Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Fobia social e pânico: semelhanças e concomitâncias

Fobia social e pânico (ou transtorno de pânico) são transtornos que podem ocorrer concomitantemente., isto é em comorbidade.

Mas podem também guardar semelhanças entre eles.

fobia social e pânico

Como assim?

Em relação a ocorrerem concomitantemente, é sabido e descrito na literatura médica que podem estar presentes em uma mesma pessoa.

No entanto, isso é mais simples de entender do que o segundo caso, em que podem ser semelhantes.

O que dificulta o diagnóstico diferencial entre ambos.

Ahn?

Isso mesmo, pois tanto na fobia social como no pânico ocorrem ataques de pânico, que nada mais são do que crises de ansiedade.

Como saber, então, quando é fobia social e quando é transtorno de pânico?

Fobia social e pânico: em ambos ocorrem ataques de pânico

Os ataques de pânico do transtorno de pânico, entretanto diferem dos ataques de  pânico da fobia social

No transtorno de pânico os ataques de pânico são espontâneos, como se surgissem do nada.

Mas pode ocorrer em situações em que a razão do medo seja a de morrer, de não conseguir sair de um local.

Ou situações em que a saída esteja difícil.

fobia social e pânico

Na fobia social, o medo é devido ao pavor de ser avaliado pelos outros que está em jogo.

Sobretudo em situações que envolvem performance diante de uma plateia.

Por exemplo, ministrar uma aula ou apresentar um trabalho, por exemplo um seminário.

fobia social e pânico

Mas também em situações que envolvam o contato interpessoal.

Nesses casos a dificuldade maior do fóbico social é iniciar ou manter conversas.

Como por exemplo, ser apresentado a um desconhecido, expressar um ponto de vista, seja ele concordante ou não, flertar com alguém, reportar-se ao chefe , entre outras.

É importante que essa diferenciação seja feita por um psiquiatra, para que o tratamento adequado seja instituído.

No campo medicamentoso,os medicamentos usados no tratamento do pânico, com raras exceções são os mesmos para o tratamento da fobia social.

Em relação á psicoterapia, as técnicas podem diferir em alguns aspectos.

Embora pacientes com fobia social e com transtorno de pânico possam se beneficiar com procedimentos que envolvam a técnica da exposição.

Isto é o enfrentamento das  situações que deflagrem o pânico, na fobia social, o treino de habilidades sociais é fundamental para aqueles com esquiva de contatos interpessoais.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Fobias Estranhas e Raras Também Existem

Fobias estranhas costumam causar ainda mais perplexidade que as fobias comuns.

Tem gente que tem pavor de botões. Mas as fobias estranhas e raras não se limitam a ocorrências como estas.

Ainda que sejam estranhas, estas fobias não deixam de ser transtornos de ansiedade, mais especificamente transtornos fóbicos.

fobias estranhas

Veja abaixo a relação de algumas destas fobias:

  • Ablutofobia: medo de tomar banho ou usar qualquer método para se higienizar. Isso pode acarretar prejuízo em qualquer tipo de relação que envolva o contato interpessoal, como trabalho e vida social. Entretanto, é na vida amorosa que ocorre o maior prejuízo,  por motivos óbvios
  • Somniofobia: medo de adormecer e não acordar mais
  • Ergofobia: medo de trabalhar ou do ambiente de trabalho. Pode ser medo de cometer erros ou de interagir com as pessoas, como na fobia social
  • Nomofobia: medo ou esquiva de se comunicar com os outros usando aparelhos eletrônicos – telefone, radio, internet, skype
  • Filofobia: medo de amar, de ter um relacionamento amoroso, da rejeição
  • Heliofobia: medo do sol, dos raios solares. Pessoas com este tipo de fobia evitam a luz solar e só saem de casa à noite
  • Caetofobia: medo de cabelos e pelos do próprio corpo
  • Arquibutinofobia: pavor de certos alimentos, como produtos pastosos ou que tenham casquinhas, devido ao medo de que grudem no céu da boca
  • Afefobia: medo de ser tocado
  • Ecofobia: medo de eletrodomésticos
  • Coulrofobia: pavor de palhaços
  • Decidofobia: medo de tomar decisões
  • Cronofobia: medo do tempo passar. É mais frequente em pessoas idosas
  • Fagofobia: Medo de deglutir e engasgar com os alimentos
  • Cremetofobia: Medo de dinheiro
  • Tripofobia: Medo de buracos

