Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Transtorno de pânico: 5 passos para a melhora

Transtorno de pânico pode ser classificado em transtorno de pânico com agorafobia, que apresenta uma complexidade maior, e o transtorno de pânico sem agorafobia.

No primeiro está presente a esquiva de situações que a pessoa relaciona como passíveis de desencadear ataques de pânico:

Filas, túneis, congestionamentos, lugares cheios, multidões, sair de casa ou ficar em casa sozinho, elevadores, avião. Pode-se incluir entre elas, as situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível.

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Apesar disso, o manejo do transtorno de pânico não é tão complexo quanto a sua descrição clínica. E veremos isso agora.

A grande dica, durante o tratamento, é tolerar um certo desconforto em troca de uma boa melhora do quadro clínico ou mesmo a sua remissão.

Como proceder se tenho transtorno de pânico com ou sem agorafobia?

A base do tratamento não medicamentoso do transtorno de pânico é a exposição, isto é, o enfrentamento gradual do medo.

Isto será descrito e recomendado, mas há outros procedimentos que podem ser usados para a melhora do pânico e da agorafobia.

Gostaria de lembrar que caso você  esteja tomando um antidepressivo para o transtorno de pânico e for descontinuar a medicação, orientado pelo seu médico (nunca por sua própria conta), saiba que este é o momento ideal para iniciar as técnicas de exposição que irei descrever a seguir.

1. Controle da respiração: fazer quando estiver tendo um ataque de pânico e após cada um dos exercícios da exposição interoceptiva (descrita a seguir)

  • Sentado confortavelmente em uma poltrona ou cadeira, coloque sua mão esquerda espalmada sobre o tórax e sua mão direita espalmada sobre o abdome.

No controle da respiração, apenas  a mão direita deverá se mover. Nunca a esquerda.

  • Inspire o ar normalmente pelo nariz, contando em voz baixa, devagar, até três. Solte o ar pela boca, contando até três ou quatro.

Repita o procedimento algumas vezes até sentir melhora dos sintomas de pânico.

Se você conseguir controlar a respiração, poderá impedir a progressão de um ataque de pânico.

2. Exposição a estímulos internos ou interoceptiva (Ei) para o tratamento do transtorno de pânico

Esta técnica visa expor a pessoa com pânico aos seus próprios sintomas.

Calma! Isto é feito com alguns exercícios que provocam sintomas de pânico.

Mas de uma forma bem menos intensa e menos duradoura que um ataque de pânico.

E que levam à redução dos sintomas, através do princípio da habituação

Os exercícios funcionam como se fossem uma vacina produzindo imunidade contra os sintomas de ansiedade.

Como fazer a Ei

Seguem abaixo os exercícios:

1. Balançar a cabeça rapidamente, com os olhos abertos, como se estivesse expressando não, por 30 segundos a 1 minuto.

1.1 Ou correr ou andar rapidamente em volta de uma cadeira por 1 minuto.

1.2 Ou brincar de bêbado (girar em torno do próprio eixo por 30 segundos a 1 minuto).

Os exercícios acima vão provocar tontura.

2. Correr parado no lugar, bem rápido, por 1 minuto.

2.1 Ou subir e descer os degraus de uma escadaria (pode ser a escadaria do seu prédio) durante 3 a 4 minutos.

Estes exercícios vão causar aceleração das batidas do coração.

3. Inspire o ar profundamente e prenda a respiração por 1 minuto.

3.1. Ou respire através de um canudo, pela boca, tapando o nariz. Procure usar um canudo um pouco mais grosso que os de padaria. Pode ser um como os que se encontram no McDonalds. Faça isso por 2 a 3 minutos.

Estes exercícios provocam falta de ar.

4. Respire rapidamente de boca aberta, como um cachorrinho por 1 minuto. Comece com 15 segundos e vá aumentando nas outras vezes até chegar a 1 minuto.

Este exercício vai provocar sensação de estranheza e formigamentos nas mãos, lábios e orelhas.

