Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Pânico e depressão

Pânico e depressão são dois transtornos que aparecem concomitantemente ou sequencialmente.

Algumas pessoas que têm transtorno de pânico sentem-se desanimadas, para baixo e com o tempo manifestam sintomas que fazem parte da depressão.

pânico e depressão

Sintomas catalogados como sendo sintomas primários da depressão: a tristeza intensa e duradoura, todos os dias ou na maior parte dos dias.

E a anedonia, que é a perda do interesse e prazer nas coisa que normalmente levam ao prazer.

Algumas pessoas podem manifestar apatia no lugar da tristeza, uma espécie de indiferença, com pouca reatividade aos estímulos do ambiente.

E também a atimia, descrita como o sentimento da falta de sentimentos.

Outros sintomas que podem estar presentes são alterações do sono, insônia ou hipersonia ( dormir demais).

Alterações de peso e do apetite, para mais ou para menos, sentimentos de inutilidade ou de culpa.

Fadiga, perda de energia, agitação ou lentidão, dificuldade para pensar ou se concentrar, indecisão.

Pensamentos repetidos de morte ou de suicídio ou mesmo tentativa de suicídio.

Os sintomas devem causar sofrimento excessivo ou prejuízo no funcionamento do dia a dia da pessoa.

Ao passar por uma avaliação psiquiátrica, é importante que a avaliação não se restrinja a sintomas de pânico, pois a depressão pode estar encoberta pelos sintomas de pânico.

pânico e depressão

Como medo, pavor de morrer, de estar com uma doença grave fatal, como um AVC, um infarto agudo do miocárdio, de enlouquecer ou cometer um desatino.

Os sintomas de depressão por serem menos proeminentes podem passar despercebidos.

Pânico e depressão são transtornos que podem estar presentes  na mesma pessoa

Cabe ao médico investigar a presença desses sintomas, pois o tratamento pode mudar se a pessoa manifestar esses sintomas de depressão.

De um modo geral o tratamento do pânico e depressão é realizado com antidepressivos e eventualmente com tranquilizantes.

No entanto o mesmo antidepressivo pode ser usado  em doses diferentes quando a depressão estiver presente.

Isto é, em doses maiores para uma eficácia maior.

Importante lembrar que sintomas como irritabilidade, insônia e dificuldade para se concentrar estão presentes na ansiedade e na depressão.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Como lidar com a Depressão

Como lidar com a depressão?

como lidar com a depressão

Estou absolutamente convicto que a grande maioria das pessoas não sabe como lidar com a depressão.

Acredito também que muitas pessoas que sofrem de depressão não sabem o que é um episódio depressivo.

E seguem sofrendo, sem buscar ajuda especializada, isto é, procurar um psiquiatra.

Pois a psiquiatria é a especialidade médica que cuida disso.

Como posso saber se estou com depressão?

Existem algumas diretrizes baseadas em sintomas que podem ajudar alguém a saber se está ou não deprimido.

Que são chamados de critérios diagnósticos.

Existem sintomas considerados nucleares para o diagnóstico da depressão.

E se constituem nos dois critérios diagnósticos mais importantes para o seu diagnóstico. São eles:

  • Tristeza profunda, intensa e duradoura (todos os dias ou quase todos, durando a maior parte do dia)
  • Perda do prazer e interesse em tudo ou quase tudo que habitualmente levaria ao prazer

Para que o diagnóstico da depressão seja feito é preciso que pelo menos um dos dois critérios descritos esteja presente no quadro clínico.

Pelo menos outros três sintomas de depressão descritos abaixo devem estar presentes no quadro clínico para que fique caracterizada a depressão:

  • Distúrbio do sono: insônia ou hipersônia, que são a falta de sono ou o excesso de sono
  • Alterações do apetite, podendo haver aumento ou diminuição. Ou perda ou ganho de peso.
  • Sentimentos de culpa ou de inutilidade
  • Fadiga ou perda de energia
  • Agitação ou lentificação
  • Capacidade reduzida para pensar ou se concentrar, ou indecisão
  • Pensamentos de morte frequentes, ideias de suicídio, planos de se suicidar ou cometer suicídio

Os sintomas devem causar prejuízo no trabalho, vida social, familiar ou pessoal ou sofrimento acentuado.

Como lidar com a depressão

como lidar com a depressão

A pessoa que estiver com depressão, bem como os seus familiares e amigos ter em mente alguns pontos importantes:

  1. A depressão NÃO é preguiça, nem falta de vontade
  2. Depressão passa. É preciso ter um pouco de paciência
  3. Ela deve ser tratada, de preferência por um psiquiatra
  4. Existem antidepressivos eficazes no seu tratamento
  5. Ao ter ideias de se matar, procure ajuda especializada. Importante lembrar que essas ideias também se dissipam com a melhora do quadro
  6. Não de desespere. A palavra de ordem é PACIÊNCIA, pois isso vai passar
  7. Caso não disponha de um psiquiatra próximo, procure a ajuda de um clínico geral

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

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tito paes de barros neto

 

Remédio para Depressão

Remédio para depressão saltou do status de “não tem remédio”, desde a metade do século XX,  para uma condição em que uma vasta gama de antidepressivos encontra-se disponível no mercado.

remédio para depressão

É preciso lembrar, no entanto, que todos eles são vendidos mediante a apresentação de receita médica controlada.

Antidepressivos devem ser prescritos de acordo com as características próprias de cada tipo de depressão.

Importante dizer que o antidepressivo que é bom para uma determinada pessoa, pode não ser para outra.

Há diversas classes de antidepressivos:

  • Tricíclicos: são os antidepressivos de primeira geração. Entre eles estão o Tofranil, o Anafranil, o Tryptanol e o Pamelor. Sâo eficazes, porém causam diversos efeitos colaterais desagradáveis e têm contraindicações
  • Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS): atualmente são a classe de antidepressivos mais prescrita. Prozac, Aropax e Lexapro são os mais conhecidos
  • Inibidores de recaptação da serotonia e da noradrenalina (IRSN): constituem uma classe mais moderna de antidepressivos, com o diferencial de terem uma ação noradrenérgica, além da serotoninérgica. São eles, o Efexor, o Pristiq e o Cymbalta
  • Atípicos: são uma miscelânia de antidepressivos com mecanismos diversos e úteis em casos de depressão com características mais específicas. Aqui vão alguns seles: Remeron, Donaren, Prolift, Wellbutrin e o multimodal Brintelix
  • Inibidores da monoaminoxidase: praticamente não são mais utilizados. Um deles é extremamente eficaz, mas há muitos riscos no seu uso, principalmente com interações com outros medicamentos, com bebidas e com alimentos. São eles: Parnate e Aurorix (este não se prescreve mais). O Parnate ainda é prescrito em casos em que outros antidepressivos não surtiram efeitoremédio para depressão

 

São usados no tratamento da depressão e outros transtornos que não serão abordados neste artigo.

Um remédio para depressão não deve  ser emprestado a parentes e amigos. A recíproca é verdadeira

Quando um antidepressivo não funciona, o que ocorre em cerca de 40% dos casos, algumas estratégias de tratamento são utilizadas, como a potencialização com outros psicotrópicos, a troca do antidepressivo ou a associação de dois ou mais antidepressivos.

Antidepressivos causam efeitos colaterais que podem ser indesejáveis ou desejáveis.

Entre os efeitos indesejáveis, que são a maioria, temos tontura, dor de cabeça, boca seca, taquicardia. Um dos efeitos desejáveis é a sonolência que pode tratar a insônia de pacientes que apresentam depressão ansiosa.

Os antidepressivos também podem gerar interações medicamentosas com outros remédios , sejam estes antidepressivos ou não.

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tito paes de barros neto

 

Tristeza e Anedonia na Depressão

Tristeza e anedonia são sintomas nucleares de depressão. Devem estar presentes quando for feito o diagnóstico de um transtorno depressivo maior.

tristeza e anedonia

Anedonia é um sintoma que se traduz pela perda do prazer em todas ou quase todas as atividades que levam ao prazer:  sair para jantar ou dançar, viajar, estar entre amigos, praticar esportes, etc

Embora a tristeza seja bem conhecida de todos nós, na depressão ela deve ser intensa e ocorrer na maior parte de tempo, para que caracterize um quadro de depressão.

Em outras palavras, não basta estar um pouquinho triste ou desanimado para que seja feito o diagnóstico de depressão.

Além disso outros sintomas compõem o quadro clínico da depressão:

  • Choro
  • Cansaço
  • Falta de energia
  • Apatia
  • Desânimo
  • Irritabilidade
  • Pessimismo
  • Alterações do sono: estas podem ser de dois tipos.
  1. A dificuldade para dormir, caracterizando a insônia, que pode ser inicial, que é a dificuldade de adormecer (pegar no sono).
  2. Os despertares frequentes durante a noite, conhecidos como insônia intermediária.
  3. E o despertar precoce em que a pessoa acorda de madrugada e não consegue mais dormir.
  4. Há também a hipersônia, em que a pessoa tem uma necessidade maior do que os outros de dormir.

tristeza e anedonia

A hipersônia ocorre com uma frequência menor do que a insônia, e ambas podem ocorrer em  outros transtornos mentais.

É importante lembrar que quando a insônia ocorrer pontualmente, ou esporadicamente, ela não deve ser considerada como sintoma de um transtorno mental.

Outros sintomas:

  • Alterações do apetite: tanto a perda do apetite, como o seu aumento podem ser sintomas de depressão.
  • Alterações do peso, como a perda de peso, ocorrem comumente na depressão, e podem ser consequência das alterações do apetite. O ganho de peso, embora menos frequente, também pode ocorrer
  • Lentificação do curso do pensamento, da fala e dos movimentos
  • Alucinações e delírios na depressão psicótica grave
  • Ideias de morte e de suicídio, que podem evoluir para planos e tentativas de suicídio, ou mesmo a consumação do suicídio

Tristeza e Anedonia são os Sintomas Nucleares da Depressão

Mas é o tamanho da tristeza e da anedonia, juntamente com os sintomas psicóticos, que determinam a gravidade da depressão.

Por esta razão, se você estiver com sintomas de depressão, não demore para buscar ajuda especializada.

O psiquiatra é o profissional mais habilitado para tratar quem esteja com depressão.

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tito paes de barros neto

Angústia e Ansiedade Social

Angústia e ansiedade social  são problemas que caminham juntos, constituindo assim uma comorbidade.

Falamos em comorbidade quando dois ou mais transtornos estão presente na mesma pessoa.

A angústia se caracteriza por opressão e dor no peito, aperto na garganta, sensação de sufocamento e sintomas de depressão.

Angústia e Ansiedade Social

Um sentimento de agonia emocional também pode estar presente, além de um sentimento de vazio e de frio interno.

Na ansiedade social, o sintoma nuclear é o medo de ser avaliado negativamente pelos outros.

No dia a dia ocorre dificuldade de escolher ou de tomar decisões.

Ainda que sejam de caráter simples e que não tenham impacto na vida das pessoas com angústia.

O questionamento do sentido de sua existência é comum e, não raro, as pessoas ficam caladas e isoladas socialmente.

A perda da capacidade de lidar com o cotidiano faz parte do quadro clínico de quem se encontra angustiado. E também com ansiedade social

Sentindo desespero e incerteza, estas pessoas se vêem num beco sem saída. O isolamento pode ocorrer tanto pela angústia quanto pela ansiedade social.

