Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Sinto medo: o que devo fazer ?

Sinto medo, e agora o que devo fazer?

sinto medo

Bem, em primeiro lugar é normal sentir medo. O medo normal geralmente ocorre em relação a perigos reais e sua intensidade é proporcional a uma ameaça reconhecível.

Por exemplo vamos supor que você esteja dirigindo, de noite, em uma cidade grande, não conheça bem essa cidade e entre em um bairro com cara de poucos amigos.

Você pode sentir medo de ser assaltado, de o carro enguiçar e ficar a mercê de bandidos, de se perder, etc.

Sinto medo ao caminhar em ruas escuras. Isso é normal?

Sim. isso é normal. Eu também sinto medo quando me encontro em uma situação como essa. De fato, já fui assaltado e senti muito medo.

Também é normal sentirmos medo em situações do cotidiano. Ao atravessar uma rua, olhamos para os lados pois sentimos medo de ser atropelados.

Por temor do fracasso, antes de fazer um discurso, dar uma aula ou um seminário, nós nos preparamos com o objetivo de evitar um fiasco.

E também dirigimos no trânsito, com cautela para evitar acidentes.

Medos como esses são protetores e praticamente garantem a sobrevivência da especie humana no nosso planeta.

Em suma uma certa quantidade de medo é normal e desejável.

Sinto medo. Devo procurar tratamento?

Quando o medo se torna exagerado ou irracional, ele passa a ser considerado um medo patológico.

Como exemplo de medo exagerado, temos o medo que uma pessoa tem de sair de casa e passar mal, sem que ela tenha uma doença física que justifique esse medo.

O medo irracional está presente, por exemplo, em alguém que tenha medo de pássaros. Afinal, que mal eles podem nos fazer? Ou das pessoas que tem medo de outras pessoas.

sinto medo

Quando o medo se apresenta na sua forma exagerada ou irracional …

E causa muito sofrimento ou prejudica a vida das pessoas, comprometendo o trabalho e a vida pessoal, o medo se torna um transtorno de ansiedade.

Quando isso acontece, o tratamento com um psiquiatra torna-se necessário para que se reduza o sofrimento e se minimize o prejuízo na vida.

Para maiores esclarecimentos, veja nesse blog os posts: transtorno de ansiedade, transtorno de pânico, fobia social e agorafobia.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Medo e ansiedade ocorrem normalmente

Medo e ansiedade são termos que muitas vezes se confundem. Mas não têm o mesmo significado. Pode-se dizer que o medo faz parte da ansiedade.

medo e ansiedade

E que a ansiedade engloba o medo.  Se por um lado o medo é um sentimento, a ansiedade é uma emoção complexa, mais abrangente.

A ansiedade envolve o sentimento de medo e sintomas diversos – tanto físicos quanto emocionais (ou psíquicos) e, também, comportamentais.

Medo e ansiedade ocorrem normalmente entre os seres humanos.

Podemos dizer que,  até uma certa intensidade, o medo e a ansiedade protegem o ser humano.contra a sua própria morte.

O que faz com que ao ao caminharmos pela cidade, antes de atravessarmos ruas e avenidas, olhemos para os lados antes de fazê-lo? É o medo de sermos atropelados.

E este medo, que é normal, repito, ocorre em diversas situações. Por exemplo, quando vamos ao médico e fazemos exames com o objetivo de prevenir doenças.

Por exemplo, mulheres com vida sexual ativa, devem fazer citologia oncótica (papanicolao) com o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero.

É o receio que têm de contrair a doença que as leva a ir periodicamente ao ginecologista e fazer o exame.

Tudo isso é absolutamente normal.

No entanto, quando o medo e a ansiedade se tornam excessivamente intensos, exagerados ou irracionais, eles se tornam transtornos de ansiedade.

E causam prejuízo na vida de quem sofre desses transtornos, em uma ou mais áreas das suas vidas: trabalho, escola, vida social e vida amorosa.

medo e ansiedade

Muitas vezes a pessoa deixa o emprego por causa disso, isola-se socialmente, abandona os estudos e evita ter relacionamentos amorosos.

Se você estiver com sintomas como medo intenso, evitando situações por causa do medo ou com sintomas físicos.

Sintomas como dor ou batedeira no peito, falta de ar, tremor, tontura e suor excessivo, procure ajuda especializada.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

 

Como lidar com a Depressão

Como lidar com a depressão?

como lidar com a depressão

Estou absolutamente convicto que a grande maioria das pessoas não sabe como lidar com a depressão.

Acredito também que muitas pessoas que sofrem de depressão não sabem o que é um episódio depressivo.

E seguem sofrendo, sem buscar ajuda especializada, isto é, procurar um psiquiatra.

Pois a psiquiatria é a especialidade médica que cuida disso.

Como posso saber se estou com depressão?

Existem algumas diretrizes baseadas em sintomas que podem ajudar alguém a saber se está ou não deprimido.

Que são chamados de critérios diagnósticos.

Existem sintomas considerados nucleares para o diagnóstico da depressão.

E se constituem nos dois critérios diagnósticos mais importantes para o seu diagnóstico. São eles:

  • Tristeza profunda, intensa e duradoura (todos os dias ou quase todos, durando a maior parte do dia)
  • Perda do prazer e interesse em tudo ou quase tudo que habitualmente levaria ao prazer

Para que o diagnóstico da depressão seja feito é preciso que pelo menos um dos dois critérios descritos esteja presente no quadro clínico.

Pelo menos outros três sintomas de depressão descritos abaixo devem estar presentes no quadro clínico para que fique caracterizada a depressão:

  • Distúrbio do sono: insônia ou hipersônia, que são a falta de sono ou o excesso de sono
  • Alterações do apetite, podendo haver aumento ou diminuição. Ou perda ou ganho de peso.
  • Sentimentos de culpa ou de inutilidade
  • Fadiga ou perda de energia
  • Agitação ou lentificação
  • Capacidade reduzida para pensar ou se concentrar, ou indecisão
  • Pensamentos de morte frequentes, ideias de suicídio, planos de se suicidar ou cometer suicídio

Os sintomas devem causar prejuízo no trabalho, vida social, familiar ou pessoal ou sofrimento acentuado.

Como lidar com a depressão

como lidar com a depressão

A pessoa que estiver com depressão, bem como os seus familiares e amigos ter em mente alguns pontos importantes:

  1. A depressão NÃO é preguiça, nem falta de vontade
  2. Depressão passa. É preciso ter um pouco de paciência
  3. Ela deve ser tratada, de preferência por um psiquiatra
  4. Existem antidepressivos eficazes no seu tratamento
  5. Ao ter ideias de se matar, procure ajuda especializada. Importante lembrar que essas ideias também se dissipam com a melhora do quadro
  6. Não de desespere. A palavra de ordem é PACIÊNCIA, pois isso vai passar
  7. Caso não disponha de um psiquiatra próximo, procure a ajuda de um clínico geral

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Como tratar a ansiedade

Como tratar a ansiedade?

como tratar a ansiedade

A ansiedade é uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais.

Ela tem uma característica desagradável e é dirigida para o futuro. Não existe ansiedade agradável.

Se alguém disser que está ansioso para sair de férias, isso configura um anseio ou desejo e não ansiedade.

Sentir ansiedade é normal até certo ponto e protege  o ser humano contra ameaças reais.

No entanto, quando ela se torna exagerada ou irracional, passa a ser considerada ansiedade patológica e a fazer parte dos transtornos de ansiedade.

como tratar a ansiedade

Os transtornos de  ansiedade caracterizam-se pela presença de ansiedade exagerada ou irracional e comportamento de esquiva ou evitação de uma série de situações.

Entre os transtornos de ansiedade temos:

  • Transtorno de pânico, também conhecido como síndrome do pânico ou ansiedade paroxística episódica.

A característica principal desse transtorno é a ocorrência de ataques de pânico ou ataques de ansiedade repetidos e espontâneos e um medo acentuado de ter novos ataques.

Como tratar a ansiedade e os ataques de pânico?

Existem vários medicamentos usados no tratamento do pânico.

