Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Medos do Dia a Dia

Entre os medos do dia a dia é possível dizer que eles constituem uma miríade de temores dos mais variados tipos. Alguns deles são medos que entram nas estatísticas, como o medo de acidentes de carro, de assaltos, balas perdidas etc.

No entanto, vou me deter também nos medos do dia a dia mais subjetivos, que não fazem parte das manchetes dos jornais.

medos do dia a dia

São medos que estão no imaginário das pessoas e que prejudicam o seu dia a dia:

  • Do fracasso
  • Do tempo que passa
  • Da velhice
  • De ser rejeitado
  • Do abandono
  • De ter uma doença grave
  • De perder o emprego
  • De ficar inválido
  • De Não ter dinheiro para sobreviver
  • Da falta de segurança
  • Do amanhã
  • De acidentes

Todos os medos citados acima são passíveis de acontecer, inclusive o medo de assaltos e sequestros.

A questão mais central, entretanto, é como as pessoas trabalham em suas mentes estes medos, como elas os processam.

Por exemplo, alguns, quando assolados por um ou por mais de um desses medos, desenvolvem o mecanismo de defesa de dormir.

E, assim se desligam daquilo que incomoda. Só que aquilo que incomodava, retorna junto com o desperar.

Um outro mecanismo é a negação. Mesmo o problema existindo, a pessoa nega veementemente que aquilo a incomoda.

Uso de chistes: fazer piadas e humor com aquilo que apavora é outro mecanismo comum de se lidar com o medo e outras situações desagradáveis.

Outros podem ainda entrar em um surto psicótico para se dissociar de seus temores.

Vejamos os medos citados como exemplos no início deste artigo.

Os medos do dia a dia

medos do dia a dia

  • O medo do fracasso: o maior problema aqui é o pensamento do tipo tudo ou nada. Ou eu sou um sucesso total ou um fracasso total. Na verdade isto não existe. Somos mesclas de sucessos e fracassos. Fracassamos em alguns projetos e somos bem sucedidos em outros.
  • Medo do tempo que passa: o fato de não sermos imortais não deve gerar temor. Devemos viver a vida da melhor forma possível.
  • Isso se aplica igualmente bem à velhice.  Viver bem e viver muito, dentro de nossas possibilidades.
  • Abandono e rejeição: um dia abandonado/rejeitado, outro dia aceito/amado. Inevitável.
  • Doença grave e invalidez: há muito que podem ser feito. Atendimento especializado psicológico e psiquiátrico para a melhora da qualidade de vida.
  • Desemprego: você não arrumou este emprego que está com medo de perder? Então pode arrumar outro, caso isto aconteça.
  • Não ter dinheiro: muitas vezes o padrão de vida pode cair, mas isto não é uma catástrofe iminente. Além disso, há um ditado que diz: o dinheiro muda de mãos.
  • Falta de segurança: é triste, mas muito verdadeiro

A medo do amanhã nos impede de viver o presente. Os sábios cuidam dos dias de hoje. Viva o agora, como prega o budismo.

Vivemos a era dos projetos, que geram expectativas, tensão e apreensão.

O futuro, que ainda não chegou, assim como o passado, que já se foi, não existem. Só existem nas nossas cabeças.

Pense o agora!

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tito paes de barros neto

Medo de Dormir e Ansiedade

O medo de dormir é a principal causa de insônia.

E este medo é bem antigo.

O ser humano primitivo dormia sempre apavorado com medo de ataques de predadores.

Tem gente que não dorme no escuro.

medo de dormir

Uma fonte de luz é sempre necessária para aliviar o medo.

Talvez porque dormir no escuro signifique perder o controle sobre tudo.

Medo de dormir é de tirar sono de qualquer um

medo de dormir

No terraço da casa da fazenda do meu avô,  depois do jantar, à meia-luz, contavam-se estórias de assombração, de almas penadas e de espíritos do mal, entre outras, que tiravam o sono de várias das pessoas que lá se encontravam passando férias.

Mas acredite, era muito entretido.

Em meu livro Sem medo de ter medo, relatei uma entrevista com Lygia Fagundes Telles em que ela contava, quando era criança, que ficava apavorada com estórias que suas pájens contavam sobre caveiras e mortos pulando das sepulturas.

E que ela só perdeu este medo quando passou a contar as mesmas estórias para outras pessoas.

Além do medo de dormir, outros temores podem surgir

Ficarmos sozinhos no escuro, parece aumentar os nossos temores e trazer à tona imagens e pensamentos que parecem piorar o medo.

E quais seriam estes medos? De morrer, de ter um derrame e ficar com a síndrome do encarceramento, de enlouquecer de vez.

Mas podem ser preocupações relacionadas ao trabalho, por exemplo, aquela reunião com o cliente difícil que pode pôr tudo a perder.

As consequências mais comuns de não conseguir dormir são a irritabilidade, o nervosismo, a fadiga e a labilidade emocional – as emoções afloram facilmente

Uma sugestão boa para você, que sofre do medo de dormir, é a de não exigir de si mesmo um sono perfeito.

Aliás, a grande maioria das pessoas não tem um sono perfeito.

Mas isso é diferente de alguém que não dorme porque sente medo.

Técnicas de relaxamento podem ser extremamente úteis pata aliviar a ansiedade e propiciar a indução do sono.

Além disso, os calmantes naturais (vendidos sem receita médica) podem ajudar no sono.

Mindfulness, um tipo de meditação aliada a outras técnicas também pode ajudar, mas é preciso procurar um profissional para realizá-la.

A prática de exercícios físicos nunca é demais para os insones amedrontados.

Então, mãos à obra. E boa sorte.

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tito paes de barros neto

 

Medo de Morrer: Pavor Elevado às Alturas

O medo de morrer é uma vivência universal. Pode-se dizer que todas as pessoas passam por isso.

Algumas com maior intensidade e outras de uma forma mais suave.

O fato é que o medo de morrer habita o imaginário de quase todos nós.

medo de morrer

O medo de morrer varia de pessoa para pessoa

Alguns carregam dentro de si uma preocupação a respeito do tema, que surge com pouca frequência e de magnitude mais light

Outros mantém estas preocupações com maior constância e isso acarreta um sofrimento maior e, consequentemente, mais presente.

Mas há aqueles que parecem viver obcecados com a ideia de morrer, de um acidente ou dormindo, ou de ter um infarto fulminante ou um câncer.

medo de morrer

Estas pessoas sofrem muito e, não raro, podem sofrer de um quadro de hipocondria ou de pânico.

Elas devem procurar tratamento para reverter a péssima qualidade de vida que têm.

A abordagem em questão, sugerida por mim, é a cognitiva. O ideal é que o terapeuta esteja presente.

No entanto, nem sempre isso é possível. Algumas pessoas residem em áreas em que conseguir fazer terapia com um cognitivista é algo quase impossível.

Auto-ajuda ao alcance de todos

Há um livro muito interessante que cito no meu blog Medos e Fobias, que pode ser muito útil para lidar com o medo da morte.

O livro: A mente vencendo o humor, de Dennis Greenberger e Cristine Padesky. Editora Artmed.

O livro ensina a identificar pensamentos automáticos negativos que causam medo, a questionar sua veracidade e.  substituí-los por pensamentos mais realistas.

Vou dar um exemplo prático: alguém durante uma sessão, desesperado, relata seu pavor de morrer, através do seguinte pensamento automático:”Não passa de hoje, eu vou morrer, a morte vem me buscar.”

No livro poderia-se trabalhar da seguinte forma com este pensamento:

Sérá? Quais são as evidências de que isto vai acontecer de fato? Quantas vezes você já pensou que isso ia acontecer?

[várias] . E quantas vezes isso aconteceu?  [nenhuma]

Boa leitura. Bons exercícios.

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tito paes de barros neto

Tipos de Fobia: Medos que Podem ser tanto Exagerados quanto Irracionais

Os tipos de fobia constituem um universo quase infinito, por assim dizer.

tipos de fobia

Imaginemos uma fração deste universo das fobias, os insetos e poderemos imaginar a vastidão dos seus habitantes: moscas, pernilongos, baratas, besouros, abelhas, vespas, borboletas, traças e muitos outros.

