Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Transtorno Explosivo Intermitente: Descontrole e Perda da Razão

O transtorno explosivo intermitente faz parte de um agrupamento de transtornos conhecido como transtornos do controle dos impulsos.

Fazem parte dos transtornos do controle dos impulsos problemas como a cleptomania (impulso de roubar), a piromania (impulso de incendiar) e o transtorno explosivo, entre outros.

As manifestações que ocorrem no transtorno explosivo intermitente podem ser leves ou graves e dependem da destruição causada por estas explosões.

Quando graves acarretam destruição de patrimônio e ataques físicos com lesões corporais.

transtorno explosivo intermitente

São impulsivas e não premeditadas, causando sofrimento e consequências financeiras ou legais.

Embora suas manifestações sejam variadas, existe um traço comum presente no quadro clínico desse   transtorno.

Que eu chamaria de “Perder as estribeiras e por tudo por água abaixo.”

Seu gatilho pode ser sentimentos de raiva, irritabilidade ou insegurança.

O transtorno explosivo intermitente faz parte de um agrupamento de transtornos conhecido como transtornos do controle dos impulsos

Sentir raiva excessiva, desproporcional, do tipo fúria e incapacidade de se controla são algumas de suas características.

O que se observa é a incapacidade de controlar o comportamento agressivo e as explosões de raiva.

Os comportamentos se caracterizam por agressões verbais e físicas, danos a objetos e destruição de patrimônio, e trazem como consequência prejuízo no trabalho e nas relações sociais.

transtorno explosivo intermitente

Alguns antidepressivos e estabilizadores do humor, associados à terapia comportamental cognitiva, têm se mostrado úteis no tratamento do transtorno explosivo intermitente.

O tratamento medicamentoso associado à psicoterapia é o mais indicado no no transtorno explosivo intermitente

Há alguns, anos, atendi uma mulher jovem que estava com um namorado novo e que se sentia insegura com ele.

O que pode ser um fato normal em uma relação nova.

Um dia, em um fim de semana, ele havia combinado com ela de pegá-la em casa para saírem, mas não apareceu.

Ela foi ficando cada vez mais apreensiva.

Tentou ligar para ele no celular várias vezes, deixando recados, mas ele não retornava.

Imagens dele com outra mulher foram aos poucos povoando sua mente e ela foi ficando irritada, com raiva e, não se contendo, deixou um recado extremamente agressivo para ele, com palavrões e ofensas de baixo nível.

transtorno explosivo intermitente

Algum tempo depois ele ligou para ela, de uma DP.

Para encurtar a história, ele havia sofrido um sequestro relâmpago e estava  impossibilitado de ligar para ela.

E o namoro, que era uma relação nova, sucumbiu.

Ela lamentou muito o fato de não ter segurado sua onda um pouco mais de tempo, o que poderia ter salvo a relação.

É importante dizer que o transtorno explosivo intermitente é um problema tratável.

Mas ninguém precisa chegar ao limite e por tudo a perder para começar a se tratar.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Irritabilidade: Saindo Fora do Eixo

A irritabilidade é um sintoma comum que pode estar presente em diversos transtornos psíquicos, como nos transtornos de ansiedade, nas depressões e no transtorno bipolar.

Talvez a melhor definição para ela seja a tendência para manifestar raiva contida.

É muito difícil a irritabilidade se manifestar de forma constante isoladamente. É mais provável que ela esteja associada a sintomas outros:

  • Tristeza
  • Falta de energia
  • Falta de prazer
  • Alterações do sono
  • Isolamento social
  • Pensamentos negativos

Irritabilidade: a expressão contida da ira

irritabilidade

Entretanto, a irritabilidade pode ocupar o lugar da tristeza, substituindo-a em alguns tipos de depressão.

E pode ter a função de um grito de ajuda de quem se encontra deprimido.

Além disso, a atividade psicomotora pode estar reduzida, o que torna a pessoas mais propensa às explosões.

Uma manifestação da ruptura deste equilíbrio instável.

Como se este alguém estivesse tentando conter a raiva através da inibição da sua psicomotricidade.

No entanto, é provável que, mais cedo ou mais tarde, por apresentar pouco controle dos seus impulsos, vá explodir por um motivo não justificável.

O que fazer com a irritabilidade?

Explicações vindas de um psiquiatra podem esclarecer como a ela pode ser consequência de um dos transtornos citados acima.

É a chamada psicoeducação.

Nela é mostrada ao paciente como uma depressão ou um transtorno de ansiedade ou de humor podem levar a pessoa a apresentar irritabilidade.

A psicoeducação é o primeiro passo para que o paciente perceba o que se passa com ele e, a partir daí, procure ajuda especializada

Alguns medicamentos são úteis no tratamento dos transtornos de ansiedade, depressão e humor.

irritabilidade

São antidepressivos e estabilizadores de humor. Entre eles estão o Lexapro, o Prozac e o Lamictal.

Eles também podem ser usados no tratamento do transtorno explosivo intermitente.

Psicoterapia pode ajudar a pessoa a estruturar um caminho que passe longe das explosões.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Cleptomania: desejo de roubar

A cleptomania, conhecida como roubo patológico, é um transtorno psíquico que se caracteriza pelo comportamento impulsivo de furtar objetos geralmente sem valor e sem que haja uma real necessidade de fazer isso.

Na verdade, a cleptomania aparece nas classificações internacionais como a CID-10 e o DSM-5 como um transtorno de controle dos impulsos.

cleptomania

O tema desperta interesse público.

Atrizes, rabinos e outras figuras notórias já se envolveram em episódios em que o comportamento de furtar objetos estava presente.em seus comportamentos.

Características da cleptomania

  • Início na adolescência precoce.
  • Acomete mais pessoas do sexo feminino.
  • A pessoa sente uma tensão grande ao se aproximar do objeto que deseja furtar e o ato de se apossar do objeto causa grande alívio na tensão.
  • Sentimento intenso de culpa após os furtos está presente. Não é rara a devolução dos objetos que foram furtados de seus lugares de origem.
  • É frequentemente comórbida (associada) com depressão e outros transtornos, como abuso e dependência de álcool e outras drogas e outros transtornos de controle dos impulsos.
  • Há um prejuízo nas diversas áreas da vida da pessoa.

Isto inclui o trabalho, escola, lazer, vida conjugal ou amorosa – é acentuado, podendo chegar à incapacitação.

claptomania

Vinheta de caso

Claudia, jovem de 32 anos foi pega em flagrante em uma loja ao tentar roubar uma caixinha de acrílico.

Levada para a delegacia, precisou acionar um advogado amigo de sua família para impedir a sua prisão.

A intervenção logrou exito.

Mas Claudia foi obrigada a submeter-se a um tratamento psiquiátrico e psicológico pois, do contrário, seria presa.

Como é realizado o tratamento da cleptomania

Alguns antidepressivos com ação serotoninérgica, como o Prozac, Zoloft e Lexapro podem enfraquecer o impulso de furtar.

Estabilizadores de humor também podem ajudar na contenção do impulso do impulso.

Lítio (Carbolitium) também aparece como uma boa alternativa terapêutica

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) também pode ser de grande utilidade nesses casos.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Ciúme: como lidar com ele

Todos nós, ou quase todos, já sentimos ciúme ao longo de nossas vidas. No entanto, ele pode variar em relação ao tipo e à intensidade e pode ser assim definido:

  • Sentimento de posse em relação a alguém
  • Sentimento advindo da suspeita de infidelidade do companheiro

Como o ciúme se manifesta

ciume

Ele se manifesta sobretudo na esfera do amor.

Pode ser inofensivo ou mais grave e perigoso, como o ciúme obsessivo ou mesmo delirante (psicótico).

Neste caso, o ciumento tem absoluta convicção de que está sendo traído. E ninguém tira isso da sua cabeça

Outra manifestação é a insegurança, que está relacionada à autoestima diminuída e pode levar a uma maior intensidade do ciúme.

E se ele for excessivamente intenso, o descontrole se fará presente, provavelmente com a liberação de impulsos agressivos.

Aqui, o que pode estar em jogo é o medo da perda da pessoa amada.

Diversos comportamentos podem se instalar em função do ciúme.

Entre eles, estão as verificações do telefone celular, de mensagens recebidas e enviadas, chamadas perdidas, e-mails, WhatsApps, e por aí vai.

ciume

 

Brigas e interrogatórios longos e penosos tomam lugar na vida do casal, que tem em um dos seus componentes alguém que é excessivamente ciumento.

O companheiro que não é ciumento, por sua vez, costuma se retrair, fazendo concessões.

E, o que complica ainda mais a situação, é o fato de não conseguir por limites no comportamento do outro.

Ele passa, também, a restringir seus contatos com as pessoas, com receio de que a situação piore de vez.

Seu campo vivencial fica estreitado, centrado nesta questão, e isto não é nem um pouco saudável.

Como moderar o ciúme

  • Procure controlar sua impulsividade.
  • O estrago que pode ser causado no outro com comportamentos agressivos e destemperos emocionais é grande. Por vezes, os acessos do ciumento vão minando o relacionamento do casal , até que um deles resolve se separar.
  • Dialogar para estabilizar os ímpetos emocionais. O casal deve abrir seus corações e conversar francamente sobre como se sentem.
  • Não confundir ciúme com prova de amor. O ciúme leve, passageiro pode ser entendido assim. Mas quando ele é intenso, desmedido é prova de insegurança e pouca autoestima

Se nada do que foi tentado tiver dado resultado, uma psicoterapia pode ser bem vinda.

Tanto a individual, para o ciumento, quanto a de casal, que desta forma tem uma chance de se acertar.

Alguns medicamentos podem ajudar na falta de controle de impulsos, como a agressividade, nos sintomas de depressão e também no delírio de ciúme, e na insônia.

Readability Good SEO score.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Jogo Patológico: correndo atrás do prejuízo

Jogo Patológico

Há alguns meses atendi uma senhora em meu consultório com problema de jogo patológico.

jogo patologicoEla tinha cerca de 70 anos de idade e dizia estar com dificuldade para ficar longe dos bingos. e de muita ansiedade e inquietação.

Conversei com seus familiares, que me disseram que ela era assim mesmo.

Que sempre foi ansiosa e que sempre gostou de bingo.

Propus que a observássemos. E só soube dela pelo sobrinho, que veio se consultar comigo e me contou que ela havia perdido todas as suas economias guardadas para sua aposentadoria jogando bingo.

E não foi só isso. Fui informado que ela contraiu um empréstimo para continuar jogando e, assim, “recuperar” o prejuízo.

No entanto, é sabido que isso não acontece nos jogos de azar.

Hoje, esta senhora é sustentada por seus sobrinhos.

As várias faces do jogo

O jogo não se limita ao bingo. Há várias modalidades dele, algumas delas listadas abaixo.

  • Poker, também disponível na internet. No Poker Stars, há diversas facilidades para se obter dinheiro, via cartões de crédito, para poder jogar. Ao lado de todo bingo, existe uma casa sempre pronta a emprestar o dinheiro que você precisa. Um perigo!  Isto é o começo do fim.jogo patologico
  • Roleta
  • Vinte e um
  • Baccarat
  • Máquinas caça níquel. Vão muito além de níqueis
  • Dados: não são de chocolate

O poder de viciar do jogo obedece a um princípio simples.

Vamos supor que você esteja em uma máquina caça níquel. Você vai acionando a alavanca diversas vezes e uma hora você ganha algum.

Este ganhar é o elemento que o  mantém na máquina acionando a alavanca, até ganhar novamente. A isto, chamamos de reforçamento intermitente. O ganhar de vez em quando reforça o comportamento de continuar jogando.

Só que o número de insucessos é bem maior que o de sucessos.

É assim que funciona: Você ganha às vezes, mas perde quase sempre.

Mas a busca do prazer de ganhar vai crescendo e aí você se se torna um viciado em jogo.

Isto se aplica a todo jogo de azar. Em todos eles você mais perde do que ganha. É estatística pura!

Algo semelhante  acontece com o dependente químico, que busca no uso da droga uma gratificação imediata.

Tratamento

Grupos de jogadores anônimos, segundo o princípio dos 12 passos dos alcoólicos anônimos, estão crescendo no Brasil.

Pode ser uma alternativa bastante interessante no tratamento do jogo patológico.

Psicoterapias de orientações diversas são utilizadas no tratamento do jogo.

Apesar de os tratamentos acima serem mais usados, os antidepressivos também são indicados no tratamento

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com seus amigos nas Redes Sociais.

Se você ficou com alguma dúvida ou simplesmente quiser contribuir para o tema, deixe um comentário logo abaixo e eu prometo que te respondo!

tito paes de barros neto