Fique atento

Caso você perca o controle sobre a respiração e comece a ter pânico, pegue um saco de papel e segure-o de modo a respirar dentro do saco até que a respiração volte ao normal.

transtorno de pânico

5. Pegue um livro, abra-o, olhe para o céu em um dia claro por alguns segundo e depois tente ler uma página do livro.

Este exercício vai provocar escurecimento da vista e sensação de desmaio.

Faça todos os exercícios. Se eles não estiverem provocando sintomas, aumente um pouco a sua duração, ou a sua intensidade. Se continuarem a não provocar nada, exclua exercício em questão.

Caso estejam provocando sintomas muito intensos ou duradouros, diminua o tempo de duração do exercício em questão ou faça-o com mais suavidade.

Faça todos os exercícios em sequência.

Faça o controle da respiração após o término de cada um deles e só passe para o exercício seguinte quando você estiver sem sintomas.

Repita a sequência dos exercícios por mais duas vezes.

Faça os exercícios no mínimo 3 vezes por semana.

Com o passar dos dias observe se seus sintomas de transtorno de pânico diminuíram.

3. Exposição a estímulos externos (Ee) para o tratamento do transtorno de pânico com agorafobia

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Pense em uma situação que você evita ou consiga enfrentar com acentuado sofrimento.

Pense em um objetivo. Vou dar um exemplo do que poderia ser este objetivo:

Dirigir em estradas e conseguir chegar até meu sítio a 65 Km de distância de onde moro.

A partir daí, você deve construir uma hierarquia com uma série de passos para atingir  o seu objetivo.

Isto poderia ser feito da seguinte maneira: faça uma lista de situações em um crescente de ansiedade.

Atribua uma nota de 0 a 10 para a ansiedade estimada um cada passo desta hierarquia.

0= ausência de ansiedade

10= estar em pânico

A hierarquia poderia ficar assim:

Dirigir até ficar próximo à entrada da rodovia e voltar – 2. Repetir este procedimento vária vezes até haver uma redução de 50% na ansiedade.

Entrar na rodovia  e pegar o primeiro retorno – 4

Entrar no rodovia e pegar o segundo retorno – 5

Entrar na rodovia e pegar o terceiro retorno – 7

Entrar no rodovia e dirigir até o sítio – 10

É claro que isto deve ser feito ao longo de dias. Faça um item de cada vez e você vai perceber que com o tempo a ansiedade cai até zerar ou ficar próximo de zero.

Há outros artigos sobre transtorno de pânico neste blog, que aparecem nos links deste artigo.

4. Relaxamento

Aprenda a discriminar quando seus músculos estão tensos ou relaxados:

Feche a sua mão e a aperte por alguns segundos – isto é tensionado. Abra a mão devagar – isto é relaxado. Verifique se você faz isto, apertar as mãos no volante ao dirigir em um congestionamento.

Ou ainda, se você aperta os dentes uns contra os outros; ou se range os dentes ou se sente o pescoço a a musculatura dos ombros tensionada e dolorida.

Provoque a contração muscular e depois relaxe. Você aprenderá a discriminar contraído de relaxado e promover o relaxamento sempre que identificar a tensão.  Mas provoque a tensão, contraindo a musculatura das diferentes regiões do seu corpo para que você sempre possa discriminar contraído de relaxado.

5. Distraibilidade

Quando tiver sintomas de pânico, procure se distrair com alguma coisa externa, tipo outdoors, placas de carros, qualquer coisa, cores, estilos de casas ou prédios, música, games e outros entretenimentos dos iphones.

O objetivo é tirar o  foco de sua atenção do pânico para outra coisa. Isto vai reduzir os sintomas de pânico.

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tito paes de barros neto

 

Agorafobia: medo de ter medo

agorafobiaAgorafobia é uma complicação que se instala com frequência em quem sofre da síndrome do pânico, estando presente em aproximadamente 5% a 6% da população. Embora seja uma ocorrência rara, a agorafobia SEM história de ataques de pânico também pode estar presente.

O que é a agorafobia?