Agora imaginemos que um percentual da população tenha verdadeiro pavor de alguns deles:

Uma vez um homem se atirou de um cavalo por causa de uma vespa.

Em outra ocasião, um outro homem pulou de um barco por causa de uma aranha.

E não sabia nadar.

Quem tem fobia de chuva, raios, trovões e tempestade, muitas vezes se alojam dentro de um armário, com seu animal de estimação para sentir um conforto maior.

Ainda em relação à fobia de chuva, tem gente que assim que começa a chover, ou que o tempo muda, vai para o metrô e metrô e lá permanece até o tempo melhorar.

Os tipos de fobia podem levar seus portadores a fazer loucuras para se verem livres de seus objetos fóbicos.

Na verdade, é impressionante o comportamento das pessoas fóbicas, ao se defrontarem com o seu objeto temido.

tipos de fobia

Como o de uma mulher que ao perceber que havia uma barata na cozinha, simplesmente subiu na geladeira.

Entre as fobias mais irracionais, temos a fobia de borboleta.

Irracional por ser a borboleta um animal inócuo, que não faz mal a ninguém.

E que muitas vezes é de uma beleza que encanta.

Como explicar este medo?

Há diversos modos de aquisição de fobias, e,entre eles, temos:.

  • Herança genética. É o caso da fobia de sangue-agulhas-injeção-ferimentos. Quando uma pessoa é acometida, em 70% dos casos, outros familiares também são.
  • Condicionamento aversivo: uma experiência desagradável, como ficar preso em um lugar fechado, por exemplo um elevador, pode levar a pessoa a se esquivar de locais fechados e com risco de ficar presa.
  • Educação: pais podem dizer aos filhos que os cães são animais perigosos, ameaçadores e isto fará com que esta pessoa se mantenha longe destes animais.
  • Traumática: é pouco aceita

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tito paes de barros neto

Medos: Você tem? Quais são eles?


Quando se fala em medos, um universo muito grande de situações e objetos se abre sobre nós.

Alguns medos são estranhos, bizarros. Como o caso de um rapaz que tinha pavor de penas de aves.

Outros medos se constituem no universo das fobias.

O escritor Leon Eliachar afirmava que tinha um único medo: de usar o banheiro na casa de alguém, dar a descarga e a água subir, subir, subir…

Medo pode parecer uma coisa ruim, mas nem sempre é assim.

Os medos podem ser bons

medos

Alguns medos tem um papel protetor do ser humano. Vejamos:

Por que razão não dirigimos a 120km por hora nas ruas das cidades?

Simples: porque temos medo de nos envolvermos em um acidente fatal.

Por que respeitamos os sinais de trânsito das vias públicas? Para evitarmos o envolvimento em acidentes.

Por que olhamos para um lado e para outro antes de atravessarmos uma via movimentada? Porque temos medo de sermos atropelados.

Por que tomamos vacinas? Por que temos medo de adoecer.

Como se pode ver, o medo protege o ser humano e a sua espécie contra a sua própria extinção. E assim nos traz uma tranquilidade maior para viver

Imagina agora como seria se os seres humanos não tivessem nenhum medo. O que aconteceria?

Poucos sobreviveriam na face da terra

Temos também aqueles medos que são ruins: os medos fóbicos

medos

São  muitas as fobias presentes na vida das pessoas:

Agorafobia: uma fobia que está relacionada ao transtorno de pânico. A pessoa teme e evita situações que ela relaciona como sendo passíveis de desencadear ataques de pânico.

Fobia social: o temor é o de ser avaliado negativamente pelos outros. Muita vergonha. Medo de falar em público.

Fobia específicas: são as mais comuns e incluem medo de animais, altura, escuro, avião, dirigir, água, sangue e ferimentos, locais fechados.

Todas as fobias específicas devem ser tratadas. Os melhores resultados são obtidos com a terapia cognitivo-comportamental.

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tito paes de barros neto

Medo de altura: quanto mais alto pior

A fobia ou o medo de altura encontra-se classificado como uma fobia específica e caracteriza-se por medo acentuado e esquiva de situações em que a pessoa se veja em uma situação acima do solo, mesmo que esta possa ser uma escada doméstica de dois ou três degraus.

