Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Terapia para Ansiedade: o Alcance da TCC

Terapia para ansiedade é um tema importante no nosso meio.

A ansiedade é um assunto muito discutido entre as pessoas.

E isto ocorre devido à alta frequência com que os transtornos de ansiedade ocorrem na população geral.

Entretanto, a terapia ou terapias são indicadas também para outros tipos de problemas e transtornos psíquicos.

terapia para ansiedade

São muitas as abordagens psicoterápicas, algumas delas com um bom poder terapêutico, como as que são utilizadas na terapia para ansiedade.

Nos meus 36 anos de formado, posso dizer que tenho um bom conhecimento sobre algumas terapias, inclusive a terapia para ansiedade.

É o caso da psicanálise, com a qual me envolvi durante anos, por ter feito uma formação nesta área e atendido muitos pacientes nesta abordagem.

A psicanálise é fascinante, sobretudo as teorias que  nos são apresentadas pelos escritos de Freud, Melanie Klein, Bion e Winnicott,  a respeito do inconsciente.

Estes nomes podem ser considerados verdadeiros pensadores a respeito do funcionamento mental dos seres humano, sobretudo do inconsciente.

A leitura do seu legado é fascinante e enriquecedora.

Entretanto a aplicabilidade das teorias psicanalíticas na prática clínica é um grande desafio e os resultados não parecem tão bons.

Quando afirmo que “não parecem”… é porque na psicanálise faltam publicações com rigor científico, como nas outras áreas da ciência, que possam demonstrar sua eficácia.

Por esta razão só podemos fazer uma estimativa achista, do tipo “acho que isso funcionou.”

Com os trabalhos de B.F.Skinner, que estudou condicionamento e reforçamento, entre outros, uma nova linha de pesquisa surgiu: a terapia comportamental.

terapia para ansiedade

Alguns anos mais tarde, um psicanalista – Aaron Beck – fundou a terapia cognitiva.

Uma abordagem que dava ênfase aos pensamentos que habitavam a mente de pacientes deprimidos.

Estes pensamentos encontrava-se relacionados a crenças mais profundas de desvalia, incompetência e desamor.

Beck era um psicanalista que não conseguiu êxito ao tratar pacientes deprimidos com a psicanálise.

E por esta razão, fundou a escola do cognitivismo.

Um pouco mais tarde esta e a terapia comportamental uniram-se.

Hoje compõem a terapia comportamental cognitiva, conhecida como TCC.

Ferramenta de grande utilidade no tratamento de transtornos mentais, a TCC acumula um grande número de publicações.

Sobretudo em relação à sua aplicabilidade na depressão, nos transtornos de ansiedade, dependência química e transtornos de personalidade.

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tito paes de barros neto

Desvio do Olhar e Ansiedade Social

Desvio do olhar não é doença.

desvio do olhar

É um sintoma que pode estar presente entre os tímidos, entre os que ficam sem graça e entre os que sofrem de fobia social.

Trata-se de uma dificuldade ou impossibilidade de sustentar o olhar ao interagir com as pessoas.

Os tímidos, apesar de não terem um transtorno de ansiedade propriamente dito, também sofrem devido à timidez.

Mas a intensidade  do sofrimento é menor, quando comparado ao da fobia social.

É na fobia social que o desvio do olhar aparece de forma mais saliente.

São pessoas que têm que falar em público por razões profissionais.

E também pessoas que têm grande dificuldade de conversar os outros, tanto para iniciar quanto para manter uma conversa.

E que, por isso, baixam a cabeça e/ou evitam encontrar o olhar do outro.

Isso ocorre quando os olhares se encontram, causando grande desconforto e sofrimento. Mas pode ocorrer simplesmente ao ser observado pelos outros.

Em alguns casos isso é tão forte que a pessoa não trava o mínimo contato visual com seu interlocutor, ficando com o olhar desviado para o lado ou para o chão.

Isso é um reflexo da gravidade do quadro da fobia social destas pessoas.

O prejuízo que ocorre com o desvio do olhar é grande, acarretando muitas vezes a perda de oportunidades profissionais

As consequências destas perdas e de outras que ocorrem entre os fóbicos sociais podem ser a depressão e o abuso e dependência de álcool e de outras drogas.

Em relação a isso, drogas diversas podem ser usadas como, por exemplo, as anfetaminas.

Segundo quem usa, elas aumentam a coragem para sustentar o olhar e poder interagir com as outras pessoas.

Mas, na verdade, com o uso contínuo, desencadeiam ou agravam os sintomas de depressão.

A maconha e a cocaína também fazem parte das drogas usadas pelos fóbicos sociais.

Tudo isso ocorre pelo pavor que que os fóbicos sociais têm de serem avaliados negativamente.

O tratamento tem um papel fundamental.

desvio do olhar

Particularmente, no desvio do olhar, um treinamento específico em que o paciente aumenta gradativamente o

tempo de permanência com o olhar nos olhos do outro pode ser  de grande valia

Esse procedimento deve ser feito preferencialmente por terapeuta especialista em terapia comportamental cognitiva.

Medicação adequada também pode ajudar.

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tito paes de barros neto

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

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tito paes de barros neto

 

Ansiedade e Depressão: Quando os Universos Coexistem

Ansiedade e depressão são problemas comuns, que podem aparecer conjuntamente ou isoladamente.

Neste artigo vou descrever alguns exemplos de como isto acontece e o que fazer.

Embora classificadas como problemas distintos, ansiedade e depressão apresentam sintomas em comum.

ansiedade e depressão

Ansiedade e depressão apresentam sintomas que fazem parte de ambas as síndromes.

É o caso da insônia e da irritabilidade, presentes tanto na ansiedade quanto na depressão.

Isto já foi descrito neste blog em um post intitulado Tipos de Depressão e Ansiedade.

Além disso, os sintomas de depressão e de ansiedade podem estar presentes na mesma pessoa.

Isto se dá no Transtorno Misto Ansioso e Depressivo, em que sintomas de ansiedade e depressão estão presentes no quadro clínico.

Mas nem os sintomas de ansiedade preenchem os critérios para o diagnóstico de um transtorno de ansiedade, nem os sintomas de depressão, para o diagnóstico de depressão.

Além disso, transtornos de ansiedade frequentemente apresentam sintomatologia depressiva.

Assim, na fobia social é frequente observarmos uma síndrome depressiva comórbida.

Em contrapartida, pessoas que estão  deprimidas podem apresentar sintomas de ansiedade ou mesmo transtornos de ansiedade.

Como, por exemplo, o transtorno do pânico.

O tratamento dos transtornos em que tanto a ansiedade quanto a depressão estão presentes deve ser feito visando a redução dos dois tipos de  sintomas.

Os antidepressivos com ação noradrenérgica devem dar lugar a outros com ação serotoninérgica e dopaminérgica, de preferência com algum efeito sedativo.

A comorbidade entre ansiedade e depressão torna a resposta ao tratamento mais difícil.

Quando houver um quadro de dois transtornos em comorbidade.

Por exemplo, um quadro de depressão e  e transtorno de pânico,  um antidepressivo que tenha um bom efeito nas duas síndromes .

Pode ser o Zoloft, o  Donaren, a Venlafaxina.

Mas algumas vezes, a resposta ao tratamento não é boa, havendo a necessidade de se associar dois antidepressivos.

A terapia comportamental é uma ferramenta de grande utilidade, devendo ser usada em associação com antidepressivos.

Em casos mais leves, a terapia comportamental pode ser o único tratamento.

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tito paes de barros neto

Terapia Online: o Virtual que Será Real

Terapia online está deixando o futuro e irá habitar o presente das várias cabeças que se submeterão a este tipo de terapia. Em breve, assim esperamos.
Muitas pessoas que vivem em regiões em que não há profissionais que fazem terapia, poderão ser atendidas online por profissionais especializados em diversas abordagens psicoterápicas.

Por enquanto,  e até o presente, esta modalidade de tratamento só é permitia pelos Conselhos Regionais de Psicologia, enquanto orientações psicológicas com atendimentos  focados em tema específico , de caráter informativo e com um número de sessões limitado a 20 encontros.

Os atendimentos serão feitos por Skype, através de videos do WhatsApp ou por Facetime.
E viabilizariam a psicoterapia para aqueles que não tem acesso a um terapeuta.

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terapia online

A terapia online poderia acolher pacientes que moram em regiões em que não existem terapeutas

Este procedimento seria tão eficaz quanto uma sessão de terapia com um contato real com um terapeuta?
Na minha concepção, não. Ainda penso que um atendimento presencial é melhor.
No entanto, hã estudos publicados que põem a minha percepção em cheque.
É o caso de um estudo feito na Inglaterra com pacientes que tinham agorafobia e que foram alocados em três grupos de tratamento:

  • Terapia de exposição com um terapeuta
  • Instruções sobre como fazer exposição através de um programa de computador
  • Instruções sobre como fazer exposição através de um livro de autoajuda.

E qual foi o resultado? Qual ou quais grupos foram mais beneficiados? Quem apostou no grupo com o terapeuta, errou. E errou também quem apostou em um dos grupos remanescentes. Como assim? É o que você pode estar perguntando.
Sabe o que aconteceu? Os três grupos foram igualmente eficazes em suas respostas ao tratamento.
Embora este estudo tenha sido realizado com pacientes portadores de agorafobia e não de outros transtornos, o resultado é uma grande promessa.
Além disso, as terapias online estão conquistando terreno entre as psicoterapias.
Do meu ponto de vista, entretanto, as principais indicações são para pessoas que vivem em regiões em que terapeutas são inexistentes ou quase isso.
Ou que a pessoa que precisa fazer terapia não tenha condições de sair de casa por estar gravemente deprimido.
Ou apresentar um quadro de fobia, como a agorafobia grave, que o impeça de sair de casa. Ou ainda, que esteja impossibilitada de se deslocar por limitações físicas.

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tito paes de barros neto

Isolamento Social, Ansiedade e Depressão

Frequentemente observamos o fenômeno do isolamento social nos transtornos psíquicos.

No entanto, este isolamento social se dá por diferentes razões nos diferentes transtornos.

isolamento social

Neste artigo, pretendo mostrar a relação entre o isolamento social e os transtornos de ansiedade e a depressão.

O isolamento social é um sintoma/comportamento comum e ocorre na ansiedade e na depressão.

E pode ser entendido como um comportamento de evitar o contato com outras pessoas.

Isto ocorre por razões diversas, conforme o transtorno em questão.

Nos transtornos de  ansiedade, por exemplo, pode ser o medo de alguma coisa dar errado.

Por exemplo, a pessoa teme ter um ataque de pânico e se isso acontecer, levar a um constrangimento sofrido para a pessoa.

Mas o medo pode ser também o de ter ataques de pânico e morrer.

Ou simplesmente, o medo se dá em razão de poder perder o controle ou de enlouquecer em público, por assim dizer.

Medo, loucura e perda do controle fazem parte das cognições presentes no transtorno de pânico.

Na fobia social, que é o transtorno de ansiedade que ocorre com maior frequência, o medo é o de ser avaliado negativamente pelos outros.

Por exemplo, ao suar, ao tremer ou ao falar com a voz embargada ou gaguejar.

A ideia de um comportamento inadequado causa grande ansiedade no fóbico social.

Nas fobias específicas, não existem estes medos.

No entanto, é muito frequente a depressão estar associada a estas fobias.

E aí, as razões do isolamento social são diferentes.

Por exemplo, o isolamento já não é determinado pelo medo e sim pela tristeza, falta de vontade e desânimo e, principalmente, pela falta de prazer em todas ou quase todas as coisas que levam ao prazer.

O isolamento social ocorre por medo na ansiedade e por desânimo na depressão

isolamento social

Encontrar pessoas para quem sofre de depressão não faz o menor sentido para o deprimido.

Ele observa as pessoas rindo, divertidas e isto não faz o menor sentido para ele, pois não entende porque elas estão se divertindo.

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tito paes de barros neto

 

Causas de Ansiedade: Genética, Neurobiologia e Comportamento

As causas de ansiedade é um tema que tem sido muito discutido.

causas de ansiedade

Há algumas décadas, a ansiedade e seus transtornos eram explicados com base nas teorias psicanalíticas de Freud, Melanie Klein e Bion.

No entanto, mais recentemente,  com o avanço do conhecimento da neurobiologia, houve considerável progresso sobre as causas desses transtornos.

As causas de ansiedade ainda não estão totalmente elucidadas, mas isto é uma questão de tempo

Os estudos sobre a neurobiologia da ansiedade lançaram luz sobre uma estrutura cerebral que passou a adquirir um papel fundamental no entendimento das causas de ansiedade.

A estrutura a qual me refiro é o Sistema Límbico.

causas de ansiedade

O Sistema Límbico é a porção do cérebro responsável pelas emoções e também por comportamentos sociais.

Ele é constituído por algumas áreas cerebrais, que encontram-se citadas abaixo.

  • Hipocampo – responsável  pela integridade da memória
  • Tálamo – integra os sintemas sensorial  (sentidos como visão, audição, tato, olfato e gustação) com o sistema motor.
  • Hipotálamo – regula funções  como o sono, a libido, o apetite e a temperatura do corpo
  • Amígdala: não é a amígdala que se encontra na garganta.[O nome  atual da amígdala da garganta é Tonsila].

É a amígdala que está localizada no cérebro e que tem um papel importante nas emoções relacionadas ao medo.

Sua ativação leva a um estado de ansiedade, medo e hipervigilância, que pode chegar ao pânico.

Para quem não sabe a hipervigilância é um estado de constante atenção em relação a sintomas e também em relação ao encontro com o temido objeto fóbico.

As emoções estão relacionadas a diversas áreas do sistema límbico.

E o estudo dessas áreas tem contribuído para um maior conhecimento das causas de ansiedade.

Diferentes emoções, como a alegria, a raiva e o medo envolvem diferentes áreas desse sistema.

O sistema límbico e seus componentes não podem explicar tudo o que acontece com os sentimentos, as emoções e os afetos.

Principalmente, com a ansiedade, uma emoção complexa que envolve o sentimento de medo e diversos sintomas físicos, psíquicos e comportamentais.

Outras áreas de estudo, como a do comportamento humano e a genética podem explicar muitas coisas em termos de causas de ansiedade.

  • Genética: transtornos como a fobia de sangue ocorrem em 70% dos parentes acometidos.

No transtorno de pânico e agorafobia, assim como na fobia social, é comum se encontrar parentes em primeiro grau com o mesmo transtorno.

  • Condicionamento aversivo: experiências aversivas podem levar ao desenvolvimento de um alarme.

Na verdade, um falso alarme que é acionado cada vez que a a pessoa estiver em uma situação que lembre a situação original.

  • Aprender um padrão de comportamento – também conhecido como modelação
  • Aprender com os pais, tios e avós e o aprendizado via instruções

O estudo do condicionamento e da modelação, fez com que surgisse uma escola de terapia para estes transtornos.

Apesar de ainda não se conhecer plenamente a neurobiologia dos transtornos de ansiedade, já existem tratamentos eficazes para estes problemas.

Os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação da serotonina e os inibidores duais de recaptação da serotonina e da noradrenalina são as principais substâncias usadas no tratamento farmacológico das transtornos de ansiedade.

A terapia  comportamental vem ajudando muita gente a se sentir melhor dos sintomas de ansiedade.

causas de ansiedade

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tito paes de barros neto

Tremor Batedeira e Suor

E o chefe diz: “Fulano, você vai apresentar um relatório do nosso balancete na matriz, combinado?” E aí começa: tremor, batedeira, o suor.

tremor Na verdade não é um tremorzinho que vai passar logo.

Pode chegar a um chacoalhar do corpo inteiro, junto com um suador que vai tomando conta do seu seu ser. E muita taquicardia.

Vai dizer que não., Que está com febre, com dor de bariga  ou que seu time perdeu o jogo.

É demissão na certa.

Estou me referindo aqui à ansiedade que muitas pessoas têm de situações de desempenho.

E que muitas vezes não se restringe apenas a fazer um discurso em situações sociais formais, podendo ocorrer em situações absolutamente informais.

Como, por exemplo em um pequeno grupo de amigos ou conhecidos.

Isto foi mencionado em meu artigo Medo de falar em público.

Acontece, porém, que o tremor, a batedeira e o suor ocorrem em outras situações em que a ansiedade de desempenho está presente.

E que vão além de fazer um discurso.

Por exemplo, tocar um instrumento, fazer ginástica na frente das pessoas, dançar e qualquer outro tipo de performance.

Tremor, batedeira e suor ocorrem com frequência na ansiedade de desempenho

O tremor pode ocorrer em situações como comer, beber e escrever diante das pessoas. Estas situações aparecem com frequência na fobia social circunscrita.

Há pessoas que tem verdadeira paúra de tremer ao escrever em público. Algumas delas chegam a engessar um braço para não ter que assinar o nome em frente a um oficial de justiça.

Preencher e assinar cheques tornam-se uma verdadeira tortura. Com a redução do uso de talões de cheques, estas, com certeza, sentiram-se aliviadas.

O suor excessivo é um fator de inibição para aqueles que têm este sintoma. Eles podem evitar ir a festas e reuniões ou outras situações sociais por medo de suar.

Alguns usam roupas escuras para disfarçar o suor.

O tremor e outros sintomas de ansiedade social podem estar relacionados à ideia de estarem sendo observados em ambientes em que estejam outras pessoas. E para o fóbico social, é sempre um olhar de reprovação.

Ou seja, ele, segundo ele mesmo, está sendo avaliado negativamente

O melhor a fazer é enfrentar os temores de forma gradual, até que o medo e os sintomas associados a ele diminuam.

Procure relacionar as situações em que ocorre ansiedade de desempenho e as ordene de acordo com a intensidade de ansiedade estimada por você, atribuindo notas de 0 a 10 para cada uma das situações.

Comece a se expor enfrentando as situações de menor ansiedade e mude de situação quando a situação anterior não provocar mais ansiedade ou esteja próxima disso. Isto é, do zero.

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tito paes de barros neto

Terapia de Casal e a Busca do Consenso


A terapia de casal é um procedimento usado para a resolução de conflitos interpessoais em casais.

Nas terapias individuais,  a ênfase predominante está nos conflitos intrapsíquicos, isto é, questões que fazem parte da vida do indivíduo, sem que necessariamente envolva  o casal. Por exemplo, alguém que se sinta ansioso e inseguro com pressões que vem sofrendo no trabalho.

terapia de casal

A terapia de casal, como o nome diz, aborda as áreas de atrito que estão ocorrendo entre os membros de um casal.

A princípio, o objetivo pode ser o de aproximar o casal, procurando evitar uma separação.

Entretanto, quando isto não é possível e a separação é inevitável.

O objetivo muda e visa ajudar o casal a se separar da melhor forma possível, sem que o conflito se torne uma guerra.

terapia de casal

É importante que cada um reconheça que o outro possa ter seus pontos de vista e que estes sejam diferentes entre eles.

O terapeuta de casal por sua vez, deve ajudar o casal a reconhecer este fato.

E que não existe uma única verdade.

Este ponto de vista está presente no filme Rashomon, de Akira Kurosawa.

Neste filme, um crime acontece em uma floresta.

E é testemunhado por quatro pessoas que se encontravam em pontos diferentes da floresta.

Cada uma delas apresentou versões completamente diferentes para o mesmo fato.

Em Rashomon, Kurosawa questiona o valor da verdade absoluta.

Utilizando este ponto de vista, pode-se dizer que:

Individualmente, cada um dos componentes de um casal pode apresentar a sua verdade, completamente distinta da verdade do outro.

Em se tratando de terapia de casal, não se pode afirmar que este ou aquele é o detentor da verdade absoluta.

Pode haver exceções a esta regra. Por exemplo, alguém que seja um mentiroso compulsivo patológico.

Quando abordo o tema da terapia de casal, refiro-me a casais casados, de namorados, casais gays e transgêneros.

Os casais podem apresentar problemáticas que ocorrem independentemente do estado civil, da idade e da orientação sexual.

A carência afetiva com demanda excessiva de carinho de um dos membros do casal pode estar relacionada à pouca disponibilidade desta pessoa para dar carinho e afeto.

No dia a dia, alguma reserva cabe ao casal. Todos nós temos eventos privados em que nem tudo é dito ao outro.

No entanto, alguns casais fazem pactos de contar sempre a verdade, um para o outro, transformando uma relação de amor em uma relação de tensão, insegurança e dúvidas.

terapia de casal

Algum mistério pode ser estimulante no relacionamento entre duas pessoas.

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tito paes de barros neto

 

Depressão Psicótica: Culpa e Hipocondria 

Depressão psicótica é um transtorno depressivo de maior complexidade e de manejo mais difícil que outros tipos de depressão.

Ela ocorre em cerca de 15% dos casos de depressão, e pode ser considerada uma manifestação mais grave que a depressão não psicótica.

depressão psicótica

A depressão psicótica se distingue da depressão não psicótica pois além do humor deprimido, definido por tristeza intensa e perda do prazer em tudo ou quase tudo, manifesta sintomas que ocorrem nos transtornos psicóticos.

Sintomas como alucinações, delírios, solilóquios e mussitação, hipocondria e risco de suicídio maiorque levam a uma necessidade de intervenção imediata.

A depressão psicótica é uma forma grave de depressão

Suas manifestações clínicas incluem:

Delírios: são alterações do conteúdo do pensamento que ocorrem com frequência na esquizofrenia e no transtorno delirante.

Trata-se de ideias cujo conteúdo não é compartilhado pelas outras pessoas. Por exemplo, alguém que afirma ser um novo Cristo que tem uma missão a realizar.

Eles também ocorrem na depressão psicótica, mas diferem dos outros delírios por seus conteúdos mais compreensíveis, mais maleáveis.

Abaixo, encontram-se exemplos de  delírios que ocorrem na depressão psicótica.

  • Culpa: uma mulher que se culpa, por exemplo, de ter sido uma péssima mãe (sem que isto tenha de fato ocorrido)
  • Ruína: ideias de ter perdido tudo, dinheiro, amigos, trabalho
  • Punição: a pessoa tem uma crença de esar sendo punida
  • Morte: alguém que acredita estar morto
  • Pessimismo, negativismo
  • Hipocondria: ideias de estar com uma doença incurável, apesar de o médico não confirmar estas ideias, e de os exames estarem normais.

Há casos extremos de delírios hipocondríacos em que a pessoas acredita que seus órgãos internos como fígado, intestinos, baço, etc estão apodrecendo.

Este quadro é conhecido como Síndrome de Cotard.

As alucinações se caracterizam pela percepção sem que haja um objeto real objeto. Podem ser, sobretudo.

depressão psicótica

  • Auditivas: a pessoa ouve vozes de caráter acusatório, sem que haja ninguém por perto
  • Visuais: visões de pessoas mortas ou dele mesmo, morto sem que haja qualquer indício na realidade.

Ilusões também podem estar presentes na depressão psicótica, e se caracterizam pela falsificação da percepção de um objeto real (ex: ao ver um cobertor e um travesseiro no sofá da sala, acreditar que é seja uma pessoa)

Solilóquios caracterizam-se pelo comportamento de falar sozinho e a mussitação, por murmurar sozinho.

Ambos são indícios claros de que a pessoa esteja ouvindo vozes, caracterizando assim as alucinações auditivas.

Se eu estiver com sintomas de depressão psicótica, o que devo fazer?

Procurar, sem maiores delongas, um psiquiatra, por se tratar de um problema grave de saúde mental.

Os antidepressivos são usados no tratamento da depressão psicótica, muitas vezes associados a drogas antipsicóticas, dependendo da gravidade dos delírios e/ou alucinações presentes no quadro clínico.

A psicoterapia é útil juntamente com os outros tratamentos citados acima. Jamais isoladamente.

Nos casos em que a gravidade é extrema, a eletroconvulsoterapia torna-se necessária.

Uma internação muitas vezes  torna-se imprescindível, sobretudo quando há ideação ou planos de cometer suicídio.

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