Tratamento para Transtornos de Ansiedade em São Paulo

Fobia social e pânico: semelhanças e concomitâncias

Fobia social e pânico (ou transtorno de pânico) são transtornos que podem ocorrer concomitantemente., isto é em comorbidade.

Mas podem também guardar semelhanças entre eles.

fobia social e pânico

Como assim?

Em relação a ocorrerem concomitantemente, é sabido e descrito na literatura médica que podem estar presentes em uma mesma pessoa.

No entanto, isso é mais simples de entender do que o segundo caso, em que podem ser semelhantes.

O que dificulta o diagnóstico diferencial entre ambos.

Ahn?

Isso mesmo, pois tanto na fobia social como no pânico ocorrem ataques de pânico, que nada mais são do que crises de ansiedade.

Como saber, então, quando é fobia social e quando é transtorno de pânico?

Fobia social e pânico: em ambos ocorrem ataques de pânico

Os ataques de pânico do transtorno de pânico, entretanto diferem dos ataques de  pânico da fobia social

No transtorno de pânico os ataques de pânico são espontâneos, como se surgissem do nada.

Mas pode ocorrer em situações em que a razão do medo seja a de morrer, de não conseguir sair de um local.

Ou situações em que a saída esteja difícil.

fobia social e pânico

Na fobia social, o medo é devido ao pavor de ser avaliado pelos outros que está em jogo.

Sobretudo em situações que envolvem performance diante de uma plateia.

Por exemplo, ministrar uma aula ou apresentar um trabalho, por exemplo um seminário.

fobia social e pânico

Mas também em situações que envolvam o contato interpessoal.

Nesses casos a dificuldade maior do fóbico social é iniciar ou manter conversas.

Como por exemplo, ser apresentado a um desconhecido, expressar um ponto de vista, seja ele concordante ou não, flertar com alguém, reportar-se ao chefe , entre outras.

É importante que essa diferenciação seja feita por um psiquiatra, para que o tratamento adequado seja instituído.

No campo medicamentoso,os medicamentos usados no tratamento do pânico, com raras exceções são os mesmos para o tratamento da fobia social.

Em relação á psicoterapia, as técnicas podem diferir em alguns aspectos.

Embora pacientes com fobia social e com transtorno de pânico possam se beneficiar com procedimentos que envolvam a técnica da exposição.

Isto é o enfrentamento das  situações que deflagrem o pânico, na fobia social, o treino de habilidades sociais é fundamental para aqueles com esquiva de contatos interpessoais.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

Medo de ser observado

Medo de ser observado é um dos sintomas mais importantes da fobia social e causa grande desconforto e ansiedade em quem sofre desse transtorno.

medo de ser observado

O medo em questão surge sempre na presença de outras pessoas, não importando muito o número de pessoas presente.

Algumas situações em que surge o medo e o desconforto de ser observado estão relacionadas abaixo:

  • Atravessar uma sala onde as outras pessoas estejam sentadas
  • Caminhar na rua ou em uma praça  ou em um parque
  • Entrar atrasado em uma peça de teatro ou cinema
  • Alguém fixando o olhar em você em um bar ou restaurante

Medo de ser observado é um sintoma comum da fobia social

Em todas essas situações  pode estar  presente o medo de ser avaliado negativamente, presente na fobia social.

Vale a pena dizer que no reino animal quando um predador fixa o olhar em uma presa, ele irá atacá-la.

Nos momentos que antecedem esse ataque, a presa fica ofegante, com os olhos arregalados, em um estado que pode ser descrito como medo.

Por essa razão, seres humanos sentem-se desconfortáveis quando são encarados. Portanto, encarar as pessoas não é um comportamento recomendável em situações sociais.

Algumas pessoas, ao darem uma aula,  um seminário ou proferirem uma palestra, preferem fixar um ponto do auditório ou da sala de aula para não se incomodar com o olhar dos outros sobre elas.

medo de ser observado

O que pode levar essas pessoas a experimentarem sintomas como batedeira no peito, tontura/vertigem, tremor e suor abundante.

Quem sofre de fobia social desvia o olhar com frequência por duas razões: por se incomodar ao ser observado pelas outras pessoas.

E também por acreditar que o seu olhar irá perturbar os outros.

Há fóbicos sociais que não conseguem sustentar o olhar por um segundo sequer, mantendo os olhos voltados para o chão ou para os lados.

São pessoas mais comprometidas, que apresentam um prejuízo funcional maior no trabalho, vida social e lazer.

Muitas vezes com depressão comórbida, outros transtornos de ansiedade e abuso de álcool e drogas.

E  por isso necessitam de tratamento especializado.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório.

Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

tito paes de barros neto

 

Fobias Estranhas e Raras Também Existem

Fobias estranhas costumam causar ainda mais perplexidade que as fobias comuns.

Tem gente que tem pavor de botões. Mas as fobias estranhas e raras não se limitam a ocorrências como estas.

Ainda que sejam estranhas, estas fobias não deixam de ser transtornos de ansiedade, mais especificamente transtornos fóbicos.

fobias estranhas

Veja abaixo a relação de algumas destas fobias:

  • Ablutofobia: medo de tomar banho ou usar qualquer método para se higienizar. Isso pode acarretar prejuízo em qualquer tipo de relação que envolva o contato interpessoal, como trabalho e vida social. Entretanto, é na vida amorosa que ocorre o maior prejuízo,  por motivos óbvios
  • Somniofobia: medo de adormecer e não acordar mais
  • Ergofobia: medo de trabalhar ou do ambiente de trabalho. Pode ser medo de cometer erros ou de interagir com as pessoas, como na fobia social
  • Nomofobia: medo ou esquiva de se comunicar com os outros usando aparelhos eletrônicos – telefone, radio, internet, skype
  • Filofobia: medo de amar, de ter um relacionamento amoroso, da rejeição
  • Heliofobia: medo do sol, dos raios solares. Pessoas com este tipo de fobia evitam a luz solar e só saem de casa à noite
  • Caetofobia: medo de cabelos e pelos do próprio corpo
  • Arquibutinofobia: pavor de certos alimentos, como produtos pastosos ou que tenham casquinhas, devido ao medo de que grudem no céu da boca
  • Afefobia: medo de ser tocado
  • Ecofobia: medo de eletrodomésticos
  • Coulrofobia: pavor de palhaços
  • Decidofobia: medo de tomar decisões
  • Cronofobia: medo do tempo passar. É mais frequente em pessoas idosas
  • Fagofobia: Medo de deglutir e engasgar com os alimentos
  • Cremetofobia: Medo de dinheiro
  • Tripofobia: Medo de buracos

As fobias estranhas, embora curiosas e, por vezes, engraçadas causam sofrimento acentuado nos seus portadores, devendo, por esta razão, serem tratadas adequadamente

É claro que fica difícil de abordar todas as fobias estranhas e raras que se encontram na face da terra. Isso poderia incluir a fobia de botões, de tomadas e outras que a nossa imaginação ainda não alcançou.

É preciso saber ou lembrar que estas fobias são tratadas da mesma maneira que as outras fobias.

Não existem medicamentos psicotrópicos que tenham eficácia no tratamento destas fobias.

terapia comportamental, sobretudo a técnica da exposição é a melhor forma de se tratar as fobias (vide os artigos publicados sobre fobias específicas neste blog).

Importante lembrar que a , isto é, o enfrentamento das situações temidas e evitadas, se dá de uma forma gradual.

Vou exemplificar o que estou dizendo citando a ablutofobia, que é o medo de tomar banho. A pessoa deve começar a se expor comedidamente.

Assim, o primeiro passo pode ser lavar um dos dedos da mão e ir progredindo na lavagem conforme a ansiedade vai diminuindo, até ficar igual a zero. Na progressão da exposição, lavar uma mão, o antebraço, o braço e assim, progredindo aos poucos, para o corpo todo.

Se você precisar de ajuda nas áreas de psiquiatria ou psicoterapia, estarei disponível para atendê-lo em meu consultório. Caso resida em outro local, procure ajuda especializada em sua cidade ou estado.  Infelizmente não é possível fazer consultas pela internet.

 

tito paes de barros neto

Fobia e Esquiva: Consequências do Pavor

Fobia e esquiva compõem o binômio que caracteriza os transtornos fóbicos ou fobias.

fobia e esquiva

Fobias são transtornos de ansiedade cuja principal característica é o  comportamento de evitar determinados objetos e/ou situações, também conhecido como esquiva fóbica.

Fobia e esquiva: é preciso mudar este comportamento

Para que este transtorno seja reconhecido como uma fobia não basta que a pessoa sinta medo ou pavor.

Ou que tenha o comportamento de esquiva ou evitação. Estas características são necessárias para que seja feito o diagnóstico.

fobia e esquiva

Fobia e esquiva estão sempre juntas.

No entanto, para que seja uma fobia de verdade, deve haver um prejuízo importante em pelo menos uma das áreas da vida de pessoa: trabalho, vida social, lazer ou vida amorosa.

Fobia e esquiva: a verdadeira fobia apresenta comportamento de esquiva e prejuízo importante em alguma área da sua vida

Por exemplo, uma pessoa que tenha medo de baratas, ao se defrontar com uma delas, saia correndo atrás da barata com um inseticida, não tem fobia de barata.

Isso para o fóbico é algo impensável. Ele não é capaz de enfrentar a barata.

Quem diz que tem fobia de barata e é capaz de matar uma delas, não tem fobia de barata.

O verdadeiro fóbico é capaz de subir em uma geladeira para ficar longe do inseto.

Ou, se uma barata estiver “passeando” por dentro de sua roupa, pode ser capaz de se despir em público para se livrar dela.

Isso  sim é fobia .

Curiosamente, pessoas com fobias circunscritas a determinados objetos e situações – as chamadas fobias específicas, dificilmente procuram tratamento.

A maioria das pessoas com fobia e esquiva não procura tratamento

A busca de ajuda especializada ocorre quando surgem transtorno comórbido, como a depressão ou um outro transtorno, como o transtorno pânico.

fobia e esquiva

Paradoxalmente, as fobias podem trazer grandes  limitações para quem sofre destes transtornos.

Um trabalho de psicoeducação com a descrição da natureza do quadro.

E as consequências da falta de tratamento poderiam evitar as complicações, como a cronificação e as comorbidades.

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tito paes de barros neto

Fobias mais Comuns: Medos bem Definidos


As fobias mais comuns são as fobias de insetos e de pequenos animais, que fazem parte das fobias específicas.

Juntamente com a fobia social, elas têm uma prevalência elevada.

Há um número grande de fobias. Nem todas serão abordadas neste artigo.

fobias mais comuns

Tanto a fobia social quanto a agorafobia já foram abordadas com maior  profundidade em outros artigos deste blog e por isto não serão incluídas neste post.

As fobias específicas são transtorno de ansiedade que se caracterizam por medo e comportamento de esquiva de determinados objetos e situações .

Elas são classificadas da seguinte maneira:

  1. Ambiente natural
  2.  Animais
  3. Sangue-agulhas-injeção-ferimentos
  4. Situacional
  5. Outras: fobias alimentares

Em relação a ambiente natural temos: altura, água, que pode ser do mar, de piscinas, de rios, de represas, de tempestade e até mesmo a água do chuveiro e escuro.

Animais: insetos , pequenos animais, como sapos, lagartixas ou mesmo animais de maior porte, como cães e cavalos.

fobias mais comuns

Sangue, agulhas e ferimentos: fazer um exame de sangue ou mesmo doar sangue. A visão de ferimentos como cortes, arranhaduras, hematomas, ou de ver alguém colhendo sangue, ou se submetendo a um procedimento cirúrgico, doando sangue ou tomando uma injeção.

Situacional: dirigir, estar em um avião.

Outra: alimentar – o que determina o quadro fóbico é o medo de engasgar com os alimentos ou mesmo uma aversão por determinados tipos de alimentos (geralmente gordurosos).

Não existe remédio para as fobias mais comuns

E nem para as fobias mais raras.

A este respeito são descritas fobias estranhas, diferentes das fobias mais comuns. São exemplos destas fobias, a fobia de botões e também a fobia de tomadas.

Eu, particularmente, nunca atendi ninguém com fobias como estas.

O tratamento das fobias específicas não é feito com medicamentos.

A terapia de exposição é o melhor tratamento para estas fobias

Os pacientes fóbicos não respondem bem aos antidepressivos ou a quaisquer outros psicotrópicos.

O tratamento é feito com terapia comportamental.

A principal técnica desta modalidade de terapia é a exposição, que é o enfrentamento gradual e progressivo das situações temidas e/ou evitadas. E isto pode ser feito ao vivo, na imaginação ou com o uso da realidade virtual

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tito paes de barros neto

 

Pânico e Agorafobia: Papel do Psiquiatra

Pânico e agorafobia são transtornos relacionados.

panico e agorafobia

O pânico,  síndrome do pânico, transtorno de pânico ou ansiedade paroxística episódica  são termos usados para definir o pânico, que se caracteriza por ataques de pânico, ou ansiedade, de repetição.

Veja os posts Transtorno do pânico, Síndrome do pânico e Transtorno do pânico e agorafobia neste blog.

Já a agorafobia não dispõe de tantos sinônimos, mas pode ser entendida como o medo de ter medo em situações em que a pessoa estima que possa ter um ataque de pânico.

A partir daí, surge um comportamento de evitar estas situações, pelo medo de um ataque de pânico.

Na agorafobia, a esquiva se dá em situações nas quais a saída seja difícil ou o socorro indisponível.

Isto traz uma série de situações relacionadas ao que foi citado logo acima, conforme consta abaixo.

  • Usar o metrô e outros transportes coletivos, como ônibus, trem e avião
  • Andar no banco de trás  de carros com duas portas

Nos dois itens citados acima, fica evidente a dificuldade de sair das situações.

O que desencadeia muita ansiedade , levando a pessoa a evitar estas situações.

Ou a suportá-las com muito sofrimento.

Particularmente no avião, a ansiedade pode chegar a extremos.

Outras situações comuns e evitadas são a cadeira do dentista, do barbeiro e da manicure.

Tive um paciente que evitava a qualquer preço ir ao dentista e sofreu um grande estrago nos seus dentes por conta disso.

  • Quando o socorro encontra-se indisponível

É muito comum que aqueles que sofrem de transtorno de pânico e agorafobia evitem estradas que não tenham telefones de emergência a cada dois quilômetros.

Isto ocorre por medo de passarem mal e não serem socorridos.

Por isso, é muito comum que eles precisem sempre da companhia de alguém que possa ajudá-los, no caso de precisarem ser levados ao pronto-socorro (o que geralmente não acontece).

Há uma série de outras situações relacionadas a este tema e que encontram-se no post Agorafobia neste blog.

No pânico e agorafobia a esquiva está  relacionada a situações em que a saída esteja difícil ou o socorro indisponível

O tratamento deve ser feito por um psiquiatra e por um terapeuta de abordagem comportamental.

Ele se dá com medicamentos antidepressivos e outros para ajudar a ação destes.

A terapia de exposição é de grande utilidade no tratamento e está descrita nos posts citados acima.

panico e agorafobia

Clínicos e neurologistas costumam saber tratar os ataques de pânico.

Mas não a agorafobia, que está presente na grande maioria dos casos.

Por isso, o psiquiatra tem um papel fundamental no seu tratamento.

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tito paes de barros neto

 

Fobia de Insetos e de outros Bichos

A fobia de insetos faz parte do subtipo  fobias de Animais das fobias específicas e se caracteriza por pavor de insetos e de pequenos animais.

A fobia de insetos e de pequenos animais são  comuns.

Na verdade, elas constituem a grande maioria das fobias.

fobia de insetos e de outros bichos

Mas podem também se manifestar em relação a animais de porte maior.

Ao entrar em contato com um inseto ou outro animal, a reação é de intensa ansiedade, que pode chegar a um ataque de pânico.

E aí você poderia me perguntar: Mas isto não é transtorno do pânico?

E eu vou afirmar que não, uma vez que no transtorno do pânico, os ataques de pânico são espontâneos.

Isto é,  não estão relacionados com objetos ou situações, como animais.

O comportamento de quem sofre de fobia de insetos e de outros bichos é de fuga ao se defrontar com eles.

E também de evitar, custe o que custar, entrar em contato com os bichos, caracterizando o comportamento de esquiva, que pode ser extensa, limitando e causando grandes prejuízos na vida dos seus portadores.

Cerca de 10% a 12% da população sofre de fobias específicas, mas dificilmente procuram tratamento especializado. O mais comum é buscarem ajuda especializada na presença de um outro transtorno comórbido.

Isto é, quando um outro transtorno está presente, como por exemplo, a depressão, complicando ainda mais o quadro clínico.

fobia de insetos e de outros bichos

Abaixo se encontra uma lista de animais que  podem deixar algumas pessoas absolutamente apavoradas ao entrarem em contato com eles.

Ou a simples antecipação deste contato.

  • Baratas
  • Borboletas
  • Joaninhas
  • Abelhas
  • Vespas
  • Lagartixas
  • Taturanas
  • Aranhas
  • Pássaros
  • Morcegos
  • Cães
  • Gatos
  • Ratos
  • Cobras
  • lagartos
  • Sapos

fobia de insetos e de outros bichos

Ao entrar em contato com estes insetos ou outros bichos, a reação de ansiedade é imediata, com taquicardia, falta de ar, tremor, suor , ficar paralisado sem esboçar reação e medo que pode chegar ao pavor. Os ataques de pânico são frequentes.

A fobia de insetos e as fobias de pequenos animais são os tipos mais comuns de fobias específicas

fobia de insetos e de outros bichos

Alguém que sofra desse tipo de fobia, geralmente tem sintomas relacionados a um único bicho. No entanto ela pode ter também pavor de outros bichos. Por exemplo, ela pode temer baratas e também sapos.

Quanto mais inócuo for o animal que desencadeia a fobia, mais irracional e mais incompreensível se torna o comportamento daquele que que é fóbico. Basta imaginar alguém fugindo de uma borboleta. Ou tendo um ataque de pânico diante de uma joaninha.

Agora, se alguém evita o contato com um cachorro com cara de poucos amigos, fica mais fácil de entender o seu comportamento como sendo um medo real.

Tratamento da fobia de insetos e de outros bichos

Não existem medicamentos para tratar este tipo de fobias. Muitos tentam driblar a ansiedade com calmantes, do tipo Valium, Frontal, e acabam se tornando dependentes dessas substâncias e de outras, na tentativa de se tratar.

Estes  remédios podem inclusive atrapalhar a terapia comportamental.

Dentro da terapia comportamental, o tratamento de escolha é a Exposição. 

Esta consiste em entrar em contato com o objeto temido e evitado de forma frequente e, na medida do possível, gradualmente.

Por exemplo, se você tiver fobia de pássaros, procure começar  com um pássaro amigável; ou bonito. Por exemplo, um beija-flor. Não comece com um falcão ou um carcará, que parecem mais ameaçadores. Faça estes exercícios pelo menos três vezes por semana por 40 a 60 minutos.

Veja lojas de animais. Se estiver difícil, pesquise imagens do YouTube sobre o animal temido e faça a exposição com estes videos. Procure fazê-lo também de forma gradual e repetida.

No entanto, um terapeuta de abordagem comportamental seria o ideal no tratamento destas fobias.

Como você deve ter notado, há diversas imagens bem variadas de diversos animais neste artigo.

Elas servirão para que você,  que tem fobia de animais, se exponha a elas fazendo exposição na imaginação.

Isto pode ser útil no seu tratamento.

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tito paes de barros neto

 

Tipos de Fobia: Medos que Podem ser tanto Exagerados quanto Irracionais

Os tipos de fobia constituem um universo quase infinito, por assim dizer.

tipos de fobia

Imaginemos uma fração deste universo das fobias, os insetos e poderemos imaginar a vastidão dos seus habitantes: moscas, pernilongos, baratas, besouros, abelhas, vespas, borboletas, traças e muitos outros.

Agora imaginemos que um percentual da população tenha verdadeiro pavor de alguns deles:

Uma vez um homem se atirou de um cavalo por causa de uma vespa.

Em outra ocasião, um outro homem pulou de um barco por causa de uma aranha.

E não sabia nadar.

Quem tem fobia de chuva, raios, trovões e tempestade, muitas vezes se alojam dentro de um armário, com seu animal de estimação para sentir um conforto maior.

Ainda em relação à fobia de chuva, tem gente que assim que começa a chover, ou que o tempo muda, vai para o metrô e metrô e lá permanece até o tempo melhorar.

Os tipos de fobia podem levar seus portadores a fazer loucuras para se verem livres de seus objetos fóbicos.

Na verdade, é impressionante o comportamento das pessoas fóbicas, ao se defrontarem com o seu objeto temido.

tipos de fobia

Como o de uma mulher que ao perceber que havia uma barata na cozinha, simplesmente subiu na geladeira.

Entre as fobias mais irracionais, temos a fobia de borboleta.

Irracional por ser a borboleta um animal inócuo, que não faz mal a ninguém.

E que muitas vezes é de uma beleza que encanta.

Como explicar este medo?

Há diversos modos de aquisição de fobias, e,entre eles, temos:.

  • Herança genética. É o caso da fobia de sangue-agulhas-injeção-ferimentos. Quando uma pessoa é acometida, em 70% dos casos, outros familiares também são.
  • Condicionamento aversivo: uma experiência desagradável, como ficar preso em um lugar fechado, por exemplo um elevador, pode levar a pessoa a se esquivar de locais fechados e com risco de ficar presa.
  • Educação: pais podem dizer aos filhos que os cães são animais perigosos, ameaçadores e isto fará com que esta pessoa se mantenha longe destes animais.
  • Traumática: é pouco aceita

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tito paes de barros neto

Medos: Você tem? Quais são eles?


Quando se fala em medos, um universo muito grande de situações e objetos se abre sobre nós.

Alguns medos são estranhos, bizarros. Como o caso de um rapaz que tinha pavor de penas de aves.

Outros medos se constituem no universo das fobias.

O escritor Leon Eliachar afirmava que tinha um único medo: de usar o banheiro na casa de alguém, dar a descarga e a água subir, subir, subir…

Medo pode parecer uma coisa ruim, mas nem sempre é assim.

Os medos podem ser bons

medos

Alguns medos tem um papel protetor do ser humano. Vejamos:

Por que razão não dirigimos a 120km por hora nas ruas das cidades?

Simples: porque temos medo de nos envolvermos em um acidente fatal.

Por que respeitamos os sinais de trânsito das vias públicas? Para evitarmos o envolvimento em acidentes.

Por que olhamos para um lado e para outro antes de atravessarmos uma via movimentada? Porque temos medo de sermos atropelados.

Por que tomamos vacinas? Por que temos medo de adoecer.

Como se pode ver, o medo protege o ser humano e a sua espécie contra a sua própria extinção. E assim nos traz uma tranquilidade maior para viver

Imagina agora como seria se os seres humanos não tivessem nenhum medo. O que aconteceria?

Poucos sobreviveriam na face da terra

Temos também aqueles medos que são ruins: os medos fóbicos

medos

São  muitas as fobias presentes na vida das pessoas:

Agorafobia: uma fobia que está relacionada ao transtorno de pânico. A pessoa teme e evita situações que ela relaciona como sendo passíveis de desencadear ataques de pânico.

Fobia social: o temor é o de ser avaliado negativamente pelos outros. Muita vergonha. Medo de falar em público.

Fobia específicas: são as mais comuns e incluem medo de animais, altura, escuro, avião, dirigir, água, sangue e ferimentos, locais fechados.

Todas as fobias específicas devem ser tratadas. Os melhores resultados são obtidos com a terapia cognitivo-comportamental.

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tito paes de barros neto

Medo de altura: quanto mais alto pior

A fobia ou o medo de altura encontra-se classificado como uma fobia específica e caracteriza-se por medo acentuado e esquiva de situações em que a pessoa se veja em uma situação acima do solo, mesmo que esta possa ser uma escada doméstica de dois ou três degraus.

Entrar em contato com estas situações deflagra um medo intenso ou o evitar a qualquer custo o contato com elas.

A simples antecipação do encontro com estas situações já pode levar ao pavor ou à esquiva.

Quem tiver medo de altura, ao entrar em contato com qualquer situação relacionada á isto pode ter um ataque de pânico.

Com sintomas como taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente ou desmaio, tontura, tremor, suor, sensação de descontrole.

Situações presentes no medo de altura

medo de altura

Algumas situações estão presentes no medo de altura. Vejamos algumas delas:

  • Olhar pela janela de um prédio – dependendo de cada caso isto vai se dar em andares mais baixos ou mais altos.
  • Usar uma passarela
  • Subir em escadas
  • Usar elevadores
  • Viajar de avião
  • Usar escadas rolantes
  • Atravessar uma ponte
  • Fazer um rapel ou uma tirolesa
  • Escalar uma montanha
  • Praticar alguns esportes como arvorismo e salto com vara

Qual a causa ou as causas da fobia de altura?

Não se sabe ao certo as causas desta fobia. Entretanto algumas teorias são apresentadas na literatura sobre as fobias em geral:

  • Modelação da ansiedade fóbica dos pais: aqui a criança copia o padrão de medo e esquiva de um ou de ambos os pais.
  • Educação/ instruções: quando os pais educam os filhos enfatizando os perigos dos ambientes altos.
  • Condicionamento aversivo: a pessoa passa por alguma situação muito desagradável ou aversiva e a partir daí passa a evitar estas situações
  • Genética: pouco provável.

Tenho fobia de altura, o que devo fazer?

medo de altura

O melhor é procurar um profissional que trabalhe com terapia comportamental cognitiva, independentemente dele ser psiquiatra ou psicólogo, sobretudo a terapia de exposição.

É a terapia que pode resolver o problema.

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tito paes de barros neto