Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Medo de ter medo

Medo de ter medo é um dos sintomas de ansiedade mais frequentes dos transtornos de ansiedade.

O medo de ter medo está presente no transtorno de pânico, na agorafobia, na fobia social, nas fobias específicas e no transtorno de ansiedade generalizada.

medo de ter medo

Este medo também é descrito como ansiedade antecipatória ou ansiedade de antecipação.  O termo, entretanto pouco ajuda no entendimento do que seja este sintoma.

Medo de ter medo ou ansiedade antecipatória está estreitamente relacionada a pensamentos negativos voltados para o futuro

Vou relatar um situação que descreve bem o que é a ansiedade antecipatória:

Certa vez um homem dirigia seu carro e teve o seu pneu furado. Ele parou no acostamento para trocar o pneu e constatou que estava sem o macaco.

Ele ficou extremamento preocupado pois estava anoitecendo e ele não conseguia encontrar uma saída para o problema.

Ele ficou observando o entorno pouco habitado e vislumbrou, ao longe, uma luz que vinha de uma casa à beira da estrada.

“Já sei”, ele pensou. “Vou até a casa e peço o macaco emprestado para o dono da casa”

Dito e feito. Resoluto, ele foi caminhando em direção à casa, mas alguns pensamentos surgiram em sua mente:

  • Vou chegar  interromper  o jantar desse homem
  • Ou até interromper um momento íntimo dele com a mulher.
  • Ele vai ficar muito bravo. Vai bater boca comigo.
  • Eu vou xingá-lo. Ele vai me xingar.
  • Agente vai se atracar…

medo de ter medo

Em sua caminhada em direção àquela casa, continuou pensando as piores coisas., extremamente tenso. Quando  chegou tocou a campainha e o dono da casa abriu a porta, ele perguntou:

“Sabe e  o que você faz com esse seu macaco?”

Esse relato ilustra bem o que é a ansiedade antecipatória.

O que fazer com isso?

É importante saber, ou se você já sabe, lembrar o que pode ser feito. Vou passar alguns itens que podem ajudar:

  • Quando estiver ansioso, procure identificar claramente os pensamentos que estão passando em sua mente.
  • Identifique o pensamento que o deixa mais ansioso
  • Questione esse pensamento, com perguntas do tipo “É um pensamento realista ou é exagerado ou irracional? “É  um pensamento calcado na realidade ou pode-se tratar de uma fantasia?
  • Procure substituir esse pensamento que gera ansiedade por outro pensamento mais realista
  • Observe como ficou sua ansiedade antecipatória depois  de trabalhar com seus pensamentos negativos.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

 

Sinto medo: o que devo fazer ?

Sinto medo, e agora o que devo fazer?

sinto medo

Bem, em primeiro lugar é normal sentir medo. O medo normal geralmente ocorre em relação a perigos reais e sua intensidade é proporcional a uma ameaça reconhecível.

Por exemplo vamos supor que você esteja dirigindo, de noite, em uma cidade grande, não conheça bem essa cidade e entre em um bairro com cara de poucos amigos.

Você pode sentir medo de ser assaltado, de o carro enguiçar e ficar a mercê de bandidos, de se perder, etc.

Sinto medo ao caminhar em ruas escuras. Isso é normal?

Sim. isso é normal. Eu também sinto medo quando me encontro em uma situação como essa. De fato, já fui assaltado e senti muito medo.

Também é normal sentirmos medo em situações do cotidiano. Ao atravessar uma rua, olhamos para os lados pois sentimos medo de ser atropelados.

Por temor do fracasso, antes de fazer um discurso, dar uma aula ou um seminário, nós nos preparamos com o objetivo de evitar um fiasco.

E também dirigimos no trânsito, com cautela para evitar acidentes.

Medos como esses são protetores e praticamente garantem a sobrevivência da especie humana no nosso planeta.

Em suma uma certa quantidade de medo é normal e desejável.

Sinto medo. Devo procurar tratamento?

Quando o medo se torna exagerado ou irracional, ele passa a ser considerado um medo patológico.

Como exemplo de medo exagerado, temos o medo que uma pessoa tem de sair de casa e passar mal, sem que ela tenha uma doença física que justifique esse medo.

O medo irracional está presente, por exemplo, em alguém que tenha medo de pássaros. Afinal, que mal eles podem nos fazer? Ou das pessoas que tem medo de outras pessoas.

sinto medo

Quando o medo se apresenta na sua forma exagerada ou irracional …

E causa muito sofrimento ou prejudica a vida das pessoas, comprometendo o trabalho e a vida pessoal, o medo se torna um transtorno de ansiedade.

Quando isso acontece, o tratamento com um psiquiatra torna-se necessário para que se reduza o sofrimento e se minimize o prejuízo na vida.

Para maiores esclarecimentos, veja nesse blog os posts: transtorno de ansiedade, transtorno de pânico, fobia social e agorafobia.

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Medo e ansiedade ocorrem normalmente

Medo e ansiedade são termos que muitas vezes se confundem. Mas não têm o mesmo significado. Pode-se dizer que o medo faz parte da ansiedade.

medo e ansiedade

E que a ansiedade engloba o medo.  Se por um lado o medo é um sentimento, a ansiedade é uma emoção complexa, mais abrangente.

A ansiedade envolve o sentimento de medo e sintomas diversos – tanto físicos quanto emocionais (ou psíquicos) e, também, comportamentais.

Medo e ansiedade ocorrem normalmente entre os seres humanos.

Podemos dizer que,  até uma certa intensidade, o medo e a ansiedade protegem o ser humano.contra a sua própria morte.

O que faz com que ao ao caminharmos pela cidade, antes de atravessarmos ruas e avenidas, olhemos para os lados antes de fazê-lo? É o medo de sermos atropelados.

E este medo, que é normal, repito, ocorre em diversas situações. Por exemplo, quando vamos ao médico e fazemos exames com o objetivo de prevenir doenças.

Por exemplo, mulheres com vida sexual ativa, devem fazer citologia oncótica (papanicolao) com o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero.

É o receio que têm de contrair a doença que as leva a ir periodicamente ao ginecologista e fazer o exame.

Tudo isso é absolutamente normal.

No entanto, quando o medo e a ansiedade se tornam excessivamente intensos, exagerados ou irracionais, eles se tornam transtornos de ansiedade.

E causam prejuízo na vida de quem sofre desses transtornos, em uma ou mais áreas das suas vidas: trabalho, escola, vida social e vida amorosa.

medo e ansiedade

Muitas vezes a pessoa deixa o emprego por causa disso, isola-se socialmente, abandona os estudos e evita ter relacionamentos amorosos.

Se você estiver com sintomas como medo intenso, evitando situações por causa do medo ou com sintomas físicos.

Sintomas como dor ou batedeira no peito, falta de ar, tremor, tontura e suor excessivo, procure ajuda especializada.

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tito paes de barros neto

 

Medo de perder

Medo de perder pode ser vivenciado sob a forma de pavor.  Na maioria das vezes, no entanto, é uma preocupação exagerada que está presente.

Preocupação persistente que quando se tenta afastá-la, ela retorna e parece que vai ficar à mente por uma eternidade.

Esta é a base do sofrimento de grande parte das pessoas que sofrem do medo de perder – a preocupação exagerada, desmedida e difícil de afastar da mente.

medo de perder

A este tipo de problema é de nominado transtorno de ansiedade generalizada.

As preocupações se relacionam a vários tema, conforme relacionados abaixo.

  • De perder a saúde: a própria saúde ou a saúde dos filhos.

A pessoa vive atormentada, com medo de ter uma doença ou que o cônjuge ou outro familiar tenha.

É importante diferenciar este medo da hipocondria, em que apessoa tem a convicção de estar com uma doença.

A imaginação vai longe e aos extremos, como doenças incuráveis que levem à morte de pessoas queridas.

  • De perder dinheiro: a perda  ou a possibilidade de perder dinheiro são as principais questões

medo de perder

No entanto, as pessoas que ganham ou ganharam dinheiro podem ficar excessivamente preocupadas em perdê-lo.

Ao invés de se sentirem mais seguras e relaxadas, ficam cada vez mais preocupadas e inseguras com a possibilidade de perdas.

E muitas vezes, na cabeça dessas pessoas, aquela possibilidade mais remota se transforma na certeza absoluta de que uma catástrofe está por vir.

A antecipação negativa de fatos tem um peso grande nessas situações.

É como avistar uma nuvem em um dia de sol e prever uma tempestade.

Medo de perder muitas vezes é uma preocupação exagerada

  • Perder o seu amor: há pessoas que ficam verificando sistematicamente o termômetro do amor

medo de perder

Isso se dá através de perguntas repetitivas do tipo “Você me ama?”

Perguntar de vez em quando é algo saudável e traduz um certo cuidado sobre a quantas anda o termômetro do amor de cada casal.

Entretanto, perguntar  a todo momento  se ele ou ela o ama, ou a ama , torna-se algo irritante e que desgasta a relação.

E aí sim, a pessoa talvez possa ter razões verdadeiras para se preocupar, pois o amor dá lugar a uma verificação constante e obsessiva.

  • De perder tempo: todos nós perdemos tempo, seja por desperdício, seja por engajamento em alguma atividade significativa para nós.

Perder tempo faz parte da vida. No entanto, desperdiçar seu tempo com ócio excessivo não é bom. Da mesma forma que procrastinar – adiar o que deve ser feito interminavelmente.

Além disso uma certa quantidade de medo, não em excesso, é bem vindo para que as perdas possam ser evitadas.

Muitas vezes, porém estamos ganhando tempo e não damos valor a isso.

Ganhamos tempo em coisas simples como, por exemplo, usando o waze no trânsito.

Medos como os descritos nesse artigo constituem-se, muitas vezes, em medos patológicos.

Estes medos estão presentes nos transtornos de ansiedade devendo por isso serem tratados.

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tito paes de barros neto

 

Terror nas Escolas Públicas

O terror nas escolas públicas ocorre  tanto dentro como fora da escola por ação de gangues de alunos que entram em conflito entre eles e de alunos que atentam contra  professores.

A princípio, ela não disse nada. Olhava psra mim com uma expressão assustada. E continuava  sem falar

Depois, disse que solicitou ao aluno que fizesse o exercício proposto em classe.

E que ele a agarrou pelo pescoço e a manteve suspensa  com a mão em seu pescoço contra a parede, ameaçando-a de morte.

Esta paciente foi atendida por mim no Serviço de Psiquiatria do Hospital do Servidor Público Estadual.

Depois  do ocorrido não conseguia mais trabalhar e tinha constantes pesadelos e revivescências com o trauma que sofreu.

Terror nas escolas públicas – Fato raro?

terror nas escolas públicas

Absolutamente.

Pode-se dizer que isto é  muito mais comum do que supõe o nosso conhecimento.

Uma outra professora disse a um aluno que entregasse o trabalho, pois caso contrário, ficaria com zero e ele incendiou o carro dela estacionado próximo à escola.

Alunos  armados, imtimidadores, que trazem drogas para comercializar  dentro da escola, caracterizando o tráfico, são outros problemas que encontramos.

Um verdadeiro terror.

Tive a oportunidade de tratar muitos professores com transtorno de estresse pós-traumático.

Como eles não podiam ficar sem trabalhar, não podiam se demitir, ficando sem emprego, lutavam para conseguir uma licença-saúde.

Mesmo porque a maioria destas pessoas não reuniam mínimas condições para trabalhar.

terror nas escolas públicas

Pessoas que estavam com trasnstorno de estresse pós-traumático, ou com transtorno de adaptação.

Traduzindo: no transtorno de estresse pós-trsumático a pessoa revive a situação traumática através da revivescência das cemas traumáticas via flashbacks, que é o sonhar acordado, e os pesadelos aterrorizantes.

No transtorno de adaptação, os flashbacks e pesadelos não estão presentes.

Mad o sofrimento, com sintomas de depressão e ansiedade, é acentuado

Com frequência, sintomas depressivos, como a tristeza e a perda do prazer em tudo ou quase tudo estão presentes.

Além do transtorno de pânico que pode manifestar-se como um transtorno comórbido .

Estes são os possíveis desfechos da violência que ocorre nas escolas públicas.

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Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Medo do Futuro: Ele deve Estar Presente

O medo do futuro é algo comum. Muitas pessoas se voltam para o futuro com diversas preocupações.

medo do futuro

Apesar de haver pessoas  que não estão nem um pouco preocupadas com o seu futuro.

Vale lembrar que um pouco de medo é sempre saudável na vida de todos nós.

Ele nos ajuda a diminuir os riscos do dia e dia e a nos preparar melhor para futuras situações.

Eu abordei esta questão no post Medo, neste blog, falando sobre o quanto alguns medos devem ser sentidos e o quanto são saudáveis.

Sabe aquele exame que você esqueceu de fazer, e de vez em quando lembra mas logo sai do foco?

Pois bem, um pouco de preocupação e receio sobre a sua saúde é importante.

A ausência total de medo pode causar problemas, como negligenciar a própria saúde, beber de forma descontrolada, fazer sexo sem proteção.

Um certo medo do futuro é importante para a sua vida

medo do futuro

Por outro lado, o medo  do futuro, a preocupação excessiva com ele pode aprisionar a pessoa em um bolha na qual ela deixa de viver.

Com medo de morrer, ela deixa de sair de casa, vivendo preocupada com a possibilidade de ficar doente.

Com medo de ser abandonado, abandona a pessoa amada.

Com medo de adoecer, só come comidas “saudáveis,” como verduras, legumes e fibras.

Apesar do desejo de devorar um bom churrasco ou uma bela pizza.

Muito bem, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

O medo exagerado, voltado para o futuro, típico de quem se encontra ansioso, não é um medo saudável.

O medo do futuro, exagerado, não é saudável, tanto quanto a ausência de medo

Por outro lado, a ausência do medo ligado à questões do futuro, como  exames preventivos, não é nem um pouco saudável.

Portanto é preciso haver algum medo para que a pessoa esteja protegida contra a sua própria negligência.

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tito paes de barros neto

Medo e Delírio: O Poder do Pensamento

Qual seria a relação entre medo e delírio?

O medo é um sentimento presente em todos os seres humanos e tem a função de proteger a espécie humana contra contra a sua própria extinção.

Poucos sobreviveriam na face da Terra sem que algum medo estivesse presente.

Ele nos ajuda a ter cautela e a não correr riscos desnecessários, como dirigir em alta velocidade ou atravessar ruas e avenidas sem prestar atenção.

Delírio é uma alteração do conteúdo do pensamento.

Sua característica central é um juízo falso da realidade com a certeza subjetiva de que seu conteúdo seja absolutamente verdadeiro.

Trata-se de uma ideia que NÃO  é compartilhada pelas outras pessoas.

medo e delirioPor exemplo, alguém afirmar que está sendo perseguido por seus colegas de trabalho e  ninguém concordar  com ele.

Aqui a dupla medo e delírio está presente.

O delírio é irredutível pela argumentação lógica.

Em se tratando de medo e delírio, a convicção de seu conteúdo é total e o medo pode ser paralisante.

Em outras palavras, ninguém consegue remover as ideias delirantes de quem estiver delirando.

O medo do  delirante geralmente se dá em temáticas específicas.

Por exemplo, no delírio de perseguição, em  que as pessoas têm medo de que haja pessoas que queiram matá-lo.

No delírio de fim do mundo, o medo também está presente.

medo e delirio

No delírio místico, o medo está ausente (ex: alguém que julga ser um novo Cristo na face da Terra, o terceiro elemento da Santíssima Trindade e o Paráclito).

O mesmo ocorre nos delírios de grandeza e também nos delírios eróticos.

Quando eu estava na residência em psiquiatria, fazendo a minha especialização, atendi um homem que afirmava que a Princesa Diana o amava, e que ela mentia para todos dizendo que amava o Principe Charles.

Ele estava absolutamente convicto do fato.

Tanto é que, ao tentar questioná-lo sobre a sua certeza subjetiva, ele ficou muito irritado, no limite da agressividade e eu percebi que se insistisse naquela forma de abordagem, as coisas iriam se complicar.

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tito paes de barros neto

 

 

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

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tito paes de barros neto

 

Causas de Ansiedade: Genética, Neurobiologia e Comportamento

As causas de ansiedade é um tema que tem sido muito discutido.

causas de ansiedade

Há algumas décadas, a ansiedade e seus transtornos eram explicados com base nas teorias psicanalíticas de Freud, Melanie Klein e Bion.

No entanto, mais recentemente,  com o avanço do conhecimento da neurobiologia, houve considerável progresso sobre as causas desses transtornos.

As causas de ansiedade ainda não estão totalmente elucidadas, mas isto é uma questão de tempo

Os estudos sobre a neurobiologia da ansiedade lançaram luz sobre uma estrutura cerebral que passou a adquirir um papel fundamental no entendimento das causas de ansiedade.

A estrutura a qual me refiro é o Sistema Límbico.

causas de ansiedade

O Sistema Límbico é a porção do cérebro responsável pelas emoções e também por comportamentos sociais.

Ele é constituído por algumas áreas cerebrais, que encontram-se citadas abaixo.

  • Hipocampo – responsável  pela integridade da memória
  • Tálamo – integra os sintemas sensorial  (sentidos como visão, audição, tato, olfato e gustação) com o sistema motor.
  • Hipotálamo – regula funções  como o sono, a libido, o apetite e a temperatura do corpo
  • Amígdala: não é a amígdala que se encontra na garganta.[O nome  atual da amígdala da garganta é Tonsila].

É a amígdala que está localizada no cérebro e que tem um papel importante nas emoções relacionadas ao medo.

Sua ativação leva a um estado de ansiedade, medo e hipervigilância, que pode chegar ao pânico.

Para quem não sabe a hipervigilância é um estado de constante atenção em relação a sintomas e também em relação ao encontro com o temido objeto fóbico.

As emoções estão relacionadas a diversas áreas do sistema límbico.

E o estudo dessas áreas tem contribuído para um maior conhecimento das causas de ansiedade.

Diferentes emoções, como a alegria, a raiva e o medo envolvem diferentes áreas desse sistema.

O sistema límbico e seus componentes não podem explicar tudo o que acontece com os sentimentos, as emoções e os afetos.

Principalmente, com a ansiedade, uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e diversos sintomas físicos, psíquicos e comportamentais.

Outras áreas de estudo, como a do comportamento humano e a genética podem explicar muitas coisas em termos de causas de ansiedade.

  • Genética: transtornos como a fobia de sangue ocorrem em 70% dos parentes acometidos.

No transtorno de pânico e agorafobia, assim como na fobia social, é comum se encontrar parentes em primeiro grau com o mesmo transtorno.

  • Condicionamento aversivo: experiências aversivas podem levar ao desenvolvimento de um alarme.

Na verdade, um falso alarme que é acionado cada vez que a a pessoa estiver em uma situação que lembre a situação original.

  • Aprender um padrão de comportamento – também conhecido como modelação
  • Aprender com os pais, tios e avós e o aprendizado via instruções

O estudo do condicionamento e da modelação, fez com que surgisse uma escola de terapia para estes transtornos.

Apesar de ainda não se conhecer plenamente a neurobiologia dos transtornos de ansiedade, já existem tratamentos eficazes para estes problemas.

Os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação da serotonina e os inibidores duais de recaptação da serotonina e da noradrenalina são as principais substâncias usadas no tratamento farmacológico das transtornos de ansiedade.

A terapia  comportamental vem ajudando muita gente a se sentir melhor dos sintomas de ansiedade.

causas de ansiedade

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tito paes de barros neto

Medos do Dia a Dia

Entre os medos do dia a dia é possível dizer que eles constituem uma miríade de temores dos mais variados tipos. Alguns deles são medos que entram nas estatísticas, como o medo de acidentes de carro, de assaltos, balas perdidas etc.

No entanto, vou me deter também nos medos do dia a dia mais subjetivos, que não fazem parte das manchetes dos jornais.

medos do dia a dia

São medos que estão no imaginário das pessoas e que prejudicam o seu dia a dia:

  • Do fracasso
  • Do tempo que passa
  • Da velhice
  • De ser rejeitado
  • Do abandono
  • De ter uma doença grave
  • De perder o emprego
  • De ficar inválido
  • De Não ter dinheiro para sobreviver
  • Da falta de segurança
  • Do amanhã
  • De acidentes

Todos os medos citados acima são passíveis de acontecer, inclusive o medo de assaltos e sequestros.

A questão mais central, entretanto, é como as pessoas trabalham em suas mentes estes medos, como elas os processam.

Por exemplo, alguns, quando assolados por um ou por mais de um desses medos, desenvolvem o mecanismo de defesa de dormir.

E, assim se desligam daquilo que incomoda. Só que aquilo que incomodava, retorna junto com o desperar.

Um outro mecanismo é a negação. Mesmo o problema existindo, a pessoa nega veementemente que aquilo a incomoda.

Uso de chistes: fazer piadas e humor com aquilo que apavora é outro mecanismo comum de se lidar com o medo e outras situações desagradáveis.

Outros podem ainda entrar em um surto psicótico para se dissociar de seus temores.

Vejamos os medos citados como exemplos no início deste artigo.

Os medos do dia a dia

medos do dia a dia

  • O medo do fracasso: o maior problema aqui é o pensamento do tipo tudo ou nada. Ou eu sou um sucesso total ou um fracasso total. Na verdade isto não existe. Somos mesclas de sucessos e fracassos. Fracassamos em alguns projetos e somos bem sucedidos em outros.
  • Medo do tempo que passa: o fato de não sermos imortais não deve gerar temor. Devemos viver a vida da melhor forma possível.
  • Isso se aplica igualmente bem à velhice.  Viver bem e viver muito, dentro de nossas possibilidades.
  • Abandono e rejeição: um dia abandonado/rejeitado, outro dia aceito/amado. Inevitável.
  • Doença grave e invalidez: há muito que podem ser feito. Atendimento especializado psicológico e psiquiátrico para a melhora da qualidade de vida.
  • Desemprego: você não arrumou este emprego que está com medo de perder? Então pode arrumar outro, caso isto aconteça.
  • Não ter dinheiro: muitas vezes o padrão de vida pode cair, mas isto não é uma catástrofe iminente. Além disso, há um ditado que diz: o dinheiro muda de mãos.
  • Falta de segurança: é triste, mas muito verdadeiro

A medo do amanhã nos impede de viver o presente. Os sábios cuidam dos dias de hoje. Viva o agora, como prega o budismo.

Vivemos a era dos projetos, que geram expectativas, tensão e apreensão.

O futuro, que ainda não chegou, assim como o passado, que já se foi, não existem. Só existem nas nossas cabeças.

Pense o agora!

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