Elas temem as consequências das decisões que tomam. E sentem-se muito inseguras ao ter que tomá-las.

Quando alguém estiver angustiado com dor e aperto no peito,  um clínico deve ser procurado para que seja avaliada uma possível cardiopatia.

Opressão no peito, aperto na garganta e medo de ser avaliado fazem parte do quadro clínico da comorbidade angústia e ansiedade social

Os sintomas de angústia estão sobrepostos aos de depressão.

Na verdade, muitos dos que se encontram angustiados também estão deprimidos.

Dá vontade de sair correndo e deixar tudo de ruim para trás. No entanto esta  estratégia não funciona.

Simplesmente pelo fato de que ao empreender esta fuga atabalhoada, a pessoa que sofre de angústia leva sua cabeça junto com ela.

Angústia e Ansiedade Social

Por exemplo, uma pessoa que esteja angustiada e deprimida pode resolver viajar para um lugar bonito.

E ao se encontrar lá, não sentir nenhum prazer.

Pelo contrário, ela pode experimentar uma dolorosa sensação de agonia por não estar conseguindo se divertir, que se soma aos outros sintomas, que a faz querer sumir de lá.

É importante lembrar que, enquanto na angústia as preocupações estão voltadas para o presente, na ansiedade elas estão direcionas para o futuro.

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tito paes de barros neto

Pânico com Sintomas de Depressão

No transtorno de pânico com sintomas de depressão, é importante ressaltar algumas questões que podem ser importantes no seu tratamento.

pânico com sintomas de depressão

Os sintomas de depressão podem agravar o pânico.

Particularmente, neste caso, a depressão é secundária ao transtorno de pânico.

Isto é, ela ocorre depois que o pânico já se encontrava presente.

No entanto, há pessoas que têm depressão, às vezes por anos a fio.

E que em um dado momento começam a manifestar ataques de pânico.

pânico com sintomas de depressão

Tanto no primeiro como no segundo caso,configura-se a comorbidade entre os dois transtornos.

Este ano, ao escrever alguns capítulos de  um livro sobre comorbidades em transtornos de ansiedade,  pude observar a elevada comorbidade entre transtornos de ansiedade e depressão.

Fiquei impressionado com alguns números, como a comorbidade entre a fobia social e a depressão que chega a ocorrer em 80% dos casos.

Embora o tema deste post seja  pânico e depressão comórbidos, isto também ocorra, ainda que em uma proporção menor.

Transtorno de pânico com sintomas de depressão é uma comorbidade comum afetando um grande número de pessoas

Por vezes, uma pessoa que sofra de transtorno de pânico e que evolua com um quadro de depressão, é importante lembrar que que esta depressão pode ser uma depressão bipolar.

Ou uma  depressão unipolar com sintomas psicóticos.

Nos dois casos citados acima, o tratamento mudo em função do tipo de depressão que se encontra presente no quadro de comorbidade.

Depressões bipolares necessitam de estabilizadores de humor, como o lítio, pois caso contrário, há uma piora do quadro da bipolaridade, com piora da  depressão.

Na depressão psicótica faz-se necessário o uso de antipsicóticos, pois os pacientes frequentemente apresentam alucinações e delírios.

Estes que devem ser tratados como parte do quadro clínico.

Uma das complicações conantess nestes transtornos é o surgimento de problemas relacionados  ao abuso de álcool e drogas.

Que pode ser visto como mais um agravante evolutivo nestes transtornos.

Ter pânico é um problema de saúde mental. Ter pânico e depressão é um problema mais complicado.

Se houver abuso de álcool e de drogas, a situação se complica ainda mais.

Assim são as comorbidades, que pioram o curso e o prognóstico dos transtornos mentais.

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tito paes de barros neto

 

Depressão Profunda

Depressão profunda é uma forma grave de depressão. A depressão por si só já é um problema sério de saúde mental atingindo um grande número de pessoas.

depressão profunda

Estima-se que cerca de 20% das pessoas tenham ou irão ter um episódio depressivo nas suas vidas, independentemente da gravidade do episódio.

Pensar que uma em cada cinco pessoas tenham ou irão ter um episódio depressivo parece assustador.

Agora, some-se a isto alguém que não dorme, encontra-se com lentidão, tem muita dificuldade de pensar, não se alimenta, apresenta acentuada perda de peso, e vive com ideias ou planos de cometer o suicídio.

Esta é a depressão profunda, transtorno que necessita atenção especial da família e do profissional responsável pelo seu tratamento.

Não esquecendo dos antidepressivos como um todo, lembro que existem antidepressivos que têm uma ação mais incisiva nos quadros mais graves de depressão.

Não adianta chamar a pessoa com depressão profunda de preguiçoso ou de vagabundo.

Este é um dos equívocos mais cruéis que as pessoas podem cometer.

A depressão profunda requer extrema atenção por parte da família e do psiquiatra para que o suicídio seja evitado

depressão profunda

Desta forma evita-se que as estatísticas sobre a prevalência do suicídio, que se encontra entre as dez maiores causas de morte no mundo , aumentem ainda mais.

Qualquer alusão sobre suicídio feita por quem esteja sofrendo de  um episódio depressivo deve ser levada a sério.

Se for um quadro de depressão profunda, deve  haver atenção redobrada.

Jamais fazer comentários do tipo “Fulano deve estar querendo chamar a atenção…”  Isso nunca.

Isso vale para todos, inclusive médicos.

Tive a oportunidade de testemunhar comentários inaceitáveis de alguns médicos (felizmente a minoria), a respeito de pacientes que tentaram o suicídio mas não atingiram o seu objetivo.

Comentários do tipo “Da próxima vez que você quiser se matar, pule da janela do seu apartamento.”

Isso é simplesmente criminoso. Está previsto na lei que você não pode incentivar ou induzir uma pessoa a cometer o suicídio.

Ainda a este respeito, é sabido que a maioria das pessoas que tentam o suicídio não morrem.

E isto ocorre por falta de conhecimento daquilo que é letal.

Na depressão profunda, ideação suicida, planos suicidas, gestos suicidas e tentativas de suicídio podem ser a regra e não a exceção.

Há pessoas que tomam soda cáustica tencionando morrer e o que acontece é que ficam com o esôfago destruído.

Outras, ao tomarem comprimidos, ao invés de morrer, ficam com sequelas neurológicas graves.

Alguns, ao pular pela janela do apartamento, encontram a fiação elétrica e sofrem uma queda que não é fatal.

Mas que pode deixá-los tetraplégicos.

Pessoas que tentam o suicídio e falham no seu intento,  frequentemente desenvolvem pensamentos do tipo “Nem pra me matar eu tenho competência.”

Depressão Profunda é um quadro grave que requer tratamento especializado

Hoje em dia, com antidepressivos modernos e eficazes, as chances de remissão dos casos de depressão profunda são bem melhores.

Além disso, há um tratamento biológico extremamente eficaz para depressões graves com risco de suicídio: a eletroconvulsoterapia ou ECT.

depressão profunda

Tive a oportunidade  de tratar pacientes que se encontravam à beira do suicídio.

E que responderam muito bem a este tratamento, retomando sua vida como era antes da doença.

A psicoterapia também é muito importante para os pacientes que sofrem de depressão profunda.

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tito paes de barros neto

 

Ansiedade e Depressão: Quando os Universos Coexistem

Ansiedade e depressão são problemas comuns, que podem aparecer conjuntamente ou isoladamente.

Neste artigo vou descrever alguns exemplos de como isto acontece e o que fazer.

Embora classificadas como problemas distintos, ansiedade e depressão apresentam sintomas em comum.

ansiedade e depressão

Ansiedade e depressão apresentam sintomas que fazem parte de ambas as síndromes.

É o caso da insônia e da irritabilidade, presentes tanto na ansiedade quanto na depressão.

Isto já foi descrito neste blog em um post intitulado Tipos de Depressão e Ansiedade.

Além disso, os sintomas de depressão e de ansiedade podem estar presentes na mesma pessoa.

Isto se dá no Transtorno Misto Ansioso e Depressivo, em que sintomas de ansiedade e depressão estão presentes no quadro clínico.

Mas nem os sintomas de ansiedade preenchem os critérios para o diagnóstico de um transtorno de ansiedade, nem os sintomas de depressão, para o diagnóstico de depressão.

Além disso, transtornos de ansiedade frequentemente apresentam sintomatologia depressiva.

Assim, na fobia social é frequente observarmos uma síndrome depressiva comórbida.

Em contrapartida, pessoas que estão  deprimidas podem apresentar sintomas de ansiedade ou mesmo transtornos de ansiedade.

Como, por exemplo, o transtorno do pânico.

O tratamento dos transtornos em que tanto a ansiedade quanto a depressão estão presentes deve ser feito visando a redução dos dois tipos de  sintomas.

Os antidepressivos com ação noradrenérgica devem dar lugar a outros com ação serotoninérgica e dopaminérgica, de preferência com algum efeito sedativo.

A comorbidade entre ansiedade e depressão torna a resposta ao tratamento mais difícil.

Quando houver um quadro de dois transtornos em comorbidade.

Por exemplo, um quadro de depressão e  e transtorno de pânico,  um antidepressivo que tenha um bom efeito nas duas síndromes .

Pode ser o Zoloft, o  Donaren, a Venlafaxina.

Mas algumas vezes, a resposta ao tratamento não é boa, havendo a necessidade de se associar dois antidepressivos.

A terapia comportamental é uma ferramenta de grande utilidade, devendo ser usada em associação com antidepressivos.

Em casos mais leves, a terapia comportamental pode ser o único tratamento.

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tito paes de barros neto

Isolamento Social, Ansiedade e Depressão

Frequentemente observamos o fenômeno do isolamento social nos transtornos psíquicos.

No entanto, este isolamento social se dá por diferentes razões nos diferentes transtornos.

isolamento social

Neste artigo, pretendo mostrar a relação entre o isolamento social e os transtornos de ansiedade e a depressão.

O isolamento social é um sintoma/comportamento comum e ocorre na ansiedade e na depressão.

E pode ser entendido como um comportamento de evitar o contato com outras pessoas.

Isto ocorre por razões diversas, conforme o transtorno em questão.

Nos transtornos de  ansiedade, por exemplo, pode ser o medo de alguma coisa dar errado.

Por exemplo, a pessoa teme ter um ataque de pânico e se isso acontecer, levar a um constrangimento sofrido para a pessoa.

Mas o medo pode ser também o de ter ataques de pânico e morrer.

Ou simplesmente, o medo se dá em razão de poder perder o controle ou de enlouquecer em público, por assim dizer.

Medo, loucura e perda do controle fazem parte das cognições presentes no transtorno de pânico.

Na fobia social, que é o transtorno de ansiedade que ocorre com maior frequência, o medo é o de ser avaliado negativamente pelos outros.

Por exemplo, ao suar, ao tremer ou ao falar com a voz embargada ou gaguejar.

A ideia de um comportamento inadequado causa grande ansiedade no fóbico social.

Nas fobias específicas, não existem estes medos.

No entanto, é muito frequente a depressão estar associada a estas fobias.

E aí, as razões do isolamento social são diferentes.

Por exemplo, o isolamento já não é determinado pelo medo e sim pela tristeza, falta de vontade e desânimo e, principalmente, pela falta de prazer em todas ou quase todas as coisas que levam ao prazer.

O isolamento social ocorre por medo na ansiedade e por desânimo na depressão

isolamento social

Encontrar pessoas para quem sofre de depressão não faz o menor sentido para o deprimido.

Ele observa as pessoas rindo, divertidas e isto não faz o menor sentido para ele, pois não entende porque elas estão se divertindo.

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tito paes de barros neto

 

Depressão Psicótica: Culpa e Hipocondria 

Depressão psicótica é um transtorno depressivo de maior complexidade e de manejo mais difícil que outros tipos de depressão.

Ela ocorre em cerca de 15% dos casos de depressão, e pode ser considerada uma manifestação mais grave que a depressão não psicótica.

depressão psicótica

A depressão psicótica se distingue da depressão não psicótica pois além do humor deprimido, definido por tristeza intensa e perda do prazer em tudo ou quase tudo, manifesta sintomas que ocorrem nos transtornos psicóticos.

Sintomas como alucinações, delírios, solilóquios e mussitação, hipocondria e risco de suicídio maiorque levam a uma necessidade de intervenção imediata.

A depressão psicótica é uma forma grave de depressão

Suas manifestações clínicas incluem:

Delírios: são alterações do conteúdo do pensamento que ocorrem com frequência na esquizofrenia e no transtorno delirante.

Trata-se de ideias cujo conteúdo não é compartilhado pelas outras pessoas. Por exemplo, alguém que afirma ser um novo Cristo que tem uma missão a realizar.

Eles também ocorrem na depressão psicótica, mas diferem dos outros delírios por seus conteúdos mais compreensíveis, mais maleáveis.

Abaixo, encontram-se exemplos de  delírios que ocorrem na depressão psicótica.

  • Culpa: uma mulher que se culpa, por exemplo, de ter sido uma péssima mãe (sem que isto tenha de fato ocorrido)
  • Ruína: ideias de ter perdido tudo, dinheiro, amigos, trabalho
  • Punição: a pessoa tem uma crença de esar sendo punida
  • Morte: alguém que acredita estar morto
  • Pessimismo, negativismo
  • Hipocondria: ideias de estar com uma doença incurável, apesar de o médico não confirmar estas ideias, e de os exames estarem normais.

Há casos extremos de delírios hipocondríacos em que a pessoas acredita que seus órgãos internos como fígado, intestinos, baço, etc estão apodrecendo.

Este quadro é conhecido como Síndrome de Cotard.

As alucinações se caracterizam pela percepção sem que haja um objeto real objeto. Podem ser, sobretudo.

depressão psicótica

  • Auditivas: a pessoa ouve vozes de caráter acusatório, sem que haja ninguém por perto
  • Visuais: visões de pessoas mortas ou dele mesmo, morto sem que haja qualquer indício na realidade.

Ilusões também podem estar presentes na depressão psicótica, e se caracterizam pela falsificação da percepção de um objeto real (ex: ao ver um cobertor e um travesseiro no sofá da sala, acreditar que é seja uma pessoa)

Solilóquios caracterizam-se pelo comportamento de falar sozinho e a mussitação, por murmurar sozinho.

Ambos são indícios claros de que a pessoa esteja ouvindo vozes, caracterizando assim as alucinações auditivas.

Se eu estiver com sintomas de depressão psicótica, o que devo fazer?

Procurar, sem maiores delongas, um psiquiatra, por se tratar de um problema grave de saúde mental.

Os antidepressivos são usados no tratamento da depressão psicótica, muitas vezes associados a drogas antipsicóticas, dependendo da gravidade dos delírios e/ou alucinações presentes no quadro clínico.

A psicoterapia é útil juntamente com os outros tratamentos citados acima. Jamais isoladamente.

Nos casos em que a gravidade é extrema, a eletroconvulsoterapia torna-se necessária.

Uma internação muitas vezes  torna-se imprescindível, sobretudo quando há ideação ou planos de cometer suicídio.

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