Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Sinto medo: o que devo fazer ?

Sinto medo, e agora o que devo fazer?

sinto medo

Bem, em primeiro lugar é normal sentir medo. O medo normal geralmente ocorre em relação a perigos reais e sua intensidade é proporcional a uma ameaça reconhecível.

Por exemplo vamos supor que você esteja dirigindo, de noite, em uma cidade grande, não conheça bem essa cidade e entre em um bairro com cara de poucos amigos.

Você pode sentir medo de ser assaltado, de o carro enguiçar e ficar a mercê de bandidos, de se perder, etc.

Sinto medo ao caminhar em ruas escuras. Isso é normal?

Sim. isso é normal. Eu também sinto medo quando me encontro em uma situação como essa. De fato, já fui assaltado e senti muito medo.

Também é normal sentirmos medo em situações do cotidiano. Ao atravessar uma rua, olhamos para os lados pois sentimos medo de ser atropelados.

Por temor do fracasso, antes de fazer um discurso, dar uma aula ou um seminário, nós nos preparamos com o objetivo de evitar um fiasco.

E também dirigimos no trânsito, com cautela para evitar acidentes.

Medos como esses são protetores e praticamente garantem a sobrevivência da especie humana no nosso planeta.

Em suma uma certa quantidade de medo é normal e desejável.

Sinto medo. Devo procurar tratamento?

Quando o medo se torna exagerado ou irracional, ele passa a ser considerado um medo patológico.

Como exemplo de medo exagerado, temos o medo que uma pessoa tem de sair de casa e passar mal, sem que ela tenha uma doença física que justifique esse medo.

O medo irracional está presente, por exemplo, em alguém que tenha medo de pássaros. Afinal, que mal eles podem nos fazer? Ou das pessoas que tem medo de outras pessoas.

sinto medo

Quando o medo se apresenta na sua forma exagerada ou irracional …

E causa muito sofrimento ou prejudica a vida das pessoas, comprometendo o trabalho e a vida pessoal, o medo se torna um transtorno de ansiedade.

Quando isso acontece, o tratamento com um psiquiatra torna-se necessário para que se reduza o sofrimento e se minimize o prejuízo na vida.

Para maiores esclarecimentos, veja nesse blog os posts: transtorno de ansiedade, transtorno de pânico, fobia social e agorafobia.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Medo e ansiedade ocorrem normalmente

Medo e ansiedade são termos que muitas vezes se confundem. Mas não têm o mesmo significado. Pode-se dizer que o medo faz parte da ansiedade.

medo e ansiedade

E que a ansiedade engloba o medo.  Se por um lado o medo é um sentimento, a ansiedade é uma emoção complexa, mais abrangente.

A ansiedade envolve o sentimento de medo e sintomas diversos – tanto físicos quanto emocionais (ou psíquicos) e, também, comportamentais.

Medo e ansiedade ocorrem normalmente entre os seres humanos.

Podemos dizer que,  até uma certa intensidade, o medo e a ansiedade protegem o ser humano.contra a sua própria morte.

O que faz com que ao ao caminharmos pela cidade, antes de atravessarmos ruas e avenidas, olhemos para os lados antes de fazê-lo? É o medo de sermos atropelados.

E este medo, que é normal, repito, ocorre em diversas situações. Por exemplo, quando vamos ao médico e fazemos exames com o objetivo de prevenir doenças.

Por exemplo, mulheres com vida sexual ativa, devem fazer citologia oncótica (papanicolao) com o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero.

É o receio que têm de contrair a doença que as leva a ir periodicamente ao ginecologista e fazer o exame.

Tudo isso é absolutamente normal.

No entanto, quando o medo e a ansiedade se tornam excessivamente intensos, exagerados ou irracionais, eles se tornam transtornos de ansiedade.