Entrar em contato com estas situações deflagra um medo intenso ou o evitar a qualquer custo o contato com elas.

A simples antecipação do encontro com estas situações já pode levar ao pavor ou à esquiva.

Quem tiver medo de altura, ao entrar em contato com qualquer situação relacionada á isto pode ter um ataque de pânico.

Com sintomas como taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente ou desmaio, tontura, tremor, suor, sensação de descontrole.

Situações presentes no medo de altura

medo de altura

Algumas situações estão presentes no medo de altura. Vejamos algumas delas:

  • Olhar pela janela de um prédio – dependendo de cada caso isto vai se dar em andares mais baixos ou mais altos.
  • Usar uma passarela
  • Subir em escadas
  • Usar elevadores
  • Viajar de avião
  • Usar escadas rolantes
  • Atravessar uma ponte
  • Fazer um rapel ou uma tirolesa
  • Escalar uma montanha
  • Praticar alguns esportes como arvorismo e salto com vara

Qual a causa ou as causas da fobia de altura?

Não se sabe ao certo as causas desta fobia. Entretanto algumas teorias são apresentadas na literatura sobre as fobias em geral:

  • Modelação da ansiedade fóbica dos pais: aqui a criança copia o padrão de medo e esquiva de um ou de ambos os pais.
  • Educação/ instruções: quando os pais educam os filhos enfatizando os perigos dos ambientes altos.
  • Condicionamento aversivo: a pessoa passa por alguma situação muito desagradável ou aversiva e a partir daí passa a evitar estas situações
  • Genética: pouco provável.

Tenho fobia de altura, o que devo fazer?

medo de altura

O melhor é procurar um profissional que trabalhe com terapia comportamental cognitiva, independentemente dele ser psiquiatra ou psicólogo, sobretudo a terapia de exposição.

É a terapia que pode resolver o problema.

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tito paes de barros neto

Medo de amar: uma fobia comum

O medo de amar pode parecer algo absurdo aos olhos de muita gente.

medo de amar

No entanto, pode ser entendido como medo de sofrer.

Um tipo de medo igual ao que ocorre nas fobias.

E que leva as pessoas a se esquivarem de relacionamentos sérios por medo da rejeição.

Ou de perderem a sua liberdade ou o seu estilo de vida.

Medo de amar: de onde ele vem?

De muitos lugares, de muitas situações, que envolvem sobretudo as dores que cada um já sentiu um dia, como ouvir da pessoa amada que ela não ama mais você.

Ou que ela conheceu outra pessoa e resolveu ficar com ela.

Ser trocado por outra pessoa.

Terrível, não?

E então, pronto para outra? Nem pensar.

Desanimado? Só apavorado.

Com muito medo.

Nos tornamos fóbicos de amor por essas e outras..

Há pessoas que passaram por tantos relacionamentos que não deram certo, que se sentem incompetentes para o amor.

E passam a evitar relacionamentos amorosos como o diabo foge da cruz.

Pelo medo da dor.

É a chamada fobia de compromisso.

Esta fobia teria como objetivo nos proteger contra o sofrimento.

Mas NÃO funciona, simplesmente porque evitar a dor é impossível.

O medo de amar determina o comportamento de esquiva fóbica

“Tenho medo de me machucar, por isso não me atrevo a arriscar.” Monique Frebell”

O medo de decepcionar o outro também pode ser apontado como uma das razões para a esquiva do amor.

Pode acontecer de alguém ficar dividido entre ter e não ter um vínculo amoroso.

E na prática, o que acontece é um mudar constante de parceiro temendo que a relação se torne mais íntima.

E este alguém pula de galho em galho, alegando não ter encontrado ainda a pessoa da sua vida.

Uma das estratégias usadas pelo fóbico de compromisso para romper vínculos é a de encontrar defeitos no parceiro que o destituam de ocupar o lugar de um cônjuge.

Estratégia que é pura sabotagem do relacionamento

Minha sugestão é : Vá com medo mesmo.

Arrisque-se.

Tente viver um grande amor.

Você vai ver que isso é muito maior que um sofrimento por uma rejeição.

Como disse Vinicius de Moraes: “A lhe dizer que vale mais morrer de dor, do que viver num paraíso sem amor…”

Afinal, quem nunca sofreu por amor?

