Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Depressão Psicótica: Culpa e Hipocondria 

Depressão psicótica é um transtorno depressivo de maior complexidade e de manejo mais difícil que outros tipos de depressão.

Ela ocorre em cerca de 15% dos casos de depressão, e pode ser considerada uma manifestação mais grave que a depressão não psicótica.

depressão psicótica

A depressão psicótica se distingue da depressão não psicótica pois além do humor deprimido, definido por tristeza intensa e perda do prazer em tudo ou quase tudo, manifesta sintomas que ocorrem nos transtornos psicóticos.

Sintomas como alucinações, delírios, solilóquios e mussitação, hipocondria e risco de suicídio maiorque levam a uma necessidade de intervenção imediata.

A depressão psicótica é uma forma grave de depressão

Suas manifestações clínicas incluem:

Delírios: são alterações do conteúdo do pensamento que ocorrem com frequência na esquizofrenia e no transtorno delirante.

Trata-se de ideias cujo conteúdo não é compartilhado pelas outras pessoas. Por exemplo, alguém que afirma ser um novo Cristo que tem uma missão a realizar.

Eles também ocorrem na depressão psicótica, mas diferem dos outros delírios por seus conteúdos mais compreensíveis, mais maleáveis.

Abaixo, encontram-se exemplos de  delírios que ocorrem na depressão psicótica.

  • Culpa: uma mulher que se culpa, por exemplo, de ter sido uma péssima mãe (sem que isto tenha de fato ocorrido)
  • Ruína: ideias de ter perdido tudo, dinheiro, amigos, trabalho
  • Punição: a pessoa tem uma crença de esar sendo punida
  • Morte: alguém que acredita estar morto
  • Pessimismo, negativismo
  • Hipocondria: ideias de estar com uma doença incurável, apesar de o médico não confirmar estas ideias, e de os exames estarem normais.

Há casos extremos de delírios hipocondríacos em que a pessoas acredita que seus órgãos internos como fígado, intestinos, baço, etc estão apodrecendo.

Este quadro é conhecido como Síndrome de Cotard.

As alucinações se caracterizam pela percepção sem que haja um objeto real objeto. Podem ser, sobretudo.

depressão psicótica

  • Auditivas: a pessoa ouve vozes de caráter acusatório, sem que haja ninguém por perto
  • Visuais: visões de pessoas mortas ou dele mesmo, morto sem que haja qualquer indício na realidade.

Ilusões também podem estar presentes na depressão psicótica, e se caracterizam pela falsificação da percepção de um objeto real (ex: ao ver um cobertor e um travesseiro no sofá da sala, acreditar que é seja uma pessoa)

Solilóquios caracterizam-se pelo comportamento de falar sozinho e a mussitação, por murmurar sozinho.

Ambos são indícios claros de que a pessoa esteja ouvindo vozes, caracterizando assim as alucinações auditivas.

Se eu estiver com sintomas de depressão psicótica, o que devo fazer?

Procurar, sem maiores delongas, um psiquiatra, por se tratar de um problema grave de saúde mental.

Os antidepressivos são usados no tratamento da depressão psicótica, muitas vezes associados a drogas antipsicóticas, dependendo da gravidade dos delírios e/ou alucinações presentes no quadro clínico.

A psicoterapia é útil juntamente com os outros tratamentos citados acima. Jamais isoladamente.

Nos casos em que a gravidade é extrema, a eletroconvulsoterapia torna-se necessária.

Uma internação muitas vezes  torna-se imprescindível, sobretudo quando há ideação ou planos de cometer suicídio.

***

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Fobia de Insetos e de outros Bichos

A fobia de insetos faz parte do subtipo  fobias de Animais das fobias específicas e se caracteriza por pavor de insetos e de pequenos animais.

A fobia de insetos e de pequenos animais são  comuns.

Na verdade, elas constituem a grande maioria das fobias.

fobia de insetos e de outros bichos

Mas podem também se manifestar em relação a animais de porte maior.

Ao entrar em contato com um inseto ou outro animal, a reação é de intensa ansiedade, que pode chegar a um ataque de pânico.

E aí você poderia me perguntar: Mas isto não é transtorno do pânico?

E eu vou afirmar que não, uma vez que no transtorno do pânico, os ataques de pânico são espontâneos.

Isto é,  não estão relacionados com objetos ou situações, como animais.

O comportamento de quem sofre de fobia de insetos e de outros bichos é de fuga ao se defrontar com eles.

E também de evitar, custe o que custar, entrar em contato com os bichos, caracterizando o comportamento de esquiva, que pode ser extensa, limitando e causando grandes prejuízos na vida dos seus portadores.

Cerca de 10% a 12% da população sofre de fobias específicas, mas dificilmente procuram tratamento especializado. O mais comum é buscarem ajuda especializada na presença de um outro transtorno comórbido.

Isto é, quando um outro transtorno está presente, como por exemplo, a depressão, complicando ainda mais o quadro clínico.

fobia de insetos e de outros bichos

Abaixo se encontra uma lista de animais que  podem deixar algumas pessoas absolutamente apavoradas ao entrarem em contato com eles.

Ou a simples antecipação deste contato.

  • Baratas
  • Borboletas
  • Joaninhas
  • Abelhas
  • Vespas
  • Lagartixas
  • Taturanas
  • Aranhas
  • Pássaros
  • Morcegos
  • Cães
  • Gatos
  • Ratos
  • Cobras
  • lagartos
  • Sapos

fobia de insetos e de outros bichos

Ao entrar em contato com estes insetos ou outros bichos, a reação de ansiedade é imediata, com taquicardia, falta de ar, tremor, suor , ficar paralisado sem esboçar reação e medo que pode chegar ao pavor. Os ataques de pânico são frequentes.

A fobia de insetos e as fobias de pequenos animais são os tipos mais comuns de fobias específicas

fobia de insetos e de outros bichos

Alguém que sofra desse tipo de fobia, geralmente tem sintomas relacionados a um único bicho. No entanto ela pode ter também pavor de outros bichos. Por exemplo, ela pode temer baratas e também sapos.

Quanto mais inócuo for o animal que desencadeia a fobia, mais irracional e mais incompreensível se torna o comportamento daquele que que é fóbico. Basta imaginar alguém fugindo de uma borboleta. Ou tendo um ataque de pânico diante de uma joaninha.

Agora, se alguém evita o contato com um cachorro com cara de poucos amigos, fica mais fácil de entender o seu comportamento como sendo um medo real.

Tratamento da fobia de insetos e de outros bichos

Não existem medicamentos para tratar este tipo de fobias. Muitos tentam driblar a ansiedade com calmantes, do tipo Valium, Frontal, e acabam se tornando dependentes dessas substâncias e de outras, na tentativa de se tratar.

Estes  remédios podem inclusive atrapalhar a terapia comportamental.

Dentro da terapia comportamental, o tratamento de escolha é a Exposição. 

Esta consiste em entrar em contato com o objeto temido e evitado de forma frequente e, na medida do possível, gradualmente.

Por exemplo, se você tiver fobia de pássaros, procure começar  com um pássaro amigável; ou bonito. Por exemplo, um beija-flor. Não comece com um falcão ou um carcará, que parecem mais ameaçadores. Faça estes exercícios pelo menos três vezes por semana por 40 a 60 minutos.

Veja lojas de animais. Se estiver difícil, pesquise imagens do YouTube sobre o animal temido e faça a exposição com estes videos. Procure fazê-lo também de forma gradual e repetida.

No entanto, um terapeuta de abordagem comportamental seria o ideal no tratamento destas fobias.

Como você deve ter notado, há diversas imagens bem variadas de diversos animais neste artigo.

Elas servirão para que você,  que tem fobia de animais, se exponha a elas fazendo exposição na imaginação.

Isto pode ser útil no seu tratamento.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Medos do Dia a Dia

Entre os medos do dia a dia é possível dizer que eles constituem uma miríade de temores dos mais variados tipos. Alguns deles são medos que entram nas estatísticas, como o medo de acidentes de carro, de assaltos, balas perdidas etc.

No entanto, vou me deter também nos medos do dia a dia mais subjetivos, que não fazem parte das manchetes dos jornais.

medos do dia a dia

São medos que estão no imaginário das pessoas e que prejudicam o seu dia a dia:

  • Do fracasso
  • Do tempo que passa
  • Da velhice
  • De ser rejeitado
  • Do abandono
  • De ter uma doença grave
  • De perder o emprego
  • De ficar inválido
  • De Não ter dinheiro para sobreviver
  • Da falta de segurança
  • Do amanhã
  • De acidentes

Todos os medos citados acima são passíveis de acontecer, inclusive o medo de assaltos e sequestros.

A questão mais central, entretanto, é como as pessoas trabalham em suas mentes estes medos, como elas os processam.

Por exemplo, alguns, quando assolados por um ou por mais de um desses medos, desenvolvem o mecanismo de defesa de dormir.

E, assim se desligam daquilo que incomoda. Só que aquilo que incomodava, retorna junto com o desperar.

Um outro mecanismo é a negação. Mesmo o problema existindo, a pessoa nega veementemente que aquilo a incomoda.

Uso de chistes: fazer piadas e humor com aquilo que apavora é outro mecanismo comum de se lidar com o medo e outras situações desagradáveis.

Outros podem ainda entrar em um surto psicótico para se dissociar de seus temores.

Vejamos os medos citados como exemplos no início deste artigo.

Os medos do dia a dia

medos do dia a dia

  • O medo do fracasso: o maior problema aqui é o pensamento do tipo tudo ou nada. Ou eu sou um sucesso total ou um fracasso total. Na verdade isto não existe. Somos mesclas de sucessos e fracassos. Fracassamos em alguns projetos e somos bem sucedidos em outros.
  • Medo do tempo que passa: o fato de não sermos imortais não deve gerar temor. Devemos viver a vida da melhor forma possível.
  • Isso se aplica igualmente bem à velhice.  Viver bem e viver muito, dentro de nossas possibilidades.
  • Abandono e rejeição: um dia abandonado/rejeitado, outro dia aceito/amado. Inevitável.
  • Doença grave e invalidez: há muito que podem ser feito. Atendimento especializado psicológico e psiquiátrico para a melhora da qualidade de vida.
  • Desemprego: você não arrumou este emprego que está com medo de perder? Então pode arrumar outro, caso isto aconteça.
  • Não ter dinheiro: muitas vezes o padrão de vida pode cair, mas isto não é uma catástrofe iminente. Além disso, há um ditado que diz: o dinheiro muda de mãos.
  • Falta de segurança: é triste, mas muito verdadeiro

A medo do amanhã nos impede de viver o presente. Os sábios cuidam dos dias de hoje. Viva o agora, como prega o budismo.

Vivemos a era dos projetos, que geram expectativas, tensão e apreensão.

O futuro, que ainda não chegou, assim como o passado, que já se foi, não existem. Só existem nas nossas cabeças.

Pense o agora!

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Sinais de Depressão


Os sinais de depressão são praticamente inconfundíveis. Entretanto, alguns deles tem um peso maior no seu diagnóstico:

  • A tristeza intensa, profunda e duradoura
  • A perda do prazer em tudo ou quase tudo que habitualmente leva ao prazer. Conhecida como anedonia

Sinais de Depressão

Estes dois sintomas compõem o humor deprimido e pelo menos um deles deve estar presente no diagnóstico da depressão.

Depois de sabermos sobre estes sinais de depressão, vamos aos outros sintomas que devem aparecer em uma proporção menor.

De qualquer modo, a Classificação  Internacional de transtornos mentais define que além dos dois sintomas já citados,  pelo menos três dos sintomas abaixo também devem estar presentes:

  • Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (ex. uma alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês), ou redução ou aumento do apetite quase todos os dias. (Em crianças, considerar o insucesso em obter o ganho de peso esperado.)
  •  Insônia ou hipersonia quase todos os dias.
  • Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis por outras pessoas, não meramente sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento).
  • Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
  • Sentimentos de inutilidade ou  de culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes) quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente).
  • Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outras pessoas).
  • Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, uma tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio.

Pelo menos um destes dois sinais de depressão devem estar presentes para que seja considerada uma síndrome depressiva:  tristeza profunda e perda do prazer em todas ou quase todas as coisas normalmente dão prazer

Outros sinais de depressão

  • Apatia ou indiferença
  • Idéias de morte ou de suicídio ou planos suicidas
  • Vontade de sumir
  • Insônia ou excesso de sono (hipersonia)
  • Inapetência
  • Emagrecimento
  • Lentidão
  • Desinteresse

Sinais de Depressão

Importante: ao perceber que uma pessoa próxima mudou seu jeito de ser, está mais calada, parecendo triste ou irritada, ou devagar, desinteressada ou apática, procure ajudar. Esta pessoa pode estar deprimida.

Os sintomas devem causar sofrimento significativo ou prejuízo em ao menos uma das áreas importantes da vida da pessoa

Nunca houve um episódio de euforia do transtorno bipolar

É comum haver transtornos associados comórbidos, que complicam a evolução e dificultam o tratamento.

Entre eles temos: transtornos de ansiedade

Abuso e dependência de álcool e drogas

Importante lembrar que uma pessoa gravemente deprimida pode pensar em cometer o suicídio ou tentar de fato

A ajuda especializada do psiquiatra é fundamental.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Quais os Sintomas da Ansiedade?


Quais os sintomas da ansiedade? Há diversos sintomas, comportamentos, emoções e sentimentos. Vamos a eles neste painel  desenhado para você, mas antes de mais nada, devo lembrar que alguns sintomas podem estar presentes em alguns transtornos de ansiedade, e em outros, não.

quais os sintomas da ansiedade

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas físicos:

  • Palpitação/taquicardia: desconforto ou batedeira no peito
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Boca seca
  • Aperto na garganta
  • Opressão no peito
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Desconforto abdominal
  • Polaciúria: urinar em pequenas quantidades a todo momento
  • Parestesias: sensações de formigamento nas mãos, nos pés, nos lábios e nas orelhas. É frequente no transtorno do pânico
  • Tensão e abalos musculares. Enrijecimento muscular, sobretudo na região do pescoço e dos ombros. Muito frequente no transtorno de ansiedade generalizada
  • Ruborização: ficar vermelho. É bem característica da fobia social
  • Dor de cabeça
  • Sintomas gastrintestinais: sensaçao de estufamento na barriga, queimação, diarreia e gases

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas psíquicos

  • Medo, sobretudo o de morrer, muito frequente no transtorno do pânico, mas também o medo de enlouquecer ou perder o controle. Na fobia social temos o medo cometer erros e passar vergonha, que leva ao medo da avaliação negativa
  • Apreensão: de tudo dar errado
  • Ansiedade antecipatória e situacional
  • Nervosismo
  • Inquietação: andar de um lado para o outro, esfregar as mãos, tamborilar os dedos  balançar a perna
  • Irritabilidade
  • Insegurança, principalmente no contato com as pessoas, ao iniciar ou manter uma conversa
  • Dificuldade de concentração: de um modo geral este é um sintoma comum aos transtornos de ansiedade
  • Despersonalização e desrealização: são sentimentos de estranheza, de irrealidade que se dão em relação a si mesmo (despersonalização) ou em relação ao ambiente externo (desrealização). São comuns no transtorno de pânico
  • Autodepreciação: uma constante desvalorização de si mesmo em relação a tudo que se relacione com ele, inclusive elogios. Presente em transtornos de ansiedade com depressão e também na fobia social
  • Medo da avaliação negativa: este é o sentimento nuclear da fobia social, a preocupação com o julgamento que estão fazendo dele
  • Timidez excessiva: não corre em todos os casos. Por exemplo, quem tem medo de falar em público, muitas vezs é extrovertido em situações de contato interpessoal
  • Sentimentos de confusão, vergonha e humilhação: são medos muito frequentes entre os que têm fobia social
  • Medo de ser incapaz de falar ou de continuar falando
  • Desvio do olhar: ocorre em conversas em que predomina o contato visual. O fóbico social, por exemplo, não consegue sustentar o olhar

Quais os sintomas da ansiedade? Sintomas comportamentais

Fuga: sintoma fóbico que se caracteriza por fugir com urgência da situação fóbica. Por exemplo, na agorafobia, fugir de uma multidão

  • Esquiva: aqui a pessoa não foge, mas não se atreve a entrar em uma situação fóbica, por exemplo, um elevador
  • Grito
  • Choro
  • Congelar: ficar paralisado, sem conseguir falar ou se mover. Ocorre em situações fóbico-sociais, como falar em público

É importante que você aprenda a identificar seus sintomas de ansiedade para conhecer melhor seu inimigo.

É muito comum as pessoas com ansiedade irem parar no pronto-socorro diversas vezes acreditando estar com uma doença física e, de fato estarem com sintomas de ansiedade.

Se este comportamento de idas ao pronto-socorro se tornar repetitivo, procure checar com você mesmo se não são sintomas de ansiedade.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Medo de Falar em Público

O medo de falar em público é um subtipo da fobia social, conhecido como fobia social circunscrita.

Tal qual na fobia social, o medo de falar em público ocorre com elevada frequência na população geral.

Mas não é intenso o bastante para causar prejuízo na vida de seus portadores

Quando ele se torna intenso, levando as pessoas a evitar falar em público ou a terem brancos, ou congelar, aí sim ele pode ser classificado como fobia social circunscrita.

Quando o medo de falar em público se torna intenso, causando limitações na vida de seus portadores, ele se torna uma fobia de falar em público.

medo de falar em publico

Ao se ver em uma situação em que tenha que falar em público.

Ou mesmo a antecipação desta situação, o fóbico pode sentir pavor, pânico e manifestar sintomas como os que se encontram abaixo:

  • Palpitação/coração acelerado
  • boca seca
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Tensão muscular
  • Palidez

Recentemente atendi um empresário que era obrigado a fazer reuniões mensais com seus funcionários.

Ele tinha muito receio destas ocasiões, sentia dores musculares de véspera e suava consideravelmente.

Para ele conseguir falar para sua platéia, era necessário que apoiasse seu braço firmemente  na mesa, pois sentia tontura e fixasse o olhar em um determinado ponto do auditório, pois sentia-se mal quando olhavam para ele.

A ocorrência deste quadro na população é comum e cabe tratamento especializado.

Causas do medo de falar em público: podem ser genéticas e ambientais.

medo de falar em publico

Como é tratado o medo de falar em público?

  • Com medicamentos: há uma classe de medicamentos, os Beta-bloqueadores que diminuem a taquicardia, o tremor e o suor excessivo, levando a um alívio dos sintomas.

Ansiolíticos também são eficazes, mas causam dependência química e prejuízo importante da memória.

Os antidepressivos de última geração (ex: lexapro, zoloft, luvox) são os medicamentos mais adequados para o tratamento desta fobia.

  • Com terapia comportamental baseada na exposição, isto é no enfrentamento das situações temidas é bastante utilizada, trazendo bons resultados.
  • Com exposição à realidade virtual: permite uma exposição muito eficaz pela possibilidade de repetição das cenas temidas e evitadas.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Medo de Dormir e Ansiedade

O medo de dormir é a principal causa de insônia.

E este medo é bem antigo.

O ser humano primitivo dormia sempre apavorado com medo de ataques de predadores.

Tem gente que não dorme no escuro.

medo de dormir

Uma fonte de luz é sempre necessária para aliviar o medo.

Talvez porque dormir no escuro signifique perder o controle sobre tudo.

Medo de dormir é de tirar sono de qualquer um

medo de dormir

No terraço da casa da fazenda do meu avô,  depois do jantar, à meia-luz, contavam-se estórias de assombração, de almas penadas e de espíritos do mal, entre outras, que tiravam o sono de várias das pessoas que lá se encontravam passando férias.

Mas acredite, era muito entretido.

Em meu livro Sem medo de ter medo, relatei uma entrevista com Lygia Fagundes Telles em que ela contava, quando era criança, que ficava apavorada com estórias que suas pájens contavam sobre caveiras e mortos pulando das sepulturas.

E que ela só perdeu este medo quando passou a contar as mesmas estórias para outras pessoas.

Além do medo de dormir, outros temores podem surgir

Ficarmos sozinhos no escuro, parece aumentar os nossos temores e trazer à tona imagens e pensamentos que parecem piorar o medo.

E quais seriam estes medos? De morrer, de ter um derrame e ficar com a síndrome do encarceramento, de enlouquecer de vez.

Mas podem ser preocupações relacionadas ao trabalho, por exemplo, aquela reunião com o cliente difícil que pode pôr tudo a perder.

As consequências mais comuns de não conseguir dormir são a irritabilidade, o nervosismo, a fadiga e a labilidade emocional – as emoções afloram facilmente

Uma sugestão boa para você, que sofre do medo de dormir, é a de não exigir de si mesmo um sono perfeito.

Aliás, a grande maioria das pessoas não tem um sono perfeito.

Mas isso é diferente de alguém que não dorme porque sente medo.

Técnicas de relaxamento podem ser extremamente úteis pata aliviar a ansiedade e propiciar a indução do sono.

Além disso, os calmantes naturais (vendidos sem receita médica) podem ajudar no sono.

Mindfulness, um tipo de meditação aliada a outras técnicas também pode ajudar, mas é preciso procurar um profissional para realizá-la.

A prática de exercícios físicos nunca é demais para os insones amedrontados.

Então, mãos à obra. E boa sorte.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

Personalidade dependente: submissão

A personalidade dependente é um transtorno da personalidade. Segundo a classificação internacional, um transtorno de personalidade é definido da seguinte maneira:

Um  padrão persistente vivencial e comportamental qute se desvia das expectativas da cultura do indivíduo.

É difuso e inflexível, começa na adolescência ou no início da fase adulta, é estável ao longo do tempo e leva a sofrimento ou prejuízo.

Personalidade dependente é  um padrão de comportamento submisso e apegado, relacionado a uma necessidade excessiva de ser cuidado.

Esta necessidade leva a um comportamento de submissão e apego que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos,  indicado por pelo menos cinco  dos seguintes critérios:

personalidade dependente

  • Tem dificuldades em tomar decisões cotidianas sem uma quantidade excessiva de conselhos e reasseguramento de outros.
  • Precisa que outros assumam responsabilidade pela maior parte das principais áreas de sua vida.
  • Tem dificuldades em manifestar desacordo com outros devido a medo de perder apoio ou aprovação.
  • Apresenta dificuldade em iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria por falta de autoconfiança  ou em suas capacidades.
  • Vai a extremos para obter carinho e apoio de outros, a ponto de voluntariar-se para fazer coisas desagradáveis.
  • Sente-se desconfortável ou desamparado quando sozinho devido a temores exagerados de ser incapaz de cuidar de si mesmo.
  • Busca com urgência outro relacionamento como fonte de cuidado e amparo logo após o término de um relacionamento íntimo.
  • Tem preocupações irreais com medos de ser abandonado à própria sorte.

A característica essencial do transtorno da personalidade dependente é uma necessidade excessiva de ser cuidado que leva a comportamento de submissão e apego e a temores de separação.

personalidade dependente

A melhor alternativa de tratamento é a terapia comportamental cognitiva.

Ela objetiva conferir ao paciente um senso de autonomia e independência maiores, levando a um comportamento de cuidar de si mesmo e tomar as suas próprias decisões.

E deixar de lado o temor de ser abandonado.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Transtorno de Humor: Labirinto de Emoções

O que é um transtorno de humor? Transtorno de humor é um estado em que funções psíquicas como o humor, emoções, sentimentos e afetos encontram-se alterados.

transtorno de humortranstorno de humor

Alguns exemplos:

  • Humor triste ou deprimido ou irritável: é o tonus afetivo basal
  • Sentimentos de tristeza ou de euforia: são mais duradouros
  • Emoções como choro, gritos: são de duração mais curta
  • Afetos: são modos pelos quais se expressam os sentimentos. Por exemplo, carinho

Alguns transtornos de humor produzem acentuadas alterações na esfera afetiva.

E geram irritabilidade, hostilidade e humor deprimido.

É o caso do transtorno afetivo de humor bipolar, que além das alterações do humor, sentimentos e afetos, pode apresentar alterações do pensamento.

Com idéias de grandeza ou de ruína,  constituindo um delírio.

No transtorno de humor bipolar, as idéias de grandeza estão presentes na fase de euforia e as idéias de ruína, na depressão

Na esfera volitiva, a esfera das ações, da vontade e da iniciativa, ocorre por vezes a hostilidade com liberação de impulsos agressivos.

Na depressão, além do humor deprimido, que é a perda do prazer em todas ou quase todas as situações que dão prazer,  a vontade e a iniciativa estão muito comprometidos.

Na euforia do transtorno bipolar, o humor é alegre, mas pode ser também irritável.

A impulsividade encontra-se aumentada e a necessidade de sono acentuadamente diminuída. A noção de perigo encontra-se diminuída.

transtorno de humor

A depressão e a euforia são vistos, de um modo geral, como dicotômicas. Quando uma está presente, a outra encontra-se ausente.

Entretanto, encontram-se descritos na literatura médica, os estados mistos de euforia e depressão.

São estados em que a euforia ocorre simultaneamente com a depressão, ou que se alternam ao longo de um mesmo dia.

Isto causa acentuada instabilidade entre as pessoas que apresentam estes estados.

Mesmo porquê algumas vezes estes estados se tornam psicóticos.

O que fazer com um transtorno de humor?

A dica é procurar imediatamente um psiquiatra, para que o diagnóstico correto seja feito e o tratamento iniciado sem maiores delongas.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

Psicologia Positiva: Aprendendo a Ser Otimista

Martin Seligman, estudioso da psicologia positiva e autor do livro Aprenda a ser Otimista, investigou otimistas e pessimistas em seus estudos.

Por quê, diante de adversidades, as pessoas reagem de modos diferentes?

Uns as vêem como questões definitivas, pessoais e abrangentes, e outros as encaram como problemas passageiros, ou seja, como um desafio a ser vencido.

Estudos demonstraram que as pessoas podem aprender a ficar passivas e deprimidas diante de acontecimentos imprevisíveis.

Mas podem também aprender a a ficar otimistas. E como diz a frase, isto é uma questão de aprendizado.

A psicologia positiva nos ensina a sermos otimistas

É importante saber que aquilo que pensamos influencia muito o nosso comportamento e o nosso estado de humor. E a terapia cognitiva nos mostra isso.

psicologia positiva

Vivemos em uma sociedade na qual o individualismo é valorizado, e que, sabidamente isto é desencadeante de depressão e pessimismo.

Por outro lado, atividades coletivas favorecem o desenvolvimento do otimismo.

É importante aprender a ser otimista, mudando a nossa forma de pensar, e melhorando a nossa qualidade de vida.

E isso implica em uma mudança no nosso estilo de pensar, o que vai demandar um certo empenho para que isto ocorra.

É preciso mudar a maneira como você vê as coisas.

Algumas profissões praticamente exigem um estilo de pensar otimista para que funcionem bem. É o caso dos vendedores, que não desistem de uma venda, ou se o fizerem, vendem caro a derrota.

Há situações que favorecem o uso do otimismo. Um vendedor, ao considerar se deve fazer mais uma venda, perderá apenas um tempo se a venda não se concretizar. Aqui, vale a pena usar o otimismo.

A contestação dos seus pensamentos pessimistas é uma técnica eficaz, pois consiste em argumentar contra as suas próprias crenças. É preciso discutir consigo mesmo suas próprias crenças pessimistas.

psicologia positiva

Há dois fatores importantes que caminham juntos: o exagero do individualismo e o declínio da coletividade, de outro lado. São esses dois fatores que estão por trás da depressão que acomete a sociedade.

Inspirado na resenha Aprenda a ser otimista, de Martin Seligman.

Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos nas redes sociais.

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto