Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Ansiedade e seus Sintomas

Ansiedade e seus sintomas constituem um universo vasto e complexo de manifestações clínicas  que serão descritas neste artigo.

Apreensão, pavor, pânico e preocupação são alguns termos que descrevem um dos sintomas nucleares dos transtornos de ansiedade: o medo.

ansiedade e seus sintomas

No entanto, é preciso salientar que o medo, isoladamente ou quando ocorre esporadicamente, não caracteriza um transtorno de ansiedade.

Além do medo, com suas diferentes formas de manifestação, desde uma leve apreensão até o pavor absoluto, só será diagnosticado quando atrapalhar a vida da pessoa.

E comprometer o seu desempenho na esfera de trabalho, vida amorosa, vida social ou lazer.

Ansiedade e seus sintomas não constituem necessariamente um transtorno de ansiedade, a não ser que prejudiquem demasiadamente a vida da pessoa ou causem sofrimento excessivo

Isto só se daria com prejuízo acentuado em uma das áreas de sua vida ou  se houvesse sofrimento acentuado por causa da ansiedade

Assim, há pessoas que apresentam um ataque de pânico isolado e que sentem a experiência como dilacerante.

Entretanto se este ataque de pânico não se repetir, não será considerado transtorno de pânico.

O mesmo ocorre com as fobias.

Por exemplo: muitas pessoas tem medo de voar, mas entram em aviões e seguem viagem.

Não são fóbicas.

Agora imagine se esta pessoa se recusar a entrar em um avião, ou se estiver dentro da aeronave e obrigar a parar o avião em função de sua ansiedade.

Aí sim fica caracterizado um transtorno de ansiedade.

São mitos os sinais, sintomas e comportamentos que estão presentes nos transtornos de ansiedade.

A relação dos mais frequentemente observados encontram-se listados e brevemente descritos abaixo:

Sinais:

  • Suor excessivo
  • Tremor
  • Rubor facial
  • Palidez
  • Inquietação/agitação
  • Choro (também na depressão)
  • Gemidos

ansiedade e seus sintomas

Sintomas:

  • Irritabilidade
  • Falta de ar – pode ser visível
  • Taquicardia
  • Insônia
  • Tontura
  • Boca seca
  • Sensação de estranheza
  • Aperto na garganta
  • Dor ou opressão no peito
  • Medo

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

 

Ansiedade no Relacionamento

Até que ponto a ansiedade no relacionamento pode atrapalhar a vida de uma pessoa?

ansiedade no relacionamento

De diversas maneiras, eu diria.

Desde uma ansiedade que não seja patológica, isto é que não configure um transtorno de ansiedade, até a ansiedade presente nos transtornos fóbicos.

Há pessoas inseguras, que vivem com um repertório estreitado pela sua própria ansiedade.

Que caem em verdadeiras arapucas criadas por elas mesmas.

Por exemplo, um homem que sempre que estava na companhia de sua namorada perguntava repetidamente, dezenas de vezes se ela o amava.

Ele era uma pessoa insegura e por isso usava o expediente de buscar nela o reasseguramento de seu amor.

É claro que isto provocou um desgaste no relacionamento com o comportamento incessante da parte dele de perguntar.

Acarretando muita irritação por parte dela.

Mas este é um caso simples, em que uma pequena mudança de comportamento foi implantada, com o objetivo de reduzir a frequência que ele perguntava: “Você me ama?”

Em contrapartida, os transtornos de ansiedade podem trazer complicações.

Há pessoas que em função da ansiedade, sequer conseguem se relacionar com as pessoas.

É o caso das pessoas que sofrem de fobia social.

E que ficam retraídas diante das pessoas ou que são excessivamente tímidas.

Nas situações de flerte, muitas vezes não conseguem balbuciar uma única palavra.

Ou se tornam monossilábicas, passando a impressão de que não estão interessadas em conversar, o que não é verdade.