E causam prejuízo na vida de quem sofre desses transtornos, em uma ou mais áreas das suas vidas: trabalho, escola, vida social e vida amorosa.

medo e ansiedade

Muitas vezes a pessoa deixa o emprego por causa disso, isola-se socialmente, abandona os estudos e evita ter relacionamentos amorosos.

Se você estiver com sintomas como medo intenso, evitando situações por causa do medo ou com sintomas físicos.

Sintomas como dor ou batedeira no peito, falta de ar, tremor, tontura e suor excessivo, procure ajuda especializada.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

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Como tratar a ansiedade

Como tratar a ansiedade?

como tratar a ansiedade

A ansiedade é uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais.

Ela tem uma característica desagradável e é dirigida para o futuro. Não existe ansiedade agradável.

Se alguém disser que está ansioso para sair de férias, isso configura um anseio ou desejo e não ansiedade.

Sentir ansiedade é normal até certo ponto e protege  o ser humano contra ameaças reais.

No entanto, quando ela se torna exagerada ou irracional, passa a ser considerada ansiedade patológica e a fazer parte dos transtornos de ansiedade.

como tratar a ansiedade

Os transtornos de  ansiedade caracterizam-se pela presença de ansiedade exagerada ou irracional e comportamento de esquiva ou evitação de uma série de situações.

Entre os transtornos de ansiedade temos:

  • Transtorno de pânico, também conhecido como síndrome do pânico ou ansiedade paroxística episódica.

A característica principal desse transtorno é a ocorrência de ataques de pânico ou ataques de ansiedade repetidos e espontâneos e um medo acentuado de ter novos ataques.

Como tratar a ansiedade e os ataques de pânico?

Existem vários medicamentos usados no tratamento do pânico.

Eles diminuem muito a frequência e a intensidade dos ataques de pânico ou podem levar à cessação dos ataques.

O psiquiatra é o profissional que deve ser consultado para receber o tratamento adequado nesses e nos casos de outros transtornos de ansiedade.

Como tratar a ansiedade e seus transtornos?

O psiquiatra é o profissional de escolha para medicar os pacientes com transtornos de ansiedade.

Um terapeuta, que pode ser um psiquiatra ou um psicólogo, também tem um papel importante no tratamento desses transtornos.

  • Agorafobia: é o comportamento de esquiva de situações que a pessoa relaciona como sendo prováveis de desencadear ataques de pânico.

A pessoa evita sair de casa ou ficar em casa sozinha, aglomerações, dirigir, locais em que a saída esteja difícil e situações em que o socorro esteja indisponível.

Não existem medicamentos eficazes no tratamento da agorafobia. A terapia comportamental cognitiva é o tratamento de escolha.

  • Fobia social: o medo de ser avaliado negativamente pelos outros é o principal sintoma

Alguns antidepressivos reduzem a ansiedade social, melhorando a qualidade de vida dos fóbicos sociais.  Os betabloqueadores reduzem a taquicardia e o tremor de quem tem fobia de falar em público (o subtipo circunscrito da fobia social).

Os calmantes também diminuem a ansiedade social , mas podem causar dependência química e prejuízo da memória.

A terapia comportamental cognitiva é uma ferramenta importante no tratamento da fobia social, sobretudo a exposição e o treino de habilidades sociais. A exposição à realidade virtual já existe no Brasil

  • Fobias específicas: comportamento de esquiva (evitação) por medo de determinadas situações e objetos. Por exemplo, animais, locais fechados, chuva, sangue.

Não existem medicamentos para o tratamento das Fobias Específicas

 A terapia de exposição é a melhor alternativa de tratamento.

  • Transtorno de ansiedade generalizada: padrão de ansiedade caracterizada por preocupação exagerada com situações do cotidiano.

