação.

Ou seja, ele, segundo ele mesmo, está sendo avaliado negativamente

O melhor a fazer é enfrentar os temores de forma gradual, até que o medo e os sintomas associados a ele diminuam.

Procure relacionar as situações em que ocorre ansiedade de desempenho e as ordene de acordo com a intensidade de ansiedade estimada por você, atribuindo notas de 0 a 10 para cada uma das situações.

Comece a se expor enfrentando as situações de menor ansiedade e mude de situação quando a situação anterior não provocar mais ansiedade ou esteja próxima disso. Isto é, do zero.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Fobia de Insetos e de outros Bichos

A fobia de insetos faz parte do subtipo  fobias de Animais das fobias específicas e se caracteriza por pavor de insetos e de pequenos animais.

A fobia de insetos e de pequenos animais são  comuns.

Na verdade, elas constituem a grande maioria das fobias.

fobia de insetos e de outros bichos

Mas podem também se manifestar em relação a animais de porte maior.

Ao entrar em contato com um inseto ou outro animal, a reação é de intensa ansiedade, que pode chegar a um ataque de pânico.

E aí você poderia me perguntar: Mas isto não é transtorno do pânico?

E eu vou afirmar que não, uma vez que no transtorno do pânico, os ataques de pânico são espontâneos.

Isto é,  não estão relacionados com objetos ou situações, como animais.

O comportamento de quem sofre de fobia de insetos e de outros bichos é de fuga ao se defrontar com eles.

E também de evitar, custe o que custar, entrar em contato com os bichos, caracterizando o comportamento de esquiva, que pode ser extensa, limitando e causando grandes prejuízos na vida dos seus portadores.

Cerca de 10% a 12% da população sofre de fobias específicas, mas dificilmente procuram tratamento especializado. O mais comum é buscarem ajuda especializada na presença de um outro transtorno comórbido.

Isto é, quando um outro transtorno está presente, como por exemplo, a depressão, complicando ainda mais o quadro clínico.

fobia de insetos e de outros bichos

Abaixo se encontra uma lista de animais que  podem deixar algumas pessoas absolutamente apavoradas ao entrarem em contato com eles.

Ou a simples antecipação deste contato.

  • Baratas
  • Borboletas
  • Joaninhas
  • Abelhas
  • Vespas
  • Lagartixas
  • Taturanas
  • Aranhas
  • Pássaros
  • Morcegos
  • Cães
  • Gatos
  • Ratos
  • Cobras
  • lagartos
  • Sapos

fobia de insetos e de outros bichos

Ao entrar em contato com estes insetos ou outros bichos, a reação de ansiedade é imediata, com taquicardia, falta de ar, tremor, suor , ficar paralisado sem esboçar reação e medo que pode chegar ao pavor. Os ataques de pânico são frequentes.

A fobia de insetos e as fobias de pequenos animais são os tipos mais comuns de fobias específicas

fobia de insetos e de outros bichos

Alguém que sofra desse tipo de fobia, geralmente tem sintomas relacionados a um único bicho. No entanto ela pode ter também pavor de outros bichos. Por exemplo, ela pode temer baratas e também sapos.

Quanto mais inócuo for o animal que desencadeia a fobia, mais irracional e mais incompreensível se torna o comportamento daquele que que é fóbico. Basta imaginar alguém fugindo de uma borboleta. Ou tendo um ataque de pânico diante de uma joaninha.

Agora, se alguém evita o contato com um cachorro com cara de poucos amigos, fica mais fácil de entender o seu comportamento como sendo um medo real.

Tratamento da fobia de insetos e de outros bichos

Não existem medicamentos para tratar este tipo de fobias. Muitos tentam driblar a ansiedade com calmantes, do tipo Valium, Frontal, e acabam se tornando dependentes dessas substâncias e de outras, na tentativa de se tratar.

Estes  remédios podem inclusive atrapalhar a terapia comportamental.

Dentro da terapia comportamental, o tratamento de escolha é a Exposição. 

Esta consiste em entrar em contato com o objeto temido e evitado de forma frequente e, na medida do possível, gradualmente.

Por exemplo, se você tiver fobia de pássaros, procure começar  com um pássaro amigável; ou bonito. Por exemplo, um beija-flor. Não comece com um falcão ou um carcará, que parecem mais ameaçadores. Faça estes exercícios pelo menos três vezes por semana por 40 a 60 minutos.

Veja lojas de animais. Se estiver difícil, pesquise imagens do YouTube sobre o animal temido e faça a exposição com estes videos. Procure fazê-lo também de forma gradual e repetida.

No entanto, um terapeuta de abordagem comportamental seria o ideal no tratamento destas fobias.

Como você deve ter notado, há diversas imagens bem variadas de diversos animais neste artigo.

Elas servirão para que você,  que tem fobia de animais, se exponha a elas fazendo exposição na imaginação.

Isto pode ser útil no seu tratamento.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Quais os Sintomas da Ansiedade?