A agorafobia consiste em comportamentos de esquiva ou evitação de situações que possam desencadear um ataque de pânico. É o medo de ter medo. Entre as situações mais comumente evitadas temos:

  • Sair de casa sozinho
  • Ficar em casa sozinho
  • Locais cheios de gente – supemercados, shopping centers, teatro, cinema, restaurantes
  • Congestionamentos
  • Elevadores
  • Filas
  • Multidões
  • Dirigir em estradas sem fones de emergência a cada dois quilômetros
  • Viajar de avião e usar outros transportes coletivos – trem, ônibus, metrô
  •  Pontes
  • Tuneis
  • Passarelas
  • Teatro, Cinema,  Estádios de futebol
  • Espaços abertos
  • Viajar
  • Dentista
  • Manicure

O medo, muitas vezes  se circunscreve a situações sem que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível, e pode atingir um ponto em que a pessoa se torna incapaz de sair de casa. E isto é bem característico da agorafobia.

Isto leva a uma limitação importante nas atividade do seu dia a dia, como trabalho, vida social, lazer e vida amorosa.

Muitas pessoas com agorafobia só são capazes de sair de casa se estiverem acompanhadas por uma pessoa de confiança, por exemplo, o cônjuge, um amigo muito próximo ou o terapeuta. O que também é típico da agorafobia

A gravidade dos casos de agorafobia

agorafobiaA gravidade pode variar muito, desde um caso leve, como o de alguém que evita apenas o metrô e alguns locais fechados, mas que leva sua vida com pouco prejuízo no seu dia a dia, até  casos bem mais graves, como o de um homem que após sofrer um ataque de pânico, recolheu-se à sua casa e de lá nunca mais saiu.

Felizmente, casos como este último são bem mais raros.

Outra complicação: a depressão

Embora não tão comum, a depressão é a complicação mais séria que pode ocorrer na síndrome do pânico e agorafobia.

Sua ocorrência retarda o tratamento, pois alguém que esteja com o humor deprimido, não tem disposição para fazer as tarefas que são propostas na terapia de exposição.

Por isso, é preciso tratar primeiro a depressão e depois, fazer a a exposição.

Tratamento da agorafobia

Não existem medicamentos que sejam eficazes no tratamento da agorafobia

O que funciona são técnicas de terapia comportamental, sobretudo a exposição, que é o enfrentamento sistemático, gradual (passo a passo), frequente e prolongado das situações temidas e evitadas.

É um procedimento de fácil aplicação, que pode ser realizado por um psiquiatra, um terapeuta ou pela própria pessoa portadora de agorafobia (auto-exposição).

Profissionais que aplicam a exposição em seus pacientes devem ter conhecimento de terapia comportamental cognitiva.

No caso da autoexposição, basta a pessoa com agorafobia seguir algumas orientações que serão explicitadas a seguir e ser dotada de um pré-requisito: vontade própria, desejo de engajar-se nas tarefas e paciência para fazê-lo até obter a melhora.

A este respeito foi feito um estudo na Inglaterra em que pacientes com vários tipos de fobias foram alocadas para três grupos de tratamento: no primeiro grupo, um psiquiatra os orientou sobre como fazer a exposição.

No segundo, os pacientes receberam instruções para fazer a exposição através de um programa de computador e, no terceiro, um manual de autoajuda os orientou sobre como realizá-la.

E agora a pergunta: em qual ou quais grupos a resposta ao tratamento foi melhor?

Quem pensou em um o dois grupos, errou, pois as três modalidades de tratamento foram igualmente eficazes.

Conclusão: eu não preciso estar presencialmente com vocês para que o tratamento tenha sucesso.

Basta seguir minhas orientações.

E, claro, se houver uma dúvida importante, é só entrar em contato comigo.

E agora, mãos à obra.

Estabeleça um objetivo para fazer a autoexposição

Este objetivo deve ser algo passível de ser realizado.

Não pode ser algo algo  como “Quero ser feliz”.

Isso todos nós queremos.

Poderia ser algo como “Quero ser capaz de entrar em locais cheios de gente”.

Como fazer?

Liste alguns locais que sejam cheios de gente e atribua uma nota de 0 a 10 para a ansiedade estimada para cada um deles, sendo 0 (zero) ausência de ansiedade e 10, sentir pânico.