Antidepressivos e psicoterapia são usados no seu tratamento

Outros procedimentos que podem ser úteis no tratamento da ansiedade são as técnicas de relaxamento e a meditação.

como tratar a ansiedade

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

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tito paes de barros neto

 

Ataques de pânico: o terror sem motivo

Ataques de pânico, crises de ansiedade, crises de pânico e ansiedade ictal são sinônimos de sintomas característicos do transtorno de pânico.

ataques de pânico

Um ataque de pânico é um período de intenso medo, que pode chegar ao pavor e que atinge um pico máximo de intensidade em cerca de dez minutos.

Além do medo devem estar presentes ao menos quatro dos sintomas descritos abaixo:

  • Taquicardia ou palpitação: respectivamente aceleração dos batimentos cardíacos e desconforto percebido como falhas nos batimentos do coração
  • Dor ou desconforto no peito
  • Falta de ar ou sensação de sufocação
  • Tontura
  • Enjoo ou desconforto abdominal
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Sentimentos de estranheza em relação a si ou ao ambiente externo
  • Sensação de anestesia ou de formigamento nas mãos ou em outras partes do corpo
  • Ondas de calor ou de frio
  • Medo de morrer
  • Medo de enlouquecer ou de cometer um ato descontrolado

ataques de pânico

Para que seja considerado transtorno de pânico não basta que a pessoa tenha um ataque de pânico isolado.

É preciso que haja ataques de pânico de repetição e medo de que estes ataques se repitam.

Ataques de pânico podem ocorrer com uma frequência seis vezes maior que o transtorno de pânico.

ataques de pânico

Por exemplo por ingestão excessiva de café ou de energéticos.

O que é notável no transtorno de pânico é a grande quantidade de sintomas físicos que podem estar presentes em quem sofre desse transtorno, sem que a pessoa tenha qualquer doença física.

Impressiona o fato de as pessoas buscarem o clínico, o cardiologista  ou o neurologista por acreditarem que estejam sofrendo de algum problema no coração ou em outro órgão, como estômago, intestino ou pulmão, ou por acharem que sofreram um derrame cerebral.

Mesmo quando algum médico afirma que ela não tem nenhum problema cardíaco ou que não vai morrer porque tem pânico, ela tem muita dificuldade para acreditar nisso.

Por essa razão muitas das pessoas que têm ataques de pânico tornam-se frequentadoras dos pronto-socorros. Acreditando piamente que seu problema seja físico.

Ao invés de se se tornarem assíduos nessa rotina insólita, deveriam procurar um psiquiatra e tratar o seus ataques de pânico de forma mais adequada.

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Medo de perder

Medo de perder pode ser vivenciado sob a forma de pavor.  Na maioria das vezes, no entanto, é uma preocupação exagerada que está presente.

Preocupação persistente que quando se tenta afastá-la, ela retorna e parece que vai ficar à mente por uma eternidade.

Esta é a base do sofrimento de grande parte das pessoas que sofrem do medo de perder – a preocupação exagerada, desmedida e difícil de afastar da mente.

medo de perder

A este tipo de problema é de nominado transtorno de ansiedade generalizada.

As preocupações se relacionam a vários tema, conforme relacionados abaixo.

  • De perder a saúde: a própria saúde ou a saúde dos filhos.

A pessoa vive atormentada, com medo de ter uma doença ou que o cônjuge ou outro familiar tenha.

É importante diferenciar este medo da hipocondria, em que apessoa tem a convicção de estar com uma doença.

A imaginação vai longe e aos extremos, como doenças incuráveis que levem à morte de pessoas queridas.

  • De perder dinheiro: a perda  ou a possibilidade de perder dinheiro são as principais questões

medo de perder

No entanto, as pessoas que ganham ou ganharam dinheiro podem ficar excessivamente preocupadas em perdê-lo.

Ao invés de se sentirem mais seguras e relaxadas, ficam cada vez mais preocupadas e inseguras com a possibilidade de perdas.

E muitas vezes, na cabeça dessas pessoas, aquela possibilidade mais remota se transforma na certeza absoluta de que uma catástrofe está por vir.

A antecipação negativa de fatos tem um peso grande nessas situações.

É como avistar uma nuvem em um dia de sol e prever uma tempestade.

Medo de perder muitas vezes é uma preocupação exagerada

  • Perder o seu amor: há pessoas que ficam verificando sistematicamente o termômetro do amor

medo de perder

Isso se dá através de perguntas repetitivas do tipo “Você me ama?”

Perguntar de vez em quando é algo saudável e traduz um certo cuidado sobre a quantas anda o termômetro do amor de cada casal.

Entretanto, perguntar  a todo momento  se ele ou ela o ama, ou a ama , torna-se algo irritante e que desgasta a relação.

E aí sim, a pessoa talvez possa ter razões verdadeiras para se preocupar, pois o amor dá lugar a uma verificação constante e obsessiva.

  • De perder tempo: todos nós perdemos tempo, seja por desperdício, seja por engajamento em alguma atividade significativa para nós.

Perder tempo faz parte da vida. No entanto, desperdiçar seu tempo com ócio excessivo não é bom. Da mesma forma que procrastinar – adiar o que deve ser feito interminavelmente.

Além disso uma certa quantidade de medo, não em excesso, é bem vindo para que as perdas possam ser evitadas.

Muitas vezes, porém estamos ganhando tempo e não damos valor a isso.

Ganhamos tempo em coisas simples como, por exemplo, usando o waze no trânsito.

Medos como os descritos nesse artigo constituem-se, muitas vezes, em medos patológicos.

Estes medos estão presentes nos transtornos de ansiedade devendo por isso serem tratados.

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Causas da ansiedade

Causas da ansiedade constituem-se em um tema cada vez mais complexo, na medida que a ciência avança, tendo havido considerável progresso desde o início do século até os dias atuais.

Neste post veremos as principais causas da ansiedade e seus transtornos e suas implicações no tratamento.

causas da ansiedade

Causas da ansiedade e seus principais transtornos

A. Fobia social: diversas possíveis  causas podem estar presentes na gênese da fobia social presentes na causa ou causas da fobia social.

  • Genética: crianças com fobia social têm pais que também sofrem de fobia social em proporção maior que os pais de crianças sem fobia social. O medo da avaliação negativa, o principal temor presente  na fobia social parece ser geneticamente determinado
  • Personalidade: crianças com inibição do comportamento, apresentam maior risco para o desenvolvimento da fobia social
  • Neurobiologia: crianças inibidas teriam algumas estruturas cerebrais do sistema límbico, como amígdala e hipotálamo, mais facilmente ativadas que outras crianças não fóbicas
  • Cognitivas: viéses e distorções de pensamentos relacionados a situações sociais. Experiências sociais adversas têm também um papel importante na eclosão da fobia social
  • Falta de habilidades sociais é uma hipótese que tem respaldo em literatura especializada. A inabilidade para relacionar-se socialmente poderia levar à fobia social
  • Fatores ambientais: a interação entre crianças e pais parece exercer um papel na causa da fobia social.

Crianças com fobia social têm pais excessivamente controladores, super-protetores e pouco carinhosos

Pais que educam os filhos dando excessiva ênfase à opinião alheia e usando a vergonha como método de disciplina são fatores que podem levar ao medo da avaliação negativa, a cognição central dos fóbicos sociais.

A mimetização do comportamento pouco social dos pais é outro fenômeno relacionado à fobia social

Causas  da ansiedade

causas da ansiedade

B. Transtorno de pânico e agorafobia:

  • Genética: parentes em primeiro grau de pessoas que têm transtorno de pânico sofrem com maior frequência daquele transtorno
  • Neurobiologia: o sistema límbico, particularmente a amígdala cerebral encontra-se mais ativada no transtorno de pânico
  • Condicionamento: um ataque de pânico isolado pode ocorrer em qualquer pessoa e levar a um condicionamento aversivo, com a pessoa manifestando medo de ter outro ataque.

Se esta ataque ocorreu fora de casa, ela pode evitar sair de casa a pé ou de carro. Se ocorreu dentro de casa pode evitar ficar em casa sozinha

  • Interação entre pais e crianças: segue o padrão da fobia social
  • Fatores ambientais: estresse no trabalho e outros estresses como casamento e nascimento de filho, perdas, abuso de bebidas cafeinadas e outros

C. Fobias específicas:

  •   Tanto o condicionamento clássico, como por exemplo ser atacada por um cão e desenvolver uma fobia, como fatores genéticos (veja o post sobre fobia de sangue, agulha injeção e ferimentos) têm um papel importante entre as causas destas fobias.

Da mesma forma, a aprendizagem por observação pode determinar a causa de uma fobia específica.

Por exemplo, uma criança que observa a mãe apavorada, gritando e se descabelando por causa de uma barata

E pode inferir que baratas são animais terrivelmente perigosos e desenvolver, também, esta fobia.

No entanto, um fator importante reside na educação e informações que os pais levam aos seus filhos.

Por exemplo, dizer que o avião é um meio de transporte rápido, mas que quando um deles cai, não sobra ninguém para contar a história pode ser um jeito curto de acarretar fobia de voo no filho., que é a pura verdade.

Seria melhor dizer que o avião é muito mais seguro que o carro.

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Ansiedade e seus Sintomas

Ansiedade e seus sintomas constituem um universo vasto e complexo de manifestações clínicas  que serão descritas neste artigo.

Apreensão, pavor, pânico e preocupação são alguns termos que descrevem um dos sintomas nucleares dos transtornos de ansiedade: o medo.

ansiedade e seus sintomas

No entanto, é preciso salientar que o medo, isoladamente ou quando ocorre esporadicamente, não caracteriza um transtorno de ansiedade.

Além do medo, com suas diferentes formas de manifestação, desde uma leve apreensão até o pavor absoluto, só será diagnosticado quando atrapalhar a vida da pessoa.

E comprometer o seu desempenho na esfera de trabalho, vida amorosa, vida social ou lazer.

Ansiedade e seus sintomas não constituem necessariamente um transtorno de ansiedade, a não ser que prejudiquem demasiadamente a vida da pessoa ou causem sofrimento excessivo

Isto só se daria com prejuízo acentuado em uma das áreas de sua vida ou  se houvesse sofrimento acentuado por causa da ansiedade

Assim, há pessoas que apresentam um ataque de pânico isolado e que sentem a experiência como dilacerante.

Entretanto se este ataque de pânico não se repetir, não será considerado transtorno de pânico.

O mesmo ocorre com as fobias.

Por exemplo: muitas pessoas tem medo de voar, mas entram em aviões e seguem viagem.

Não são fóbicas.

Agora imagine se esta pessoa se recusar a entrar em um avião, ou se estiver dentro da aeronave e obrigar a parar o avião em função de sua ansiedade.

Aí sim fica caracterizado um transtorno de ansiedade.

São mitos os sinais, sintomas e comportamentos que estão presentes nos transtornos de ansiedade.

A relação dos mais frequentemente observados encontram-se listados e brevemente descritos abaixo:

Sinais:

  • Suor excessivo
  • Tremor
  • Rubor facial
  • Palidez
  • Inquietação/agitação
  • Choro (também na depressão)
  • Gemidos

ansiedade e seus sintomas

Sintomas:

  • Irritabilidade
  • Falta de ar – pode ser visível
  • Taquicardia
  • Insônia
  • Tontura
  • Boca seca
  • Sensação de estranheza
  • Aperto na garganta
  • Dor ou opressão no peito
  • Medo

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Ansiedade no Relacionamento

Até que ponto a ansiedade no relacionamento pode atrapalhar a vida de uma pessoa?

ansiedade no relacionamento

De diversas maneiras, eu diria.

Desde uma ansiedade que não seja patológica, isto é que não configure um transtorno de ansiedade, até a ansiedade presente nos transtornos fóbicos.