Apenas aqueles que jamais se arriscaram.

E então, vamos abandonar esta  sua fobia de compromisso?

medo de amarDepois você me conta o que aconteceu.

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tito paes de barros neto

 

Transtorno de pânico: 5 passos para a melhora

Transtorno de pânico pode ser classificado em transtorno de pânico com agorafobia, que apresenta uma complexidade maior, e o transtorno de pânico sem agorafobia.

No primeiro está presente a esquiva de situações que a pessoa relaciona como passíveis de desencadear ataques de pânico:

Filas, túneis, congestionamentos, lugares cheios, multidões, sair de casa ou ficar em casa sozinho, elevadores, avião. Pode-se incluir entre elas, as situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível.

transtorno-de-pânico

Apesar disso, o manejo do transtorno de pânico não é tão complexo quanto a sua descrição clínica. E veremos isso agora.

A grande dica, durante o tratamento, é tolerar um certo desconforto em troca de uma boa melhora do quadro clínico ou mesmo a sua remissão.

Como proceder se tenho transtorno de pânico com ou sem agorafobia?

A base do tratamento não medicamentoso do transtorno de pânico é a exposição, isto é, o enfrentamento gradual do medo.

Isto será descrito e recomendado, mas há outros procedimentos que podem ser usados para a melhora do pânico e da agorafobia.

Gostaria de lembrar que caso você  esteja tomando um antidepressivo para o transtorno de pânico e for descontinuar a medicação, orientado pelo seu médico (nunca por sua própria conta), saiba que este é o momento ideal para iniciar as técnicas de exposição que irei descrever a seguir.

1. Controle da respiração: fazer quando estiver tendo um ataque de pânico e após cada um dos exercícios da exposição interoceptiva (descrita a seguir)

  • Sentado confortavelmente em uma poltrona ou cadeira, coloque sua mão esquerda espalmada sobre o tórax e sua mão direita espalmada sobre o abdome.

No controle da respiração, apenas  a mão direita deverá se mover. Nunca a esquerda.

  • Inspire o ar normalmente pelo nariz, contando em voz baixa, devagar, até três. Solte o ar pela boca, contando até três ou quatro.

Repita o procedimento algumas vezes até sentir melhora dos sintomas de pânico.

Se você conseguir controlar a respiração, poderá impedir a progressão de um ataque de pânico.

2. Exposição a estímulos internos ou interoceptiva (Ei) para o tratamento do transtorno de pânico

Esta técnica visa expor a pessoa com pânico aos seus próprios sintomas.

Calma! Isto é feito com alguns exercícios que provocam sintomas de pânico.

Mas de uma forma bem menos intensa e menos duradoura que um ataque de pânico.

E que levam à redução dos sintomas, através do princípio da habituação

Os exercícios funcionam como se fossem uma vacina produzindo imunidade contra os sintomas de ansiedade.

Como fazer a Ei

Seguem abaixo os exercícios:

1. Balançar a cabeça rapidamente, com os olhos abertos, como se estivesse expressando não, por 30 segundos a 1 minuto.

1.1 Ou correr ou andar rapidamente em volta de uma cadeira por 1 minuto.

1.2 Ou brincar de bêbado (girar em torno do próprio eixo por 30 segundos a 1 minuto).

Os exercícios acima vão provocar tontura.

2. Correr parado no lugar, bem rápido, por 1 minuto.

2.1 Ou subir e descer os degraus de uma escadaria (pode ser a escadaria do seu prédio) durante 3 a 4 minutos.

Estes exercícios vão causar aceleração das batidas do coração.

3. Inspire o ar profundamente e prenda a respiração por 1 minuto.

3.1. Ou respire através de um canudo, pela boca, tapando o nariz. Procure usar um canudo um pouco mais grosso que os de padaria. Pode ser um como os que se encontram no McDonalds. Faça isso por 2 a 3 minutos.

Estes exercícios provocam falta de ar.

4. Respire rapidamente de boca aberta, como um cachorrinho por 1 minuto. Comece com 15 segundos e vá aumentando nas outras vezes até chegar a 1 minuto.

Este exercício vai provocar sensação de estranheza e formigamentos nas mãos, lábios e orelhas.

Fique atento

Caso você perca o controle sobre a respiração e comece a ter pânico, pegue um saco de papel e segure-o de modo a respirar dentro do saco até que a respiração volte ao normal.

transtorno de pânico

5. Pegue um livro, abra-o, olhe para o céu em um dia claro por alguns segundo e depois tente ler uma página do livro.

Este exercício vai provocar escurecimento da vista e sensação de desmaio.

Faça todos os exercícios. Se eles não estiverem provocando sintomas, aumente um pouco a sua duração, ou a sua intensidade. Se continuarem a não provocar nada, exclua exercício em questão.

Caso estejam provocando sintomas muito intensos ou duradouros, diminua o tempo de duração do exercício em questão ou faça-o com mais suavidade.

Faça todos os exercícios em sequência.

Faça o controle da respiração após o término de cada um deles e só passe para o exercício seguinte quando você estiver sem sintomas.

Repita a sequência dos exercícios por mais duas vezes.

Faça os exercícios no mínimo 3 vezes por semana.

Com o passar dos dias observe se seus sintomas de transtorno de pânico diminuíram.

3. Exposição a estímulos externos (Ee) para o tratamento do transtorno de pânico com agorafobia

transtorno-de-pânico

Pense em uma situação que você evita ou consiga enfrentar com acentuado sofrimento.

Pense em um objetivo. Vou dar um exemplo do que poderia ser este objetivo:

Dirigir em estradas e conseguir chegar até meu sítio a 65 Km de distância de onde moro.

A partir daí, você deve construir uma hierarquia com uma série de passos para atingir  o seu objetivo.

Isto poderia ser feito da seguinte maneira: faça uma lista de situações em um crescente de ansiedade.

Atribua uma nota de 0 a 10 para a ansiedade estimada um cada passo desta hierarquia.

0= ausência de ansiedade

10= estar em pânico

A hierarquia poderia ficar assim:

Dirigir até ficar próximo à entrada da rodovia e voltar – 2. Repetir este procedimento vária vezes até haver uma redução de 50% na ansiedade.

Entrar na rodovia  e pegar o primeiro retorno – 4

Entrar no rodovia e pegar o segundo retorno – 5

Entrar na rodovia e pegar o terceiro retorno – 7

Entrar no rodovia e dirigir até o sítio – 10

É claro que isto deve ser feito ao longo de dias. Faça um item de cada vez e você vai perceber que com o tempo a ansiedade cai até zerar ou ficar próximo de zero.

Há outros artigos sobre transtorno de pânico neste blog, que aparecem nos links deste artigo.

4. Relaxamento

Aprenda a discriminar quando seus músculos estão tensos ou relaxados:

Feche a sua mão e a aperte por alguns segundos – isto é tensionado. Abra a mão devagar – isto é relaxado. Verifique se você faz isto, apertar as mãos no volante ao dirigir em um congestionamento.

Ou ainda, se você aperta os dentes uns contra os outros; ou se range os dentes ou se sente o pescoço a a musculatura dos ombros tensionada e dolorida.

Provoque a contração muscular e depois relaxe. Você aprenderá a discriminar contraído de relaxado e promover o relaxamento sempre que identificar a tensão.  Mas provoque a tensão, contraindo a musculatura das diferentes regiões do seu corpo para que você sempre possa discriminar contraído de relaxado.

5. Distraibilidade

Quando tiver sintomas de pânico, procure se distrair com alguma coisa externa, tipo outdoors, placas de carros, qualquer coisa, cores, estilos de casas ou prédios, música, games e outros entretenimentos dos iphones.

O objetivo é tirar o  foco de sua atenção do pânico para outra coisa. Isto vai reduzir os sintomas de pânico.

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tito paes de barros neto

 

Sem medo de ter medo

Sem Medo de ter Medo

Sem medo de ter medo  é o título de um livro feito sob medida para ajudar aqueles que sofrem de transtornos de ansiedade:

  • psiquiatriaTranstorno do pânico: a característica essencial do transtorno do pânico é a presença de crises de ansiedade (ataques de pânico), de repetição.

E uma preocupação constante acerca de ter novos ataques.

  • Agorafobia: é uma consequência trazida pelos ataques de pânico.

E pode ser entendida como uma complicação de quem está tendo ataques de pânico

  • Fobia social:  pavor de ser avaliado, julgado e observado pelos outros em situações de contato interpessoal e de desempenho (falar em público)
  • Fobias específicas: medo e esquiva de objetos e situações específicas

          Por exemplo: altura, locais fechados, animais, sangue, agulhas, ferimentos)

  • Transtorno de ansiedade generalizada: um estado de constante preocupação e apreensão com situações da vida, como emprego, dinheiro, saúde.

Outros transtornos abordados no livro Sem medo de ter medo 

  • Obsessões e rituais (manias) – TOC:  presença de obsessões (idéias, imagens e impulsos) que se intrometem na mente da pessoa.

E sob a as quais ela não tem controle,  e de compulsões (rituais ou manias).

Que são comportamentos direcionados para se obter alívio das obsessões.

Por exemplo, se eu penso que estou com as mãos contaminadas posso realizar um ritual de limpeza com álcool em gel.

E sete pode durar muitos minutos. Ou até mesmo horas.

Se alguém acha que deixou o carro destrancado, pode voltar inúmeras vezes para verificar se trancou o veículo.

No livro, são descritos vários tipos de rituais, como limpeza, verificação, ordem e simetria e repetição e o que fazer com eles.

  • Transtorno de estresse pós-traumático: situações de vida incomuns e profundamente traumatizantes caracterizam este transtorno.

Como estupro, testemunhar a morte de alguém, assaltos com violência, sequestros, catástrofes naturais,tortura, guerra.

O livro Sem medo de ter medo propõe uma abordagem comportamental desses problemas através de técnicas que são aplicadas por você com exercícios de fácil realização. Estes exercícios incluem algumas técnicas que se encontram no blog em diversos artigos sobre transtornos de ansiedade: pânico, fobias específicas, agorafobia fobia social, TOC e estresse pós-traumático :

  • Exposição ao vivo
  •  Exposição interoceptiva
  • Exposição a memórias traumáticas
  • Exposição a simulacros
  • Exposição e prevenção de resposta
  • Treino de habilidades sociais
  • Intenção paradoxal
  • Reestruturação dos pensamentos

Leia o livro Sem medo de ter medo e comece a usar as técnicas nele contidads

Boa leitura e ótimos exercícios

 

Clique em uma das fotos para comprar o livro

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sem medo de ter medo

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tito paes de barros neto

Como controlar a ansiedade


Como controlar a ansiedade. Esta parece uma tarefa difícil de ser realizada, uma vez que este controle da ansiedade traz o ansioso sempre de volta para uma seara muito difícil: seu universo de pensamentos negativos, que não se alinham com a realidade.

como controlar a ansiedadePor exemplo, alguém com transtorno de pânico que esteja inquieto e irritado ou com sentimentos de estranheza e formigamento nas mãos pode concluir que esteja perdendo o controle sobre si mesmo e que vai cometer, dentro de poucos minutos, um ato desatinado, como agredir alguém fisicamente. Ou mesmo tentar se matar.

Isso é algo muito perturbador para este alguém, embora seja sabido que a perda do controle no transtorno de pânico ocorra apenas no plano imaginário, na fantasia.

O mesmo ocorre com a convicção de que vai morrer ou enlouquecer durante um ataque de pânico.

Na verdade, nada disso acontece.

Então, o que fazer?

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Como controlar a ansiedade?

A ansiedade, sobretudo a ansiedade de antecipação, muitas vezes tem um caráter catastrófico, tornando-se intensa.

E depende do quanto seu portador acredita em seus próprios pensamentos negativos.

Quanto maior esta convicção, mais intensa será a ansiedade experimentada.

Existem muitas maneiras de se controlar a ansiedade. Abordarei aqui alguns tópicos pertinentes a esse artigo.

Se alguém me perguntasse como fazer para controlar a ansiedade eu diria que existem alguns procedimentos que podem ser aplicados..

Mas se tiver que optar por um único procedimento, seja por falta de tempo, ou de paciência, posso afirmar que o manejo dos pensamentos negativos é o mais importante deles.

Como controlar a ansiedade

Abaixo, encontra-se descrito um procedimento mencionado anteriormente por mim sobre como controlar a ansiedade:

  • Mude a forma de se sentir, mudando a forma de pensar – extraído do livro A mente vencendo o humor. Veja a seção livros no blog.

O objetivo deste procedimento é a identificação, o questionamento e a modificação dos pensamentos que acarretam o sentimento de apreensão, medo ou de catástrofe iminente, substituindo-os por pensamentos mais realistas:

Vou citar um exemplo útil de como controlar a ansiedade mudando o pensamento:

Você recebe um WhatsApp do seu chefe solicitando a você que chegue ao trabalho meia hora mais cedo no dia seguinte pois ele gostaria de conversar com você.

Imediatamente após a leitura do WhatsApp você se sente com as mãos geladas, trêmula, o peito apertado, com falta de ar e extremamente apreensiva.

O medo vai tomando conta de você, mas, acima de tudo, o mais perturbador é o pensamento que vai ganhando corpo dentro da sua cabeça:

“Perdi o meu emprego”.

Você mal consegue se alimentar e passa a noite em claro sentindo-se mal e com este pensamento bombardeando a sua cabeça.

E agora, José?

No dia seguinte, você vai ao encontro do chefe, convicta de que vai ser demitida. Mas o que ele faz é oferecer a você um cargo melhor e apresentar um projeto em que você poderia fazer parte. Trocando em miúdos, você estava sendo promovida, e não demitida.

A dor e o desconforto que você sentiu poderiam ser evitados se você soubesse como controlar a ansiedade, sobretudo através de mudanças nos pensamentos negativos que você teve. Vou explicar em um passo a passo como isso poderia ser feito:

  • Ao se sentir ansiosa, desconfortável, faça a seguinte pergunta a você: “O que estou pensando agora?” Concentre-se em identificar o que está se passando em sua mente. Aqui você identifica o pensamento negativo.
  • Questione diretamente com você a veracidade desse pensamento, fazendo uma pergunta simples: “Será?”

Prossiga o questionamento com mais perguntas:

  • “Quais são as evidências que confirmam este pensamento?”
  • “Quais as evidências que não o confirmam?”

Geralmente o que ocorre aqui, é o encontro de um número maior de evidências que não confirmam este pensamento, o que leva a um alívio considerável do sofrimento.

E agora, reformule o pensamento que levou a todo este sofrimento.

No exemplo citado o pensamento original era “Perdi o meu emprego.”

Na modificação dele, em sua reformulação com base em evidências a favor e contra, o pensamento poderia ficar assim:

“É possível que eu seja demitida, mas acho isso pouco provável, pois estou indo muito bem.

E  tenho recebido elogios do meu chefe e de outras pessoas.”

Ao se fazer a modificação dos pensamentos negativos, uma redução importante da ansiedade costuma ocorrer. Portanto, vale a pena praticar este procedimento .

Como controlar a ansiedade: outros procedimentos

  • Relaxamento

Procure discriminar o que é relaxado do que é tenso nos músculos do seu corpo. Como fazer isto? É simples feche a sua mão exercendo certa pressão sobre ela e, a seguir abra a mão delicadamente procurando deixá-la bem relaxada. Isto se aplica a outros músculos, como os do pescoço e ombros, entre outros. A princípio você deverá aprender a distinguir tenso de relaxado, e a seguir realizar comandos mentais para relaxar. O estar relaxado é um estado incompatível com ansiedade. Esta seria uma das boas soluções para controlar a ansiedade  Há livros que ensinam como relaxar. Um deles, de Martha Davis, encontra-se na seção Livros deste blog.

  • Controle da respiração

Sempre que estiver muito ansioso, por exemplo preocupado, tenso , irritado ou com sensação de opressão no peito, faça o controle da respiração, inspirando o ar devagar pelo nariz, em pequena quantidade,  e soltando o ar pela boca. Repita o procedimento algumas vezes até sentir-se melhor. Isto trará uma confiante sensação de controle da ansiedade.

  • Meditação, Yoga e atividade física de um modo geral também auxiliam no controle da ansiedade.

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tito paes de barros neto