Eles diminuem muito a frequência e a intensidade dos ataques de pânico ou podem levar à cessação dos ataques.

O psiquiatra é o profissional que deve ser consultado para receber o tratamento adequado nesses e nos casos de outros transtornos de ansiedade.

Como tratar a ansiedade e seus transtornos?

O psiquiatra é o profissional de escolha para medicar os pacientes com transtornos de ansiedade.

Um terapeuta, que pode ser um psiquiatra ou um psicólogo, também tem um papel importante no tratamento desses transtornos.

  • Agorafobia: é o comportamento de esquiva de situações que a pessoa relaciona como sendo prováveis de desencadear ataques de pânico.

A pessoa evita sair de casa ou ficar em casa sozinha, aglomerações, dirigir, locais em que a saída esteja difícil e situações em que o socorro esteja indisponível.

Não existem medicamentos eficazes no tratamento da agorafobia. A terapia comportamental cognitiva é o tratamento de escolha.

  • Fobia social: o medo de ser avaliado negativamente pelos outros é o principal sintoma

Alguns antidepressivos reduzem a ansiedade social, melhorando a qualidade de vida dos fóbicos sociais.  Os betabloqueadores reduzem a taquicardia e o tremor de quem tem fobia de falar em público (o subtipo circunscrito da fobia social).

Os calmantes também diminuem a ansiedade social , mas podem causar dependência química e prejuízo da memória.

A terapia comportamental cognitiva é uma ferramenta importante no tratamento da fobia social, sobretudo a exposição e o treino de habilidades sociais. A exposição à realidade virtual já existe no Brasil

  • Fobias específicas: comportamento de esquiva (evitação) por medo de determinadas situações e objetos. Por exemplo, animais, locais fechados, chuva, sangue.

Não existem medicamentos para o tratamento das Fobias Específicas

 A terapia de exposição é a melhor alternativa de tratamento.

  • Transtorno de ansiedade generalizada: padrão de ansiedade caracterizada por preocupação exagerada com situações do cotidiano.

Antidepressivos e psicoterapia são usados no seu tratamento

Outros procedimentos que podem ser úteis no tratamento da ansiedade são as técnicas de relaxamento e a meditação.

como tratar a ansiedade

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tito paes de barros neto

 

Ataques de pânico: o terror sem motivo

Ataques de pânico, crises de ansiedade, crises de pânico e ansiedade ictal são sinônimos de sintomas característicos do transtorno de pânico.

ataques de pânico

Um ataque de pânico é um período de intenso medo, que pode chegar ao pavor e que atinge um pico máximo de intensidade em cerca de dez minutos.

Além do medo devem estar presentes ao menos quatro dos sintomas descritos abaixo:

  • Taquicardia ou palpitação: respectivamente aceleração dos batimentos cardíacos e desconforto percebido como falhas nos batimentos do coração
  • Dor ou desconforto no peito
  • Falta de ar ou sensação de sufocação
  • Tontura
  • Enjoo ou desconforto abdominal
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Sentimentos de estranheza em relação a si ou ao ambiente externo
  • Sensação de anestesia ou de formigamento nas mãos ou em outras partes do corpo
  • Ondas de calor ou de frio
  • Medo de morrer
  • Medo de enlouquecer ou de cometer um ato descontrolado

ataques de pânico

Para que seja considerado transtorno de pânico não basta que a pessoa tenha um ataque de pânico isolado.

É preciso que haja ataques de pânico de repetição e medo de que estes ataques se repitam.

Ataques de pânico podem ocorrer com uma frequência seis vezes maior que o transtorno de pânico.

ataques de pânico

Por exemplo por ingestão excessiva de café ou de energéticos.

O que é notável no transtorno de pânico é a grande quantidade de sintomas físicos que podem estar presentes em quem sofre desse transtorno, sem que a pessoa tenha qualquer doença física.

Impressiona o fato de as pessoas buscarem o clínico, o cardiologista  ou o neurologista por acreditarem que estejam sofrendo de algum problema no coração ou em outro órgão, como estômago, intestino ou pulmão, ou por acharem que sofreram um derrame cerebral.