Há pessoas inseguras, que vivem com um repertório estreitado pela sua própria ansiedade.

Que caem em verdadeiras arapucas criadas por elas mesmas.

Por exemplo, um homem que sempre que estava na companhia de sua namorada perguntava repetidamente, dezenas de vezes se ela o amava.

Ele era uma pessoa insegura e por isso usava o expediente de buscar nela o reasseguramento de seu amor.

É claro que isto provocou um desgaste no relacionamento com o comportamento incessante da parte dele de perguntar.

Acarretando muita irritação por parte dela.

Mas este é um caso simples, em que uma pequena mudança de comportamento foi implantada, com o objetivo de reduzir a frequência que ele perguntava: “Você me ama?”

Em contrapartida, os transtornos de ansiedade podem trazer complicações.

Há pessoas que em função da ansiedade, sequer conseguem se relacionar com as pessoas.

É o caso das pessoas que sofrem de fobia social.

E que ficam retraídas diante das pessoas ou que são excessivamente tímidas.

Nas situações de flerte, muitas vezes não conseguem balbuciar uma única palavra.

Ou se tornam monossilábicas, passando a impressão de que não estão interessadas em conversar, o que não é verdade.

A verdade é que a ansiedade no relacionamento com as pessoas traz um prejuízo importante na vida dessas pessoas, com limitações em diferentes áreas de suas vidas

ansiedade no relacionamento

Voltando ao tema da ansiedade social, alguns fóbicos sociais tomam atitudes contra-fóbicas, isto é de enfrentamento extremo de seus temores.

E acabam metendo os pés pelas mãos:

Uma vez um fóbico social conseguiu conversar com uma moça que ele havia gostado.

E 40 minutos depois de iniciada a conversa, ele a pediu em casamento.

Nem é preciso dizer que ele nunca mais viu esta moça.

A ansiedade no relacionamento, no entanto, não se limita aos casos de fobia social.

Há pessoas que se preocupam demais com o outro, o que gera ansiedade.

ansiedade no relacionamento

Pessoas que têm pânico com agorafobia, costumam tornar-se dependentes de seus companheiros não conseguindo fazer mais nada sozinhas.

Cria-se um vínculo de dependência que desgasta demais a relação.

Apesar disso há pessoas que gostam que seus cônjuges agorafóbicos tornem-se dependente deles, ficando aflitas quando ele melhoram com o tratamento, tornando-se mais independentes.

Os que tem fobias específicas, podem impôr limitações não só à própria vida, como à toda família.

Alguém com fobia de voo pode se excluir de uma viagem de férias. Ou fazer toda família desistir da viagem.

Uma pessoa com fobia de baratas pode se recusar a ir a um sítio a convite de amigos por causa de seu pavor desses bichos.

Bem, se eu continuasse a escrever as inúmeras maneiras que a ansiedade pode atrapalhar os relacionamentos, isto não iria mais ser um artigo e sim um livro.

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Angústia e Ansiedade Social

Angústia e ansiedade social  são problemas que caminham juntos, constituindo assim uma comorbidade.

Falamos em comorbidade quando dois ou mais transtornos estão presente na mesma pessoa.

A angústia se caracteriza por opressão e dor no peito, aperto na garganta, sensação de sufocamento e sintomas de depressão.

Angústia e Ansiedade Social

Um sentimento de agonia emocional também pode estar presente, além de um sentimento de vazio e de frio interno.

Na ansiedade social, o sintoma nuclear é o medo de ser avaliado negativamente pelos outros.

No dia a dia ocorre dificuldade de escolher ou de tomar decisões.

Ainda que sejam de caráter simples e que não tenham impacto na vida das pessoas com angústia.

O questionamento do sentido de sua existência é comum e, não raro, as pessoas ficam caladas e isoladas socialmente.