As fobias estranhas, embora curiosas e, por vezes, engraçadas causam sofrimento acentuado nos seus portadores, devendo, por esta razão, serem tratadas adequadamente

É claro que fica difícil de abordar todas as fobias estranhas e raras que se encontram na face da terra. Isso poderia incluir a fobia de botões, de tomadas e outras que a nossa imaginação ainda não alcançou.

É preciso saber ou lembrar que estas fobias são tratadas da mesma maneira que as outras fobias.

Não existem medicamentos psicotrópicos que tenham eficácia no tratamento destas fobias.

terapia comportamental, sobretudo a técnica da exposição é a melhor forma de se tratar as fobias (vide os artigos publicados sobre fobias específicas neste blog).

Importante lembrar que a , isto é, o enfrentamento das situações temidas e evitadas, se dá de uma forma gradual.

Vou exemplificar o que estou dizendo citando a ablutofobia, que é o medo de tomar banho. A pessoa deve começar a se expor comedidamente.

Assim, o primeiro passo pode ser lavar um dos dedos da mão e ir progredindo na lavagem conforme a ansiedade vai diminuindo, até ficar igual a zero. Na progressão da exposição, lavar uma mão, o antebraço, o braço e assim, progredindo aos poucos, para o corpo todo.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório. Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

 

tito paes de barros neto

Fobia e Esquiva: Consequências do Pavor

Fobia e esquiva compõem o binômio que caracteriza os transtornos fóbicos ou fobias.

fobia e esquiva

Fobias são transtornos de ansiedade cuja principal característica é o  comportamento de evitar determinados objetos e/ou situações, também conhecido como esquiva fóbica.

Fobia e esquiva: é preciso mudar este comportamento

Para que este transtorno seja reconhecido como uma fobia não basta que a pessoa sinta medo ou pavor.

Ou que tenha o comportamento de esquiva ou evitação. Estas características são necessárias para que seja feito o diagnóstico.

fobia e esquiva

Fobia e esquiva estão sempre juntas.

No entanto, para que seja uma fobia de verdade, deve haver um prejuízo importante em pelo menos uma das áreas da vida de pessoa: trabalho, vida social, lazer ou vida amorosa.

Fobia e esquiva: a verdadeira fobia apresenta comportamento de esquiva e prejuízo importante em alguma área da sua vida

Por exemplo, uma pessoa que tenha medo de baratas, ao se defrontar com uma delas, saia correndo atrás da barata com um inseticida, não tem fobia de barata.

Isso para o fóbico é algo impensável. Ele não é capaz de enfrentar a barata.

Quem diz que tem fobia de barata e é capaz de matar uma delas, não tem fobia de barata.

O verdadeiro fóbico é capaz de subir em uma geladeira para ficar longe do inseto.

Ou, se uma barata estiver “passeando” por dentro de sua roupa, pode ser capaz de se despir em público para se livrar dela.

Isso  sim é fobia .

Curiosamente, pessoas com fobias circunscritas a determinados objetos e situações – as chamadas fobias específicas, dificilmente procuram tratamento.

A maioria das pessoas com fobia e esquiva não procura tratamento

A busca de ajuda especializada ocorre quando surgem transtorno comórbido, como a depressão ou um outro transtorno, como o transtorno pânico.

fobia e esquiva

Paradoxalmente, as fobias podem trazer grandes  limitações para quem sofre destes transtornos.

Um trabalho de psicoeducação com a descrição da natureza do quadro.

E as consequências da falta de tratamento poderiam evitar as complicações, como a cronificação e as comorbidades.

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tito paes de barros neto

Medo de Falar em Público

O medo de falar em público é um subtipo da fobia social, conhecido como fobia social circunscrita.