Ordene estes locais, anotando a ansiedade atribuída a cada um deles.

Vamos supor que você relacionou os seguintes locais e que atribuirá notas à ansiedade que será experimentada em  cada um deles. Desta maneira, uma hierarquia é construída.

Um bar muito bom, mas que fica lotado – 9

Um shopping center –  6

Uma rua comercial com muitas lojas e galerias, lotada de pessoas – 10

Um cinema – 4

Como fazer esta exposição na prática?

A autoexposição pode ser feita com um número maior de itens – até 10 seria bastante interessante e facilitaria a habituação por não haver grandes variações na intensidade da ansiedade durante a exposição.

Um maior número de locais pode levar a uma facilitação para você se expor.

Abaixo encontra-se a hierarquia construída para o caso de um homem que não conseguia sair de casa sozinho.

Ir à casa de um amigo a três quarteirões da minha casa – 6

Ir até o parque, cerca de um quilômetro – 8

Ficar em frente ao prédio onde moro – 2

Ir até a padaria a dois quarteirões – 5

Ir à banca de jornais na esquina – 3

Ir ao banco a dois quilômetros de casa – 10

Dar uma volta no quarteirão – 4

Nada impede que você obtenha uma relação maior que essa. É importante, também, que haja pelo menos uma situação que desencadeie um nível de ansiedade suficientemente baixo para que seja possível enfrentá-la.

O passo seguinte é ordenar as situações listadas, em ordem crescente de ansiedade. Dessa forma, a hierarquia ficará pronta, da seguinte maneira:

Ficar em frente ao prédio onde moro – 2

Ir à banca de jornais na esquina – 3

Dar uma volta no quarteirão – 4

Ir até a padaria a dois quarteirões da minha casa – 5

Ir à casa de um amigo a três quarteirões – 6

Ir até o parque, cerca de um quilômetro de casa – 8

Ir ao banco a dois quilômetros – 10

Enfrentando o medo

Uma vez construída a hierarquia, você poderá começar o trabalho de autoexposição aos estímulos externos ou ao vivo, como é mais conhecida.

Mais uma vez vou recordar que a autoexposição às situações temidas ou evitadas deve ser feita com frequência elevada e por tempo prolongado, sobretudo na autoexposição ao vivo.

O que não quer dizer que você tenha que passar o dia todo fazendo isso. Por frequência elevada, entende-se pelo menos três vezes por semana. Por tempo prolongado, até que haja diminuição da ansiedade.

O tempo necessário para haver diminuição nos níveis de ansiedade varia de pessoa para pessoa. Para alguns, vai ser de 20 minutos, enquanto que outros precisarão de 60 minutos ou mais.

Por isso, mesmo que não esteja ocorrendo alívio da ansiedade nas primeiras sessões de autoexposição, procure permanecer por pelo menos 60 minutos na situação.

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tito paes de barros neto

Síndrome do Pânico – Remédios e Terapia Comportamental

O diagnóstico da síndrome do pânico costuma ser um diagnóstico de exclusão. Uma vez afastadas as causas físicas, como cardiopatias, problemas vasculares, cerebrais e outras, a pessoa acometida por ataques de pânico deve procurar imediatamente um psiquiatra e iniciar o tratamento.

sindrome do panico

Síndrome do pânico – tratamento medicamentoso

Vários antidepressivos podem ser usados no tratamento da síndrome do pânico:

  • Lexapro
  • Zoloft
  • Aropax
  • Cipramil
  • Efexor

Todos são antidepressivos eficazes e bem tolerados.

O Anafranil também pode ser usado, embora seja um antidepressivo mais antigo, porém igualmente eficaz.

No entanto, não é tão bem tolerado, acarretando mais efeitos colaterais.

Todos os antidepressivos podem levar a uma piora dos sintomas de pânico em cerca de 30% dos pacientes, sobretudo nas duas primeiras semanas de tratamento.

Neste caso, a melhor solução é a associação com os tranquilizantes

Os tranquilizantes também podem ser usados associados aos antidepressivos ou no lugar destes.