A perda da capacidade de lidar com o cotidiano faz parte do quadro clínico de quem se encontra angustiado. E também com ansiedade social

Sentindo desespero e incerteza, estas pessoas se vêem num beco sem saída. O isolamento pode ocorrer tanto pela angústia quanto pela ansiedade social.

Elas temem as consequências das decisões que tomam. E sentem-se muito inseguras ao ter que tomá-las.

Quando alguém estiver angustiado com dor e aperto no peito,  um clínico deve ser procurado para que seja avaliada uma possível cardiopatia.

Opressão no peito, aperto na garganta e medo de ser avaliado fazem parte do quadro clínico da comorbidade angústia e ansiedade social

Os sintomas de angústia estão sobrepostos aos de depressão.

Na verdade, muitos dos que se encontram angustiados também estão deprimidos.

Dá vontade de sair correndo e deixar tudo de ruim para trás. No entanto esta  estratégia não funciona.

Simplesmente pelo fato de que ao empreender esta fuga atabalhoada, a pessoa que sofre de angústia leva sua cabeça junto com ela.

Angústia e Ansiedade Social

Por exemplo, uma pessoa que esteja angustiada e deprimida pode resolver viajar para um lugar bonito.

E ao se encontrar lá, não sentir nenhum prazer.

Pelo contrário, ela pode experimentar uma dolorosa sensação de agonia por não estar conseguindo se divertir, que se soma aos outros sintomas, que a faz querer sumir de lá.

É importante lembrar que, enquanto na angústia as preocupações estão voltadas para o presente, na ansiedade elas estão direcionas para o futuro.

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Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Pânico com Sintomas de Depressão

No transtorno de pânico com sintomas de depressão, é importante ressaltar algumas questões que podem ser importantes no seu tratamento.

pânico com sintomas de depressão

Os sintomas de depressão podem agravar o pânico.

Particularmente, neste caso, a depressão é secundária ao transtorno de pânico.

Isto é, ela ocorre depois que o pânico já se encontrava presente.

No entanto, há pessoas que têm depressão, às vezes por anos a fio.

E que em um dado momento começam a manifestar ataques de pânico.

pânico com sintomas de depressão

Tanto no primeiro como no segundo caso,configura-se a comorbidade entre os dois transtornos.

Este ano, ao escrever alguns capítulos de  um livro sobre comorbidades em transtornos de ansiedade,  pude observar a elevada comorbidade entre transtornos de ansiedade e depressão.

Fiquei impressionado com alguns números, como a comorbidade entre a fobia social e a depressão que chega a ocorrer em 80% dos casos.

Embora o tema deste post seja  pânico e depressão comórbidos, isto também ocorra, ainda que em uma proporção menor.

Transtorno de pânico com sintomas de depressão é uma comorbidade comum afetando um grande número de pessoas

Por vezes, uma pessoa que sofra de transtorno de pânico e que evolua com um quadro de depressão, é importante lembrar que que esta depressão pode ser uma depressão bipolar.

Ou uma  depressão unipolar com sintomas psicóticos.

Nos dois casos citados acima, o tratamento mudo em função do tipo de depressão que se encontra presente no quadro de comorbidade.

Depressões bipolares necessitam de estabilizadores de humor, como o lítio, pois caso contrário, há uma piora do quadro da bipolaridade, com piora da  depressão.

Na depressão psicótica faz-se necessário o uso de antipsicóticos, pois os pacientes frequentemente apresentam alucinações e delírios.

Estes que devem ser tratados como parte do quadro clínico.

Uma das complicações conantess nestes transtornos é o surgimento de problemas relacionados  ao abuso de álcool e drogas.

Que pode ser visto como mais um agravante evolutivo nestes transtornos.

Ter pânico é um problema de saúde mental. Ter pânico e depressão é um problema mais complicado.

Se houver abuso de álcool e de drogas, a situação se complica ainda mais.

Assim são as comorbidades, que pioram o curso e o prognóstico dos transtornos mentais.

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tito paes de barros neto