Tal qual na fobia social, o medo de falar em público ocorre com elevada frequência na população geral.

Mas não é intenso o bastante para causar prejuízo na vida de seus portadores

Quando ele se torna intenso, levando as pessoas a evitar falar em público ou a terem brancos, ou congelar, aí sim ele pode ser classificado como fobia social circunscrita.

Quando o medo de falar em público se torna intenso, causando limitações na vida de seus portadores, ele se torna uma fobia de falar em público.

medo de falar em publico

Ao se ver em uma situação em que tenha que falar em público.

Ou mesmo a antecipação desta situação, o fóbico pode sentir pavor, pânico e manifestar sintomas como os que se encontram abaixo:

  • Palpitação/coração acelerado
  • boca seca
  • Tremor
  • Suor excessivo
  • Tensão muscular
  • Palidez

Recentemente atendi um empresário que era obrigado a fazer reuniões mensais com seus funcionários.

Ele tinha muito receio destas ocasiões, sentia dores musculares de véspera e suava consideravelmente.

Para ele conseguir falar para sua platéia, era necessário que apoiasse seu braço firmemente  na mesa, pois sentia tontura e fixasse o olhar em um determinado ponto do auditório, pois sentia-se mal quando olhavam para ele.

A ocorrência deste quadro na população é comum e cabe tratamento especializado.

Causas do medo de falar em público: podem ser genéticas e ambientais.

medo de falar em publico

Como é tratado o medo de falar em público?

  • Com medicamentos: há uma classe de medicamentos, os Beta-bloqueadores que diminuem a taquicardia, o tremor e o suor excessivo, levando a um alívio dos sintomas.

Ansiolíticos também são eficazes, mas causam dependência química e prejuízo importante da memória.

Os antidepressivos de última geração (ex: lexapro, zoloft, luvox) são os medicamentos mais adequados para o tratamento desta fobia.

  • Com terapia comportamental baseada na exposição, isto é no enfrentamento das situações temidas é bastante utilizada, trazendo bons resultados.
  • Com exposição à realidade virtual: permite uma exposição muito eficaz pela possibilidade de repetição das cenas temidas e evitadas.

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tito paes de barros neto

Tipos de Fobia: Medos que Podem ser tanto Exagerados quanto Irracionais

Os tipos de fobia constituem um universo quase infinito, por assim dizer.

tipos de fobia

Imaginemos uma fração deste universo das fobias, os insetos e poderemos imaginar a vastidão dos seus habitantes: moscas, pernilongos, baratas, besouros, abelhas, vespas, borboletas, traças e muitos outros.

Agora imaginemos que um percentual da população tenha verdadeiro pavor de alguns deles:

Uma vez um homem se atirou de um cavalo por causa de uma vespa.

Em outra ocasião, um outro homem pulou de um barco por causa de uma aranha.

E não sabia nadar.

Quem tem fobia de chuva, raios, trovões e tempestade, muitas vezes se alojam dentro de um armário, com seu animal de estimação para sentir um conforto maior.

Ainda em relação à fobia de chuva, tem gente que assim que começa a chover, ou que o tempo muda, vai para o metrô e metrô e lá permanece até o tempo melhorar.

Os tipos de fobia podem levar seus portadores a fazer loucuras para se verem livres de seus objetos fóbicos.

Na verdade, é impressionante o comportamento das pessoas fóbicas, ao se defrontarem com o seu objeto temido.

tipos de fobia

Como o de uma mulher que ao perceber que havia uma barata na cozinha, simplesmente subiu na geladeira.

Entre as fobias mais irracionais, temos a fobia de borboleta.

Irracional por ser a borboleta um animal inócuo, que não faz mal a ninguém.

E que muitas vezes é de uma beleza que encanta.

Como explicar este medo?

Há diversos modos de aquisição de fobias, e,entre eles, temos:.

  • Herança genética. É o caso da fobia de sangue-agulhas-injeção-ferimentos. Quando uma pessoa é acometida, em 70% dos casos, outros familiares também são.
  • Condicionamento aversivo: uma experiência desagradável, como ficar preso em um lugar fechado, por exemplo um elevador, pode levar a pessoa a se esquivar de locais fechados e com risco de ficar presa.
  • Educação: pais podem dizer aos filhos que os cães são animais perigosos, ameaçadores e isto fará com que esta pessoa se mantenha longe destes animais.
  • Traumática: é pouco aceita

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tito paes de barros neto

Medo de Dentista: Terror com Hora Marcada

O barulho do motor funcionando, a anestesia, e o cheiro  da sala, entre outros, fazem parte dos elementos do medo de dentista, uma fobia que pode ser incapacitante.

Para o paciente, a ansiedade de antecipação relacionada ao medo de dentista é muito sofrida

medo de dentista

Talvez a história comece antes mesmo da chegada ao consultório do profissional, antecipando a trágica e dolorosa tortura.

Sim, imaginar a broca investindo contra os seus próprios dentes, deve causar muito medo.

Mas somente se você se deixar levar por estes pensamentos catastróficos.

Afinal, como será que a humanidade vai ao dentista sem que isto se torne um drama?

O que torna a ida ao dentista mais dramática e sofrida é a antecipação negativa dos fatos.

Por exemplo, ter uma crença inabalável de que vai sentir uma dor insuportável quando estiver na cadeira do dentista.

Ou que vai ter uma hemorragia gravíssima, seguida de anemia.

Geralmente o pior é o que está por vir.

Muitas pessoas reconhecem que a ansiedade era muito pior antes do que durante o período em que estavam na cadeira do dentista.

Uma das situações que podem suprimir a determinação de alguém de ir ao dentista é a necessidade de um tratamento de canal

O que pode ser feito em relação ao medo de dentista?

O ideal é procurar um profissional  com especialização em terapia comportamental cognitiva para tratar esta fobia.

O trabalho é feito com base na exposição, no enfrentamento das situações temidas e evitadas.

A exposição na imaginação  – imaginar as situações temidas – pode  levar a uma diminuição importante da ansiedade.

Um aspecto que pode ajudar muito e contribuir no tratamento é a busca de um dentista  paciente, calmo, tranquilo e com tempo disponível para aplicar uma hierarquia. Veja abaixo um exemplo de hierarquia durante uma ida ao dentista.

medo de dentista

Isto é feito de um modo gradual, dos níveis menores de ansiedade em direção aos níveis maiores.

Hierarquia:

  1. Dentista examina a boca do paciente usando apenas as mãos – 3
  2. Dentista examina com aparelhos que podem cutucar – 5
  3. Dentista mantém o motor em funcionamento durante um tempo -6
  4. Dentista prepara a anestesia – 8
  5. Dentista injeta o anestésico –  8
  6. Dentista usa o motor em uma cárie – 9

.

.

Este é um modelo genérico de hierarquia para exposição.

Outros podem ser usados dependendo dos medos do paciente.

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tito paes de barros neto

Medos: Você tem? Quais são eles?


Quando se fala em medos, um universo muito grande de situações e objetos se abre sobre nós.

Alguns medos são estranhos, bizarros. Como o caso de um rapaz que tinha pavor de penas de aves.

Outros medos se constituem no universo das fobias.

O escritor Leon Eliachar afirmava que tinha um único medo: de usar o banheiro na casa de alguém, dar a descarga e a água subir, subir, subir…

Medo pode parecer uma coisa ruim, mas nem sempre é assim.

Os medos podem ser bons

medos

Alguns medos tem um papel protetor do ser humano. Vejamos:

Por que razão não dirigimos a 120km por hora nas ruas das cidades?

Simples: porque temos medo de nos envolvermos em um acidente fatal.

Por que respeitamos os sinais de trânsito das vias públicas? Para evitarmos o envolvimento em acidentes.

Por que olhamos para um lado e para outro antes de atravessarmos uma via movimentada? Porque temos medo de sermos atropelados.

Por que tomamos vacinas? Por que temos medo de adoecer.

Como se pode ver, o medo protege o ser humano e a sua espécie contra a sua própria extinção. E assim nos traz uma tranquilidade maior para viver

Imagina agora como seria se os seres humanos não tivessem nenhum medo. O que aconteceria?

Poucos sobreviveriam na face da terra

Temos também aqueles medos que são ruins: os medos fóbicos

medos

São  muitas as fobias presentes na vida das pessoas:

Agorafobia: uma fobia que está relacionada ao transtorno de pânico. A pessoa teme e evita situações que ela relaciona como sendo passíveis de desencadear ataques de pânico.

Fobia social: o temor é o de ser avaliado negativamente pelos outros. Muita vergonha. Medo de falar em público.

Fobia específicas: são as mais comuns e incluem medo de animais, altura, escuro, avião, dirigir, água, sangue e ferimentos, locais fechados.

Todas as fobias específicas devem ser tratadas. Os melhores resultados são obtidos com a terapia cognitivo-comportamental.

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tito paes de barros neto

Medo de altura: quanto mais alto pior

A fobia ou o medo de altura encontra-se classificado como uma fobia específica e caracteriza-se por medo acentuado e esquiva de situações em que a pessoa se veja em uma situação acima do solo, mesmo que esta possa ser uma escada doméstica de dois ou três degraus.

Entrar em contato com estas situações deflagra um medo intenso ou o evitar a qualquer custo o contato com elas.

A simples antecipação do encontro com estas situações já pode levar ao pavor ou à esquiva.

Quem tiver medo de altura, ao entrar em contato com qualquer situação relacionada á isto pode ter um ataque de pânico.

Com sintomas como taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente ou desmaio, tontura, tremor, suor, sensação de descontrole.

Situações presentes no medo de altura

medo de altura

Algumas situações estão presentes no medo de altura. Vejamos algumas delas:

  • Olhar pela janela de um prédio – dependendo de cada caso isto vai se dar em andares mais baixos ou mais altos.
  • Usar uma passarela
  • Subir em escadas
  • Usar elevadores
  • Viajar de avião
  • Usar escadas rolantes
  • Atravessar uma ponte
  • Fazer um rapel ou uma tirolesa
  • Escalar uma montanha
  • Praticar alguns esportes como arvorismo e salto com vara

Qual a causa ou as causas da fobia de altura?

Não se sabe ao certo as causas desta fobia. Entretanto algumas teorias são apresentadas na literatura sobre as fobias em geral:

  • Modelação da ansiedade fóbica dos pais: aqui a criança copia o padrão de medo e esquiva de um ou de ambos os pais.
  • Educação/ instruções: quando os pais educam os filhos enfatizando os perigos dos ambientes altos.
  • Condicionamento aversivo: a pessoa passa por alguma situação muito desagradável ou aversiva e a partir daí passa a evitar estas situações
  • Genética: pouco provável.

Tenho fobia de altura, o que devo fazer?

medo de altura

O melhor é procurar um profissional que trabalhe com terapia comportamental cognitiva, independentemente dele ser psiquiatra ou psicólogo, sobretudo a terapia de exposição.

É a terapia que pode resolver o problema.

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Medo de amar: uma fobia comum

O medo de amar pode parecer algo absurdo aos olhos de muita gente.

medo de amar

No entanto, pode ser entendido como medo de sofrer.

Um tipo de medo igual ao que ocorre nas fobias.

E que leva as pessoas a se esquivarem de relacionamentos sérios por medo da rejeição.

Ou de perderem a sua liberdade ou o seu estilo de vida.

Medo de amar: de onde ele vem?

De muitos lugares, de muitas situações, que envolvem sobretudo as dores que cada um já sentiu um dia, como ouvir da pessoa amada que ela não ama mais você.

Ou que ela conheceu outra pessoa e resolveu ficar com ela.

Ser trocado por outra pessoa.

Terrível, não?

E então, pronto para outra? Nem pensar.

Desanimado? Só apavorado.

Com muito medo.

Nos tornamos fóbicos de amor por essas e outras..

Há pessoas que passaram por tantos relacionamentos que não deram certo, que se sentem incompetentes para o amor.

E passam a evitar relacionamentos amorosos como o diabo foge da cruz.

Pelo medo da dor.

É a chamada fobia de compromisso.

Esta fobia teria como objetivo nos proteger contra o sofrimento.

Mas NÃO funciona, simplesmente porque evitar a dor é impossível.

O medo de amar determina o comportamento de esquiva fóbica

“Tenho medo de me machucar, por isso não me atrevo a arriscar.” Monique Frebell”

O medo de decepcionar o outro também pode ser apontado como uma das razões para a esquiva do amor.

Pode acontecer de alguém ficar dividido entre ter e não ter um vínculo amoroso.

E na prática, o que acontece é um mudar constante de parceiro temendo que a relação se torne mais íntima.

E este alguém pula de galho em galho, alegando não ter encontrado ainda a pessoa da sua vida.

Uma das estratégias usadas pelo fóbico de compromisso para romper vínculos é a de encontrar defeitos no parceiro que o destituam de ocupar o lugar de um cônjuge.

Estratégia que é pura sabotagem do relacionamento

Minha sugestão é : Vá com medo mesmo.

Arrisque-se.

Tente viver um grande amor.

Você vai ver que isso é muito maior que um sofrimento por uma rejeição.

Como disse Vinicius de Moraes: “A lhe dizer que vale mais morrer de dor, do que viver num paraíso sem amor…”

Afinal, quem nunca sofreu por amor?

Apenas aqueles que jamais se arriscaram.

E então, vamos abandonar esta  sua fobia de compromisso?

medo de amarDepois você me conta o que aconteceu.

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Medo de dirigir: temor deve estar presente

Você tem medo de dirigir?

medo de dirigir

Ter medo de dirigir é bom? Sim, até certo ponto é bom. Na verdade, ter medo de certas coisas na vida é saudável.

Vejamos como isto se  aplica ao medo de dirigir: pode ser um medo de causar um acidente ou mesmo envolver-e em um acidente sem ter culpa.

O medo pode fazer com que você dirija mais devagar. E respeitando a sinalização, reduzindo desta forma a possibilidade de acidentes.

O medo protege

Tudo isso faz parte do medo normal que as pessoas sentem e que é um legado que o ser humano carrega dentro de si e que o protege contra sua própria extinção.

Poucos seres humanos sobreviveriam em nosso planeta sem medo.

O problema é quando este medo se torna exagerado ou irracional, levando as pessoas a evitarem dirigir a qualquer preço, por pavor de acidentes.

Há pessoas que não dirigem para nenhum lugar.

Outras, que só dirigem em ruas e locais muito próximos de suas casa.

Há também aqueles que dirigem para qualquer lugar, mas que evitam a todo custo dirigirem em avenidas e vias expressas.

Outros ainda, dirigem no perímetro urbano, mas se esquivam de rodovias.

E o que fazer se você evita algumas destas situações?

Em primeiro lugar, deve ser estabelecido um objetivo, que vai variar de pessoa para pessoa.

Vamos supor que seja alguém que evita dirigir para qualquer lugar

O objetivo poderia ser “Dirigir para onde eu bem entender.”

Em cima deste objetivo poderiam ser construídas hierarquias graduais para a exposição. Vou exemplificar:

Medo de dirigir e exposição

DIRIGIR ENTRO DA GARAGEM DO PRÉDIO – 1

DIRIGIR DANDO VOLTAS NO QUARTEIRÃO – 3

DIRIGIR EM RUAS CALMAS DO BAIRRO – 4medo de dirigir

DIRIGIR PELO BAIRRO, PEGANDO UMA AVENIDA- 5

SAIR DO BAIRRO E DIRIGIR EM AVENIDAS – 7

DIRIGIR UM UMA VIA EXPRESSA – 9

DIRIGIR EM UMA ESTRADA – 10

A exposição é feita de item de menor ansiedade em direção ao item seguinte.

Só mudar de item após a ansiedade ficar ZERO no item em que está se dando a exposição.

Não é difícil. Para quem preferir, existem autoescolas especializadas neste tema.

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tito paes de barros neto