Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Medo de Falar em Público

O medo de falar em público é um subtipo da fobia social, conhecido como fobia social circunscrita.

Tal qual na fobia social, o medo de falar em público ocorre com elevada frequência na população geral.

Mas não é intenso o bastante para causar prejuízo na vida de seus portadores

Quando ele se torna intenso, levando as pessoas a evitar falar em público ou a terem brancos, ou congelar, aí sim ele pode ser classificado como fobia social circunscrita.

Quando o medo de falar em público se torna intenso, causando limitações na vida de seus portadores, ele se torna uma fobia de falar em público.

medo de falar em publico

Ao se ver em uma situação em que tenha que falar em público.

Ou mesmo a antecipação desta situação, o fóbico pode sentir pavor, pânico e manifestar sintomas como os que se encontram abaixo:

  • Palpitação/coração acelerado
  • boca seca
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Tensão muscular
  • Palidez

Recentemente atendi um empresário que era obrigado a fazer reuniões mensais com seus funcionários.

Ele tinha muito receio destas ocasiões, sentia dores musculares de véspera e suava consideravelmente.

Para ele conseguir falar para sua platéia, era necessário que apoiasse seu braço firmemente  na mesa, pois sentia tontura e fixasse o olhar em um determinado ponto do auditório, pois sentia-se mal quando olhavam para ele.

A ocorrência deste quadro na população é comum e cabe tratamento especializado.

Causas do medo de falar em público: podem ser genéticas e ambientais.

medo de falar em publico

Como é tratado o medo de falar em público?

  • Com medicamentos: há uma classe de medicamentos, os Beta-bloqueadores que diminuem a taquicardia, o tremor e o suor excessivo, levando a um alívio dos sintomas.

Ansiolíticos também são eficazes, mas causam dependência química e prejuízo importante da memória.

Os antidepressivos de última geração (ex: lexapro, zoloft, luvox) são os medicamentos mais adequados para o tratamento desta fobia.

  • Com terapia comportamental baseada na exposição, isto é no enfrentamento das situações temidas é bastante utilizada, trazendo bons resultados.
  • Com exposição à realidade virtual: permite uma exposição muito eficaz pela possibilidade de repetição das cenas temidas e evitadas.

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tito paes de barros neto

Tipos de Fobia: Medos que Podem ser tanto Exagerados quanto Irracionais

Os tipos de fobia constituem um universo quase infinito, por assim dizer.

tipos de fobia

Imaginemos uma fração deste universo das fobias, os insetos e poderemos imaginar a vastidão dos seus habitantes: moscas, pernilongos, baratas, besouros, abelhas, vespas, borboletas, traças e muitos outros.

Agora imaginemos que um percentual da população tenha verdadeiro pavor de alguns deles:

Uma vez um homem se atirou de um cavalo por causa de uma vespa.

Em outra ocasião, um outro homem pulou de um barco por causa de uma aranha.

E não sabia nadar.

Quem tem fobia de chuva, raios, trovões e tempestade, muitas vezes se alojam dentro de um armário, com seu animal de estimação para sentir um conforto maior.

Ainda em relação à fobia de chuva, tem gente que assim que começa a chover, ou que o tempo muda, vai para o metrô e metrô e lá permanece até o tempo melhorar.

Os tipos de fobia podem levar seus portadores a fazer loucuras para se verem livres de seus objetos fóbicos.

Na verdade, é impressionante o comportamento das pessoas fóbicas, ao se defrontarem com o seu objeto temido.

tipos de fobia

Como o de uma mulher que ao perceber que havia uma barata na cozinha, simplesmente subiu na geladeira.

Entre as fobias mais irracionais, temos a fobia de borboleta.

Irracional por ser a borboleta um animal inócuo, que não faz mal a ninguém.

E que muitas vezes é de uma beleza que encanta.

Como explicar este medo?

Há diversos modos de aquisição de fobias, e,entre eles, temos:.

  • Herança genética. É o caso da fobia de sangue-agulhas-injeção-ferimentos. Quando uma pessoa é acometida, em 70% dos casos, outros familiares também são.
  • Condicionamento aversivo: uma experiência desagradável, como ficar preso em um lugar fechado, por exemplo um elevador, pode levar a pessoa a se esquivar de locais fechados e com risco de ficar presa.
  • Educação: pais podem dizer aos filhos que os cães são animais perigosos, ameaçadores e isto fará com que esta pessoa se mantenha longe destes animais.
  • Traumática: é pouco aceita

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tito paes de barros neto

Medo de Dentista: Terror com Hora Marcada

O barulho do motor funcionando, a anestesia, e o cheiro  da sala, entre outros, fazem parte dos elementos do medo de dentista, uma fobia que pode ser incapacitante.

Para o paciente, a ansiedade de antecipação relacionada ao medo de dentista é muito sofrida

medo de dentista

Talvez a história comece antes mesmo da chegada ao consultório do profissional, antecipando a trágica e dolorosa tortura.

Sim, imaginar a broca investindo contra os seus próprios dentes, deve causar muito medo.

Mas somente se você se deixar levar por estes pensamentos catastróficos.

Afinal, como será que a humanidade vai ao dentista sem que isto se torne um drama?

O que torna a ida ao dentista mais dramática e sofrida é a antecipação negativa dos fatos.

Por exemplo, ter uma crença inabalável de que vai sentir uma dor insuportável quando estiver na cadeira do dentista.

Ou que vai ter uma hemorragia gravíssima, seguida de anemia.

Geralmente o pior é o que está por vir.

Muitas pessoas reconhecem que a ansiedade era muito pior antes do que durante o período em que estavam na cadeira do dentista.

Uma das situações que podem suprimir a determinação de alguém de ir ao dentista é a necessidade de um tratamento de canal

O que pode ser feito em relação ao medo de dentista?

O ideal é procurar um profissional  com especialização em terapia comportamental cognitiva para tratar esta fobia.

O trabalho é feito com base na exposição, no enfrentamento das situações temidas e evitadas.

A exposição na imaginação  – imaginar as situações temidas – pode  levar a uma diminuição importante da ansiedade.

Um aspecto que pode ajudar muito e contribuir no tratamento é a busca de um dentista  paciente, calmo, tranquilo e com tempo disponível para aplicar uma hierarquia. Veja abaixo um exemplo de hierarquia durante uma ida ao dentista.

medo de dentista

Isto é feito de um modo gradual, dos níveis menores de ansiedade em direção aos níveis maiores.

Hierarquia:

  1. Dentista examina a boca do paciente usando apenas as mãos – 3
  2. Dentista examina com aparelhos que podem cutucar – 5
  3. Dentista mantém o motor em funcionamento durante um tempo -6
  4. Dentista prepara a anestesia – 8
  5. Dentista injeta o anestésico –  8
  6. Dentista usa o motor em uma cárie – 9

.

.

Este é um modelo genérico de hierarquia para exposição.

Outros podem ser usados dependendo dos medos do paciente.

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tito paes de barros neto

Medos: Você tem? Quais são eles?


Quando se fala em medos, um universo muito grande de situações e objetos se abre sobre nós.

Alguns medos são estranhos, bizarros. Como o caso de um rapaz que tinha pavor de penas de aves.

Outros medos se constituem no universo das fobias.

O escritor Leon Eliachar afirmava que tinha um único medo: de usar o banheiro na casa de alguém, dar a descarga e a água subir, subir, subir…

Medo pode parecer uma coisa ruim, mas nem sempre é assim.

Os medos podem ser bons

medos

Alguns medos tem um papel protetor do ser humano. Vejamos:

Por que razão não dirigimos a 120km por hora nas ruas das cidades?

Simples: porque temos medo de nos envolvermos em um acidente fatal.

Por que respeitamos os sinais de trânsito das vias públicas? Para evitarmos o envolvimento em acidentes.

Por que olhamos para um lado e para outro antes de atravessarmos uma via movimentada? Porque temos medo de sermos atropelados.

Por que tomamos vacinas? Por que temos medo de adoecer.

Como se pode ver, o medo protege o ser humano e a sua espécie contra a sua própria extinção. E assim nos traz uma tranquilidade maior para viver

Imagina agora como seria se os seres humanos não tivessem nenhum medo. O que aconteceria?

Poucos sobreviveriam na face da terra

Temos também aqueles medos que são ruins: os medos fóbicos

medos

São  muitas as fobias presentes na vida das pessoas:

Agorafobia: uma fobia que está relacionada ao transtorno de pânico. A pessoa teme e evita situações que ela relaciona como sendo passíveis de desencadear ataques de pânico.

Fobia social: o temor é o de ser avaliado negativamente pelos outros. Muita vergonha. Medo de falar em público.

Fobia específicas: são as mais comuns e incluem medo de animais, altura, escuro, avião, dirigir, água, sangue e ferimentos, locais fechados.

Todas as fobias específicas devem ser tratadas. Os melhores resultados são obtidos com a terapia cognitivo-comportamental.

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tito paes de barros neto

Medo de altura: quanto mais alto pior

A fobia ou o medo de altura encontra-se classificado como uma fobia específica e caracteriza-se por medo acentuado e esquiva de situações em que a pessoa se veja em uma situação acima do solo, mesmo que esta possa ser uma escada doméstica de dois ou três degraus.

Entrar em contato com estas situações deflagra um medo intenso ou o evitar a qualquer custo o contato com elas.

A simples antecipação do encontro com estas situações já pode levar ao pavor ou à esquiva.

Quem tiver medo de altura, ao entrar em contato com qualquer situação relacionada á isto pode ter um ataque de pânico.

Com sintomas como taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente ou desmaio, tontura, tremor, suor, sensação de descontrole.

Situações presentes no medo de altura

medo de altura

Algumas situações estão presentes no medo de altura. Vejamos algumas delas:

  • Olhar pela janela de um prédio – dependendo de cada caso isto vai se dar em andares mais baixos ou mais altos.
  • Usar uma passarela
  • Subir em escadas
  • Usar elevadores
  • Viajar de avião
  • Usar escadas rolantes
  • Atravessar uma ponte
  • Fazer um rapel ou uma tirolesa
  • Escalar uma montanha
  • Praticar alguns esportes como arvorismo e salto com vara

Qual a causa ou as causas da fobia de altura?

Não se sabe ao certo as causas desta fobia. Entretanto algumas teorias são apresentadas na literatura sobre as fobias em geral:

  • Modelação da ansiedade fóbica dos pais: aqui a criança copia o padrão de medo e esquiva de um ou de ambos os pais.
  • Educação/ instruções: quando os pais educam os filhos enfatizando os perigos dos ambientes altos.
  • Condicionamento aversivo: a pessoa passa por alguma situação muito desagradável ou aversiva e a partir daí passa a evitar estas situações
  • Genética: pouco provável.

Tenho fobia de altura, o que devo fazer?

medo de altura

O melhor é procurar um profissional que trabalhe com terapia comportamental cognitiva, independentemente dele ser psiquiatra ou psicólogo, sobretudo a terapia de exposição.

É a terapia que pode resolver o problema.

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tito paes de barros neto

Medo de amar: uma fobia comum

O medo de amar pode parecer algo absurdo aos olhos de muita gente.

medo de amar

No entanto, pode ser entendido como medo de sofrer.

Um tipo de medo igual ao que ocorre nas fobias.

E que leva as pessoas a se esquivarem de relacionamentos sérios por medo da rejeição.

Ou de perderem a sua liberdade ou o seu estilo de vida.

Medo de amar: de onde ele vem?

De muitos lugares, de muitas situações, que envolvem sobretudo as dores que cada um já sentiu um dia, como ouvir da pessoa amada que ela não ama mais você.

Ou que ela conheceu outra pessoa e resolveu ficar com ela.

Ser trocado por outra pessoa.

Terrível, não?

E então, pronto para outra? Nem pensar.

Desanimado? Só apavorado.

Com muito medo.

Nos tornamos fóbicos de amor por essas e outras..

Há pessoas que passaram por tantos relacionamentos que não deram certo, que se sentem incompetentes para o amor.

E passam a evitar relacionamentos amorosos como o diabo foge da cruz.

Pelo medo da dor.

É a chamada fobia de compromisso.

Esta fobia teria como objetivo nos proteger contra o sofrimento.

Mas NÃO funciona, simplesmente porque evitar a dor é impossível.

O medo de amar determina o comportamento de esquiva fóbica

“Tenho medo de me machucar, por isso não me atrevo a arriscar.” Monique Frebell”

O medo de decepcionar o outro também pode ser apontado como uma das razões para a esquiva do amor.

Pode acontecer de alguém ficar dividido entre ter e não ter um vínculo amoroso.

E na prática, o que acontece é um mudar constante de parceiro temendo que a relação se torne mais íntima.

E este alguém pula de galho em galho, alegando não ter encontrado ainda a pessoa da sua vida.

Uma das estratégias usadas pelo fóbico de compromisso para romper vínculos é a de encontrar defeitos no parceiro que o destituam de ocupar o lugar de um cônjuge.

Estratégia que é pura sabotagem do relacionamento

Minha sugestão é : Vá com medo mesmo.

Arrisque-se.

Tente viver um grande amor.

Você vai ver que isso é muito maior que um sofrimento por uma rejeição.

Como disse Vinicius de Moraes: “A lhe dizer que vale mais morrer de dor, do que viver num paraíso sem amor…”

Afinal, quem nunca sofreu por amor?

Apenas aqueles que jamais se arriscaram.

E então, vamos abandonar esta  sua fobia de compromisso?

medo de amarDepois você me conta o que aconteceu.

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tito paes de barros neto

 

Medo de dirigir: temor deve estar presente

Você tem medo de dirigir?

medo de dirigir

Ter medo de dirigir é bom? Sim, até certo ponto é bom. Na verdade, ter medo de certas coisas na vida é saudável.

Vejamos como isto se  aplica ao medo de dirigir: pode ser um medo de causar um acidente ou mesmo envolver-e em um acidente sem ter culpa.

O medo pode fazer com que você dirija mais devagar. E respeitando a sinalização, reduzindo desta forma a possibilidade de acidentes.

O medo protege

Tudo isso faz parte do medo normal que as pessoas sentem e que é um legado que o ser humano carrega dentro de si e que o protege contra sua própria extinção.

Poucos seres humanos sobreviveriam em nosso planeta sem medo.

O problema é quando este medo se torna exagerado ou irracional, levando as pessoas a evitarem dirigir a qualquer preço, por pavor de acidentes.

Há pessoas que não dirigem para nenhum lugar.

Outras, que só dirigem em ruas e locais muito próximos de suas casa.

Há também aqueles que dirigem para qualquer lugar, mas que evitam a todo custo dirigirem em avenidas e vias expressas.

Outros ainda, dirigem no perímetro urbano, mas se esquivam de rodovias.

E o que fazer se você evita algumas destas situações?

Em primeiro lugar, deve ser estabelecido um objetivo, que vai variar de pessoa para pessoa.

Vamos supor que seja alguém que evita dirigir para qualquer lugar

O objetivo poderia ser “Dirigir para onde eu bem entender.”

Em cima deste objetivo poderiam ser construídas hierarquias graduais para a exposição. Vou exemplificar:

Medo de dirigir e exposição

DIRIGIR ENTRO DA GARAGEM DO PRÉDIO – 1

DIRIGIR DANDO VOLTAS NO QUARTEIRÃO – 3

DIRIGIR EM RUAS CALMAS DO BAIRRO – 4medo de dirigir

DIRIGIR PELO BAIRRO, PEGANDO UMA AVENIDA- 5

SAIR DO BAIRRO E DIRIGIR EM AVENIDAS – 7

DIRIGIR UM UMA VIA EXPRESSA – 9

DIRIGIR EM UMA ESTRADA – 10

A exposição é feita de item de menor ansiedade em direção ao item seguinte.

Só mudar de item após a ansiedade ficar ZERO no item em que está se dando a exposição.

Não é difícil. Para quem preferir, existem autoescolas especializadas neste tema.

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tito paes de barros neto

 

Claustrofobia e a relação com a agorafobia

A claustrofobia, também conhecida como fobia de locais fechados, faz parte da classe das fobias específicas.
Pessoas que sofrem de claustrofobia, frequentemente manifestam ataques de pânico em situações que se vêem fechadas, com manifestações de falta de ar ou sufocamento, aperto na garganta e nervosismo extremo.
Estes sintomas são acompanhados da ideia de que vão morrer miseravelmente, sem poder respirar.

Claustrofobia e agorafobia

claustrofobiaA claustrofobia é considerada uma forma atenuada de agorafobia, que é o comportamento de esquiva ou evitação de situações que a pessoa relaciona como prováveis de desencadearem ataques de pânico.

A agorafobia por ser um transtorno mais difuso, cujo leque de situações temidas ou evitadas é mais abrangente.
As limitações causadas por ela são maiores, acarretando maior prejuízo nas diversas áreas da vida da pessoas – trabalho, atividades acadêmicas, vida social, lazer e vida amorosa.

Para saber mais sobre a agorafobia, consulte os posts Transtorno de pânico e agorafobia e também Agorafobia deste blog.

Voltando à forma mais atenuada da agorafobia, isto é, a claustrofobia.
Pode-se dizer que esta se caracteriza pelo sentimento de medo intenso e comportamento de esquiva de situações nas quais a pessoa se sinta presa,
isto é, sem poder sair da situação.

Abaixo, encontram-se algumas destas situações, também conhecidas como situações claustrofóbicas:

  • Elevadores – depende do elevador, mas o momento mais crítico para quem tem clausrfobia é quando o elevador enguiça
  • Metrô – torna-se dramático quando para na meio do trajeto e as portas não podem abrir
  • Interior de bancos com porta giratória – saída dificultada
  • Avião – saída é impossível durante todo o trajeto da viagem, o que leva à intensa ansiedade
  • Transportes coletivos, de um modo geral
  • Aparelhos de ressonância magnética: o sistema não é fechado, mas a percepção de quem se submete ao exame é a de que é fechado. Como disse Pirandello: Assim é, se lhe parece.
  • Cabines (por exemplo, de cinema)

Causas da Claustrofobia

  • Genética – pode haver influência de genes nas suas manifestações clínicas, porém o papel da genética não está tão claramente estabelecido.
    o que ocorre na na fobia de sangue-agulhas-injeção-ferimentos, que em 70% dos casos, familiares também apresentam este tipo de fobia.
  • Modelação – alguém da família, uma criança pode observar e copiar o comportamento de esquiva dos pais (modelos), inferindo que locais fechados são perigosos.
  • Educação – Filhos são educados pelos pais com ênfase excessiva no perigo das situações claustrofóbicas. Estas crianças passam a evitá-las sem nunca terem entrado em uma delas sequer
  • Traumática – é pouco aceita. De acordo com o Dr. Isaac Marks, da Universidade de Londres, a situação traumática costuma ser  a primeira manifestação da fobia.
    Por exemplo, um elevador enguiça e a criança chora e mostra-se aflita. Para muita gente, esta situação pode ter sido traumática. Mas que trauma foi este, o elevador enguiçar? Trauma é algo bem mais contundente do que isso.

Tratamento: uso da exposição

Não existem remédios que melhorem o quadro clínico da claustrofobia. O que funciona no tratamento deste transtorno é  enfrentar o medo.

claustrofobiaO tratamento de escolha é a exposição, que consiste no enfrentamento gradual, repetido (com frequência elevada) e prolongado das situações claustrofóbicas temidas e evitadas, até haver queda da ansiedade. Vou citar  um exemplo.

Uma paciente do Instituto de Psiquiatria da FMUSP  procurou o serviço do IPq pois não estava conseguindo trabalhar.
Ela trabalhava dentro de uma bilheteria em um cinema.

Elaborou-se uma hierarquia pouco flexível, pois a bilheteria praticamente determinava esta situação.

Improvisou-se, então um simulacro de bilheteria, uma guarita, que permitia uma flexibilidade bem maior quanto ao tempo de exposição.
A paciente foi instruída a permanecer  por 10 minutos dentro da guarita e repetir o procedimento por mais duas vezes.

Na sessão seguinte, este tempo aumentava em 15 minutos e, progressivamente, para 20, 30, 45 e finalmente, sessenta minutos.

Isso levou a uma sensível redução da ansiedade. A paciente foi orientada para se expor em elevadores, ônibus, metrô, locais pequenos e cheios, com o objetivo de reforço da exposição.

O resultado foi que a paciente retornou ao seu trabalho como bilheteira e pode permanecer dentro da cabine, sem maiores problemas.

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tito paes de barros neto

Agorafobia: medo de ter medo

agorafobiaAgorafobia é uma complicação que se instala com frequência em quem sofre da síndrome do pânico, estando presente em aproximadamente 5% a 6% da população. Embora seja uma ocorrência rara, a agorafobia SEM história de ataques de pânico também pode estar presente.

O que é a agorafobia?

A agorafobia consiste em comportamentos de esquiva ou evitação de situações que possam desencadear um ataque de pânico. É o medo de ter medo. Entre as situações mais comumente evitadas temos:

  • Sair de casa sozinho
  • Ficar em casa sozinho
  • Locais cheios de gente – supemercados, shopping centers, teatro, cinema, restaurantes
  • Congestionamentos
  • Elevadores
  • Filas
  • Multidões
  • Dirigir em estradas sem fones de emergência a cada dois quilômetros
  • Viajar de avião e usar outros transportes coletivos – trem, ônibus, metrô
  •  Pontes
  • Tuneis
  • Passarelas
  • Teatro, Cinema,  Estádios de futebol
  • Espaços abertos
  • Viajar
  • Dentista
  • Manicure

O medo, muitas vezes  se circunscreve a situações sem que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível, e pode atingir um ponto em que a pessoa se torna incapaz de sair de casa. E isto é bem característico da agorafobia.

Isto leva a uma limitação importante nas atividade do seu dia a dia, como trabalho, vida social, lazer e vida amorosa.

Muitas pessoas com agorafobia só são capazes de sair de casa se estiverem acompanhadas por uma pessoa de confiança, por exemplo, o cônjuge, um amigo muito próximo ou o terapeuta. O que também é típico da agorafobia

A gravidade dos casos de agorafobia

agorafobiaA gravidade pode variar muito, desde um caso leve, como o de alguém que evita apenas o metrô e alguns locais fechados, mas que leva sua vida com pouco prejuízo no seu dia a dia, até  casos bem mais graves, como o de um homem que após sofrer um ataque de pânico, recolheu-se à sua casa e de lá nunca mais saiu.

Felizmente, casos como este último são bem mais raros.

Outra complicação: a depressão

Embora não tão comum, a depressão é a complicação mais séria que pode ocorrer na síndrome do pânico e agorafobia.

Sua ocorrência retarda o tratamento, pois alguém que esteja com o humor deprimido, não tem disposição para fazer as tarefas que são propostas na terapia de exposição.

Por isso, é preciso tratar primeiro a depressão e depois, fazer a a exposição.

Tratamento da agorafobia

Não existem medicamentos que sejam eficazes no tratamento da agorafobia

O que funciona são técnicas de terapia comportamental, sobretudo a exposição, que é o enfrentamento sistemático, gradual (passo a passo), frequente e prolongado das situações temidas e evitadas.

É um procedimento de fácil aplicação, que pode ser realizado por um psiquiatra, um terapeuta ou pela própria pessoa portadora de agorafobia (auto-exposição).

Profissionais que aplicam a exposição em seus pacientes devem ter conhecimento de terapia comportamental cognitiva.

No caso da autoexposição, basta a pessoa com agorafobia seguir algumas orientações que serão explicitadas a seguir e ser dotada de um pré-requisito: vontade própria, desejo de engajar-se nas tarefas e paciência para fazê-lo até obter a melhora.

A este respeito foi feito um estudo na Inglaterra em que pacientes com vários tipos de fobias foram alocadas para três grupos de tratamento: no primeiro grupo, um psiquiatra os orientou sobre como fazer a exposição.

No segundo, os pacientes receberam instruções para fazer a exposição através de um programa de computador e, no terceiro, um manual de autoajuda os orientou sobre como realizá-la.

E agora a pergunta: em qual ou quais grupos a resposta ao tratamento foi melhor?

Quem pensou em um o dois grupos, errou, pois as três modalidades de tratamento foram igualmente eficazes.

Conclusão: eu não preciso estar presencialmente com vocês para que o tratamento tenha sucesso.

Basta seguir minhas orientações.

E, claro, se houver uma dúvida importante, é só entrar em contato comigo.

E agora, mãos à obra.

Estabeleça um objetivo para fazer a autoexposição

Este objetivo deve ser algo passível de ser realizado.

Não pode ser algo algo  como “Quero ser feliz”.

Isso todos nós queremos.

Poderia ser algo como “Quero ser capaz de entrar em locais cheios de gente”.

Como fazer?

Liste alguns locais que sejam cheios de gente e atribua uma nota de 0 a 10 para a ansiedade estimada para cada um deles, sendo 0 (zero) ausência de ansiedade e 10, sentir pânico.

Ordene estes locais, anotando a ansiedade atribuída a cada um deles.

Vamos supor que você relacionou os seguintes locais e que atribuirá notas à ansiedade que será experimentada em  cada um deles. Desta maneira, uma hierarquia é construída.

Um bar muito bom, mas que fica lotado – 9

Um shopping center –  6

Uma rua comercial com muitas lojas e galerias, lotada de pessoas – 10

Um cinema – 4

Como fazer esta exposição na prática?

A autoexposição pode ser feita com um número maior de itens – até 10 seria bastante interessante e facilitaria a habituação por não haver grandes variações na intensidade da ansiedade durante a exposição.

Um maior número de locais pode levar a uma facilitação para você se expor.

Abaixo encontra-se a hierarquia construída para o caso de um homem que não conseguia sair de casa sozinho.

Ir à casa de um amigo a três quarteirões da minha casa – 6

Ir até o parque, cerca de um quilômetro – 8

Ficar em frente ao prédio onde moro – 2

Ir até a padaria a dois quarteirões – 5

Ir à banca de jornais na esquina – 3

Ir ao banco a dois quilômetros de casa – 10

Dar uma volta no quarteirão – 4

Nada impede que você obtenha uma relação maior que essa. É importante, também, que haja pelo menos uma situação que desencadeie um nível de ansiedade suficientemente baixo para que seja possível enfrentá-la.

O passo seguinte é ordenar as situações listadas, em ordem crescente de ansiedade. Dessa forma, a hierarquia ficará pronta, da seguinte maneira:

Ficar em frente ao prédio onde moro – 2

Ir à banca de jornais na esquina – 3

Dar uma volta no quarteirão – 4

Ir até a padaria a dois quarteirões da minha casa – 5

Ir à casa de um amigo a três quarteirões – 6

Ir até o parque, cerca de um quilômetro de casa – 8

Ir ao banco a dois quilômetros – 10

Enfrentando o medo

Uma vez construída a hierarquia, você poderá começar o trabalho de autoexposição aos estímulos externos ou ao vivo, como é mais conhecida.

Mais uma vez vou recordar que a autoexposição às situações temidas ou evitadas deve ser feita com frequência elevada e por tempo prolongado, sobretudo na autoexposição ao vivo.

O que não quer dizer que você tenha que passar o dia todo fazendo isso. Por frequência elevada, entende-se pelo menos três vezes por semana. Por tempo prolongado, até que haja diminuição da ansiedade.

O tempo necessário para haver diminuição nos níveis de ansiedade varia de pessoa para pessoa. Para alguns, vai ser de 20 minutos, enquanto que outros precisarão de 60 minutos ou mais.

Por isso, mesmo que não esteja ocorrendo alívio da ansiedade nas primeiras sessões de autoexposição, procure permanecer por pelo menos 60 minutos na situação.

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tito paes de barros neto