A verdade é que a ansiedade no relacionamento com as pessoas traz um prejuízo importante na vida dessas pessoas, com limitações em diferentes áreas de suas vidas

ansiedade no relacionamento

Voltando ao tema da ansiedade social, alguns fóbicos sociais tomam atitudes contra-fóbicas, isto é de enfrentamento extremo de seus temores.

E acabam metendo os pés pelas mãos:

Uma vez um fóbico social conseguiu conversar com uma moça que ele havia gostado.

E 40 minutos depois de iniciada a conversa, ele a pediu em casamento.

Nem é preciso dizer que ele nunca mais viu esta moça.

A ansiedade no relacionamento, no entanto, não se limita aos casos de fobia social.

Há pessoas que se preocupam demais com o outro, o que gera ansiedade.

ansiedade no relacionamento

Pessoas que têm pânico com agorafobia, costumam tornar-se dependentes de seus companheiros não conseguindo fazer mais nada sozinhas.

Cria-se um vínculo de dependência que desgasta demais a relação.

Apesar disso há pessoas que gostam que seus cônjuges agorafóbicos tornem-se dependente deles, ficando aflitas quando ele melhoram com o tratamento, tornando-se mais independentes.

Os que tem fobias específicas, podem impôr limitações não só à própria vida, como à toda família.

Alguém com fobia de voo pode se excluir de uma viagem de férias. Ou fazer toda família desistir da viagem.

Uma pessoa com fobia de baratas pode se recusar a ir a um sítio a convite de amigos por causa de seu pavor desses bichos.

Bem, se eu continuasse a escrever as inúmeras maneiras que a ansiedade pode atrapalhar os relacionamentos, isto não iria mais ser um artigo e sim um livro.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Angústia e Ansiedade Social

Angústia e ansiedade social  são problemas que caminham juntos, constituindo assim uma comorbidade.

Falamos em comorbidade quando dois ou mais transtornos estão presente na mesma pessoa.

A angústia se caracteriza por opressão e dor no peito, aperto na garganta, sensação de sufocamento e sintomas de depressão.

Angústia e Ansiedade Social

Um sentimento de agonia emocional também pode estar presente, além de um sentimento de vazio e de frio interno.

Na ansiedade social, o sintoma nuclear é o medo de ser avaliado negativamente pelos outros.

No dia a dia ocorre dificuldade de escolher ou de tomar decisões.

Ainda que sejam de caráter simples e que não tenham impacto na vida das pessoas com angústia.

O questionamento do sentido de sua existência é comum e, não raro, as pessoas ficam caladas e isoladas socialmente.

A perda da capacidade de lidar com o cotidiano faz parte do quadro clínico de quem se encontra angustiado. E também com ansiedade social

Sentindo desespero e incerteza, estas pessoas se vêem num beco sem saída. O isolamento pode ocorrer tanto pela angústia quanto pela ansiedade social.

Elas temem as consequências das decisões que tomam. E sentem-se muito inseguras ao ter que tomá-las.

Quando alguém estiver angustiado com dor e aperto no peito,  um clínico deve ser procurado para que seja avaliada uma possível cardiopatia.

Opressão no peito, aperto na garganta e medo de ser avaliado fazem parte do quadro clínico da comorbidade angústia e ansiedade social

Os sintomas de angústia estão sobrepostos aos de depressão.

Na verdade, muitos dos que se encontram angustiados também estão deprimidos.

Dá vontade de sair correndo e deixar tudo de ruim para trás. No entanto esta  estratégia não funciona.

Simplesmente pelo fato de que ao empreender esta fuga atabalhoada, a pessoa que sofre de angústia leva sua cabeça junto com ela.

Angústia e Ansiedade Social

Por exemplo, uma pessoa que esteja angustiada e deprimida pode resolver viajar para um lugar bonito.

E ao se encontrar lá, não sentir nenhum prazer.

Pelo contrário, ela pode experimentar uma dolorosa sensação de agonia por não estar conseguindo se divertir, que se soma aos outros sintomas, que a faz querer sumir de lá.

É importante lembrar que, enquanto na angústia as preocupações estão voltadas para o presente, na ansiedade elas estão direcionas para o futuro.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Pânico com Sintomas de Depressão

No transtorno de pânico com sintomas de depressão, é importante ressaltar algumas questões que podem ser importantes no seu tratamento.

pânico com sintomas de depressão

Os sintomas de depressão podem agravar o pânico.

Particularmente, neste caso, a depressão é secundária ao transtorno de pânico.

Isto é, ela ocorre depois que o pânico já se encontrava presente.

No entanto, há pessoas que têm depressão, às vezes por anos a fio.

E que em um dado momento começam a manifestar ataques de pânico.

pânico com sintomas de depressão

Tanto no primeiro como no segundo caso,configura-se a comorbidade entre os dois transtornos.

Este ano, ao escrever alguns capítulos de  um livro sobre comorbidades em transtornos de ansiedade,  pude observar a elevada comorbidade entre transtornos de ansiedade e depressão.

Fiquei impressionado com alguns números, como a comorbidade entre a fobia social e a depressão que chega a ocorrer em 80% dos casos.

Embora o tema deste post seja  pânico e depressão comórbidos, isto também ocorra, ainda que em uma proporção menor.

Transtorno de pânico com sintomas de depressão é uma comorbidade comum afetando um grande número de pessoas

Por vezes, uma pessoa que sofra de transtorno de pânico e que evolua com um quadro de depressão, é importante lembrar que que esta depressão pode ser uma depressão bipolar.

Ou uma  depressão unipolar com sintomas psicóticos.

Nos dois casos citados acima, o tratamento mudo em função do tipo de depressão que se encontra presente no quadro de comorbidade.

Depressões bipolares necessitam de estabilizadores de humor, como o lítio, pois caso contrário, há uma piora do quadro da bipolaridade, com piora da  depressão.

Na depressão psicótica faz-se necessário o uso de antipsicóticos, pois os pacientes frequentemente apresentam alucinações e delírios.

Estes que devem ser tratados como parte do quadro clínico.

Uma das complicações conantess nestes transtornos é o surgimento de problemas relacionados  ao abuso de álcool e drogas.

Que pode ser visto como mais um agravante evolutivo nestes transtornos.

Ter pânico é um problema de saúde mental. Ter pânico e depressão é um problema mais complicado.

Se houver abuso de álcool e de drogas, a situação se complica ainda mais.

Assim são as comorbidades, que pioram o curso e o prognóstico dos transtornos mentais.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Terapia para Ansiedade: o Alcance da TCC

Terapia para ansiedade é um tema importante no nosso meio.

A ansiedade é um assunto muito discutido entre as pessoas.

E isto ocorre devido à alta frequência com que os transtornos de ansiedade ocorrem na população geral.

Entretanto, a terapia ou terapias são indicadas também para outros tipos de problemas e transtornos psíquicos.

terapia para ansiedade

São muitas as abordagens psicoterápicas, algumas delas com um bom poder terapêutico, como as que são utilizadas na terapia para ansiedade.

Nos meus 36 anos de formado, posso dizer que tenho um bom conhecimento sobre algumas terapias, inclusive a terapia para ansiedade.

É o caso da psicanálise, com a qual me envolvi durante anos, por ter feito uma formação nesta área e atendido muitos pacientes nesta abordagem.

A psicanálise é fascinante, sobretudo as teorias que  nos são apresentadas pelos escritos de Freud, Melanie Klein, Bion e Winnicott,  a respeito do inconsciente.

Estes nomes podem ser considerados verdadeiros pensadores a respeito do funcionamento mental dos seres humano, sobretudo do inconsciente.

A leitura do seu legado é fascinante e enriquecedora.

Entretanto a aplicabilidade das teorias psicanalíticas na prática clínica é um grande desafio e os resultados não parecem tão bons.

