Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Dismorfofobia: feiúra imaginária

A dismorfofobia, também conhecida como transtorno dismórfico corporal ou síndrome da feiura imaginária, é um transtorno psíquico que afeta a percepção corporal.

Quem tem este problema acredita ter um defeito ou deformidade física, mas isto não é percebido pelos outros.

Por esta razão, sentem-se feios e repugnantes, o que os levam a se isolar das outras pessoas.

A dismorfofobia é sempre um defeito imaginário ou de importância mínima.

dismorfofobia.No entanto, seus portadores valorizam em demasia sua ocorrência.
A ponto de desistirem de trabalhar, ter lazer e ter relacionamentos amorosos por sentirem-se feias e repugnantes.

As vezes, é um sinal na pele, em outras uma leve assimetria de alguma parte do rosto.
Como, por exemplo, uma implantação de altura ligeiramente diferente das orelhas.

Em outros casos, pode ser a calvície ou até mesmo o tom da pele, ou simplesmente nada que possa ser constatado.

É comum a presença de sintomas depressivos em quem sofre de dismorfofobia..

Entretanto, há estudiosos do assunto que a vêem como um transtorno do espectro obsessivo-compulsivo.
Por não conseguirem afastar de sua mente as ideias de apresentarem deformidades corporais.

Isto ocorre também por se mirarem por horas a fio diante do espelho, checando seus “defeitos”, como em um ritual.

Certa vez, uma mulher com dismorfofobia procurou um cirurgião plástico dizendo que queria corrigir o tamanho de sua aréola esquerda.
Esta era ligeiramente maior do que a direita, uma assimetria praticamente imperceptível.

O cirurgião
fez o procedimento, mas a paciente alegou que o problema só havia piorado e quis que fosse reoperada, mas o médico não concordou com uma nova cirurgia.

Para encurtar a história, esta paciente acionou o cirurgião plástico na justiça, pedindo uma indenização por lesões corporais supostamente causadas por ele.

Na Inglaterra, os pacientes com dismorfofobia, constituem-se em um verdadeiro pesadelo para os cirurgiões plásticos.
E isso ocorre pois, independentemente da sua competência, nada do que fizerem será bom o bastante.p>

Dismorfofobia e fobia social

Este é um diagnóstico diferencial difícil de ser feito.

Ajuda lembrar que, enquanto o foco da preocupação e do sofrimento está relacionado ao corpo, na fobia social eles dizem respeito ao comportamento; por exemplo, de não ter tido um bom desempenho.

Tratamento da dismorfofobia

dismorfofobiaAlguns antidepressivos como o Prozac parecem ser eficazes na melhora dos sintomas de dismorfofobia.

A terapia comportamental cognitiva também pode ser aplicada. O paciente deverá se expor para confrontar suas idéias de feiura imaginária com a realidade.

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tito paes de barros neto

TOC, o transtorno das manias e obsessões

tocO TOC – transtorno obsessivo-compulsivo se caracteriza pela presença de obsessões e compulsões. Obsessões são pensamentos, imagens e ímpetos, repetitivos, que se intrometem na mente da pessoa, contra a sua vontade ou contra seus valores morais, sem que haja qualquer controle sobre elas, causando medo, desconforto e sofrimento.

As obsessões são sempre indesejáveis e não guardam relação com problemas reais como desemprego e falta de dinheiro.

Compulsões ou rituais, também conhecidas como manias, são atos repetitivos executados por quem tem TOC com o intuito de aliviar a ansiedade produzida pelas obsessões.

Quem tem TOC, pode apresentar somente obsessões, somente compulsões ou ambas.

O transtorno pode levar a um intenso sofrimento e perturbação, com a pessoa perdendo muito tempo ao realizar os rituais, o que afeta a sua vida como um todo.

Abaixo, encontram-se alguns exemplos de obsessões e compulsões.