O problema é que, a despeito de sua eficácia, causam dependência física e comprometimento da memória.

Sua grande vantagem é a rapidez com que agem.

Abordagem comportamental da síndrome do pânico:

sindrome do panico 250A base da abordagem comportamental é a exposição.

Ela consiste no enfrentamento das situações temidas e evitadas por conta do medo.

A primeira modalidade de exposição é exposição a estímulos internos ou interoceptiva.

Aqui, a pessoa que sofre de síndrome do pânico é exposta diretamente aos sintomas de pânico, através de exercícios que provocam sintomas de pânico.

Alguns deles encontram-se abaixo:

  • Correr parado no lugar – produz taquicardia, falta de ar e suor
  • Prender a respiração – produz falta de ar mais intensa
  • Respirar rapidamente pela boca – produz formigamentos e sentimento de estranheza
  • Girar em torno do próprio eixo (brincar de bêbado) – produz tontura
  • Olhar para a claridade do dia e tentar ler uma página qualquer – produz escurecimento da vista que produz a sensação de desmaio

A segunda modalidade é a exposição a estímulos externos e é usada no tratamento da agorafobia, isto é, na esquiva de situações que a pessoa relaciona como prováveis de desencadear um ataque de pânico:

  • Filas
  • Multidões
  • Dirigir na hora do rush
  • Túneis
  • Pontes
  • Passarelas
  • Elevadores
  • Avião
  • Estradas

A pessoa é encorajada a enfrentar as situações evitadas e temidas, começando pelas mais fáceis em direção às mais difíceis, isto é, de modo gradual, repetido e prolongado.

O enfrentamento das situações é a chave para a resolução do problema.

A esquiva é a maneira mais certa de manter a doença como está, ou ainda pior.

Complicações como depressão, outras fobias  e transtorno de ansiedade generalizada devem igualmente ser tratadas por um psiquiatra.

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tito paes de barros neto

Transtorno do Pânico – Como Buscar Ajuda Especializada

Transtorno do pânico é um problema de saúde mental, um transtorno de ansiedade.

Este faz com que a maioria de seus portadores procure um clínico ou um cardiologista para que seja realizado o diagnóstico.

E que sejam tratados por estes e não pelo psiquiatra. 

Isto se deve ao fato dos sintomas presentes na síndrome do pânico se confundirem com os sintomas de um problema cardíaco.

transtorno do pânico

Assim pode-se encontrar em pacientes com  sintomas como taquicardia (batedeira no peito), palpitação, falta de ar, sensação de morte iminente, tontura, vertigem.

São estes sintomas que levam a pessoa com transtorno do pânico a acreditar que tenha um problema no coração.

Transtorno do Pânico e Psiquiatria

transtorno do panicoO fato é que muitos clínicos e cardiologistas acabam tratando pacientes com a síndrome do pânico.

O que a meu ver não é a situação ideal, já que o psiquiatra é o profissional mais habilitado para tratar desses casos.

Mesmo porque o transtorno do pânico pode trazer outros problemas psiquiátricos de difícil manejo.

É o caso da depressão, da agorafobia, de outras fobias, do alcoolismo e do abuso e dependência de outras drogas, como os calmantes.

Um clínico geral ou um cardiologista podem não estar preparados para tratar problemas associados como esses.

Que requerem tratamentos ou terapias específicas.

Como exemplo, cito a agorafobia, uma das principais complicações do transtorno do pânico.

Trata-se de um comportamento regido pelo medo de ter novas crises ou ataques de pânico.

Isto faz com que a pessoa passe a evitar situações que, segundo ela, possam deflagrar estas crises de ansiedade.

Sair de casa ou ficar em casa sozinha  e situações em que a saída esteja dificultada ou o socorro indisponível.

O medo de quem tem transtorno do pânico, muitas vezes é o de passar mal, ter um treco e ninguém poder fazer nada.

Mais adiante veremos como se dá o tratamento do transtorno do pânico e de suas complicações.

Para maiores informações visite a página Transtorno do pânico e agorafobia – tratamento, no meu site Medos e Fobias.

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Até o Próximo Artigo!

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