Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Depressão Profunda

Depressão profunda é uma forma grave de depressão. A depressão por si só já é um problema sério de saúde mental atingindo um grande número de pessoas.

depressão profunda

Estima-se que cerca de 20% das pessoas tenham ou irão ter um episódio depressivo nas suas vidas, independentemente da gravidade do episódio.

Pensar que uma em cada cinco pessoas tenham ou irão ter um episódio depressivo parece assustador.

Agora, some-se a isto alguém que não dorme, encontra-se com lentidão, tem muita dificuldade de pensar, não se alimenta, apresenta acentuada perda de peso, e vive com ideias ou planos de cometer o suicídio.

Esta é a depressão profunda, transtorno que necessita atenção especial da família e do profissional responsável pelo seu tratamento.

Não esquecendo dos antidepressivos como um todo, lembro que existem antidepressivos que têm uma ação mais incisiva nos quadros mais graves de depressão.

Não adianta chamar a pessoa com depressão profunda de preguiçoso ou de vagabundo.

Este é um dos equívocos mais cruéis que as pessoas podem cometer.

A depressão profunda requer extrema atenção por parte da família e do psiquiatra para que o suicídio seja evitado

depressão profunda

Desta forma evita-se que as estatísticas sobre a prevalência do suicídio, que se encontra entre as dez maiores causas de morte no mundo , aumentem ainda mais.

Qualquer alusão sobre suicídio feita por quem esteja sofrendo de  um episódio depressivo deve ser levada a sério.

Se for um quadro de depressão profunda, deve  haver atenção redobrada.

Jamais fazer comentários do tipo “Fulano deve estar querendo chamar a atenção…”  Isso nunca.

Isso vale para todos, inclusive médicos.

Tive a oportunidade de testemunhar comentários inaceitáveis de alguns médicos (felizmente a minoria), a respeito de pacientes que tentaram o suicídio mas não atingiram o seu objetivo.

Comentários do tipo “Da próxima vez que você quiser se matar, pule da janela do seu apartamento.”

Isso é simplesmente criminoso. Está previsto na lei que você não pode incentivar ou induzir uma pessoa a cometer o suicídio.

Ainda a este respeito, é sabido que a maioria das pessoas que tentam o suicídio não morrem.

E isto ocorre por falta de conhecimento daquilo que é letal.

Na depressão profunda, ideação suicida, planos suicidas, gestos suicidas e tentativas de suicídio podem ser a regra e não a exceção.

Há pessoas que tomam soda cáustica tencionando morrer e o que acontece é que ficam com o esôfago destruído.

Outras, ao tomarem comprimidos, ao invés de morrer, ficam com sequelas neurológicas graves.

Alguns, ao pular pela janela do apartamento, encontram a fiação elétrica e sofrem uma queda que não é fatal.

Mas que pode deixá-los tetraplégicos.

Pessoas que tentam o suicídio e falham no seu intento,  frequentemente desenvolvem pensamentos do tipo “Nem pra me matar eu tenho competência.”

Depressão Profunda é um quadro grave que requer tratamento especializado

Hoje em dia, com antidepressivos modernos e eficazes, as chances de remissão dos casos de depressão profunda são bem melhores.

Além disso, há um tratamento biológico extremamente eficaz para depressões graves com risco de suicídio: a eletroconvulsoterapia ou ECT.

depressão profunda

Tive a oportunidade  de tratar pacientes que se encontravam à beira do suicídio.

E que responderam muito bem a este tratamento, retomando sua vida como era antes da doença.

A psicoterapia também é muito importante para os pacientes que sofrem de depressão profunda.

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tito paes de barros neto

 

Estresse no Trabalho

O estresse no trabalho é um evento frequente na vida das pessoas que estão empregadas.

estresse no trabalho

Mas pode ocorrer também na vida dos autônomos, embora seja aceito como fato que é melhor se trabalhar por conta própria do que como empregado.

A pressão por se realizar determinada tarefa em um prazo apertado é uma das situações que mais  encontramos dentro do ambiente de trabalho.

Fazer muitas coisas ao mesmo tempo é outra.

Bem como ter que sair tarde do trabalho.

Assim como levar trabalho pare ser feito em casa às noites e também nos fins de semana parecem ter sido incorporados à rotina de quem trabalha no mundo corporativo.

As pessoas vão ficando tensas e preocupadas se vão dar conta de fazer determinado trabalho dentro do prazo exigido e com a qualidade esperada.

Com isso, perdem o sono, o apetite, a disposição, sentindo-se fracas e com muitas queixas físicas.

Como dores de cabeça, musculares, gastrite e alergias, entre outras.

O estresse no trabalho pode estar dentro de você

Há estudos que apontaram os trabalhadores brasileiros entre os mais estressados do mundo no quesito Esgotamento Profissional.

A Síndrome de Burnout é relatada com extrema frequência entre os trabalhadores do Brasil.

estresse no trabalho

Esta síndrome se caracteriza por um tipo de estresse no qual a pessoa se consome física e emocionalmente.

Além de apresentar um comportamento irritado  e agressivo.

O quadro evolui até que sua energia se esgote por completo, ficando apática e desconectada do ambiente de trabalho.

Quanto maior a responsabilidade que a pessoa tem no trabalho e quanto maior o contato interpessoal, maiores são as chances dessa pessoa estressada desenvolver o Burnout.

O grau de envolvimento com as questões do trabalho podem ser o estopim para o surgimento desta síndrome.

Prevenir pode ser o melhor remédio: encontre um tempo para desfrutar com sua família, amigos e fazer uma atividade física. Alimente-se de forma saudável. Se puder, pratique uma técnica de relaxamento e faça meditação.

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tito paes de barros neto

 

 

Medo do Futuro: Ele deve Estar Presente

O medo do futuro é algo comum. Muitas pessoas se voltam para o futuro com diversas preocupações.

medo do futuro

Apesar de haver pessoas  que não estão nem um pouco preocupadas com o seu futuro.

Vale lembrar que um pouco de medo é sempre saudável na vida de todos nós.

Ele nos ajuda a diminuir os riscos do dia e dia e a nos preparar melhor para futuras situações.

Eu abordei esta questão no post Medo, neste blog, falando sobre o quanto alguns medos devem ser sentidos e o quanto são saudáveis.

Sabe aquele exame que você esqueceu de fazer, e de vez em quando lembra mas logo sai do foco?

Pois bem, um pouco de preocupação e receio sobre a sua saúde é importante.

A ausência total de medo pode causar problemas, como negligenciar a própria saúde, beber de forma descontrolada, fazer sexo sem proteção.

Um certo medo do futuro é importante para a sua vida

medo do futuro

Por outro lado, o medo  do futuro, a preocupação excessiva com ele pode aprisionar a pessoa em um bolha na qual ela deixa de viver.

Com medo de morrer, ela deixa de sair de casa, vivendo preocupada com a possibilidade de ficar doente.

Com medo de ser abandonado, abandona a pessoa amada.

Com medo de adoecer, só come comidas “saudáveis,” como verduras, legumes e fibras.

Apesar do desejo de devorar um bom churrasco ou uma bela pizza.

Muito bem, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

O medo exagerado, voltado para o futuro, típico de quem se encontra ansioso, não é um medo saudável.

O medo do futuro, exagerado, não é saudável, tanto quanto a ausência de medo

Por outro lado, a ausência do medo ligado à questões do futuro, como  exames preventivos, não é nem um pouco saudável.

Portanto é preciso haver algum medo para que a pessoa esteja protegida contra a sua própria negligência.

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tito paes de barros neto

Terapia Comportamental Cognitiva

A terapia comportamental cognitiva é a abordagem que mais dispõe de publicações científicas no mundo.

Ela é utilizada no tratamento de um grande número de transtornos mentais.

terapia comportamental cognitiva

Embora haja profissionais que atuem exclusivamente como terapeutas comportamentais e outros que utilizem somente a abordagem cognitiva, a junção de ambas na terapia comportamental cognitiva parece muito interessante.

No meu post Psicoterapia, neste blog, descrevi uma abordagem que para muitos profissionais seria algo absolutamente inusitado: a FAP.

FAP, que quer dizer Psicoterapia Analítica Funcional, mistura a psicanálise com a terapia comportamental. Existem boas publicações científicas sobre esse tema.

Robert Kohlenberg, de abordagem comportamental e sua esposa Mavis Tsai, psicanalista, têm demonstrado o valor terapêutico da FAP.

terapia comportamental cognitiva

Jeffrey Young, que esteve no Brasil há poucos anos, criou uma abordagem com embasamento cognitivo, na qual adiciona outras abordagens, com o objetivo de ter mais ferramentas para ajudar os pacientes.

terapia comportamental cognitiva

A terapia comportamental cognitiva traz a vantagem de tratar os pacientes com abordagens distintas

Isso parece lógico. Se existisse apenas um remédio para tratar determinada doença, o que aconteceria com os pacientes que não respondessem a este tratamento?

Por esta razão, por exemplo, é que existem vários antidepressivos no mercado.

É sabido que entre 50%e 60% dos pacientes respondem bem a um primeiro antidepressivo. Os remanescentes vão precisar de um outro antidepressivo.

De modo análogo, não são todas as pessoas que se dão bem com uma determinada abordagem de psicoterapia. Que bom que existam outras, inclusive terapias que mesclam mais de uma abordagem.

Procure se informar sobre a terapia comportamental cognitiva

Isto foi levantado por mim como sinal de inteligência.

De nada adianta a defesa desta ou daquela abordagem como sendo a melhor ou a única capaz de dar conta dos transtornos psíquicos.

De verdade, as abordagens que melhor atendem às necessidades dos pacientes são as que fazem o tratamento combinado entre medicamentos e psicoterapia.

Há estudos na literatura médica que evidenciam isso.

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tito paes de barros neto

Bipolaridade: Genética e Sintomas

Bipolaridade é a qualidade intrínseca do transtorno bipolar do humor.

E a polaridade em questão se refere à Depressão e Euforia.

bipolaridade

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.Dificilmente uma pessoa que se encontre em um estado de euforia vai procurar ajuda.

Se pressionada a fazê-lo, irá argumentar que náo está doente, sente-se bem e não precisa de médico.

A busca de ajuda especializada se dá quando a pessoa está em uma fase depressiva, quase sempre precedida de uma fase de euforia.

A esse respeito, são muitos os bipolares que se encontram em fase depressiva que recebem o diagnóstico de depressão unipolar.

E são tratados como tal, isto é, com antidepressivos.

Bipolares em fase depressiva, ao contrário dos depressivos unipolares, não respondem bem aos antidepressivos.

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.Pessoas com bipolaridade, em fase depressiva, geralmente não respondem bem ao tratamento com antidepressivos

Bipolares em fase depressiva não respondem  bem ao tratamento com antidepressivos

Bipolares  que estão deprimidos respondem melhor a alguns antipsicóticos, como o Seroquel.

Por isso, o diagnóstico correto do transtorno bipolar é importantíssimo para uma  boa resposta ao tratamento.

bipolaridade

O tratamento de manutenção do transtorno bipolar e também a prevenção de novas fases, é feita com estabilizadores de humor.

Entre eles, o mais eficaz é o lítio, que trata as fases de mania e previne tanto as fases de mania quanto as fases de depressão.

Uma das maiores dificuldades que surgem no tratamento é a falta de adesão dos pacientes, que abandonam o tratamento ou fazem uso irregular da medicação.

Os sintomas mais frequentes do transtorno bipolar são:

  • Depressão:  difere da depressão unipolar por apresentar perda de energia e lentificaçao mais acentuadas que esta última
  • Aceleração das funções psíquicas,  sobretudo do pensamento
  • Euforia
  • Irritabilidade
  • Diminuição da necessidade de dormir
  • Gastos exagerados
  • Aumento/diminuição do desejo sexual com promiscuidade

É comum que outros transtornos estejam associados ao transtorno bipolar, como o abuso de álcool, de outras drogas, transtornos de ansiedade, como o transtorno de pânico e a fobia social.

A isto damos o nome de comorbidades. A presença de outros transtornos comórbidos ao transtorno bipolar pode dificultar a resposta ao tratamento, piorando o prognóstico.

Quanto mais crônico for o transtorno bipolar, isto é, quanto maior o tempo de evolução, maiores são as chances de surgir um transtorno comórbido .

Algumas pessoas me perguntam sobre a causa ou causas do transtorno bipolar. A genética pode ser considerada a principal causa. Com frequência, encontramos vários casos de bipolaridade em uma mesma família.

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tito paes de barros neto

 

Medo e Delírio: O Poder do Pensamento

Qual seria a relação entre medo e delírio?

O medo é um sentimento presente em todos os seres humanos e tem a função de proteger a espécie humana contra contra a sua própria extinção.

Poucos sobreviveriam na face da Terra sem que algum medo estivesse presente.

Ele nos ajuda a ter cautela e a não correr riscos desnecessários, como dirigir em alta velocidade ou atravessar ruas e avenidas sem prestar atenção.

Delírio é uma alteração do conteúdo do pensamento.

Sua característica central é um juízo falso da realidade com a certeza subjetiva de que seu conteúdo seja absolutamente verdadeiro.

Trata-se de uma ideia que NÃO  é compartilhada pelas outras pessoas.

medo e delirioPor exemplo, alguém afirmar que está sendo perseguido por seus colegas de trabalho e  ninguém concordar  com ele.

Aqui a dupla medo e delírio está presente.

O delírio é irredutível pela argumentação lógica.

Em se tratando de medo e delírio, a convicção de seu conteúdo é total e o medo pode ser paralisante.

Em outras palavras, ninguém consegue remover as ideias delirantes de quem estiver delirando.

O medo do  delirante geralmente se dá em temáticas específicas.

Por exemplo, no delírio de perseguição, em  que as pessoas têm medo de que haja pessoas que queiram matá-lo.

No delírio de fim do mundo, o medo também está presente.

medo e delirio

No delírio místico, o medo está ausente (ex: alguém que julga ser um novo Cristo na face da Terra, o terceiro elemento da Santíssima Trindade e o Paráclito).

O mesmo ocorre nos delírios de grandeza e também nos delírios eróticos.

Quando eu estava na residência em psiquiatria, fazendo a minha especialização, atendi um homem que afirmava que a Princesa Diana o amava, e que ela mentia para todos dizendo que amava o Principe Charles.

Ele estava absolutamente convicto do fato.

Tanto é que, ao tentar questioná-lo sobre a sua certeza subjetiva, ele ficou muito irritado, no limite da agressividade e eu percebi que se insistisse naquela forma de abordagem, as coisas iriam se complicar.

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tito paes de barros neto

 

 

Transtorno Explosivo Intermitente: Descontrole e Perda da Razão

O transtorno explosivo intermitente faz parte de um agrupamento de transtornos conhecido como transtornos do controle dos impulsos.

Fazem parte dos transtornos do controle dos impulsos problemas como a cleptomania (impulso de roubar), a piromania (impulso de incendiar) e o transtorno explosivo, entre outros.

As manifestações que ocorrem no transtorno explosivo intermitente podem ser leves ou graves e dependem da destruição causada por estas explosões.

Quando graves acarretam destruição de patrimônio e ataques físicos com lesões corporais.

transtorno explosivo intermitente

São impulsivas e não premeditadas, causando sofrimento e consequências financeiras ou legais.

Embora suas manifestações sejam variadas, existe um traço comum presente no quadro clínico desse   transtorno.

Que eu chamaria de “Perder as estribeiras e por tudo por água abaixo.”

Seu gatilho pode ser sentimentos de raiva, irritabilidade ou insegurança.

O transtorno explosivo intermitente faz parte de um agrupamento de transtornos conhecido como transtornos do controle dos impulsos

Sentir raiva excessiva, desproporcional, do tipo fúria e incapacidade de se controla são algumas de suas características.

O que se observa é a incapacidade de controlar o comportamento agressivo e as explosões de raiva.

Os comportamentos se caracterizam por agressões verbais e físicas, danos a objetos e destruição de patrimônio, e trazem como consequência prejuízo no trabalho e nas relações sociais.

transtorno explosivo intermitente

Alguns antidepressivos e estabilizadores do humor, associados à terapia comportamental cognitiva, têm se mostrado úteis no tratamento do transtorno explosivo intermitente.

O tratamento medicamentoso associado à psicoterapia é o mais indicado no no transtorno explosivo intermitente

Há alguns, anos, atendi uma mulher jovem que estava com um namorado novo e que se sentia insegura com ele.

O que pode ser um fato normal em uma relação nova.

Um dia, em um fim de semana, ele havia combinado com ela de pegá-la em casa para saírem, mas não apareceu.

Ela foi ficando cada vez mais apreensiva.

Tentou ligar para ele no celular várias vezes, deixando recados, mas ele não retornava.

Imagens dele com outra mulher foram aos poucos povoando sua mente e ela foi ficando irritada, com raiva e, não se contendo, deixou um recado extremamente agressivo para ele, com palavrões e ofensas de baixo nível.

transtorno explosivo intermitente

Algum tempo depois ele ligou para ela, de uma DP.

Para encurtar a história, ele havia sofrido um sequestro relâmpago e estava  impossibilitado de ligar para ela.

E o namoro, que era uma relação nova, sucumbiu.

Ela lamentou muito o fato de não ter segurado sua onda um pouco mais de tempo, o que poderia ter salvo a relação.

É importante dizer que o transtorno explosivo intermitente é um problema tratável.

Mas ninguém precisa chegar ao limite e por tudo a perder para começar a se tratar.

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tito paes de barros neto

 

Fobias mais Comuns: Medos bem Definidos


As fobias mais comuns são as fobias de insetos e de pequenos animais, que fazem parte das fobias específicas.

Juntamente com a fobia social, elas têm uma prevalência elevada.

Há um número grande de fobias. Nem todas serão abordadas neste artigo.

fobias mais comuns

Tanto a fobia social quanto a agorafobia já foram abordadas com maior  profundidade em outros artigos deste blog e por isto não serão incluídas neste post.

As fobias específicas são transtorno de ansiedade que se caracterizam por medo e comportamento de esquiva de determinados objetos e situações .

Elas são classificadas da seguinte maneira:

  1. Ambiente natural
  2.  Animais
  3. Sangue-agulhas-injeção-ferimentos
  4. Situacional
  5. Outras: fobias alimentares

Em relação a ambiente natural temos: altura, água, que pode ser do mar, de piscinas, de rios, de represas, de tempestade e até mesmo a água do chuveiro e escuro.

Animais: insetos , pequenos animais, como sapos, lagartixas ou mesmo animais de maior porte, como cães e cavalos.

fobias mais comuns

Sangue, agulhas e ferimentos: fazer um exame de sangue ou mesmo doar sangue. A visão de ferimentos como cortes, arranhaduras, hematomas, ou de ver alguém colhendo sangue, ou se submetendo a um procedimento cirúrgico, doando sangue ou tomando uma injeção.

Situacional: dirigir, estar em um avião.

Outra: alimentar – o que determina o quadro fóbico é o medo de engasgar com os alimentos ou mesmo uma aversão por determinados tipos de alimentos (geralmente gordurosos).

Não existe remédio para as fobias mais comuns

E nem para as fobias mais raras.

A este respeito são descritas fobias estranhas, diferentes das fobias mais comuns. São exemplos destas fobias, a fobia de botões e também a fobia de tomadas.

Eu, particularmente, nunca atendi ninguém com fobias como estas.

O tratamento das fobias específicas não é feito com medicamentos.

A terapia de exposição é o melhor tratamento para estas fobias

Os pacientes fóbicos não respondem bem aos antidepressivos ou a quaisquer outros psicotrópicos.

O tratamento é feito com terapia comportamental.

A principal técnica desta modalidade de terapia é a exposição, que é o enfrentamento gradual e progressivo das situações temidas e/ou evitadas. E isto pode ser feito ao vivo, na imaginação ou com o uso da realidade virtual

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tito paes de barros neto

 

Terapia para Ansiedade: o Alcance da TCC

Terapia para ansiedade é um tema importante no nosso meio.

A ansiedade é um assunto muito discutido entre as pessoas.

E isto ocorre devido à alta frequência com que os transtornos de ansiedade ocorrem na população geral.

Entretanto, a terapia ou terapias são indicadas também para outros tipos de problemas e transtornos psíquicos.

terapia para ansiedade

São muitas as abordagens psicoterápicas, algumas delas com um bom poder terapêutico, como as que são utilizadas na terapia para ansiedade.

Nos meus 36 anos de formado, posso dizer que tenho um bom conhecimento sobre algumas terapias, inclusive a terapia para ansiedade.

É o caso da psicanálise, com a qual me envolvi durante anos, por ter feito uma formação nesta área e atendido muitos pacientes nesta abordagem.

A psicanálise é fascinante, sobretudo as teorias que  nos são apresentadas pelos escritos de Freud, Melanie Klein, Bion e Winnicott,  a respeito do inconsciente.

Estes nomes podem ser considerados verdadeiros pensadores a respeito do funcionamento mental dos seres humano, sobretudo do inconsciente.

A leitura do seu legado é fascinante e enriquecedora.

Entretanto a aplicabilidade das teorias psicanalíticas na prática clínica é um grande desafio e os resultados não parecem tão bons.

Quando afirmo que “não parecem”… é porque na psicanálise faltam publicações com rigor científico, como nas outras áreas da ciência, que possam demonstrar sua eficácia.

Por esta razão só podemos fazer uma estimativa achista, do tipo “acho que isso funcionou.”

Com os trabalhos de B.F.Skinner, que estudou condicionamento e reforçamento, entre outros, uma nova linha de pesquisa surgiu: a terapia comportamental.

terapia para ansiedade

Alguns anos mais tarde, um psicanalista – Aaron Beck – fundou a terapia cognitiva.

Uma abordagem que dava ênfase aos pensamentos que habitavam a mente de pacientes deprimidos.

Estes pensamentos encontrava-se relacionados a crenças mais profundas de desvalia, incompetência e desamor.

Beck era um psicanalista que não conseguiu êxito ao tratar pacientes deprimidos com a psicanálise.

E por esta razão, fundou a escola do cognitivismo.

Um pouco mais tarde esta e a terapia comportamental uniram-se.

Hoje compõem a terapia comportamental cognitiva, conhecida como TCC.

Ferramenta de grande utilidade no tratamento de transtornos mentais, a TCC acumula um grande número de publicações.

Sobretudo em relação à sua aplicabilidade na depressão, nos transtornos de ansiedade, dependência química e transtornos de personalidade.

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tito paes de barros neto

Desvio do Olhar e Ansiedade Social

Desvio do olhar não é doença.

desvio do olhar

É um sintoma que pode estar presente entre os tímidos, entre os que ficam sem graça e entre os que sofrem de fobia social.

Trata-se de uma dificuldade ou impossibilidade de sustentar o olhar ao interagir com as pessoas.

Os tímidos, apesar de não terem um transtorno de ansiedade propriamente dito, também sofrem devido à timidez.

Mas a intensidade  do sofrimento é menor, quando comparado ao da fobia social.

É na fobia social que o desvio do olhar aparece de forma mais saliente.

São pessoas que têm que falar em público por razões profissionais.

E também pessoas que têm grande dificuldade de conversar os outros, tanto para iniciar quanto para manter uma conversa.

E que, por isso, baixam a cabeça e/ou evitam encontrar o olhar do outro.

Isso ocorre quando os olhares se encontram, causando grande desconforto e sofrimento. Mas pode ocorrer simplesmente ao ser observado pelos outros.

Em alguns casos isso é tão forte que a pessoa não trava o mínimo contato visual com seu interlocutor, ficando com o olhar desviado para o lado ou para o chão.

Isso é um reflexo da gravidade do quadro da fobia social destas pessoas.

O prejuízo que ocorre com o desvio do olhar é grande, acarretando muitas vezes a perda de oportunidades profissionais

As consequências destas perdas e de outras que ocorrem entre os fóbicos sociais podem ser a depressão e o abuso e dependência de álcool e de outras drogas.

Em relação a isso, drogas diversas podem ser usadas como, por exemplo, as anfetaminas.

Segundo quem usa, elas aumentam a coragem para sustentar o olhar e poder interagir com as outras pessoas.

Mas, na verdade, com o uso contínuo, desencadeiam ou agravam os sintomas de depressão.

A maconha e a cocaína também fazem parte das drogas usadas pelos fóbicos sociais.

Tudo isso ocorre pelo pavor que que os fóbicos sociais têm de serem avaliados negativamente.

O tratamento tem um papel fundamental.

desvio do olhar

Particularmente, no desvio do olhar, um treinamento específico em que o paciente aumenta gradativamente o

tempo de permanência com o olhar nos olhos do outro pode ser  de grande valia

Esse procedimento deve ser feito preferencialmente por terapeuta especialista em terapia comportamental cognitiva.

Medicação adequada também pode ajudar.

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tito paes de barros neto