Obsessões presentes no TOC:

  • Contaminação e sujeira
    A pessoa se sente suja ou que seu corpo ou sua casa estão contaminados por bactérias, substâncias tóxicas ou mesmo corporais, como urina, fezes, suor e esperma.
  • Ordem e simetria
    Ímpeto de organizar objetos de uma determinada maneira.
  • Impulsos agressivos
    Uma mãe que pensa que pode ferir o seu bebê com uma faca. Um homem que pensa ter atropelado um pedestre e a ideia não sai da sua cabeça.
  • Imagens sexuais
    Um homem que se vê repetidamente violentando mulheres sem que deseje fazer isto.
  • Dúvidas
    De ter trancado a porta; de ter desligado o gás; outras mais desconcertantes, como a de ter engolido alfinetes.
  • Morte
    Imaginar uma pessoa querida morrendo.
  • Religião
    Blasfemar contra Deus.
  • Comportamento inaceitável
    Dizer obscenidades.

Rituais ou manias:

toc

  • Verificação ou checagem: Voltar muitas vezes até o carro para se certificar de que está trancado. Fazer repetidas vezes um exame para confirmar que não está com uma doença.
  • Repetição: Executar repetidas vezes ações para impedir, por assim dizer, que uma catástrofe não aconteça. Às vezes,  seguem uma lógica incompreensível. Por exemplo, ações que devem ser executadas obedecendo ao critério de múltiplos de quatro. Assim, se uma pessoa der a mão a alguém, tem que cumprimentar mais três pessoas, caso contrário, perderá o emprego.
  • Ordem e simetria: Ordenar simetricamente os objetos de uma mesa. Há pessoas que ficam horas arrumando os objetos de sua casa que devem ficar arranjados de um determinado modo, sob o risco, por exemplo, de alguma coisa ruim acontecer.
  • Lavagem e limpeza: Lavar as mãos seguidas vezes ou fazê-lo de modo tão vigoroso que as mãos fiquem em carne viva.
  • Acúmulo ou coleção: Acumular objetos e quinquilharias ou lixo, que jamais são jogados fora.

Tratamento medicamentoso do TOC

toc prozacHá diversos medicamentos que são usados no tratamento do TOC, geralmente antidepressivos.

Eles agem bem, diminuindo a ansiedade deflagrada pelas obsessões.

No entanto não são medicamentos eficazes no controle do comportamento de ritualizar.

Ou seja, os antidepressivos não são eficazes contra as manias.

Técnicas de terapia cognitivo-comportamental usadas no tratamento do TOC

Tenho TOC. E agora, o que devo fazer?

A base da terapia comportamental cognitiva do TOC é a exposição e a prevenção de resposta.

O primeiro passo é o de se expor a situações que desencadeiem obsessões.

Vamos supor que você evite tocar em objetos por achar que eles estão sujos.

O que você deve fazer em primeiro lugar é passar a tocar estes objetos.

A este procedimento damos nome de exposição.

Neste caso, temos a exposição à sujeira, o que acarreta considerável ansiedade.

A tendência natural quando isto ocorre, é a de correr para a primeira pia disponível e lavar as mãos com vigor.

Mas você não deve fazer isto.

Você deve ficar sem lavar as mãos até que a ansiedade tenha sofrido uma queda de 50% ou, no caso não ter havido queda da ansiedade ainda, esperar uma hora para depois lavar as mãos.

A este procedimento de não realizar o ritual de lavar damos o nome de prevenção de resposta.

A prática pode ajudar. E muito

Procure fazer isto pelo menos três vezes por semana.

Isto se aplica a vários tipos de TOC.

Por exemplo, você fica com muitas dúvidas de ter trancado o carro e que este possa ter sido roubado (obsessões), e volta ao local onde se encontra o carro muitas vezes para verificar se ele ainda está lá.

O tratamento é se expor a estas obsessões e fazer a prevenção de resposta, isto é, não voltar ao local onde se encontra o carro para verificar.

No começo vai ser mais difícil, mas depois, você vai perceber que a ansiedade diminui.

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