Quando afirmo que “não parecem”… é porque na psicanálise faltam publicações com rigor científico, como nas outras áreas da ciência, que possam demonstrar sua eficácia.

Por esta razão só podemos fazer uma estimativa achista, do tipo “acho que isso funcionou.”

Com os trabalhos de B.F.Skinner, que estudou condicionamento e reforçamento, entre outros, uma nova linha de pesquisa surgiu: a terapia comportamental.

terapia para ansiedade

Alguns anos mais tarde, um psicanalista – Aaron Beck – fundou a terapia cognitiva.

Uma abordagem que dava ênfase aos pensamentos que habitavam a mente de pacientes deprimidos.

Estes pensamentos encontrava-se relacionados a crenças mais profundas de desvalia, incompetência e desamor.

Beck era um psicanalista que não conseguiu êxito ao tratar pacientes deprimidos com a psicanálise.

E por esta razão, fundou a escola do cognitivismo.

Um pouco mais tarde esta e a terapia comportamental uniram-se.

Hoje compõem a terapia comportamental cognitiva, conhecida como TCC.

Ferramenta de grande utilidade no tratamento de transtornos mentais, a TCC acumula um grande número de publicações.

Sobretudo em relação à sua aplicabilidade na depressão, nos transtornos de ansiedade, dependência química e transtornos de personalidade.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Desvio do Olhar e Ansiedade Social

Desvio do olhar não é doença.

desvio do olhar

É um sintoma que pode estar presente entre os tímidos, entre os que ficam sem graça e entre os que sofrem de fobia social.

Trata-se de uma dificuldade ou impossibilidade de sustentar o olhar ao interagir com as pessoas.

Os tímidos, apesar de não terem um transtorno de ansiedade propriamente dito, também sofrem devido à timidez.

Mas a intensidade  do sofrimento é menor, quando comparado ao da fobia social.

É na fobia social que o desvio do olhar aparece de forma mais saliente.

São pessoas que têm que falar em público por razões profissionais.

E também pessoas que têm grande dificuldade de conversar os outros, tanto para iniciar quanto para manter uma conversa.

E que, por isso, baixam a cabeça e/ou evitam encontrar o olhar do outro.

Isso ocorre quando os olhares se encontram, causando grande desconforto e sofrimento. Mas pode ocorrer simplesmente ao ser observado pelos outros.

Em alguns casos isso é tão forte que a pessoa não trava o mínimo contato visual com seu interlocutor, ficando com o olhar desviado para o lado ou para o chão.

Isso é um reflexo da gravidade do quadro da fobia social destas pessoas.

O prejuízo que ocorre com o desvio do olhar é grande, acarretando muitas vezes a perda de oportunidades profissionais

As consequências destas perdas e de outras que ocorrem entre os fóbicos sociais podem ser a depressão e o abuso e dependência de álcool e de outras drogas.

Em relação a isso, drogas diversas podem ser usadas como, por exemplo, as anfetaminas.

Segundo quem usa, elas aumentam a coragem para sustentar o olhar e poder interagir com as outras pessoas.

Mas, na verdade, com o uso contínuo, desencadeiam ou agravam os sintomas de depressão.

A maconha e a cocaína também fazem parte das drogas usadas pelos fóbicos sociais.

Tudo isso ocorre pelo pavor que que os fóbicos sociais têm de serem avaliados negativamente.

O tratamento tem um papel fundamental.

desvio do olhar

Particularmente, no desvio do olhar, um treinamento específico em que o paciente aumenta gradativamente o

tempo de permanência com o olhar nos olhos do outro pode ser  de grande valia

Esse procedimento deve ser feito preferencialmente por terapeuta especialista em terapia comportamental cognitiva.

Medicação adequada também pode ajudar.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Ansiedade e Depressão: Quando os Universos Coexistem

Ansiedade e depressão são problemas comuns, que podem aparecer conjuntamente ou isoladamente.