Mesmo quando algum médico afirma que ela não tem nenhum problema cardíaco ou que não vai morrer porque tem pânico, ela tem muita dificuldade para acreditar nisso.

Por essa razão muitas das pessoas que têm ataques de pânico tornam-se frequentadoras dos pronto-socorros. Acreditando piamente que seu problema seja físico.

Ao invés de se se tornarem assíduos nessa rotina insólita, deveriam procurar um psiquiatra e tratar o seus ataques de pânico de forma mais adequada.

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tito paes de barros neto

Medo de perder

Medo de perder pode ser vivenciado sob a forma de pavor.  Na maioria das vezes, no entanto, é uma preocupação exagerada que está presente.

Preocupação persistente que quando se tenta afastá-la, ela retorna e parece que vai ficar à mente por uma eternidade.

Esta é a base do sofrimento de grande parte das pessoas que sofrem do medo de perder – a preocupação exagerada, desmedida e difícil de afastar da mente.

medo de perder

A este tipo de problema é de nominado transtorno de ansiedade generalizada.

As preocupações se relacionam a vários tema, conforme relacionados abaixo.

  • De perder a saúde: a própria saúde ou a saúde dos filhos.

A pessoa vive atormentada, com medo de ter uma doença ou que o cônjuge ou outro familiar tenha.

É importante diferenciar este medo da hipocondria, em que apessoa tem a convicção de estar com uma doença.

A imaginação vai longe e aos extremos, como doenças incuráveis que levem à morte de pessoas queridas.

  • De perder dinheiro: a perda  ou a possibilidade de perder dinheiro são as principais questões

medo de perder

No entanto, as pessoas que ganham ou ganharam dinheiro podem ficar excessivamente preocupadas em perdê-lo.

Ao invés de se sentirem mais seguras e relaxadas, ficam cada vez mais preocupadas e inseguras com a possibilidade de perdas.

E muitas vezes, na cabeça dessas pessoas, aquela possibilidade mais remota se transforma na certeza absoluta de que uma catástrofe está por vir.

A antecipação negativa de fatos tem um peso grande nessas situações.

É como avistar uma nuvem em um dia de sol e prever uma tempestade.

Medo de perder muitas vezes é uma preocupação exagerada

  • Perder o seu amor: há pessoas que ficam verificando sistematicamente o termômetro do amor

medo de perder

Isso se dá através de perguntas repetitivas do tipo “Você me ama?”

Perguntar de vez em quando é algo saudável e traduz um certo cuidado sobre a quantas anda o termômetro do amor de cada casal.

Entretanto, perguntar  a todo momento  se ele ou ela o ama, ou a ama , torna-se algo irritante e que desgasta a relação.

E aí sim, a pessoa talvez possa ter razões verdadeiras para se preocupar, pois o amor dá lugar a uma verificação constante e obsessiva.

  • De perder tempo: todos nós perdemos tempo, seja por desperdício, seja por engajamento em alguma atividade significativa para nós.

Perder tempo faz parte da vida. No entanto, desperdiçar seu tempo com ócio excessivo não é bom. Da mesma forma que procrastinar – adiar o que deve ser feito interminavelmente.

Além disso uma certa quantidade de medo, não em excesso, é bem vindo para que as perdas possam ser evitadas.

Muitas vezes, porém estamos ganhando tempo e não damos valor a isso.

Ganhamos tempo em coisas simples como, por exemplo, usando o waze no trânsito.

Medos como os descritos nesse artigo constituem-se, muitas vezes, em medos patológicos.

Estes medos estão presentes nos transtornos de ansiedade devendo por isso serem tratados.

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Causas da ansiedade

Causas da ansiedade constituem-se em um tema cada vez mais complexo, na medida que a ciência avança, tendo havido considerável progresso desde o início do século até os dias atuais.

Neste post veremos as principais causas da ansiedade e seus transtornos e suas implicações no tratamento.

causas da ansiedade

Causas da ansiedade e seus principais transtornos

A. Fobia social: diversas possíveis  causas podem estar presentes na gênese da fobia social presentes na causa ou causas da fobia social.

  • Genética: crianças com fobia social têm pais que também sofrem de fobia social em proporção maior que os pais de crianças sem fobia social. O medo da avaliação negativa, o principal temor presente  na fobia social parece ser geneticamente determinado
  • Personalidade: crianças com inibição do comportamento, apresentam maior risco para o desenvolvimento da fobia social
  • Neurobiologia: crianças inibidas teriam algumas estruturas cerebrais do sistema límbico, como amígdala e hipotálamo, mais facilmente ativadas que outras crianças não fóbicas
  • Cognitivas: viéses e distorções de pensamentos relacionados a situações sociais. Experiências sociais adversas têm também um papel importante na eclosão da fobia social
  • Falta de habilidades sociais é uma hipótese que tem respaldo em literatura especializada. A inabilidade para relacionar-se socialmente poderia levar à fobia social
  • Fatores ambientais: a interação entre crianças e pais parece exercer um papel na causa da fobia social.

Crianças com fobia social têm pais excessivamente controladores, super-protetores e pouco carinhosos

Pais que educam os filhos dando excessiva ênfase à opinião alheia e usando a vergonha como método de disciplina são fatores que podem levar ao medo da avaliação negativa, a cognição central dos fóbicos sociais.

A mimetização do comportamento pouco social dos pais é outro fenômeno relacionado à fobia social

Causas  da ansiedade

causas da ansiedade

B. Transtorno de pânico e agorafobia:

  • Genética: parentes em primeiro grau de pessoas que têm transtorno de pânico sofrem com maior frequência daquele transtorno
  • Neurobiologia: o sistema límbico, particularmente a amígdala cerebral encontra-se mais ativada no transtorno de pânico
  • Condicionamento: um ataque de pânico isolado pode ocorrer em qualquer pessoa e levar a um condicionamento aversivo, com a pessoa manifestando medo de ter outro ataque.

Se esta ataque ocorreu fora de casa, ela pode evitar sair de casa a pé ou de carro. Se ocorreu dentro de casa pode evitar ficar em casa sozinha

  • Interação entre pais e crianças: segue o padrão da fobia social
  • Fatores ambientais: estresse no trabalho e outros estresses como casamento e nascimento de filho, perdas, abuso de bebidas cafeinadas e outros

C. Fobias específicas:

  •   Tanto o condicionamento clássico, como por exemplo ser atacada por um cão e desenvolver uma fobia, como fatores genéticos (veja o post sobre fobia de sangue, agulha injeção e ferimentos) têm um papel importante entre as causas destas fobias.

Da mesma forma, a aprendizagem por observação pode determinar a causa de uma fobia específica.

Por exemplo, uma criança que observa a mãe apavorada, gritando e se descabelando por causa de uma barata

E pode inferir que baratas são animais terrivelmente perigosos e desenvolver, também, esta fobia.

No entanto, um fator importante reside na educação e informações que os pais levam aos seus filhos.

Por exemplo, dizer que o avião é um meio de transporte rápido, mas que quando um deles cai, não sobra ninguém para contar a história pode ser um jeito curto de acarretar fobia de voo no filho., que é a pura verdade.

Seria melhor dizer que o avião é muito mais seguro que o carro.

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Remédio para Depressão

Remédio para depressão saltou do status de “não tem remédio”, desde a metade do século XX,  para uma condição em que uma vasta gama de antidepressivos encontra-se disponível no mercado.

remédio para depressão

É preciso lembrar, no entanto, que todos eles são vendidos mediante a apresentação de receita médica controlada.

Antidepressivos devem ser prescritos de acordo com as características próprias de cada tipo de depressão.

Importante dizer que o antidepressivo que é bom para uma determinada pessoa, pode não ser para outra.

Há diversas classes de antidepressivos:

  • Tricíclicos: são os antidepressivos de primeira geração. Entre eles estão o Tofranil, o Anafranil, o Tryptanol e o Pamelor. Sâo eficazes, porém causam diversos efeitos colaterais desagradáveis e têm contraindicações
  • Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS): atualmente são a classe de antidepressivos mais prescrita. Prozac, Aropax e Lexapro são os mais conhecidos
  • Inibidores de recaptação da serotonia e da noradrenalina (IRSN): constituem uma classe mais moderna de antidepressivos, com o diferencial de terem uma ação noradrenérgica, além da serotoninérgica. São eles, o Efexor, o Pristiq e o Cymbalta
  • Atípicos: são uma miscelânia de antidepressivos com mecanismos diversos e úteis em casos de depressão com características mais específicas. Aqui vão alguns seles: Remeron, Donaren, Prolift, Wellbutrin e o multimodal Brintelix
  • Inibidores da monoaminoxidase: praticamente não são mais utilizados. Um deles é extremamente eficaz, mas há muitos riscos no seu uso, principalmente com interações com outros medicamentos, com bebidas e com alimentos. São eles: Parnate e Aurorix (este não se prescreve mais). O Parnate ainda é prescrito em casos em que outros antidepressivos não surtiram efeitoremédio para depressão

 

São usados no tratamento da depressão e outros transtornos que não serão abordados neste artigo.

Um remédio para depressão não deve  ser emprestado a parentes e amigos. A recíproca é verdadeira

Quando um antidepressivo não funciona, o que ocorre em cerca de 40% dos casos, algumas estratégias de tratamento são utilizadas, como a potencialização com outros psicotrópicos, a troca do antidepressivo ou a associação de dois ou mais antidepressivos.

Antidepressivos causam efeitos colaterais que podem ser indesejáveis ou desejáveis.

Entre os efeitos indesejáveis, que são a maioria, temos tontura, dor de cabeça, boca seca, taquicardia. Um dos efeitos desejáveis é a sonolência que pode tratar a insônia de pacientes que apresentam depressão ansiosa.

Os antidepressivos também podem gerar interações medicamentosas com outros remédios , sejam estes antidepressivos ou não.

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Stress no Cotidiano

Stress ou estresse é um termo bastante utilizado entre as pessoas. O estresse no cotidiano ocorre frequentemente entre as pessoas.

stress

E não pode ser considerado uma doença ou transtorno. Na verdade o stress só é considerado um transtorno quando está relacionado a traumas incomuns na vida da pessoa.

Como por exemplo, testemunhar a morte de alguém, ser sequestrado e permanecer em cativeiro.

Ser estuprado(a), sofrer muito com sintomas de uma doença grave.

Estas são algumas das situações que podem levar ao transtorno de estresse pós-traumático, o TEPT.

Um transtorno que se caracteriza pelo reviver as situações traumáticas como se elas estivessem de fato acontecendo novamente.

Isto se dá através de pesadelos e flashbacks (sonhar acordado)  acerca da situação traumática.

O que causa acentuado prejuízo na vida da pessoa que pode atingir diferentes áreas, como trabalho, vida social, lazer e vida amorosa.

Entretanto vou me  ater um tipo de stress mais comum: aquele que se encontra presente no dia a dia das pessoas. O stress no cotidiano.

Stress é uma condição que pode levar as pessoas a desenvolverem doenças

O exemplo mais característico é o da pessoa sob pressão no trabalho.

Com prazos estreitos para finalizar seu trabalho, que se alimenta mal, dorme mal e vive preocupada.

Esta pessoa pode desenvolver, hipertensão arterial, gastrite ou mesmo úlcera gástrica.

Além de problemas de pele e outras doenças, inclusive transtornos de ansiedade e depressivos.

Pessoas sob grande pressão podem entrar em um grau por se encontrarem de acentuada exaustão, chegando ao burnout, estado em que perdem a capacidade de trabalhar por um estado de esgotamento físico e mental.

Esta é uma situação passível de ocorrer no mundo corporativo, fazendo parte do estresse no cotidiano delas.

Mas além do trabalho existem muitas outras situações que funcionam como autênticos estressores na vida delas e que cito abaixo algumas delas:

  • Divórcio
  • Morte de pessoa querida: cônjuge, filho, amigo
  • Estar na mira do imposto de renda
  • Casamento
  • Nascimento de filho
  • Demissão
  • Doença grave, inclusive em um membro da família
  • Aposentadoria
  • Tornar-se expatriado

E como devemos lidar com as situações geradoras de stress?

stress

O ideal é tirá-las da frente. Mas nem sempre isso é possível.

Então outras metas podem ser estabelecidas para reduzir o stress.

Uma alimentação saudável é uma boa medida.

Tem gente que nem almoça quando está no trabalho.

Ou come um salgado. Senão come não pensa, não raciocina.

Existem muitos elementos que são fundamentais para que a mente funcione bem.

Como o fósforo, que tem um papel no funcionamento da memória.

Isso, fora a importância dos legumes, hortaliças e frutas.

Exercícios físicos são ouro para reduzir o impacto do stress sobre o organismo, sobretudo os exercícios aeróbicos, como a corrida e a caminhada.

stress

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Meditação também tem sua importância.

Uma parte do tempo pode e deve ser dedicado a atividades que levem ao prazer.

Agora, com algumas medidas como as citadas, é só manter o stress longe de você.

Importante lembrar que se você estiver com depressão o com algum transtorno de ansiedade, isto vai requerer tratamento especializado.

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Psicologia, Insight e Comportamento

Psicologia é uma ciência que estuda os processos mentais das pessoas em três esferas: cognitiva,  afetiva e comportamental, e suas interações com o ambiente.

psicologia

O termo psicologia vem do grego e significa Ciência da Alma.

Pode-se dizer que a psicologia estuda também o comportamento humano e as funções mentais destas esferas:

Esfera cognitiva

  • Atenção
  • Memória
  • Orientação
  • Pensamento
  • Percepção
  • Compreensão
  • Raciocínio

A esfera cognitiva pode ser entendida como a esfera da Inteligência

Esfera afetiva

  • Humorpsicologia
  • Emoções
  • Sentimentos
  • Afetos
  • Paixões

Esfera volitiva

  • Impulsos
  • Iniciativa
  • Pragmatismo
  • Linguagem

Esta é a esfera da vontade.

As três esferas, em conjunto, constituem a personalidade.

A psiquiatria é especialidade  médica que se incumbe de prevenir, diagnosticar e tratar os transtornos ou doenças mentais.

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A psicologia aborda aspectos normais e patológicos dos seres humanos. A psiquiatria também

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E é justamente na abordagem dos aspectos patológicos, isto é, da psicopatologia, que a psicologia compõe um sinergismo com a psiquiatria.

Ambas tratam de alterações patológicas do psiquismo. A psiquiatria com o tratamento psicofarmacológico, isto é, medicamentoso.

E a psicologia, com a psicoterapia.

Entre algumas das alterações psicopatológicas tratadas pela psicofarmacologia e também pela psicoterapia temos:

  • Humor deprimido
  • Tristeza
  • Autoestima diminuída
  • Apatia
  • Sentimento da falta de sentimento
  • Prejuízo de atenção e de memória
  • Delírios e alucinações
  • Sentimentos de confusão
  • Impulsividade
  • Falta de vontade
  • Pragmatismo comprometido

No campo da psicoterapia, existem muitas linhas de pensamento e diferentes abordagens.

Entre as abordagens conhecidas como psicodinâmicas temos a psicanálise, as terapias  do ego, o psicodrama. Elas visam o insight, isto é a compreensão interna.

psicologia

A terapia existencialista, de inspiração filosófica aborda o ser humano e sua essência.

A terapia comportamental visa mudanças no comportamento indesejado.

Mas deste ponto de vista pode-se dizer que todas as psicoterapias almejam isto.

A terapia cognitiva procura identificar pensamentos negativos, questioná-los e substituí-los por pensamentos mais  realistas.

A terapia do esquema visa a melhora clínica dos pacientes misturando alguns referenciais teóricos.

Parece uma abordagem ousada, mas inteligente.

A terapia racional-emotiva mescla  a psicanálise com terapia comportamental.

São muitas as abordagens e as escolhas devem se dar de acordo com os objetivos de quem vai se submeter ao processo de ser terapeutisado.

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