Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

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Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Fobia de Insetos e de outros Bichos

A fobia de insetos faz parte do subtipo  fobias de Animais das fobias específicas e se caracteriza por pavor de insetos e de pequenos animais.

A fobia de insetos e de pequenos animais são  comuns.

Na verdade, elas constituem a grande maioria das fobias.

fobia de insetos e de outros bichos

Mas podem também se manifestar em relação a animais de porte maior.

Ao entrar em contato com um inseto ou outro animal, a reação é de intensa ansiedade, que pode chegar a um ataque de pânico.

E aí você poderia me perguntar: Mas isto não é transtorno do pânico?

E eu vou afirmar que não, uma vez que no transtorno do pânico, os ataques de pânico são espontâneos.

Isto é,  não estão relacionados com objetos ou situações, como animais.

O comportamento de quem sofre de fobia de insetos e de outros bichos é de fuga ao se defrontar com eles.

E também de evitar, custe o que custar, entrar em contato com os bichos, caracterizando o comportamento de esquiva, que pode ser extensa, limitando e causando grandes prejuízos na vida dos seus portadores.

Cerca de 10% a 12% da população sofre de fobias específicas, mas dificilmente procuram tratamento especializado. O mais comum é buscarem ajuda especializada na presença de um outro transtorno comórbido.

Isto é, quando um outro transtorno está presente, como por exemplo, a depressão, complicando ainda mais o quadro clínico.

fobia de insetos e de outros bichos

Abaixo se encontra uma lista de animais que  podem deixar algumas pessoas absolutamente apavoradas ao entrarem em contato com eles.

Ou a simples antecipação deste contato.

  • Baratas
  • Borboletas
  • Joaninhas
  • Abelhas
  • Vespas
  • Lagartixas
  • Taturanas
  • Aranhas
  • Pássaros
  • Morcegos
  • Cães
  • Gatos
  • Ratos
  • Cobras
  • lagartos
  • Sapos

fobia de insetos e de outros bichos

Ao entrar em contato com estes insetos ou outros bichos, a reação de ansiedade é imediata, com taquicardia, falta de ar, tremor, suor , ficar paralisado sem esboçar reação e medo que pode chegar ao pavor. Os ataques de pânico são frequentes.

A fobia de insetos e as fobias de pequenos animais são os tipos mais comuns de fobias específicas

fobia de insetos e de outros bichos

Alguém que sofra desse tipo de fobia, geralmente tem sintomas relacionados a um único bicho. No entanto ela pode ter também pavor de outros bichos. Por exemplo, ela pode temer baratas e também sapos.

Quanto mais inócuo for o animal que desencadeia a fobia, mais irracional e mais incompreensível se torna o comportamento daquele que que é fóbico. Basta imaginar alguém fugindo de uma borboleta. Ou tendo um ataque de pânico diante de uma joaninha.

Agora, se alguém evita o contato com um cachorro com cara de poucos amigos, fica mais fácil de entender o seu comportamento como sendo um medo real.

Tratamento da fobia de insetos e de outros bichos

Não existem medicamentos para tratar este tipo de fobias. Muitos tentam driblar a ansiedade com calmantes, do tipo Valium, Frontal, e acabam se tornando dependentes dessas substâncias e de outras, na tentativa de se tratar.

Estes  remédios podem inclusive atrapalhar a terapia comportamental.

Dentro da terapia comportamental, o tratamento de escolha é a Exposição. 

Esta consiste em entrar em contato com o objeto temido e evitado de forma frequente e, na medida do possível, gradualmente.

Por exemplo, se você tiver fobia de pássaros, procure começar  com um pássaro amigável; ou bonito. Por exemplo, um beija-flor. Não comece com um falcão ou um carcará, que parecem mais ameaçadores. Faça estes exercícios pelo menos três vezes por semana por 40 a 60 minutos.

Veja lojas de animais. Se estiver difícil, pesquise imagens do YouTube sobre o animal temido e faça a exposição com estes videos. Procure fazê-lo também de forma gradual e repetida.

No entanto, um terapeuta de abordagem comportamental seria o ideal no tratamento destas fobias.

Como você deve ter notado, há diversas imagens bem variadas de diversos animais neste artigo.

Elas servirão para que você,  que tem fobia de animais, se exponha a elas fazendo exposição na imaginação.

Isto pode ser útil no seu tratamento.

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tito paes de barros neto

 

Tipos de Fobia: Medos que Podem ser tanto Exagerados quanto Irracionais

Os tipos de fobia constituem um universo quase infinito, por assim dizer.

tipos de fobia

Imaginemos uma fração deste universo das fobias, os insetos e poderemos imaginar a vastidão dos seus habitantes: moscas, pernilongos, baratas, besouros, abelhas, vespas, borboletas, traças e muitos outros.

Agora imaginemos que um percentual da população tenha verdadeiro pavor de alguns deles:

Uma vez um homem se atirou de um cavalo por causa de uma vespa.

Em outra ocasião, um outro homem pulou de um barco por causa de uma aranha.

E não sabia nadar.

Quem tem fobia de chuva, raios, trovões e tempestade, muitas vezes se alojam dentro de um armário, com seu animal de estimação para sentir um conforto maior.

Ainda em relação à fobia de chuva, tem gente que assim que começa a chover, ou que o tempo muda, vai para o metrô e metrô e lá permanece até o tempo melhorar.

Os tipos de fobia podem levar seus portadores a fazer loucuras para se verem livres de seus objetos fóbicos.

Na verdade, é impressionante o comportamento das pessoas fóbicas, ao se defrontarem com o seu objeto temido.

tipos de fobia

Como o de uma mulher que ao perceber que havia uma barata na cozinha, simplesmente subiu na geladeira.

Entre as fobias mais irracionais, temos a fobia de borboleta.

Irracional por ser a borboleta um animal inócuo, que não faz mal a ninguém.

E que muitas vezes é de uma beleza que encanta.

Como explicar este medo?

Há diversos modos de aquisição de fobias, e,entre eles, temos:.

  • Herança genética. É o caso da fobia de sangue-agulhas-injeção-ferimentos. Quando uma pessoa é acometida, em 70% dos casos, outros familiares também são.
  • Condicionamento aversivo: uma experiência desagradável, como ficar preso em um lugar fechado, por exemplo um elevador, pode levar a pessoa a se esquivar de locais fechados e com risco de ficar presa.
  • Educação: pais podem dizer aos filhos que os cães são animais perigosos, ameaçadores e isto fará com que esta pessoa se mantenha longe destes animais.
  • Traumática: é pouco aceita

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tito paes de barros neto

Medos: Você tem? Quais são eles?


Quando se fala em medos, um universo muito grande de situações e objetos se abre sobre nós.

Alguns medos são estranhos, bizarros. Como o caso de um rapaz que tinha pavor de penas de aves.

Outros medos se constituem no universo das fobias.

O escritor Leon Eliachar afirmava que tinha um único medo: de usar o banheiro na casa de alguém, dar a descarga e a água subir, subir, subir…

Medo pode parecer uma coisa ruim, mas nem sempre é assim.

Os medos podem ser bons

medos

Alguns medos tem um papel protetor do ser humano. Vejamos:

Por que razão não dirigimos a 120km por hora nas ruas das cidades?

Simples: porque temos medo de nos envolvermos em um acidente fatal.

Por que respeitamos os sinais de trânsito das vias públicas? Para evitarmos o envolvimento em acidentes.

Por que olhamos para um lado e para outro antes de atravessarmos uma via movimentada? Porque temos medo de sermos atropelados.

Por que tomamos vacinas? Por que temos medo de adoecer.

Como se pode ver, o medo protege o ser humano e a sua espécie contra a sua própria extinção. E assim nos traz uma tranquilidade maior para viver

Imagina agora como seria se os seres humanos não tivessem nenhum medo. O que aconteceria?

Poucos sobreviveriam na face da terra

Temos também aqueles medos que são ruins: os medos fóbicos

medos

São  muitas as fobias presentes na vida das pessoas:

Agorafobia: uma fobia que está relacionada ao transtorno de pânico. A pessoa teme e evita situações que ela relaciona como sendo passíveis de desencadear ataques de pânico.

Fobia social: o temor é o de ser avaliado negativamente pelos outros. Muita vergonha. Medo de falar em público.

Fobia específicas: são as mais comuns e incluem medo de animais, altura, escuro, avião, dirigir, água, sangue e ferimentos, locais fechados.

Todas as fobias específicas devem ser tratadas. Os melhores resultados são obtidos com a terapia cognitivo-comportamental.

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tito paes de barros neto

Medo de altura: quanto mais alto pior

A fobia ou o medo de altura encontra-se classificado como uma fobia específica e caracteriza-se por medo acentuado e esquiva de situações em que a pessoa se veja em uma situação acima do solo, mesmo que esta possa ser uma escada doméstica de dois ou três degraus.

Entrar em contato com estas situações deflagra um medo intenso ou o evitar a qualquer custo o contato com elas.

A simples antecipação do encontro com estas situações já pode levar ao pavor ou à esquiva.

Quem tiver medo de altura, ao entrar em contato com qualquer situação relacionada á isto pode ter um ataque de pânico.

Com sintomas como taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente ou desmaio, tontura, tremor, suor, sensação de descontrole.

Situações presentes no medo de altura

medo de altura

Algumas situações estão presentes no medo de altura. Vejamos algumas delas:

  • Olhar pela janela de um prédio – dependendo de cada caso isto vai se dar em andares mais baixos ou mais altos.
  • Usar uma passarela
  • Subir em escadas
  • Usar elevadores
  • Viajar de avião
  • Usar escadas rolantes
  • Atravessar uma ponte
  • Fazer um rapel ou uma tirolesa
  • Escalar uma montanha
  • Praticar alguns esportes como arvorismo e salto com vara

Qual a causa ou as causas da fobia de altura?

Não se sabe ao certo as causas desta fobia. Entretanto algumas teorias são apresentadas na literatura sobre as fobias em geral:

  • Modelação da ansiedade fóbica dos pais: aqui a criança copia o padrão de medo e esquiva de um ou de ambos os pais.
  • Educação/ instruções: quando os pais educam os filhos enfatizando os perigos dos ambientes altos.
  • Condicionamento aversivo: a pessoa passa por alguma situação muito desagradável ou aversiva e a partir daí passa a evitar estas situações
  • Genética: pouco provável.

Tenho fobia de altura, o que devo fazer?

medo de altura

O melhor é procurar um profissional que trabalhe com terapia comportamental cognitiva, independentemente dele ser psiquiatra ou psicólogo, sobretudo a terapia de exposição.

É a terapia que pode resolver o problema.

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tito paes de barros neto

Medo de amar: uma fobia comum

O medo de amar pode parecer algo absurdo aos olhos de muita gente.

medo de amar

No entanto, pode ser entendido como medo de sofrer.

Um tipo de medo igual ao que ocorre nas fobias.

E que leva as pessoas a se esquivarem de relacionamentos sérios por medo da rejeição.

Ou de perderem a sua liberdade ou o seu estilo de vida.

Medo de amar: de onde ele vem?

De muitos lugares, de muitas situações, que envolvem sobretudo as dores que cada um já sentiu um dia, como ouvir da pessoa amada que ela não ama mais você.

Ou que ela conheceu outra pessoa e resolveu ficar com ela.

Ser trocado por outra pessoa.

Terrível, não?

E então, pronto para outra? Nem pensar.

Desanimado? Só apavorado.

Com muito medo.

Nos tornamos fóbicos de amor por essas e outras..

Há pessoas que passaram por tantos relacionamentos que não deram certo, que se sentem incompetentes para o amor.

E passam a evitar relacionamentos amorosos como o diabo foge da cruz.

Pelo medo da dor.

É a chamada fobia de compromisso.

Esta fobia teria como objetivo nos proteger contra o sofrimento.

Mas NÃO funciona, simplesmente porque evitar a dor é impossível.

O medo de amar determina o comportamento de esquiva fóbica

“Tenho medo de me machucar, por isso não me atrevo a arriscar.” Monique Frebell”

O medo de decepcionar o outro também pode ser apontado como uma das razões para a esquiva do amor.

Pode acontecer de alguém ficar dividido entre ter e não ter um vínculo amoroso.

E na prática, o que acontece é um mudar constante de parceiro temendo que a relação se torne mais íntima.

E este alguém pula de galho em galho, alegando não ter encontrado ainda a pessoa da sua vida.

Uma das estratégias usadas pelo fóbico de compromisso para romper vínculos é a de encontrar defeitos no parceiro que o destituam de ocupar o lugar de um cônjuge.

Estratégia que é pura sabotagem do relacionamento

Minha sugestão é : Vá com medo mesmo.

Arrisque-se.

Tente viver um grande amor.

Você vai ver que isso é muito maior que um sofrimento por uma rejeição.

Como disse Vinicius de Moraes: “A lhe dizer que vale mais morrer de dor, do que viver num paraíso sem amor…”

Afinal, quem nunca sofreu por amor?

Apenas aqueles que jamais se arriscaram.

E então, vamos abandonar esta  sua fobia de compromisso?

medo de amarDepois você me conta o que aconteceu.

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tito paes de barros neto

 

Como vencer o medo

Como vencer o medo? O medo sempre foi um dos maiores desafios do ser humano.

Inteligência e disciplina sempre foram armas importantes para vencê-lo. Muito mais que a força, que muitas vezes nada pode contra situações pouco palpáveis ou mesmo invisíveis, como tempestades ou  microrganismos.

E então, como vencer o medo?

como vencer o medo

Na verdade, dependerá muito da natureza do medo em questão. Ou dos medos, que podem ser muitos.

Lidamos melhor com os medos reais do que com os medos imaginários. Diria até que alguns dos medos reais não causam qualquer apreensão nas pessoas.

Por exemplo, o ato de beber e ter uma doença física. Já baratas podem levar as pessoas, sobretudo as mulheres, ao pânico generalizado.

Como podemos ver, o que conta é o medo imaginário. Em outras palavras, o medo fóbico. Mas podem também ser medos fantásticos, mais relacionados a filmes e livros de terror, como os de Stephen King.

A escritora Lygia Fagundes Telles contou em uma entrevista que quando era criança ficava apavorada com as estórias que suas pajens contavam a ela sobre caveiras e mortos pulando das sepulturas.

E que ela só perdeu este medo quando ela mesma passou a contar aquelas mesmas estórias a outras pessoas. Ou seja, ela decidiu enfrentar os seus medos.

Como vencer o medo presente nas fobias?

como vencer o medo

São diversas as maneiras de como vencer o medo. Vamos a elas

De peito aberto

Aqui a pessoa se lança na situação temida, com a cara e a coragem.

Vamos supor que a pessoa tenha pavor de elevadores lotados. Aqui ela vai entrar repetidas vezes na situação temida até perder o medo.

Isto pode ser meio traumatizante, mas funciona para que o medo abandone você.

Pode ser feito ao longo de um único dia, com a pessoas entrando e saindo repetidas vezes de elevadores lotados, até perceber que o medo não existe mais.

Isto costuma dar certo mas o custo emocional é um pouco mais alto que o sistema gradual que veremos adiante.

De um jeito gradual

Aqui o medo é enfrentado de um modo gradativo.

Tomando o exemplo de como vencer o medo em elevadores cheios, este enfrentamento de dá aos poucos, respeitando-se uma hierarquia construída com diferentes graus de medo.

Vou exemplificar:

  1. Entrar em um elevador com até 5 pessoas dentro dele
  2. Entrar em um elevador com até 10 pessoas
  3. Entrar em um elevador com 15 a 20 pessoas

Esta forma a exposição é mais suave, porém igualmente eficaz à anterior.

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tito paes de barros neto

 

Ansiedade antecipatória e a esquiva fóbica

A ansiedade antecipatória ou de antecipação é a ansiedade que acontece em relação a algum evento que pode ocorrer em um futuro próximo.

Sua intensidade é preditora do comportamento de evitação ou de esquiva.

Pode-se dizer que é representativa do tal medo de ter medo.

ansiedade antecipatória

Quanto mais intensa a ansiedade antecipatória, mais acentuada será a esquiva fóbica.

Por exemplo, um homem que tenha experimentado um ataque de pânico , poderá evitar sair de casa por medo de que tal experiência aversiva se repita.

A ansiedade antecipatória e o comportamento de esquiva

Aqueles que se vêem em pânico diante de certos animais, como cães, gatos, pombos e baratas, evitam a todo custo entrar em contato com estes bichos.

ansiedade antecipatóriaÉ a esquiva fóbica determinada pela ansiedade antecipatória.

O mesmo se pode dizer de situações como altura, locais fechados, dirigir e usar transportes coletivos.

Particularmente no transtorno de pânico, a agorafobia se manifesta em toda e qualquer situação avaliada como sendo passível de desencadear pânico.

É importante lembrar que ataques de pânico, que nada mais são que crises de ansiedade aguda, não ocorrem exclusivamente no transtorno de pânico.

Eles podem ocorrer em qualquer transtorno de ansiedade, como nos diferentes tipos de fobias.

A claustrofobia, fobia de lugares fechados, como elevadores, avião, é considerada uma forma mais light de agorafobia.

O tratamento da ansiedade antecipatória e consequentemente da esquiva fóbica é a exposição.

Esta consiste no enfrentamento sistemático e gradual das situações temidas e evitadas.

Uma hierarquia de situações é levantada e notas de 0 a 10 são atribuídas a cada uma delas.

A exposição se dá sempre das situações de menor ansiedade para as situações de maior ansiedade.

Medicamentos como alguns antidepressivos podem diminuir a frequência e a intensidade dos ataques de pânico.

Isso, em tese, pode facilitar o tratamento por exposição, o que geralmente leva a uma melhora acentuada do quadro.

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tito paes de barros neto

Transtorno de pânico: 5 passos para a melhora

Transtorno de pânico pode ser classificado em transtorno de pânico com agorafobia, que apresenta uma complexidade maior, e o transtorno de pânico sem agorafobia.

No primeiro está presente a esquiva de situações que a pessoa relaciona como passíveis de desencadear ataques de pânico:

Filas, túneis, congestionamentos, lugares cheios, multidões, sair de casa ou ficar em casa sozinho, elevadores, avião. Pode-se incluir entre elas, as situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível.

transtorno-de-pânico

Apesar disso, o manejo do transtorno de pânico não é tão complexo quanto a sua descrição clínica. E veremos isso agora.

A grande dica, durante o tratamento, é tolerar um certo desconforto em troca de uma boa melhora do quadro clínico ou mesmo a sua remissão.

Como proceder se tenho transtorno de pânico com ou sem agorafobia?

A base do tratamento não medicamentoso do transtorno de pânico é a exposição, isto é, o enfrentamento gradual do medo.

Isto será descrito e recomendado, mas há outros procedimentos que podem ser usados para a melhora do pânico e da agorafobia.

Gostaria de lembrar que caso você  esteja tomando um antidepressivo para o transtorno de pânico e for descontinuar a medicação, orientado pelo seu médico (nunca por sua própria conta), saiba que este é o momento ideal para iniciar as técnicas de exposição que irei descrever a seguir.

1. Controle da respiração: fazer quando estiver tendo um ataque de pânico e após cada um dos exercícios da exposição interoceptiva (descrita a seguir)

  • Sentado confortavelmente em uma poltrona ou cadeira, coloque sua mão esquerda espalmada sobre o tórax e sua mão direita espalmada sobre o abdome.

No controle da respiração, apenas  a mão direita deverá se mover. Nunca a esquerda.

  • Inspire o ar normalmente pelo nariz, contando em voz baixa, devagar, até três. Solte o ar pela boca, contando até três ou quatro.

Repita o procedimento algumas vezes até sentir melhora dos sintomas de pânico.

Se você conseguir controlar a respiração, poderá impedir a progressão de um ataque de pânico.

2. Exposição a estímulos internos ou interoceptiva (Ei) para o tratamento do transtorno de pânico

Esta técnica visa expor a pessoa com pânico aos seus próprios sintomas.

Calma! Isto é feito com alguns exercícios que provocam sintomas de pânico.

Mas de uma forma bem menos intensa e menos duradoura que um ataque de pânico.

E que levam à redução dos sintomas, através do princípio da habituação

Os exercícios funcionam como se fossem uma vacina produzindo imunidade contra os sintomas de ansiedade.

Como fazer a Ei

Seguem abaixo os exercícios:

1. Balançar a cabeça rapidamente, com os olhos abertos, como se estivesse expressando não, por 30 segundos a 1 minuto.

1.1 Ou correr ou andar rapidamente em volta de uma cadeira por 1 minuto.

1.2 Ou brincar de bêbado (girar em torno do próprio eixo por 30 segundos a 1 minuto).

Os exercícios acima vão provocar tontura.

2. Correr parado no lugar, bem rápido, por 1 minuto.

2.1 Ou subir e descer os degraus de uma escadaria (pode ser a escadaria do seu prédio) durante 3 a 4 minutos.

Estes exercícios vão causar aceleração das batidas do coração.

3. Inspire o ar profundamente e prenda a respiração por 1 minuto.

3.1. Ou respire através de um canudo, pela boca, tapando o nariz. Procure usar um canudo um pouco mais grosso que os de padaria. Pode ser um como os que se encontram no McDonalds. Faça isso por 2 a 3 minutos.

Estes exercícios provocam falta de ar.

4. Respire rapidamente de boca aberta, como um cachorrinho por 1 minuto. Comece com 15 segundos e vá aumentando nas outras vezes até chegar a 1 minuto.

Este exercício vai provocar sensação de estranheza e formigamentos nas mãos, lábios e orelhas.

Fique atento

Caso você perca o controle sobre a respiração e comece a ter pânico, pegue um saco de papel e segure-o de modo a respirar dentro do saco até que a respiração volte ao normal.

transtorno de pânico

5. Pegue um livro, abra-o, olhe para o céu em um dia claro por alguns segundo e depois tente ler uma página do livro.

Este exercício vai provocar escurecimento da vista e sensação de desmaio.

Faça todos os exercícios. Se eles não estiverem provocando sintomas, aumente um pouco a sua duração, ou a sua intensidade. Se continuarem a não provocar nada, exclua exercício em questão.

Caso estejam provocando sintomas muito intensos ou duradouros, diminua o tempo de duração do exercício em questão ou faça-o com mais suavidade.

Faça todos os exercícios em sequência.

Faça o controle da respiração após o término de cada um deles e só passe para o exercício seguinte quando você estiver sem sintomas.

Repita a sequência dos exercícios por mais duas vezes.

Faça os exercícios no mínimo 3 vezes por semana.

Com o passar dos dias observe se seus sintomas de transtorno de pânico diminuíram.

3. Exposição a estímulos externos (Ee) para o tratamento do transtorno de pânico com agorafobia

transtorno-de-pânico

Pense em uma situação que você evita ou consiga enfrentar com acentuado sofrimento.

Pense em um objetivo. Vou dar um exemplo do que poderia ser este objetivo:

Dirigir em estradas e conseguir chegar até meu sítio a 65 Km de distância de onde moro.

A partir daí, você deve construir uma hierarquia com uma série de passos para atingir  o seu objetivo.

Isto poderia ser feito da seguinte maneira: faça uma lista de situações em um crescente de ansiedade.

Atribua uma nota de 0 a 10 para a ansiedade estimada um cada passo desta hierarquia.

0= ausência de ansiedade

10= estar em pânico

A hierarquia poderia ficar assim:

Dirigir até ficar próximo à entrada da rodovia e voltar – 2. Repetir este procedimento vária vezes até haver uma redução de 50% na ansiedade.

Entrar na rodovia  e pegar o primeiro retorno – 4

Entrar no rodovia e pegar o segundo retorno – 5

Entrar na rodovia e pegar o terceiro retorno – 7

Entrar no rodovia e dirigir até o sítio – 10

É claro que isto deve ser feito ao longo de dias. Faça um item de cada vez e você vai perceber que com o tempo a ansiedade cai até zerar ou ficar próximo de zero.

Há outros artigos sobre transtorno de pânico neste blog, que aparecem nos links deste artigo.

4. Relaxamento

Aprenda a discriminar quando seus músculos estão tensos ou relaxados:

Feche a sua mão e a aperte por alguns segundos – isto é tensionado. Abra a mão devagar – isto é relaxado. Verifique se você faz isto, apertar as mãos no volante ao dirigir em um congestionamento.

Ou ainda, se você aperta os dentes uns contra os outros; ou se range os dentes ou se sente o pescoço a a musculatura dos ombros tensionada e dolorida.

Provoque a contração muscular e depois relaxe. Você aprenderá a discriminar contraído de relaxado e promover o relaxamento sempre que identificar a tensão.  Mas provoque a tensão, contraindo a musculatura das diferentes regiões do seu corpo para que você sempre possa discriminar contraído de relaxado.

5. Distraibilidade

Quando tiver sintomas de pânico, procure se distrair com alguma coisa externa, tipo outdoors, placas de carros, qualquer coisa, cores, estilos de casas ou prédios, música, games e outros entretenimentos dos iphones.

O objetivo é tirar o  foco de sua atenção do pânico para outra coisa. Isto vai reduzir os sintomas de pânico.

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tito paes de barros neto