Neste artigo vou descrever alguns exemplos de como isto acontece e o que fazer.

Embora classificadas como problemas distintos, ansiedade e depressão apresentam sintomas em comum.

ansiedade e depressão

Ansiedade e depressão apresentam sintomas que fazem parte de ambas as síndromes.

É o caso da insônia e da irritabilidade, presentes tanto na ansiedade quanto na depressão.

Isto já foi descrito neste blog em um post intitulado Tipos de Depressão e Ansiedade.

Além disso, os sintomas de depressão e de ansiedade podem estar presentes na mesma pessoa.

Isto se dá no Transtorno Misto Ansioso e Depressivo, em que sintomas de ansiedade e depressão estão presentes no quadro clínico.

Mas nem os sintomas de ansiedade preenchem os critérios para o diagnóstico de um transtorno de ansiedade, nem os sintomas de depressão, para o diagnóstico de depressão.

Além disso, transtornos de ansiedade frequentemente apresentam sintomatologia depressiva.

Assim, na fobia social é frequente observarmos uma síndrome depressiva comórbida.

Em contrapartida, pessoas que estão  deprimidas podem apresentar sintomas de ansiedade ou mesmo transtornos de ansiedade.

Como, por exemplo, o transtorno do pânico.

O tratamento dos transtornos em que tanto a ansiedade quanto a depressão estão presentes deve ser feito visando a redução dos dois tipos de  sintomas.

Os antidepressivos com ação noradrenérgica devem dar lugar a outros com ação serotoninérgica e dopaminérgica, de preferência com algum efeito sedativo.

A comorbidade entre ansiedade e depressão torna a resposta ao tratamento mais difícil.

Quando houver um quadro de dois transtornos em comorbidade.

Por exemplo, um quadro de depressão e  e transtorno de pânico,  um antidepressivo que tenha um bom efeito nas duas síndromes .

Pode ser o Zoloft, o  Donaren, a Venlafaxina.

Mas algumas vezes, a resposta ao tratamento não é boa, havendo a necessidade de se associar dois antidepressivos.

A terapia comportamental é uma ferramenta de grande utilidade, devendo ser usada em associação com antidepressivos.

Em casos mais leves, a terapia comportamental pode ser o único tratamento.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Isolamento Social, Ansiedade e Depressão

Frequentemente observamos o fenômeno do isolamento social nos transtornos psíquicos.

No entanto, este isolamento social se dá por diferentes razões nos diferentes transtornos.

isolamento social

Neste artigo, pretendo mostrar a relação entre o isolamento social e os transtornos de ansiedade e a depressão.

O isolamento social é um sintoma/comportamento comum e ocorre na ansiedade e na depressão.

E pode ser entendido como um comportamento de evitar o contato com outras pessoas.

Isto ocorre por razões diversas, conforme o transtorno em questão.

Nos transtornos de  ansiedade, por exemplo, pode ser o medo de alguma coisa dar errado.

Por exemplo, a pessoa teme ter um ataque de pânico e se isso acontecer, levar a um constrangimento sofrido para a pessoa.

Mas o medo pode ser também o de ter ataques de pânico e morrer.

Ou simplesmente, o medo se dá em razão de poder perder o controle ou de enlouquecer em público, por assim dizer.

Medo, loucura e perda do controle fazem parte das cognições presentes no transtorno de pânico.

Na fobia social, que é o transtorno de ansiedade que ocorre com maior frequência, o medo é o de ser avaliado negativamente pelos outros.

Por exemplo, ao suar, ao tremer ou ao falar com a voz embargada ou gaguejar.

A ideia de um comportamento inadequado causa grande ansiedade no fóbico social.

Nas fobias específicas, não existem estes medos.

No entanto, é muito frequente a depressão estar associada a estas fobias.

E aí, as razões do isolamento social são diferentes.

Por exemplo, o isolamento já não é determinado pelo medo e sim pela tristeza, falta de vontade e desânimo e, principalmente, pela falta de prazer em todas ou quase todas as coisas que levam ao prazer.

O isolamento social ocorre por medo na ansiedade e por desânimo na depressão

isolamento social

Encontrar pessoas para quem sofre de depressão não faz o menor sentido para o deprimido.

Ele observa as pessoas rindo, divertidas e isto não faz o menor sentido para ele, pois não entende porque elas estão se divertindo.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Causas de Ansiedade: Genética, Neurobiologia e Comportamento

As causas de ansiedade é um tema que tem sido muito discutido.

causas de ansiedade

Há algumas décadas, a ansiedade e seus transtornos eram explicados com base nas teorias psicanalíticas de Freud, Melanie Klein e Bion.

No entanto, mais recentemente,  com o avanço do conhecimento da neurobiologia, houve considerável progresso sobre as causas desses transtornos.

As causas de ansiedade ainda não estão totalmente elucidadas, mas isto é uma questão de tempo

Os estudos sobre a neurobiologia da ansiedade lançaram luz sobre uma estrutura cerebral que passou a adquirir um papel fundamental no entendimento das causas de ansiedade.

A estrutura a qual me refiro é o Sistema Límbico.

causas de ansiedade

O Sistema Límbico é a porção do cérebro responsável pelas emoções e também por comportamentos sociais.

Ele é constituído por algumas áreas cerebrais, que encontram-se citadas abaixo.

  • Hipocampo – responsável  pela integridade da memória
  • Tálamo – integra os sintemas sensorial  (sentidos como visão, audição, tato, olfato e gustação) com o sistema motor.
  • Hipotálamo – regula funções  como o sono, a libido, o apetite e a temperatura do corpo
  • Amígdala: não é a amígdala que se encontra na garganta.[O nome  atual da amígdala da garganta é Tonsila].

É a amígdala que está localizada no cérebro e que tem um papel importante nas emoções relacionadas ao medo.

Sua ativação leva a um estado de ansiedade, medo e hipervigilância, que pode chegar ao pânico.

Para quem não sabe a hipervigilância é um estado de constante atenção em relação a sintomas e também em relação ao encontro com o temido objeto fóbico.

As emoções estão relacionadas a diversas áreas do sistema límbico.

E o estudo dessas áreas tem contribuído para um maior conhecimento das causas de ansiedade.

Diferentes emoções, como a alegria, a raiva e o medo envolvem diferentes áreas desse sistema.

O sistema límbico e seus componentes não podem explicar tudo o que acontece com os sentimentos, as emoções e os afetos.

Principalmente, com a ansiedade, uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e diversos sintomas físicos, psíquicos e comportamentais.

Outras áreas de estudo, como a do comportamento humano e a genética podem explicar muitas coisas em termos de causas de ansiedade.

  • Genética: transtornos como a fobia de sangue ocorrem em 70% dos parentes acometidos.

No transtorno de pânico e agorafobia, assim como na fobia social, é comum se encontrar parentes em primeiro grau com o mesmo transtorno.

  • Condicionamento aversivo: experiências aversivas podem levar ao desenvolvimento de um alarme.

Na verdade, um falso alarme que é acionado cada vez que a a pessoa estiver em uma situação que lembre a situação original.

  • Aprender um padrão de comportamento – também conhecido como modelação
  • Aprender com os pais, tios e avós e o aprendizado via instruções

O estudo do condicionamento e da modelação, fez com que surgisse uma escola de terapia para estes transtornos.

Apesar de ainda não se conhecer plenamente a neurobiologia dos transtornos de ansiedade, já existem tratamentos eficazes para estes problemas.

Os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação da serotonina e os inibidores duais de recaptação da serotonina e da noradrenalina são as principais substâncias usadas no tratamento farmacológico das transtornos de ansiedade.

A terapia  comportamental vem ajudando muita gente a se sentir melhor dos sintomas de ansiedade.

causas de ansiedade

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto