Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Tranquilizantes: Parar Não é Fácil

Os tranquilizantes são provavelmente as drogas mais prescritos entre os psicotrópicos.

Isto ocorre porque os clínicos têm predileção sobre elas, juntamente com os cardiologistas e os neurologistas.

Além disso são drogas mais antigas e trazem mais segurança aos não psiquiatras.

Por exemplo, é mais fácil um clínico prescrever Lexotan do que Brintelix, um antidepressivo de última geração recém-lançado no mercado, cujo manejo ainda é pouco conhecido.

Pra que servem os tranquilizantes?

Eles são usados como calmantes e também como indutores e mantenedores do sono.

Além de terem uma ação relaxante muscular.

São vendidos com receita médica controlada, de notificação B (receituário azul).

O que todo mundo deveria saber sobre os tranquilizantes

tranquilizxantes

Que apesar de serem drogas agradáveis de se usar, podem causar uma série de problemas, que serão vistos logo adiante.

Antes, veremos quais são os mais prescritos.

Rivotril – tranquilizante de vida longa, e por esta razão pode e deve ser administrado em dose única.

Suas apresentações são comprimidos de 0,5mg e 2mg, e solução oral em que cada gota tem 0,1 mg.

Dispõe de uma apresentação sublingual que leva a um rápido início de ação (de aproximadamente 3 minutos).

Um dos seus efeitos desagradáveis é a sonolência prolongada.

Frontal – Devido à sua meia-vida mais curta, necessita de um número maior de tomadas ao dia.

Suas apresentações são comprimidos de 0,25mg, 05mg, 1mg e 2mg.

Conta ainda com apresentações de liberação prolongada, o Frontal XR de 0,5mg e de 2mg.

E também com uma apresentação sublingual, o Frontal XL.

Tanto o Rivotril como o Frontal são drogas de alta potência.

Lexotan – um dos tranquilizantes mais prescritos pelos não psiquiatras. Não possui a mesma potência que o Rivotril e o Frontal. Suas apresentações são comprimidos de 3mg e 6mg.

Olcadil – não tão usado. Suas apresentações são comprimidos de 1mg, 2mg e 4mg.

É importante lembrar que os tranquilizantes interferem negativamente com a terapia de exposição da terapia comportamental cognitiva, retardando ou mesmo impossibilitando seus resultados.

Problemas causados pelos tranquilizantes

tranquilizxantes

  • Sedação com risco de acidentes
  • Dependência/abstinência: relacionada ao comportamento de aumentar a dose por conta própria
  • Ansiedade paradoxal – aoinvés de melhora levam à piora da ansiedade
  • Hostilidade/Impulsividade
  • Vertigem
  • Disartria – dificuldade de articular as palavras
  • Ataxia – incoordenação motora com risco de quedas, sobretudo em idosos
  • Prejuízo da memória

Por essas e outras que sou muito criterioso na prescrição de tranquilizantes.

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Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Calmantes: prejuízo da memória e adição

Os calmantes, classificados como benzodiazepínicos ou tranquilizantes menores, são drogas que produzem os seguintes efeitos no organismo:

  • Redução da ansiedade
  • Indução e manutenção do sono
  • Relaxamento muscular
  • Efeito anticonvulsivante

São drogas bastante eficazes nas funções que exercem. Os três primeiros efeitos dizem respeito aos transtornos de ansiedade.

E se observarmos bem, a ansiedade, a insônia e a tensão muscular fazem parte daqueles transtornos.

O efeito é descrito como maravilhoso por seus usuários, que frequentemente afirmam que nunca mais deixarão de tomas estas substâncias.

E quais são elas?

Frontal, Rivotril, Olcadil, Lexotan, Dienpax,  e todos os seus similares e genéricos, como Apraz, Valium, Cloxazolam e outros.

Estas drogas, ao contrário dos antidepressivos e antipsicóticos, têm um efeito imediato.

Assim, se a insônia é o sintoma mais perturbador,  o sono virá cerca de uma hora após a sua tomada. Da mesma forma ocorre com sintomas de ansiedade e de tensão muscular.

calmantes

Em função do seu elevado potencial para o desenvolvimento de dependência (adição), são prescritas com a orientação de que assim que houver melhora do quadro clínico, estas droga sejam descontinuadas.

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É frequente alguém em tratamento com um psiquiatra pedir a este que reintroduza o calmente que vinha tomando e ele não concordar em voltar a prescrevê-lo.

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Os não psiquiatras, no entanto, mantém suas prescrições, às vezes por muitos anos. Isto traz consequências negativas para quem toma estas drogas. .

 

 

Consequências do uso crônico dos calmantes benzodiazepínicos

  • Dependência química (adição)
  • Prejuízo da memória para fatos recentes

calmantes A retirada abrupta de calmantes de quem faz uso crônico ou mesmo de quem tem escalado a dose pode levar a uma síndrome de abstinência, que se caracteriza por uma série de sintomas desagradáveis, como taquicardia, fotofobia, sudorese, tremor, náusea ou vômito, alucinações, agitação psicomotora, ansiedade, insônia e convulsões.

O uso contínuo, isto é, sem interrupção, acarreta um prejuízo na memória para fatos recentes.

A pessoas esquece onde pôs objetos, com quem falou ao telefone, o que lhe foi dito por alguém, como o

seu próprio médico.

Uma vez uma paciente entrou em consulta e logo foi dizendo:

“Dr., estou com um problema sério. Eu estou esquecendo de tudo, não consigo lembrar de nada.” E eu perguntei: E há quanto tempo a Sra. está com este problema?”  Ao que ela respondeu: “Que problema, Dr?”

Muitas vezes, o distúrbio de memória do paciente não é percebido por ele, e sim por um familiar seu.

O problema é reversível na grande maioria dos casos. Mas pode levar cerca de um ano para que haja a recuperação.

Então, o que fazer?

Existem alternativas de uso aos calmantes: alguns antidepressivos são sedativos, levando à indução do sono.

Ao mesmo tempo não causam prejuízo na memória e nem dependência química. É o caso do Remeron e do Donarem.

Outra possibilidade é o uso de alguns antipsicóticos atípicos, como o Seroquel, que em doses baixas é bom na indução do sono, e eficaz nos sintomas de ansiedade.calmantes

Também não causam dependência, nem prejuízo da memória.

Como se pode ver, vale a pena viver sem problemas de memória e também sem dependência.

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tito paes de barros neto