Quais os sintomas da ansiedade? Há diversos sintomas, comportamentos, emoções e sentimentos. Vamos a eles neste painel  desenhado para você, mas antes de mais nada, devo lembrar que alguns sintomas podem estar presentes em alguns transtornos de ansiedade, e em outros, não.

quais os sintomas da ansiedade

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas físicos:

  • Palpitação/taquicardia: desconforto ou batedeira no peito
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Boca seca
  • Aperto na garganta
  • Opressão no peito
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Desconforto abdominal
  • Polaciúria: urinar em pequenas quantidades a todo momento
  • Parestesias: sensações de formigamento nas mãos, nos pés, nos lábios e nas orelhas. É frequente no transtorno do pânico
  • Tensão e abalos musculares. Enrijecimento muscular, sobretudo na região do pescoço e dos ombros. Muito frequente no transtorno de ansiedade generalizada
  • Ruborização: ficar vermelho. É bem característica da fobia social
  • Dor de cabeça
  • Sintomas gastrintestinais: sensaçao de estufamento na barriga, queimação, diarreia e gases

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas psíquicos

  • Medo, sobretudo o de morrer, muito frequente no transtorno do pânico, mas também o medo de enlouquecer ou perder o controle. Na fobia social temos o medo cometer erros e passar vergonha, que leva ao medo da avaliação negativa
  • Apreensão: de tudo dar errado
  • Ansiedade antecipatória e situacional
  • Nervosismo
  • Inquietação: andar de um lado para o outro, esfregar as mãos, tamborilar os dedos  balançar a perna
  • Irritabilidade
  • Insegurança, principalmente no contato com as pessoas, ao iniciar ou manter uma conversa
  • Dificuldade de concentração: de um modo geral este é um sintoma comum aos transtornos de ansiedade
  • Despersonalização e desrealização: são sentimentos de estranheza, de irrealidade que se dão em relação a si mesmo (despersonalização) ou em relação ao ambiente externo (desrealização). São comuns no transtorno de pânico
  • Autodepreciação: uma constante desvalorização de si mesmo em relação a tudo que se relacione com ele, inclusive elogios. Presente em transtornos de ansiedade com depressão e também na fobia social
  • Medo da avaliação negativa: este é o sentimento nuclear da fobia social, a preocupação com o julgamento que estão fazendo dele
  • Timidez excessiva: não corre em todos os casos. Por exemplo, quem tem medo de falar em público, muitas vezs é extrovertido em situações de contato interpessoal
  • Sentimentos de confusão, vergonha e humilhação: são medos muito frequentes entre os que têm fobia social
  • Medo de ser incapaz de falar ou de continuar falando
  • Desvio do olhar: ocorre em conversas em que predomina o contato visual. O fóbico social, por exemplo, não consegue sustentar o olhar

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas comportamentais

Fuga: sintoma fóbico que se caracteriza por fugir com urgência da situação fóbica. Por exemplo, na agorafobia, fugir de uma multidão

  • Esquiva: aqui a pessoa não foge, mas não se atreve a entrar em uma situação fóbica, por exemplo, um elevador
  • Grito
  • Choro
  • Congelar: ficar paralisado, sem conseguir falar ou se mover. Ocorre em situações fóbico-sociais, como falar em público

É importante que você aprenda a identificar seus sintomas de ansiedade para conhecer melhor seu inimigo.

É muito comum as pessoas com ansiedade irem parar no pronto-socorro diversas vezes acreditando estar com uma doença física e, de fato estarem com sintomas de ansiedade.

Se este comportamento de idas ao pronto-socorro se tornar repetitivo, procure checar com você mesmo se não são sintomas de ansiedade.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Medo de Falar em Público

O medo de falar em público é um subtipo da fobia social, conhecido como fobia social circunscrita.

Tal qual na fobia social, o medo de falar em público ocorre com elevada frequência na população geral.

Mas não é intenso o bastante para causar prejuízo na vida de seus portadores

Quando ele se torna intenso, levando as pessoas a evitar falar em público ou a terem brancos, ou congelar, aí sim ele pode ser classificado como fobia social circunscrita.

Quando o medo de falar em público se torna intenso, causando limitações na vida de seus portadores, ele se torna uma fobia de falar em público.

medo de falar em publico

Ao se ver em uma situação em que tenha que falar em público.

Ou mesmo a antecipação desta situação, o fóbico pode sentir pavor, pânico e manifestar sintomas como os que se encontram abaixo:

  • Palpitação/coração acelerado
  • boca seca
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Tensão muscular
  • Palidez

Recentemente atendi um empresário que era obrigado a fazer reuniões mensais com seus funcionários.

Ele tinha muito receio destas ocasiões, sentia dores musculares de véspera e suava consideravelmente.

Para ele conseguir falar para sua platéia, era necessário que apoiasse seu braço firmemente  na mesa, pois sentia tontura e fixasse o olhar em um determinado ponto do auditório, pois sentia-se mal quando olhavam para ele.

A ocorrência deste quadro na população é comum e cabe tratamento especializado.

Causas do medo de falar em público: podem ser genéticas e ambientais.

medo de falar em publico

Como é tratado o medo de falar em público?

  • Com medicamentos: há uma classe de medicamentos, os Beta-bloqueadores que diminuem a taquicardia, o tremor e o suor excessivo, levando a um alívio dos sintomas.

Ansiolíticos também são eficazes, mas causam dependência química e prejuízo importante da memória.

Os antidepressivos de última geração (ex: lexapro, zoloft, luvox) são os medicamentos mais adequados para o tratamento desta fobia.

  • Com terapia comportamental baseada na exposição, isto é no enfrentamento das situações temidas é bastante utilizada, trazendo bons resultados.
  • Com exposição à realidade virtual: permite uma exposição muito eficaz pela possibilidade de repetição das cenas temidas e evitadas.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto