Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

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Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário e eu prometo que te respondo.

tito paes de barros neto

 

2 thoughts on “Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

  1. Ola Dr. Tito. fui diagnosticado com transtorno do panico aos 17 anos em 2001 em Brasilia DF, onde vivia nessa epoca.

    Fui submetido a tratamento medicamentoso + psicoterapico.

    Me mudei para Vitoria ES, e com o retorno dos sintomas, procurei um neurologista e, ate hoje mantemos contato.
    Apos o tratamento com Sertralina + clonazepam 2mg em casos de emergencia, levei uma vida relativamente em equilibrio, sem os ataques, tao boa que ate retirei a Sertralina por conta propria, (irresponsavelmente) mas sempre com a presenca da agorafobia.

    Hoje tenho 34 anos e a um ano senti o retorno dos sintomas e retornei ao Neurologista apos quatro anos sem acompanhamento.

    Ele me receitou Trazodona (Donaren Retard 150) + clonazepam para casos de emergencia.

    O ponto é: a agorafobia tem se tornado extrema ao ponto de eu estar muito tempo isolado dentro de casa e sem conseguir trabalhar, pois tive um episodio bem diferente daquilo que é o desconforto crescente da ansiedade que culmina em uma crise de panico. Com todas essas limitacoes como: nao viajar, nao manter meus namoros, nao sair com meus amigos fui tomado por uma forte sensacao de frustracao e angustia.

    agora meu medico me receitou a substituicao gradual da trazodona para Agomelatina (Valdoxan 25mg)
    na esperanca de eu voltar a ser quem eu era, assim ele disse.

    No entanto o Medico mostra desconhecimento quase total em relacao a AGORAFOBIA, sao tantos lugares que nao vou, pontes que atravesso com uma agonia tremenda.

    Em sua opiniao, e eu frequento um psicanalista clinico lacaniano a mais de cinco anos, o que eu deveria fazer. me sinto perdido.

    o Senhor me indica algum medico aqui no estado do Espirito Santo?

    Alguma outra abordagem psicoterapica?

    Nao trabalhar nao é uma opcao e ja tenho meses de contas atrasadas.

    A proposito, vou a uma livraria, com um grau elevado de aflicao, mas quero saber o que o senhor propoe em seu livro: sem medo de ter medo.

    Na certeza de sua resposta Dr. Tito, tenha um bom dia.

    Respeitosamente
    Henrique de Britto.

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